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Ordem e traumas
Fandom: Ordem paranormal
Criado: 01/07/2026
Tags
AçãoHorrorDramaAngústiaRomanceTragédiaMorte de PersonagemMorte do ProtagonistaViolência GráficaHorror de Sobrevivência
O Peso do Sangue e do Fascínio
O cheiro de mofo e carne podre impregnava o ar do galpão abandonado na periferia de São Paulo. Iara ajustou as luvas de couro, sentindo o peso dos rituais pulsando em suas veias. Ao seu lado, Ágatha revisava alguns selos em um pergaminho, a expressão fria e calculista de sempre. Iara, no entanto, tinha a mente em outro lugar. Sempre que o silêncio se tornava profundo demais, ela voltava para as cavernas de Santo Berço. Ela ainda conseguia ouvir o sussurro das árvores douradas, a promessa de uma paz que o mundo real nunca poderia oferecer.
— Iara, foco — a voz de Ágatha cortou seus pensamentos como uma lâmina. — Eles estão vindo.
— Eu sei, Ágatha. Só estava... lembrando. — Iara suspirou, sentindo o pingente em seu pescoço, um presente que César lhe dera logo após saírem daquela cidade maldita.
O som de garras arranhando o metal ecoou. Do teto, três criaturas de Sangue despencaram, massas disformes de músculos expostos e dentes afiados. Eram o que a Ordem chamava de "Carniçais de Sangue", mas para Iara, eram apenas mais um obstáculo entre ela e o descanso.
— Invoco o que está oculto! — gritou Iara, estendendo a mão.
Chamas purpúreas brotaram de seus dedos, moldando-se em correntes que envolveram a criatura mais próxima. O monstro urrou, o cheiro de carne queimada misturando-se ao fedor do ambiente. Ágatha, com uma precisão cirúrgica, disparou um feixe de energia paranormal que atravessou o crânio de outra criatura.
— Eles não param de vir! — Arthur gritou do outro lado do galpão, empunhando seu machado com a fúria que Iara conhecia desde os tempos de Carpazinha. — César, cobertura!
César estava posicionado atrás de alguns caixotes, os dedos voando sobre o teclado do notebook enquanto tentava hackear o sistema de segurança que mantinha as portas seladas. Ele olhou rapidamente para Iara, um lampejo de preocupação em seus olhos escuros.
— Iara, cuidado atrás de você! — exclamou César.
Ela girou a tempo de ver uma quarta criatura saltar das sombras. Sem tempo para um ritual complexo, Iara sentiu o Medo subir por sua espinha, mas em vez de paralisá-la, ele a alimentou. Ela estendeu a mão e o ar ao redor da criatura se comprimiu até que os ossos do monstro estalassem e ele explodisse em uma poça de lodo vermelho.
A batalha foi frenética. O som de tiros, gritos e o sibilar do Ocultismo preenchiam o vácuo. Quando o último monstro finalmente caiu, o silêncio que se seguiu foi pesado, interrompido apenas pela respiração ofegante da equipe E.
— Todos inteiros? — perguntou Arthur, limpando o sangue do machado na calça.
— Sim — respondeu Ágatha, guardando seus itens. — Mas precisamos sair daqui. O nexo está instável.
Iara não respondeu de imediato. Ela olhava para as manchas de sangue no chão, que brilhavam com uma tonalidade estranhamente familiar. Por um segundo, as manchas pareceram pétalas douradas.
— Iara? — César se aproximou, tocando seu ombro suavemente. — Você está bem?
— Estou. Só... Santo Berço. Às vezes eu sinto que deixei uma parte de mim lá, César. — Ela olhou para ele, os olhos nublados pela melancolia. — Arthur me tirou de lá, e eu sou grata, mas... aquele lugar fazia sentido.
— Aquele lugar era uma mentira, Iara — disse César, a voz baixa e firme. — Aqui é real. O que sentimos é real.
