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Amor
Fandom: Milk e love , namtam e film
Criado: 01/07/2026
Tags
RomanceDramaPsicológicoCiúmesEstudo de PersonagemNoirAngústiaDor/ConfortoFatias de VidaHistória Doméstica
Sombras e Lentes: O Jogo do Controle
O estúdio fotográfico no centro de Bangkok exalava um minimalismo caro. Paredes cinza-chumbo, luzes direcionadas com precisão cirúrgica e o som rítmico do obturador de uma câmera que custava mais do que a maioria dos carros de luxo. Milk segurava o equipamento com uma firmeza possessiva. Ela vestia um terno de corte impecável, azul-marinho, sem camisa por baixo, apenas um colete que denunciava sua postura ereta e dominante. Seu cabelo estava jogado para trás, e o relógio de ouro no pulso brilhava cada vez que ela ajustava o foco.
Do outro lado da lente, Love era a personificação da delicadeza. Usando um vestido de seda branca que deslizava pelo corpo como água, a modelo parecia um anjo sob as luzes intensas. Mas Milk sabia que, por trás daquela reserva e do silêncio tímido, havia uma mulher que incendiava seus pensamentos todas as noites.
— Mais para a esquerda, Love — comandou Milk, sua voz grave ecoando pelo estúdio, carregada de uma autoridade que fez a modelo estremecer levemente. — Incline a cabeça. Quero ver o seu pescoço, não o seu medo.
Love obedeceu, umidecendo os lábios, um gesto que fez os olhos de Milk escurecerem.
— Assim, P'Milk? — perguntou Love, a voz quase um sussurro.
Milk baixou a câmera, deixando-a pendurada pela alça, e caminhou em direção ao set. Cada passo de seus sapatos de couro polido ecoava como uma contagem regressiva. Ela parou a centímetros de Love. O perfume amadeirado e caro de Milk invadiu o espaço pessoal da modelo.
— Você está tensa — disse Milk, estendendo a mão para ajustar uma mecha de cabelo de Love. Seus dedos roçaram a pele quente da bochecha da outra, demorando-se mais do que o necessário. — O que te assusta tanto? O fato de todos estarem olhando para você, ou o fato de que eu sou a única que realmente te vê?
Love sustentou o olhar, embora seu coração batesse contra as costelas.
— Talvez seja o modo como você me olha, como se eu fosse sua propriedade antes mesmo do contrato ser assinado.
Milk soltou uma risada curta, carregada de sarcasmo e desejo.
— E você não é? — Milk inclinou-se, sussurrando perto do ouvido de Love. — Hoje, nesta sala, você é meu foco. E eu não gosto de compartilhar o que é meu.
Enquanto a tensão entre a fotógrafa e sua musa atingia o ponto de ebulição, nos bastidores, a atmosfera não era menos carregada. Namtam, a empresária de Love e sócia majoritária da agência, observava a cena de braços cruzados. Ela usava um conjunto de alfaiataria cinza, os lábios pintados de um vermelho profundo que gritava poder.
Ao seu lado, Film, a assistente de produção de Milk, organizava alguns papéis, tentando ignorar a presença intimidadora da mulher ao lado. Film era o oposto de Namtam: usava roupas leves, tons pastéis e tinha um sorriso que costumava desarmar qualquer um. No entanto, Namtam parecia imune ao seu charme, ou talvez, interessada demais nele.
— Sua fotógrafa é muito agressiva com as modelos, não acha? — comentou Namtam, sem desviar os olhos do set.
Film deu um meio sorriso, ajustando os óculos.
— Milk busca a perfeição, Khun Namtam. E ela sabe exatamente como extrair isso das pessoas.
Namtam virou-se lentamente para Film, diminuindo a distância entre elas.
— E você? O que você extrai dela? Ou melhor, o que você permite que ela extraia de você?
Film sentiu o rosto esquentar. Namtam tinha uma habilidade irritante de transformar qualquer conversa profissional em um campo de batalha sensual.
— Eu sou apenas a assistente. Meu trabalho é garantir que tudo corra bem.
— Que desperdício — Namtam deu um passo à frente, forçando Film a recuar contra uma mesa de equipamentos. — Uma mulher com o seu brilho não deveria estar nas sombras, cuidando de cabos e lentes. Você deveria estar sendo adorada. Por alguém que saiba apreciar a doçura... e o que se esconde debaixo dela.
— Khun Namtam, por favor... — Film tentou protestar, mas a mão de Namtam subiu para sua cintura, apertando o tecido de sua blusa.
— Shh. Não estrague o momento com protocolos — Namtam aproximou o rosto, a respiração quente contra os lábios de Film. — Você está tremendo. É medo ou antecipação?
Antes que Film pudesse responder, o som de algo quebrando no set principal as interrompeu.
