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Entre dor e fé
Fandom: LandLamb
Criado: 01/07/2026
Tags
FantasiaAçãoDor/ConfortoDramaEstudo de PersonagemAventuraLirismoSolarpunk
O Sangue no Altar do Sol
A luz do sol filtrava-se entre as copas das árvores centenárias, criando padrões de ouro e sombra sobre o tapete de musgo da floresta. Ramuel, o pastor de lã alva e chifres curvados que pareciam esculpidos em marfim, permanecia imóvel no topo da colina. O cajado de madeira clara, imbuído com a essência de sua divindade solar, pulsava com um brilho suave e rítmico, como um coração que bate em paz.
Ao seu redor, o rebanho pastava. Pequenos cordeiros, frágeis e inocentes, que viam em Ramuel não apenas um guia, mas um pai. Ele nunca lhes mentia; se o mundo era perigoso, ele dizia, mas se ele estivesse ali, o perigo não cruzaria o círculo de luz.
Mas a sombra sempre espreitava.
Um estalo de galho seco ecoou à direita. Ramuel nem sequer virou a cabeça, mas seus olhos dourados brilharam com a intensidade de um meio-dia de verão.
— Você está atrasado hoje, Lobo — disse Ramuel com uma voz que ressoava como o toque de um sino de bronze. — O sol já passou do seu ápice.
Dos arbustos, uma figura colossal emergiu. O Lobo tinha dois metros de altura, uma montanha de músculos cobertos por uma pelagem cinza-chumbo, cicatrizes marcando seu focinho e olhos que queimavam com uma fome eterna. Ele rosnou, um som que vibrou no peito de Ramuel, mas o pastor não recuou.
— Suas ovelhas parecem gordas hoje, Ramuel — rosnou o Lobo, as garras cavando a terra úmida. — O sol não pode brilhar em todos os cantos para sempre.
— Enquanto eu respirar, ele brilhará para eles — respondeu o pastor, finalmente encarando o predador. — Você sabe como isso termina. Você avança, a luz te cega, e você volta para a escuridão com as mãos vazias. Por que insistir no fracasso?
O Lobo soltou uma risada rouca, mostrando presas afiadas.
— Porque um dia, Pastor, você vai piscar. E nesse dia, eu vou devorar o que você mais ama.
O Lobo saltou. Foi um movimento borrado, uma massa de fúria dirigida ao cordeiro mais jovem, que se afastara um pouco do grupo. Mas Ramuel foi mais rápido. Ele bateu a base do cajado no chão e uma redoma de luz incandescente explodiu em torno do rebanho. O Lobo colidiu contra a barreira invisível, o cheiro de pelo chamuscado subindo imediatamente. Ele foi arremessado para trás, rolando pelo chão até parar perto de um carvalho antigo.
— Chega — disse Ramuel, caminhando calmamente em direção ao predador caído. — Vá embora. Não me force a usar mais do que o necessário para te afastar.
O Lobo rosnou, levantando-se com dificuldade, mas parou abruptamente. Suas orelhas se ergueram. Ele não olhava para Ramuel, mas para a densa escuridão que começava a se formar além da orla da floresta, onde o sol nunca alcançava.
— Você sentiu isso? — sussurrou o Lobo, sua voz perdendo a agressividade habitual e ganhando um tom de alerta genuíno.
Ramuel franziu a testa. Ele fechou os olhos, sintonizando-se com a energia da floresta. O ar, antes doce com o cheiro de flores silvestres, agora carregava um odor metálico, frio e antigo. Não era a fome natural do Lobo. Era algo... vazio.
— Algo está vindo — disse Ramuel, a mão apertando o cajado. — E não é você.
De repente, vultos negros, desprovidos de forma definida e com olhos que pareciam buracos na realidade, começaram a deslizar por entre as árvores. Eles não caminhavam; eles fluíam como tinta na água. Eram as Sombras do Esquecimento, entidades que não buscavam apenas carne, mas a própria essência da vida.
Uma dessas criaturas saltou das sombras, movendo-se com uma velocidade antinatural em direção a um dos cordeiros que estava fora da proteção principal. Ramuel levantou o cajado para conjurar um raio de sol, mas uma segunda sombra o atingiu pelo flanco, derrubando-o.
O cajado rolou para longe.
— Ramuel! — rugiu o Lobo.
Pela primeira vez em anos, o Lobo não atacou o pastor ou seu rebanho. Em um salto prodigioso, ele se lançou sobre a criatura que ameaçava o cordeiro, rasgando a forma etérea com suas garras físicas impregnadas de uma força bruta que parecia, momentaneamente, ferir o vazio.
Ramuel recuperou-se, invocando uma chama dourada em suas mãos para dissipar a sombra que o prendia. Ele olhou para o Lobo, chocado ao vê-lo protegendo o pequeno cordeiro sob seu corpo maciço, rosnando para as sombras que os cercavam.
