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Blu
Fandom: BLUE Lock
Criado: 30/06/2026
Tags
UA (Universo Alternativo)OmegaversoMpregDramaDor/ConfortoHistória DomésticaCiúmesPsicológicoGravidez Não Planejada/Indesejada
O Instinto da Sobrevivência e o Peso do Legado
O ar dentro das instalações do Blue Lock nunca esteve tão denso, mas, desta vez, o cheiro de suor e ambição fora substituído por algo muito mais complexo: uma mistura inebriante de feromônios de proteção e a fragilidade doce de dezenas de gestações. Cinco meses haviam se passado desde que o caos dos instintos alfas dominara o projeto, mudando para sempre o destino dos jogadores.
No centro de treinamento da Bastard München, Isagi Yoichi observava, com olhos atentos e predatórios, o grupo à sua frente. Ele não era mais apenas o "Ás" que buscava o gol; ele era o centro de um ecossistema de dependência. Kurona e Kiyora estavam sentados em um banco próximo, ambos exibindo ventres nitidamente arredondados sob as camisas largas do uniforme.
— Você está forçando demais, Isagi — comentou Kurona, ofegante, enquanto passava a mão sobre a saliência em seu ventre. — O bebê... ele chuta toda vez que você libera esse cheiro de dominância.
Isagi se aproximou, ajoelhando-se entre os dois. A possessividade em seu olhar era assustadora.
— Eu preciso garantir que vocês e os filhotes estejam seguros — respondeu Isagi, sua voz soando mais grave do que o normal. — O Blue Lock não é mais um campo de futebol, é um ninho.
Kiyora, sempre mais silencioso, apenas encostou a cabeça no ombro de Isagi. Ele sentia a pressão constante de carregar o herdeiro do "Egoísta", uma carga que pesava tanto fisicamente quanto mentalmente.
Enquanto isso, na ala médica, a situação era ainda mais tensa. Ego Jinpachi, o homem que outrora controlava tudo com punho de ferro, agora se via em uma posição de vulnerabilidade que jamais imaginou. Sentado em uma poltrona, ele observava Noel Noa entrar no quarto. O melhor do mundo não parecia mais o jogador frio de antes; seus olhos estavam fixos no ventre de Ego.
— Você deveria estar descansando, Ego — disse Noa, aproximando-se com passos silenciosos. — O médico disse que sua pressão está instável.
— O projeto está um caos, Noa — rebateu Ego, embora sua voz faltasse a força habitual. — Como posso descansar quando metade dos meus jogadores está carregando a próxima geração de atacantes? Lavinho e Snuffy também não estão facilitando as coisas para você, estão?
Noa suspirou, colocando uma mão protetora sobre a de Ego.
— Lavinho é impaciente, e Snuffy... bom, Barou e eu temos tido discussões acaloradas sobre quem deve cuidar dele. Mas agora, minha prioridade é você.
A poucos metros dali, nos corredores que levavam aos dormitórios da Ubers, a tensão entre alfas era palpável. Barou Shoei estava parado como uma estátua diante da porta de Lorenzo. O "Zumbi" da Ubers, agora com movimentos mais lentos e uma expressão de cansaço constante, tentava sair para buscar água.
— Volte para a cama, Lorenzo — rosnou Barou. — Eu já disse que eu trago o que você precisar.
— Eu não sou um inválido, Barou-chan — Lorenzo sorriu, embora o suor em sua testa mostrasse o esforço de carregar o peso de cinco meses. — O pequeno "Rei" aqui dentro está com fome, só isso.
Barou não cedeu. Ele pegou Lorenzo pelo braço, com uma delicadeza surpreendente para alguém de seu porte, e o guiou de volta. Aiku, que passava por ali também exibindo sua gravidez — fruto da disputa entre Barou e Isagi — apenas observou a cena com um sorriso irônico.
— Deixe-o em paz, Barou. O instinto de ninho do Lorenzo é mais forte que sua teimosia — comentou Aiku, sentindo um chute vigoroso em suas entranhas. — Além disso, você tem que dividir sua atenção. Eu também estou carregando um fardo seu, esqueceu?
Barou bufou, o conflito interno de um alfa com múltiplos parceiros grávidos sendo evidente em sua expressão carrancuda.