Ele a puxou para um abraço rápido, um gesto de conforto em meio ao caos. Iara fechou os olhos, permitindo-se sentir o calor dele. O amor por César era a única coisa que a ancorava à realidade, a única coisa que a impedia de se perder completamente nos sussurros do Outro Lado que Ágatha tanto a ensinava a controlar.
Horas depois, de volta à base da Ordem, a adrenalina da batalha deu lugar a uma exaustão profunda e a uma tensão que só poderia ser resolvida de uma forma. Iara estava em seu quarto, tentando decifrar um grimório antigo, quando a porta se abriu silenciosamente. Era César.
Ele não disse nada. Apenas caminhou até ela e fechou o livro.
— Você está pensando demais de novo — disse ele, a voz rouca.
— É difícil não pensar quando o mundo está acabando lá fora — respondeu Iara, levantando-se e ficando a poucos centímetros dele.
— Então para de olhar para o mundo. Olha para mim.
César a puxou pela cintura, selando seus lábios em um beijo que misturava desespero e alívio. Iara envolveu o pescoço dele com os braços, puxando-o para mais perto, sentindo a batida acelerada do coração dele contra o seu peito. A urgência era mútua. No mundo da Ordem, cada dia poderia ser o último, e eles sabiam disso melhor do que ninguém.
Ele a guiou até a cama, as mãos explorando o corpo dela com uma familiaridade faminta. Iara sentiu as roupas sendo descartadas, o frio do quarto contrastando com o calor da pele de César. Quando ele entrou nela, Iara soltou um suspiro longo, enterrando o rosto no pescoço dele. Naquele momento, não havia Santo Berço, não havia rituais de morte, não havia o Medo. Havia apenas a conexão elétrica entre dois sobreviventes.
O movimento era rítmico, uma dança de corpos que buscavam esquecer o horror que enfrentavam diariamente. Iara arranhou as costas de César, sentindo as cicatrizes que ele carregava — marcas de batalhas passadas que ela também compartilhava.
— Eu te amo — sussurrou César entre arquejos, a voz carregada de uma sinceridade que quase a fez chorar.
— Eu também te amo — ela respondeu, apertando-o com força enquanto o ápice os atingia, uma explosão de sensações que eclipsava qualquer poder paranormal que ela já tivesse conjurado.
Eles ficaram deitados ali por um tempo, envoltos nos lençóis, o silêncio agora era confortável. Mas a paz na Ordem é sempre um empréstimo caro.
O alarme da base ecoou, estridente e impiedoso.
— Não... — resmungou César, cobrindo o rosto com as mãos.
— Temos que ir — disse Iara, já se levantando e pegando suas roupas. O rosto dela, antes suave, agora voltava a assumir a máscara de combatente.
Eles se equiparam rapidamente e correram para a sala de reuniões. Arthur estava lá, o rosto pálido, ao lado de uma maca onde Ágatha tentava desesperadamente estancar o sangue de um agente novato.
— O que aconteceu? — perguntou Iara, aproximando-se da mesa de operações.
— Uma emboscada — disse Arthur, a voz trêmula de ódio. — Os galdelios... eles voltaram. Mas não são mais os mesmos. Eles estão usando o lodo. Estão usando a Morte.
Iara sentiu um calafrio. Os galdelios eram sua antiga família, as pessoas com quem ela cresceu antes de Santo Berço mudar tudo. Ver que eles haviam se tornado monstros era uma facada em seu peito.
— Eles estão no setor 4 — informou o Senhor Veríssimo através do comunicador. — Vão. Agora.
A missão foi um borrão de violência. Iara e César lutaram lado a lado, uma sincronia perfeita entre tecnologia e ocultismo. Mas os galdelios corrompidos eram rápidos demais. No meio do confronto, em um corredor estreito e escuro, um dos antigos companheiros de Iara, agora transformado em uma abominação de lodo e ossos, saltou sobre eles.
— Cuidado! — gritou Iara, empurrando César para o lado.