— Por que você está fazendo isso? — perguntou Ramuel, a voz falhando pela primeira vez na vida.
O Lobo não olhou para trás.
— Eles são meus para caçar, Pastor! — gritou ele, enquanto cravava os dentes no pescoço de uma sombra, sentindo o frio do vazio queimar sua boca. — Eu não vou deixar essas coisas sem alma tocarem no que pertence a esta floresta!
Ramuel sentiu uma pontada no peito que não vinha de nenhum ferimento. Ele correu até o Lobo, posicionando-se de costas para ele. O pastor e o predador, o sol e a sombra, agora formavam um único círculo de defesa.
— Fique perto de mim — ordenou Ramuel. — Minha luz vai fortalecer suas garras.
— Eu não preciso da sua luz, carneiro — resmungou o Lobo, embora estivesse visivelmente exausto.
— Você precisa se quiser sobreviver a isso — rebateu Ramuel suavemente. — E eu nunca minto.
Ramuel elevou seu cajado e entoou um cântico antigo. A luz que emanou dele não foi um clarão agressivo, mas uma aura quente e dourada que envolveu tanto ele quanto o Lobo. A pelagem cinza do predador começou a brilhar com reflexos de bronze.
Juntos, eles lutaram. O Lobo era o aço, Ramuel era a forja. Cada movimento do Lobo era coberto pela proteção divina de Ramuel, e cada abertura na defesa do pastor era fechada pela ferocidade do Lobo. Era uma dança de destruição e preservação.
Quando a última sombra se dissipou em fumaça negra, o silêncio retornou à clareira. O sol estava se pondo, pintando o céu de púrpura e laranja.
O Lobo caiu de joelhos, ofegante. Sangue escuro escorria de vários cortes em seus flancos, e ele tremia. Ramuel aproximou-se, guardando o cajado e ajoelhando-se ao lado do seu eterno inimigo.
— Você está ferido — disse Ramuel, estendendo a mão.
O Lobo recuou, rosnando fracamente.
— Não me toque com essa santidade.
— Não é santidade — corrigiu Ramuel, mantendo a mão estendida, a palma voltada para cima em um gesto de paz. — É gratidão. Você salvou meu filho.
O Lobo olhou para o cordeiro, que agora se escondia atrás de uma árvore, olhando para o predador com olhos curiosos e sem medo. O Lobo soltou um suspiro pesado, a postura relaxando.
— Ele teria sido um bom lanche — murmurou o Lobo, mas não havia veneno em suas palavras.
— Você é um mentiroso terrível — disse Ramuel com um sorriso triste. — E eu sou um excelente juiz de caráter. Você não o salvou apenas por posse. Você o salvou porque sentiu o que eu sinto.
O Lobo finalmente olhou nos olhos de Ramuel. Havia um entendimento ali, uma conexão forjada no calor da batalha e no frio do medo compartilhado. O constrangimento pairou entre eles, uma tensão diferente daquela da caça. Era a percepção de que a linha entre o protetor e o destruidor era muito mais tênue do que ambos gostariam de admitir.
— O que acontece agora? — perguntou o Lobo, sua voz baixa e rouca.
Ramuel colocou a mão sobre o ombro do Lobo. Desta vez, o predador não se afastou. O calor da divindade fluiu para as feridas do Lobo, fechando-as lentamente.
— Agora — disse Ramuel —, nós entendemos que a floresta é grande demais para sermos inimigos enquanto o vazio espreita.
O Lobo soltou uma risada curta, que terminou em um gemido de dor.
— Você quer que eu seja um cão de guarda, Pastor?
— Eu quero que você seja você mesmo — respondeu Ramuel, aproximando o rosto do Lobo, até que suas testas quase se tocassem. — Mas ao meu lado.
O Lobo fechou os olhos, sentindo o cheiro de incenso e sol que emanava de Ramuel. Ele percebeu, com um aperto no coração, que não odiava aquele cheiro. Na verdade, ele o desejava mais do que qualquer carne.
— Isso é um sacrifício, você sabe — sussurrou o Lobo. — Se eu ficar, eu nunca mais poderei ser o que fui.
— E se você ficar — disse Ramuel, a voz cheia de uma verdade inabalável —, você nunca mais estará sozinho.
O Lobo inclinou a cabeça, permitindo que o pastor o abraçasse. Era um abraço impossível: a lã macia contra o pelo áspero, a virtude contra a selvageria. Naquele momento, sob a luz do crepúsculo, o predador e o pastor entenderam que o sentimento que os unia era mais forte que a fome ou a fé. Era a necessidade mútua de serem vistos pelo que realmente eram.
— Eu ainda vou tentar te irritar todos os dias — disse o Lobo contra o pescoço de Ramuel.