Milk havia derrubado um rebatedor de luz, mas não parecia se importar. Ela estava com as mãos na cintura, encarando um modelo masculino que acabara de entrar para uma foto em conjunto com Love. O ciúme de Milk era palpável, uma energia densa que esfriava o ambiente.
— Eu não pedi por ele ainda — rosnou Milk para o diretor de cena.
— Mas o cronograma diz que... — começou o rapaz.
— Eu sou o cronograma! — Milk interrompeu, sua voz cortante como uma lâmina. — Love, saia do set. Agora.
Love, surpresa pela explosão, hesitou por um segundo antes de caminhar em direção ao camarim. Milk a seguiu sem olhar para trás, deixando a equipe em um silêncio desconfortável.
Ao entrar no camarim privado, Milk trancou a porta com um clique seco. Love estava de costas, retirando as joias do ensaio.
— Você não precisava ser tão rude com ele — disse Love, sua voz ganhando uma coragem que ela só tinha quando estavam sozinhas.
Milk caminhou até ela, parando logo atrás. Ela viu o reflexo de ambas no espelho: a mulher de terno, imponente e possessiva, e a modelo delicada, cujos olhos traíam um desejo profundo.
— Ele tocou em você — disse Milk, a voz baixa e perigosa. — Ele colocou a mão na sua cintura como se tivesse esse direito.
— Era apenas uma pose, Milk.
Milk girou Love pela cintura, prensando-a contra a bancada de maquiagem. Potes de pincéis caíram no chão, mas nenhuma delas se importou.
— Ninguém encosta em você — afirmou Milk, seus olhos fixos nos lábios de Love. — Nem para uma pose, nem por brincadeira. Você tem ideia do que eu sinto quando vejo outros olhos sobre você?
Love arqueou as costas, sentindo o calor do corpo de Milk contra o seu.
— Ciúmes não combina com você, P'Milk. Achei que você fosse sempre a dona da situação.
— Eu sou — Milk deslizou a mão pela coxa de Love, subindo o vestido de seda devagar. — E é por isso que eu vou te mostrar exatamente a quem você pertence.
O beijo que se seguiu foi uma colisão de necessidade e posse. Milk não era gentil; ela reivindicava o espaço, a respiração e o corpo de Love com uma intensidade que fazia a modelo arfar. As mãos de Milk, firmes e experientes, exploravam cada curva, enquanto Love puxava o colarinho do terno de Milk, querendo mais, querendo tudo.
Enquanto isso, no corredor deserto que levava aos escritórios, Namtam e Film viviam seu próprio embate. Namtam havia arrastado Film para um canto mal iluminado.
— Você acha que pode fugir de mim, Film? — Namtam perguntou, encurralando a assistente contra a parede de concreto.
— Eu não estou fugindo — Film respirava com dificuldade. — Eu só... eu sei quem você é. Você joga com as pessoas.
Namtam riu, um som rouco e sedutor. Ela segurou o queixo de Film, forçando-a a olhar em seus olhos.
— Eu não estou jogando agora. Eu quero você desde o primeiro dia em que entrei naquele estúdio e vi você tentando esconder esse corpo lindo atrás de pranchetas.
Namtam inclinou-se, beijando o pescoço de Film, bem no ponto onde a pulsação estava acelerada. Film soltou um gemido baixo, sua resistência desmoronando como um castelo de cartas.
— Namtam... aqui não... — implorou Film, embora suas mãos estivessem agora firmemente presas nos ombros da empresária.
— Aqui, agora, em qualquer lugar — Namtam subiu os beijos até a orelha de Film. — Eu sou uma mulher que consegue o que quer, Film. E eu quero sentir você.
No camarim, o clima havia escalado. Milk havia retirado o paletó, e seus braços fortes sustentavam Love, que agora estava sentada na bancada. O contraste entre a pele clara de Love e as roupas escuras de Milk criava uma imagem que a fotógrafa gostaria de ter registrado, se não estivesse ocupada demais perdendo o controle.
— Diga — ordenou Milk contra a pele do pescoço de Love. — Diga de quem você é.
Love jogou a cabeça para trás, as unhas cravando-se nos ombros de Milk através do tecido fino do colete.
— Sua... eu sou sua, Milk.
A satisfação brilhou nos olhos de Milk. Ela se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos de Love antes de descer o corpo, ajoelhando-se entre as pernas da modelo. O vestido de seda branca era agora apenas um detalhe irrelevante.
— Ótimo — murmurou Milk. — Porque eu não pretendo te deixar ir tão cedo.
A tensão romântica que permeava o estúdio não era apenas sobre desejo físico; era uma luta de poder, um reconhecimento de almas que se encontravam no caos da ambição e da beleza. Milk e Namtam, em suas respectivas esferas de domínio, haviam encontrado em Love e Film não apenas alvos de conquista, mas o contraponto necessário para sua própria arrogância.