Na área da Manshine City, a atmosfera era quase luxuosa, mas não menos carregada. Reo Mikage estava sentado em um sofá de veludo, com Nagi Seishiro deitado com a cabeça em seu colo. Ambos estavam grávidos — Nagi de Reo, Isagi e Agi; Reo carregando o peso de sua própria linhagem e a obsessão de Chris Prince.
— Reo... eu não quero treinar — resmungou Nagi, fechando os olhos enquanto sentia as mãos de Reo em seu cabelo. — É cansativo... e o bebê não para de se mexer.
— Eu sei, Nagi. Eu sei — Reo suspirou. Ele olhou para Chris Prince, que estava do outro lado da sala, discutindo táticas com Agi e Noel Noa. — O mundo lá fora não faz ideia do que está acontecendo aqui. Se descobrirem que o Blue Lock se tornou um berçário de prodígios...
— Eles não vão descobrir — interrompeu Chris, aproximando-se e agachando-se ao lado de Reo. — Eu cuidarei para que ninguém toque nos meus ômegas. Nem em você, nem no Nagi.
O brilho de possessividade nos olhos de Chris era o mesmo que se via em Kunigami na ala da Paris X Gen. O "Herói Caído" estava em um estado de alerta constante. Ele tinha três frentes para proteger: Chigiri, Shidou e Bachira.
Chigiri estava sentado em uma maca, massageando as pernas que agora inchavam com facilidade. Kunigami estava ao seu lado, aplicando uma compressa morna.
— Você está sendo muito cuidadoso, Rensuke — disse Chigiri, com um sorriso suave. — Eu ainda sou a princesa carmesim, lembra?
— Você é a mãe do meu filho agora, Chigiri — Kunigami respondeu, sem desviar o olhar da tarefa. — Eu falhei uma vez neste projeto. Não vou falhar em proteger minha família.
No canto da sala, Shidou Ryusei soltou uma risada alta, embora estivesse visivelmente exausto. Sua barriga de cinco meses era proeminente, e ele parecia achar graça da situação, apesar das dores nas costas.
— Olhe para nós — Shidou zombou, olhando para Rin Itoshi, que estava encostado na parede com os braços cruzados, observando tudo com um olhar sombrio. — O grande demônio do Blue Lock e o prodígio número um, reduzidos a babás de luxo. E aí, Rin-chan? O que vai fazer quando o pequeno demônio aqui dentro decidir sair?
Rin não respondeu de imediato. Ele caminhou até Shidou e colocou a mão sobre o ventre dele, sentindo a pulsação da vida que ajudara a criar.
— Ele vai ser um monstro — murmurou Rin. — E se ele chorar demais, eu o farei calar a boca com uma bola de futebol.
Bachira, que estava sentado perto deles comendo um lanche, começou a rir.
— O monstro dentro de mim diz que o seu é apenas um filhote, Rin-chan! — Bachira exclamou, com a energia de sempre, apesar da gestação avançada que dividia entre Isagi, Kunigami e Rin. — Isagi disse que o nosso vai ser o melhor de todos!
A menção ao nome de Isagi fez o clima mudar instantaneamente. A rivalidade entre os alfas ainda queimava, mas agora era temperada pela necessidade biológica de cooperação para manter os ômegas saudáveis.
No dormitório dos goleiros e defensores, a paz era mais presente, mas a estranheza permanecia. Gagamaru estava sentado em posição de lótus, meditando, enquanto Aryu admirava a "estética" da gravidez do companheiro em um espelho.
— É uma silhueta tão... única, Gagamaru — disse Aryu, ajeitando o cabelo. — O glamour da criação. Isagi realmente deixou sua marca em todos nós, não é?
— Ele é o coração do time — respondeu Gagamaru de olhos fechados. — E o coração agora bate por muitos.
Raichi, que estava deitado em uma cama próxima, resmungou algo sobre como "aquilo era um absurdo" e como "ele deveria estar treinando chutes", mas sua mão não saía de cima do ventre, protegendo o fruto de sua união forçada com Isagi e Zantetsu.
A noite caiu sobre o Blue Lock, e com ela, um silêncio inquietante. No escritório central, Anri observava as câmeras de segurança, preocupada.
— Ego... você realmente acha que isso vai funcionar? — perguntou ela pelo interfone. — Eles são atletas. O que faremos quando os bebês nascerem?
A voz de Ego veio após um longo silêncio.
— O Blue Lock foi criado para criar o melhor atacante do mundo, Anri. Se para isso precisamos criar uma linhagem inteira de gênios sob condições extremas... então que assim seja. O instinto alfa e ômega é apenas mais uma ferramenta de evolução.