Ramuel riu, um som puro que espantou as últimas sombras da clareira.
— Eu sei. E eu nunca esperaria menos de você.
E assim, enquanto as estrelas começavam a surgir, o pastor e o lobo caminharam juntos de volta para o rebanho, dois guardiões de um mundo que, finalmente, parecia um pouco menos frio.
Ao seu redor, o rebanho pastava. Pequenos cordeiros, frágeis e inocentes, que viam em Ramuel não apenas um guia, mas um pai. Ele nunca lhes mentia; se o mundo era perigoso, ele dizia, mas se ele estivesse ali, o perigo não cruzaria o círculo de luz.
Mas a sombra sempre espreitava.
Um estalo de galho seco ecoou à direita. Ramuel nem sequer virou a cabeça, mas seus olhos dourados brilharam com a intensidade de um meio-dia de verão.
— Você está atrasado hoje, Lobo — disse Ramuel com uma voz que ressoava como o toque de um sino de bronze. — O sol já passou do seu ápice.
Dos arbustos, uma figura colossal emergiu. O Lobo tinha dois metros de altura, uma montanha de músculos cobertos por uma pelagem cinza-chumbo, cicatrizes marcando seu focinho e olhos que queimavam com uma fome eterna. Ele rosnou, um som que vibrou no peito de Ramuel, mas o pastor não recuou.
— Suas ovelhas parecem gordas hoje, Ramuel — rosnou o Lobo, as garras cavando a terra úmida. — O sol não pode brilhar em todos os cantos para sempre.
— Enquanto eu respirar, ele brilhará para eles — respondeu o pastor, finalmente encarando o predador. — Você sabe como isso termina. Você avança, a luz te cega, e você volta para a escuridão com as mãos vazias. Por que insistir no fracasso?
O Lobo soltou uma risada rouca, mostrando presas afiadas.
— Porque um dia, Pastor, você vai piscar. E nesse dia, eu vou devorar o que você mais ama.
O Lobo saltou. Foi um movimento borrado, uma massa de fúria dirigida ao cordeiro mais jovem, que se afastara um pouco do grupo. Mas Ramuel foi mais rápido. Ele bateu a base do cajado no chão e uma redoma de luz incandescente explodiu em torno do rebanho. O Lobo colidiu contra a barreira invisível, o cheiro de pelo chamuscado subindo imediatamente. Ele foi arremessado para trás, rolando pelo chão até parar perto de um carvalho antigo.
— Chega — disse Ramuel, caminhando calmamente em direção ao predador caído. — Vá embora. Não me force a usar mais do que o necessário para te afastar.
O Lobo rosnou, levantando-se com dificuldade, mas parou abruptamente. Suas orelhas se ergueram. Ele não olhava para Ramuel, mas para a densa escuridão que começava a se formar além da orla da floresta, onde o sol nunca alcançava.
— Você sentiu isso? — sussurrou o Lobo, sua voz perdendo a agressividade habitual e ganhando um tom de alerta genuíno.
Ramuel franziu a testa. Ele fechou os olhos, sintonizando-se com a energia da floresta. O ar, antes doce com o cheiro de flores silvestres, agora carregava um odor metálico, frio e antigo. Não era a fome natural do Lobo. Era algo... vazio.
— Algo está vindo — disse Ramuel, a mão apertando o cajado. — E não é você.
De repente, vultos negros, desprovidos de forma definida e com olhos que pareciam buracos na realidade, começaram a deslizar por entre as árvores. Eles não caminhavam; eles fluíam como tinta na água. Eram as Sombras do Esquecimento, entidades que não buscavam apenas carne, mas a própria essência da vida.
Uma dessas criaturas saltou das sombras, movendo-se com uma velocidade antinatural em direção a um dos cordeiros que estava fora da proteção principal. Ramuel levantou o cajado para conjurar um raio de sol, mas uma segunda sombra o atingiu pelo flanco, derrubando-o.
O cajado rolou para longe.
— Ramuel! — rugiu o Lobo.
Pela primeira vez em anos, o Lobo não atacou o pastor ou seu rebanho. Em um salto prodigioso, ele se lançou sobre a criatura que ameaçava o cordeiro, rasgando a forma etérea com suas garras físicas impregnadas de uma força bruta que parecia, momentaneamente, ferir o vazio.
Ramuel recuperou-se, invocando uma chama dourada em suas mãos para dissipar a sombra que o prendia. Ele olhou para o Lobo, chocado ao vê-lo protegendo o pequeno cordeiro sob seu corpo maciço, rosnando para as sombras que os cercavam.
— Por que você está fazendo isso? — perguntou Ramuel, a voz falhando pela primeira vez na vida.
O Lobo não olhou para trás.