Horas depois, quando as luzes do estúdio finalmente se apagaram, o silêncio retornou. Mas era um silêncio diferente. Carregado de segredos, marcas escondidas sob golas de ternos e vestidos elegantes, e a promessa de que aquele era apenas o primeiro ensaio de uma história longa e intensamente perigosa.
Milk saiu do prédio primeiro, caminhando até seu carro esporte preto. Love a seguiu, um passo atrás, com um brilho novo nos olhos. Namtam e Film apareceram logo depois, trocando um olhar que dizia muito mais do que qualquer contrato profissional.
O jogo havia começado. E naquela dinâmica de luz e sombra, ninguém sairia ileso. Mas, olhando para o modo como Milk segurou a mão de Love antes de entrarem no carro, parecia que elas não se importavam nem um pouco com as cicatrizes que o amor poderia deixar.
Do outro lado da lente, Love era a personificação da delicadeza. Usando um vestido de seda branca que deslizava pelo corpo como água, a modelo parecia um anjo sob as luzes intensas. Mas Milk sabia que, por trás daquela reserva e do silêncio tímido, havia uma mulher que incendiava seus pensamentos todas as noites.
— Mais para a esquerda, Love — comandou Milk, sua voz grave ecoando pelo estúdio, carregada de uma autoridade que fez a modelo estremecer levemente. — Incline a cabeça. Quero ver o seu pescoço, não o seu medo.
Love obedeceu, umidecendo os lábios, um gesto que fez os olhos de Milk escurecerem.
— Assim, P'Milk? — perguntou Love, a voz quase um sussurro.
Milk baixou a câmera, deixando-a pendurada pela alça, e caminhou em direção ao set. Cada passo de seus sapatos de couro polido ecoava como uma contagem regressiva. Ela parou a centímetros de Love. O perfume amadeirado e caro de Milk invadiu o espaço pessoal da modelo.
— Você está tensa — disse Milk, estendendo a mão para ajustar uma mecha de cabelo de Love. Seus dedos roçaram a pele quente da bochecha da outra, demorando-se mais do que o necessário. — O que te assusta tanto? O fato de todos estarem olhando para você, ou o fato de que eu sou a única que realmente te vê?
Love sustentou o olhar, embora seu coração batesse contra as costelas.
— Talvez seja o modo como você me olha, como se eu fosse sua propriedade antes mesmo do contrato ser assinado.
Milk soltou uma risada curta, carregada de sarcasmo e desejo.
— E você não é? — Milk inclinou-se, sussurrando perto do ouvido de Love. — Hoje, nesta sala, você é meu foco. E eu não gosto de compartilhar o que é meu.
Enquanto a tensão entre a fotógrafa e sua musa atingia o ponto de ebulição, nos bastidores, a atmosfera não era menos carregada. Namtam, a empresária de Love e sócia majoritária da agência, observava a cena de braços cruzados. Ela usava um conjunto de alfaiataria cinza, os lábios pintados de um vermelho profundo que gritava poder.
Ao seu lado, Film, a assistente de produção de Milk, organizava alguns papéis, tentando ignorar a presença intimidadora da mulher ao lado. Film era o oposto de Namtam: usava roupas leves, tons pastéis e tinha um sorriso que costumava desarmar qualquer um. No entanto, Namtam parecia imune ao seu charme, ou talvez, interessada demais nele.
— Sua fotógrafa é muito agressiva com as modelos, não acha? — comentou Namtam, sem desviar os olhos do set.
Film deu um meio sorriso, ajustando os óculos.
— Milk busca a perfeição, Khun Namtam. E ela sabe exatamente como extrair isso das pessoas.
Namtam virou-se lentamente para Film, diminuindo a distância entre elas.
— E você? O que você extrai dela? Ou melhor, o que você permite que ela extraia de você?
Film sentiu o rosto esquentar. Namtam tinha uma habilidade irritante de transformar qualquer conversa profissional em um campo de batalha sensual.
— Eu sou apenas a assistente. Meu trabalho é garantir que tudo corra bem.
— Que desperdício — Namtam deu um passo à frente, forçando Film a recuar contra uma mesa de equipamentos. — Uma mulher com o seu brilho não deveria estar nas sombras, cuidando de cabos e lentes. Você deveria estar sendo adorada. Por alguém que saiba apreciar a doçura... e o que se esconde debaixo dela.
— Khun Namtam, por favor... — Film tentou protestar, mas a mão de Namtam subiu para sua cintura, apertando o tecido de sua blusa.
— Shh. Não estrague o momento com protocolos — Namtam aproximou o rosto, a respiração quente contra os lábios de Film. — Você está tremendo. É medo ou antecipação?
Antes que Film pudesse responder, o som de algo quebrando no set principal as interrompeu.