No quarto de Kaiser, a atmosfera era de adoração quase religiosa. Ness estava ajoelhado aos pés da cama onde Kaiser repousava. O "Imperador" da Bastard München parecia uma pintura, mesmo com o ventre distendido.
— Ness... — chamou Kaiser, sua voz arrastada. — Traga-me Isagi.
— Mas, Kaiser... Isagi está com os outros — Ness hesitou, o ciúme brilhando em seus olhos.
— Eu não me importo — Kaiser sibilou, seus olhos azuis brilhando na penumbra. — Eu sinto o cheiro dele em todo o corredor. O bastardo me marcou, e agora o filho dele exige a presença do pai. Traga-o aqui antes que eu perca a paciência.
Ness obedeceu, como sempre fazia. Ele encontrou Isagi no corredor, voltando de uma visita a Yukimiya, que estava descansando após uma crise de enxaqueca causada pelo estresse da gravidez dividida entre Isagi, Reo e Ness.
— Ele quer você — disse Ness, secamente.
Isagi não precisou de explicações. Ele entrou no quarto de Kaiser e fechou a porta. O encontro entre os dois rivais agora era puramente instintivo. Isagi sentou-se na cama e puxou Kaiser para seus braços.
— Você está agitado — observou Isagi, sentindo o calor que emanava da pele de Kaiser.
— É culpa sua — Kaiser respondeu, enterrando o rosto no pescoço de Isagi para inalar seu cheiro. — Esse projeto... essa loucura... você venceu, Isagi Yoichi. Você colonizou até o meu corpo.
— Eu não venci nada ainda — sussurrou Isagi, apertando Kaiser contra si. — Só venceremos quando todos eles nascerem e o Blue Lock provar que o egoísmo pode criar vida.
Enquanto os meses passavam e o nascimento se aproximava, o Blue Lock deixava de ser um campo de batalha para se tornar um santuário de segredos. Cada chute sentido dentro dos ventres dos ômegas era uma promessa de um futuro onde o futebol e a biologia se fundiam de forma irremediável. Os alfas, antes descontrolados, agora eram guardiões silenciosos, e os ômegas, apesar do sofrimento inicial, carregavam com orgulho o peso de uma nova era.
A sobrevivência do mais forte não era mais sobre quem marcava o gol, mas sobre quem protegia o legado que crescia a cada dia. E no centro de tudo, Isagi Yoichi observava seu império, sabendo que, em poucos meses, o choro dos recém-nascidos seria o novo hino do Blue Lock.
No centro de treinamento da Bastard München, Isagi Yoichi observava, com olhos atentos e predatórios, o grupo à sua frente. Ele não era mais apenas o "Ás" que buscava o gol; ele era o centro de um ecossistema de dependência. Kurona e Kiyora estavam sentados em um banco próximo, ambos exibindo ventres nitidamente arredondados sob as camisas largas do uniforme.
— Você está forçando demais, Isagi — comentou Kurona, ofegante, enquanto passava a mão sobre a saliência em seu ventre. — O bebê... ele chuta toda vez que você libera esse cheiro de dominância.
Isagi se aproximou, ajoelhando-se entre os dois. A possessividade em seu olhar era assustadora.
— Eu preciso garantir que vocês e os filhotes estejam seguros — respondeu Isagi, sua voz soando mais grave do que o normal. — O Blue Lock não é mais um campo de futebol, é um ninho.
Kiyora, sempre mais silencioso, apenas encostou a cabeça no ombro de Isagi. Ele sentia a pressão constante de carregar o herdeiro do "Egoísta", uma carga que pesava tanto fisicamente quanto mentalmente.
Enquanto isso, na ala médica, a situação era ainda mais tensa. Ego Jinpachi, o homem que outrora controlava tudo com punho de ferro, agora se via em uma posição de vulnerabilidade que jamais imaginou. Sentado em uma poltrona, ele observava Noel Noa entrar no quarto. O melhor do mundo não parecia mais o jogador frio de antes; seus olhos estavam fixos no ventre de Ego.
— Você deveria estar descansando, Ego — disse Noa, aproximando-se com passos silenciosos. — O médico disse que sua pressão está instável.
— O projeto está um caos, Noa — rebateu Ego, embora sua voz faltasse a força habitual. — Como posso descansar quando metade dos meus jogadores está carregando a próxima geração de atacantes? Lavinho e Snuffy também não estão facilitando as coisas para você, estão?