— Eles são meus para caçar, Pastor! — gritou ele, enquanto cravava os dentes no pescoço de uma sombra, sentindo o frio do vazio queimar sua boca. — Eu não vou deixar essas coisas sem alma tocarem no que pertence a esta floresta!
Ramuel sentiu uma pontada no peito que não vinha de nenhum ferimento. Ele correu até o Lobo, posicionando-se de costas para ele. O pastor e o predador, o sol e a sombra, agora formavam um único círculo de defesa.
— Fique perto de mim — ordenou Ramuel. — Minha luz vai fortalecer suas garras.
— Eu não preciso da sua luz, carneiro — resmungou o Lobo, embora estivesse visivelmente exausto.
— Você precisa se quiser sobreviver a isso — rebateu Ramuel suavemente. — E eu nunca minto.
Ramuel elevou seu cajado e entoou um cântico antigo. A luz que emanou dele não foi um clarão agressivo, mas uma aura quente e dourada que envolveu tanto ele quanto o Lobo. A pelagem cinza do predador começou a brilhar com reflexos de bronze.
Juntos, eles lutaram. O Lobo era o aço, Ramuel era a forja. Cada movimento do Lobo era coberto pela proteção divina de Ramuel, e cada abertura na defesa do pastor era fechada pela ferocidade do Lobo. Era uma dança de destruição e preservação.
Quando a última sombra se dissipou em fumaça negra, o silêncio retornou à clareira. O sol estava se pondo, pintando o céu de púrpura e laranja.
O Lobo caiu de joelhos, ofegante. Sangue escuro escorria de vários cortes em seus flancos, e ele tremia. Ramuel aproximou-se, guardando o cajado e ajoelhando-se ao lado do seu eterno inimigo.
— Você está ferido — disse Ramuel, estendendo a mão.
O Lobo recuou, rosnando fracamente.
— Não me toque com essa santidade.
— Não é santidade — corrigiu Ramuel, mantendo a mão estendida, a palma voltada para cima em um gesto de paz. — É gratidão. Você salvou meu filho.
O Lobo olhou para o cordeiro, que agora se escondia atrás de uma árvore, olhando para o predador com olhos curiosos e sem medo. O Lobo soltou um suspiro pesado, a postura relaxando.
— Ele teria sido um bom lanche — murmurou o Lobo, mas não havia veneno em suas palavras.
— Você é um mentiroso terrível — disse Ramuel com um sorriso triste. — E eu sou um excelente juiz de caráter. Você não o salvou apenas por posse. Você o salvou porque sentiu o que eu sinto.
O Lobo finalmente olhou nos olhos de Ramuel. Havia um entendimento ali, uma conexão forjada no calor da batalha e no frio do medo compartilhado. O constrangimento pairou entre eles, uma tensão diferente daquela da caça. Era a percepção de que a linha entre o protetor e o destruidor era muito mais tênue do que ambos gostariam de admitir.
— O que acontece agora? — perguntou o Lobo, sua voz baixa e rouca.
Ramuel colocou a mão sobre o ombro do Lobo. Desta vez, o predador não se afastou. O calor da divindade fluiu para as feridas do Lobo, fechando-as lentamente.
— Agora — disse Ramuel —, nós entendemos que a floresta é grande demais para sermos inimigos enquanto o vazio espreita.
O Lobo soltou uma risada curta, que terminou em um gemido de dor.
— Você quer que eu seja um cão de guarda, Pastor?
— Eu quero que você seja você mesmo — respondeu Ramuel, aproximando o rosto do Lobo, até que suas testas quase se tocassem. — Mas ao meu lado.
O Lobo fechou os olhos, sentindo o cheiro de incenso e sol que emanava de Ramuel. Ele percebeu, com um aperto no coração, que não odiava aquele cheiro. Na verdade, ele o desejava mais do que qualquer carne.
— Isso é um sacrifício, você sabe — sussurrou o Lobo. — Se eu ficar, eu nunca mais poderei ser o que fui.
— E se você ficar — disse Ramuel, a voz cheia de uma verdade inabalável —, você nunca mais estará sozinho.
O Lobo inclinou a cabeça, permitindo que o pastor o abraçasse. Era um abraço impossível: a lã macia contra o pelo áspero, a virtude contra a selvageria. Naquele momento, sob a luz do crepúsculo, o predador e o pastor entenderam que o sentimento que os unia era mais forte que a fome ou a fé. Era a necessidade mútua de serem vistos pelo que realmente eram.
— Eu ainda vou tentar te irritar todos os dias — disse o Lobo contra o pescoço de Ramuel.
Ramuel riu, um som puro que espantou as últimas sombras da clareira.
— Eu sei. E eu nunca esperaria menos de você.
E assim, enquanto as estrelas começavam a surgir, o pastor e o lobo caminharam juntos de volta para o rebanho, dois guardiões de um mundo que, finalmente, parecia um pouco menos frio.