Ela conjurou um escudo de energia, mas a força do impacto a jogou contra a parede. O monstro rosnou, o rosto distorcido em uma máscara de agonia eterna.
— Iara... ajuda... — a criatura balbuciou, uma voz que ela reconheceu como sendo de um de seus primos.
A hesitação foi fatal. Por um milésimo de segundo, Iara viu o menino com quem brincava em Carpazinha, não o monstro. A criatura aproveitou a brecha e cravou as garras no ombro dela.
— NÃOOO! — O grito de César ecoou pelo corredor.
Ele descarregou o pente da pistola na cabeça da criatura, que se desfez em fumaça preta e lodo. César correu para Iara, que estava caída, o sangue manchando sua túnica de ocultista.
— Iara, olha para mim! Fica comigo! — ele implorava, as mãos tremendo enquanto tentava aplicar um kit médico.
— César... — Iara tossiu, sangue escorrendo pelo canto da boca. — Aquele lugar... Santo Berço... eu entendo agora.
— Não fala, guarda energia! — dizia ele, as lágrimas começando a cair.
— É tudo um ciclo — ela divagou, os olhos perdendo o foco. — A morte não é o fim... é só... o começo do fascínio.
Arthur chegou logo atrás, paralisando ao ver a cena. Ele caiu de joelhos ao lado da amiga de infância.
— Iara, não faz isso com a gente — pediu Arthur, a voz quebrada. — Você sobreviveu àquela cidade. Você sobreviveu a tudo.
Iara sorriu fracamente. Naquele momento, a visão de Santo Berço voltou, mas não era mais uma memória de medo. Era uma visão de luz. Ela viu as árvores, ouviu o vento e, por um instante, sentiu que estava finalmente voltando para casa.
— Arthur... cuida dele — ela sussurrou, a mão gelada tocando o rosto de César uma última vez.
A mão dela escorregou. Os olhos de Iara permaneceram abertos, mas o brilho neles se apagou. O silêncio que se seguiu no corredor foi o mais ensurdecedor que César já ouvira.
— Iara? — ele chamou, a voz em um sussurro desesperado. — Iara, acorda. Por favor.
Arthur colocou a mão no ombro de César, as lágrimas correndo livremente pelo rosto do guerreiro. César abraçou o corpo sem vida da mulher que amava, gritando seu nome contra o vazio do corredor, enquanto o cheiro de lodo e morte pairava sobre eles, lembrando a todos que, no mundo do paranormal, o preço da esperança é sempre pago com sangue.
— Iara, foco — a voz de Ágatha cortou seus pensamentos como uma lâmina. — Eles estão vindo.
— Eu sei, Ágatha. Só estava... lembrando. — Iara suspirou, sentindo o pingente em seu pescoço, um presente que César lhe dera logo após saírem daquela cidade maldita.
O som de garras arranhando o metal ecoou. Do teto, três criaturas de Sangue despencaram, massas disformes de músculos expostos e dentes afiados. Eram o que a Ordem chamava de "Carniçais de Sangue", mas para Iara, eram apenas mais um obstáculo entre ela e o descanso.
— Invoco o que está oculto! — gritou Iara, estendendo a mão.
Chamas purpúreas brotaram de seus dedos, moldando-se em correntes que envolveram a criatura mais próxima. O monstro urrou, o cheiro de carne queimada misturando-se ao fedor do ambiente. Ágatha, com uma precisão cirúrgica, disparou um feixe de energia paranormal que atravessou o crânio de outra criatura.
— Eles não param de vir! — Arthur gritou do outro lado do galpão, empunhando seu machado com a fúria que Iara conhecia desde os tempos de Carpazinha. — César, cobertura!
César estava posicionado atrás de alguns caixotes, os dedos voando sobre o teclado do notebook enquanto tentava hackear o sistema de segurança que mantinha as portas seladas. Ele olhou rapidamente para Iara, um lampejo de preocupação em seus olhos escuros.
— Iara, cuidado atrás de você! — exclamou César.