Noa suspirou, colocando uma mão protetora sobre a de Ego.
— Lavinho é impaciente, e Snuffy... bom, Barou e eu temos tido discussões acaloradas sobre quem deve cuidar dele. Mas agora, minha prioridade é você.
A poucos metros dali, nos corredores que levavam aos dormitórios da Ubers, a tensão entre alfas era palpável. Barou Shoei estava parado como uma estátua diante da porta de Lorenzo. O "Zumbi" da Ubers, agora com movimentos mais lentos e uma expressão de cansaço constante, tentava sair para buscar água.
— Volte para a cama, Lorenzo — rosnou Barou. — Eu já disse que eu trago o que você precisar.
— Eu não sou um inválido, Barou-chan — Lorenzo sorriu, embora o suor em sua testa mostrasse o esforço de carregar o peso de cinco meses. — O pequeno "Rei" aqui dentro está com fome, só isso.
Barou não cedeu. Ele pegou Lorenzo pelo braço, com uma delicadeza surpreendente para alguém de seu porte, e o guiou de volta. Aiku, que passava por ali também exibindo sua gravidez — fruto da disputa entre Barou e Isagi — apenas observou a cena com um sorriso irônico.
— Deixe-o em paz, Barou. O instinto de ninho do Lorenzo é mais forte que sua teimosia — comentou Aiku, sentindo um chute vigoroso em suas entranhas. — Além disso, você tem que dividir sua atenção. Eu também estou carregando um fardo seu, esqueceu?
Barou bufou, o conflito interno de um alfa com múltiplos parceiros grávidos sendo evidente em sua expressão carrancuda.
Na área da Manshine City, a atmosfera era quase luxuosa, mas não menos carregada. Reo Mikage estava sentado em um sofá de veludo, com Nagi Seishiro deitado com a cabeça em seu colo. Ambos estavam grávidos — Nagi de Reo, Isagi e Agi; Reo carregando o peso de sua própria linhagem e a obsessão de Chris Prince.
— Reo... eu não quero treinar — resmungou Nagi, fechando os olhos enquanto sentia as mãos de Reo em seu cabelo. — É cansativo... e o bebê não para de se mexer.
— Eu sei, Nagi. Eu sei — Reo suspirou. Ele olhou para Chris Prince, que estava do outro lado da sala, discutindo táticas com Agi e Noel Noa. — O mundo lá fora não faz ideia do que está acontecendo aqui. Se descobrirem que o Blue Lock se tornou um berçário de prodígios...
— Eles não vão descobrir — interrompeu Chris, aproximando-se e agachando-se ao lado de Reo. — Eu cuidarei para que ninguém toque nos meus ômegas. Nem em você, nem no Nagi.
O brilho de possessividade nos olhos de Chris era o mesmo que se via em Kunigami na ala da Paris X Gen. O "Herói Caído" estava em um estado de alerta constante. Ele tinha três frentes para proteger: Chigiri, Shidou e Bachira.
Chigiri estava sentado em uma maca, massageando as pernas que agora inchavam com facilidade. Kunigami estava ao seu lado, aplicando uma compressa morna.
— Você está sendo muito cuidadoso, Rensuke — disse Chigiri, com um sorriso suave. — Eu ainda sou a princesa carmesim, lembra?
— Você é a mãe do meu filho agora, Chigiri — Kunigami respondeu, sem desviar o olhar da tarefa. — Eu falhei uma vez neste projeto. Não vou falhar em proteger minha família.
No canto da sala, Shidou Ryusei soltou uma risada alta, embora estivesse visivelmente exausto. Sua barriga de cinco meses era proeminente, e ele parecia achar graça da situação, apesar das dores nas costas.
— Olhe para nós — Shidou zombou, olhando para Rin Itoshi, que estava encostado na parede com os braços cruzados, observando tudo com um olhar sombrio. — O grande demônio do Blue Lock e o prodígio número um, reduzidos a babás de luxo. E aí, Rin-chan? O que vai fazer quando o pequeno demônio aqui dentro decidir sair?
Rin não respondeu de imediato. Ele caminhou até Shidou e colocou a mão sobre o ventre dele, sentindo a pulsação da vida que ajudara a criar.
— Ele vai ser um monstro — murmurou Rin. — E se ele chorar demais, eu o farei calar a boca com uma bola de futebol.