Ela girou a tempo de ver uma quarta criatura saltar das sombras. Sem tempo para um ritual complexo, Iara sentiu o Medo subir por sua espinha, mas em vez de paralisá-la, ele a alimentou. Ela estendeu a mão e o ar ao redor da criatura se comprimiu até que os ossos do monstro estalassem e ele explodisse em uma poça de lodo vermelho.
A batalha foi frenética. O som de tiros, gritos e o sibilar do Ocultismo preenchiam o vácuo. Quando o último monstro finalmente caiu, o silêncio que se seguiu foi pesado, interrompido apenas pela respiração ofegante da equipe E.
— Todos inteiros? — perguntou Arthur, limpando o sangue do machado na calça.
— Sim — respondeu Ágatha, guardando seus itens. — Mas precisamos sair daqui. O nexo está instável.
Iara não respondeu de imediato. Ela olhava para as manchas de sangue no chão, que brilhavam com uma tonalidade estranhamente familiar. Por um segundo, as manchas pareceram pétalas douradas.
— Iara? — César se aproximou, tocando seu ombro suavemente. — Você está bem?
— Estou. Só... Santo Berço. Às vezes eu sinto que deixei uma parte de mim lá, César. — Ela olhou para ele, os olhos nublados pela melancolia. — Arthur me tirou de lá, e eu sou grata, mas... aquele lugar fazia sentido.
— Aquele lugar era uma mentira, Iara — disse César, a voz baixa e firme. — Aqui é real. O que sentimos é real.
Ele a puxou para um abraço rápido, um gesto de conforto em meio ao caos. Iara fechou os olhos, permitindo-se sentir o calor dele. O amor por César era a única coisa que a ancorava à realidade, a única coisa que a impedia de se perder completamente nos sussurros do Outro Lado que Ágatha tanto a ensinava a controlar.
Horas depois, de volta à base da Ordem, a adrenalina da batalha deu lugar a uma exaustão profunda e a uma tensão que só poderia ser resolvida de uma forma. Iara estava em seu quarto, tentando decifrar um grimório antigo, quando a porta se abriu silenciosamente. Era César.
Ele não disse nada. Apenas caminhou até ela e fechou o livro.
— Você está pensando demais de novo — disse ele, a voz rouca.
— É difícil não pensar quando o mundo está acabando lá fora — respondeu Iara, levantando-se e ficando a poucos centímetros dele.
— Então para de olhar para o mundo. Olha para mim.
César a puxou pela cintura, selando seus lábios em um beijo que misturava desespero e alívio. Iara envolveu o pescoço dele com os braços, puxando-o para mais perto, sentindo a batida acelerada do coração dele contra o seu peito. A urgência era mútua. No mundo da Ordem, cada dia poderia ser o último, e eles sabiam disso melhor do que ninguém.
Ele a guiou até a cama, as mãos explorando o corpo dela com uma familiaridade faminta. Iara sentiu as roupas sendo descartadas, o frio do quarto contrastando com o calor da pele de César. Quando ele entrou nela, Iara soltou um suspiro longo, enterrando o rosto no pescoço dele. Naquele momento, não havia Santo Berço, não havia rituais de morte, não havia o Medo. Havia apenas a conexão elétrica entre dois sobreviventes.
O movimento era rítmico, uma dança de corpos que buscavam esquecer o horror que enfrentavam diariamente. Iara arranhou as costas de César, sentindo as cicatrizes que ele carregava — marcas de batalhas passadas que ela também compartilhava.
— Eu te amo — sussurrou César entre arquejos, a voz carregada de uma sinceridade que quase a fez chorar.
— Eu também te amo — ela respondeu, apertando-o com força enquanto o ápice os atingia, uma explosão de sensações que eclipsava qualquer poder paranormal que ela já tivesse conjurado.
Eles ficaram deitados ali por um tempo, envoltos nos lençóis, o silêncio agora era confortável. Mas a paz na Ordem é sempre um empréstimo caro.
O alarme da base ecoou, estridente e impiedoso.
— Não... — resmungou César, cobrindo o rosto com as mãos.
— Temos que ir — disse Iara, já se levantando e pegando suas roupas. O rosto dela, antes suave, agora voltava a assumir a máscara de combatente.
Eles se equiparam rapidamente e correram para a sala de reuniões. Arthur estava lá, o rosto pálido, ao lado de uma maca onde Ágatha tentava desesperadamente estancar o sangue de um agente novato.
— O que aconteceu? — perguntou Iara, aproximando-se da mesa de operações.
— Uma emboscada — disse Arthur, a voz trêmula de ódio. — Os galdelios... eles voltaram. Mas não são mais os mesmos. Eles estão usando o lodo. Estão usando a Morte.
Iara sentiu um calafrio. Os galdelios eram sua antiga família, as pessoas com quem ela cresceu antes de Santo Berço mudar tudo. Ver que eles haviam se tornado monstros era uma facada em seu peito.
— Eles estão no setor 4 — informou o Senhor Veríssimo através do comunicador. — Vão. Agora.
A missão foi um borrão de violência. Iara e César lutaram lado a lado, uma sincronia perfeita entre tecnologia e ocultismo. Mas os galdelios corrompidos eram rápidos demais. No meio do confronto, em um corredor estreito e escuro, um dos antigos companheiros de Iara, agora transformado em uma abominação de lodo e ossos, saltou sobre eles.
— Cuidado! — gritou Iara, empurrando César para o lado.
Ela conjurou um escudo de energia, mas a força do impacto a jogou contra a parede. O monstro rosnou, o rosto distorcido em uma máscara de agonia eterna.
— Iara... ajuda... — a criatura balbuciou, uma voz que ela reconheceu como sendo de um de seus primos.
A hesitação foi fatal. Por um milésimo de segundo, Iara viu o menino com quem brincava em Carpazinha, não o monstro. A criatura aproveitou a brecha e cravou as garras no ombro dela.
— NÃOOO! — O grito de César ecoou pelo corredor.
Ele descarregou o pente da pistola na cabeça da criatura, que se desfez em fumaça preta e lodo. César correu para Iara, que estava caída, o sangue manchando sua túnica de ocultista.
— Iara, olha para mim! Fica comigo! — ele implorava, as mãos tremendo enquanto tentava aplicar um kit médico.
— César... — Iara tossiu, sangue escorrendo pelo canto da boca. — Aquele lugar... Santo Berço... eu entendo agora.
— Não fala, guarda energia! — dizia ele, as lágrimas começando a cair.
— É tudo um ciclo — ela divagou, os olhos perdendo o foco. — A morte não é o fim... é só... o começo do fascínio.
Arthur chegou logo atrás, paralisando ao ver a cena. Ele caiu de joelhos ao lado da amiga de infância.
— Iara, não faz isso com a gente — pediu Arthur, a voz quebrada. — Você sobreviveu àquela cidade. Você sobreviveu a tudo.
Iara sorriu fracamente. Naquele momento, a visão de Santo Berço voltou, mas não era mais uma memória de medo. Era uma visão de luz. Ela viu as árvores, ouviu o vento e, por um instante, sentiu que estava finalmente voltando para casa.
— Arthur... cuida dele — ela sussurrou, a mão gelada tocando o rosto de César uma última vez.
A mão dela escorregou. Os olhos de Iara permaneceram abertos, mas o brilho neles se apagou. O silêncio que se seguiu no corredor foi o mais ensurdecedor que César já ouvira.
— Iara? — ele chamou, a voz em um sussurro desesperado. — Iara, acorda. Por favor.
Arthur colocou a mão no ombro de César, as lágrimas correndo livremente pelo rosto do guerreiro. César abraçou o corpo sem vida da mulher que amava, gritando seu nome contra o vazio do corredor, enquanto o cheiro de lodo e morte pairava sobre eles, lembrando a todos que, no mundo do paranormal, o preço da esperança é sempre pago com sangue.