Bachira, que estava sentado perto deles comendo um lanche, começou a rir.
— O monstro dentro de mim diz que o seu é apenas um filhote, Rin-chan! — Bachira exclamou, com a energia de sempre, apesar da gestação avançada que dividia entre Isagi, Kunigami e Rin. — Isagi disse que o nosso vai ser o melhor de todos!
A menção ao nome de Isagi fez o clima mudar instantaneamente. A rivalidade entre os alfas ainda queimava, mas agora era temperada pela necessidade biológica de cooperação para manter os ômegas saudáveis.
No dormitório dos goleiros e defensores, a paz era mais presente, mas a estranheza permanecia. Gagamaru estava sentado em posição de lótus, meditando, enquanto Aryu admirava a "estética" da gravidez do companheiro em um espelho.
— É uma silhueta tão... única, Gagamaru — disse Aryu, ajeitando o cabelo. — O glamour da criação. Isagi realmente deixou sua marca em todos nós, não é?
— Ele é o coração do time — respondeu Gagamaru de olhos fechados. — E o coração agora bate por muitos.
Raichi, que estava deitado em uma cama próxima, resmungou algo sobre como "aquilo era um absurdo" e como "ele deveria estar treinando chutes", mas sua mão não saía de cima do ventre, protegendo o fruto de sua união forçada com Isagi e Zantetsu.
A noite caiu sobre o Blue Lock, e com ela, um silêncio inquietante. No escritório central, Anri observava as câmeras de segurança, preocupada.
— Ego... você realmente acha que isso vai funcionar? — perguntou ela pelo interfone. — Eles são atletas. O que faremos quando os bebês nascerem?
A voz de Ego veio após um longo silêncio.
— O Blue Lock foi criado para criar o melhor atacante do mundo, Anri. Se para isso precisamos criar uma linhagem inteira de gênios sob condições extremas... então que assim seja. O instinto alfa e ômega é apenas mais uma ferramenta de evolução.
No quarto de Kaiser, a atmosfera era de adoração quase religiosa. Ness estava ajoelhado aos pés da cama onde Kaiser repousava. O "Imperador" da Bastard München parecia uma pintura, mesmo com o ventre distendido.
— Ness... — chamou Kaiser, sua voz arrastada. — Traga-me Isagi.
— Mas, Kaiser... Isagi está com os outros — Ness hesitou, o ciúme brilhando em seus olhos.
— Eu não me importo — Kaiser sibilou, seus olhos azuis brilhando na penumbra. — Eu sinto o cheiro dele em todo o corredor. O bastardo me marcou, e agora o filho dele exige a presença do pai. Traga-o aqui antes que eu perca a paciência.
Ness obedeceu, como sempre fazia. Ele encontrou Isagi no corredor, voltando de uma visita a Yukimiya, que estava descansando após uma crise de enxaqueca causada pelo estresse da gravidez dividida entre Isagi, Reo e Ness.
— Ele quer você — disse Ness, secamente.
Isagi não precisou de explicações. Ele entrou no quarto de Kaiser e fechou a porta. O encontro entre os dois rivais agora era puramente instintivo. Isagi sentou-se na cama e puxou Kaiser para seus braços.
— Você está agitado — observou Isagi, sentindo o calor que emanava da pele de Kaiser.
— É culpa sua — Kaiser respondeu, enterrando o rosto no pescoço de Isagi para inalar seu cheiro. — Esse projeto... essa loucura... você venceu, Isagi Yoichi. Você colonizou até o meu corpo.
— Eu não venci nada ainda — sussurrou Isagi, apertando Kaiser contra si. — Só venceremos quando todos eles nascerem e o Blue Lock provar que o egoísmo pode criar vida.
Enquanto os meses passavam e o nascimento se aproximava, o Blue Lock deixava de ser um campo de batalha para se tornar um santuário de segredos. Cada chute sentido dentro dos ventres dos ômegas era uma promessa de um futuro onde o futebol e a biologia se fundiam de forma irremediável. Os alfas, antes descontrolados, agora eram guardiões silenciosos, e os ômegas, apesar do sofrimento inicial, carregavam com orgulho o peso de uma nova era.
A sobrevivência do mais forte não era mais sobre quem marcava o gol, mas sobre quem protegia o legado que crescia a cada dia. E no centro de tudo, Isagi Yoichi observava seu império, sabendo que, em poucos meses, o choro dos recém-nascidos seria o novo hino do Blue Lock.