Milk havia derrubado um rebatedor de luz, mas não parecia se importar. Ela estava com as mãos na cintura, encarando um modelo masculino que acabara de entrar para uma foto em conjunto com Love. O ciúme de Milk era palpável, uma energia densa que esfriava o ambiente.
— Eu não pedi por ele ainda — rosnou Milk para o diretor de cena.
— Mas o cronograma diz que... — começou o rapaz.
— Eu sou o cronograma! — Milk interrompeu, sua voz cortante como uma lâmina. — Love, saia do set. Agora.
Love, surpresa pela explosão, hesitou por um segundo antes de caminhar em direção ao camarim. Milk a seguiu sem olhar para trás, deixando a equipe em um silêncio desconfortável.
Ao entrar no camarim privado, Milk trancou a porta com um clique seco. Love estava de costas, retirando as joias do ensaio.
— Você não precisava ser tão rude com ele — disse Love, sua voz ganhando uma coragem que ela só tinha quando estavam sozinhas.
Milk caminhou até ela, parando logo atrás. Ela viu o reflexo de ambas no espelho: a mulher de terno, imponente e possessiva, e a modelo delicada, cujos olhos traíam um desejo profundo.
— Ele tocou em você — disse Milk, a voz baixa e perigosa. — Ele colocou a mão na sua cintura como se tivesse esse direito.
— Era apenas uma pose, Milk.
Milk girou Love pela cintura, prensando-a contra a bancada de maquiagem. Potes de pincéis caíram no chão, mas nenhuma delas se importou.
— Ninguém encosta em você — afirmou Milk, seus olhos fixos nos lábios de Love. — Nem para uma pose, nem por brincadeira. Você tem ideia do que eu sinto quando vejo outros olhos sobre você?
Love arqueou as costas, sentindo o calor do corpo de Milk contra o seu.
— Ciúmes não combina com você, P'Milk. Achei que você fosse sempre a dona da situação.
— Eu sou — Milk deslizou a mão pela coxa de Love, subindo o vestido de seda devagar. — E é por isso que eu vou te mostrar exatamente a quem você pertence.
O beijo que se seguiu foi uma colisão de necessidade e posse. Milk não era gentil; ela reivindicava o espaço, a respiração e o corpo de Love com uma intensidade que fazia a modelo arfar. As mãos de Milk, firmes e experientes, exploravam cada curva, enquanto Love puxava o colarinho do terno de Milk, querendo mais, querendo tudo.
Enquanto isso, no corredor deserto que levava aos escritórios, Namtam e Film viviam seu próprio embate. Namtam havia arrastado Film para um canto mal iluminado.
— Você acha que pode fugir de mim, Film? — Namtam perguntou, encurralando a assistente contra a parede de concreto.
— Eu não estou fugindo — Film respirava com dificuldade. — Eu só... eu sei quem você é. Você joga com as pessoas.
Namtam riu, um som rouco e sedutor. Ela segurou o queixo de Film, forçando-a a olhar em seus olhos.
— Eu não estou jogando agora. Eu quero você desde o primeiro dia em que entrei naquele estúdio e vi você tentando esconder esse corpo lindo atrás de pranchetas.
Namtam inclinou-se, beijando o pescoço de Film, bem no ponto onde a pulsação estava acelerada. Film soltou um gemido baixo, sua resistência desmoronando como um castelo de cartas.
— Namtam... aqui não... — implorou Film, embora suas mãos estivessem agora firmemente presas nos ombros da empresária.
— Aqui, agora, em qualquer lugar — Namtam subiu os beijos até a orelha de Film. — Eu sou uma mulher que consegue o que quer, Film. E eu quero sentir você.
No camarim, o clima havia escalado. Milk havia retirado o paletó, e seus braços fortes sustentavam Love, que agora estava sentada na bancada. O contraste entre a pele clara de Love e as roupas escuras de Milk criava uma imagem que a fotógrafa gostaria de ter registrado, se não estivesse ocupada demais perdendo o controle.
— Diga — ordenou Milk contra a pele do pescoço de Love. — Diga de quem você é.
Love jogou a cabeça para trás, as unhas cravando-se nos ombros de Milk através do tecido fino do colete.
— Sua... eu sou sua, Milk.
A satisfação brilhou nos olhos de Milk. Ela se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos de Love antes de descer o corpo, ajoelhando-se entre as pernas da modelo. O vestido de seda branca era agora apenas um detalhe irrelevante.
— Ótimo — murmurou Milk. — Porque eu não pretendo te deixar ir tão cedo.
A tensão romântica que permeava o estúdio não era apenas sobre desejo físico; era uma luta de poder, um reconhecimento de almas que se encontravam no caos da ambição e da beleza. Milk e Namtam, em suas respectivas esferas de domínio, haviam encontrado em Love e Film não apenas alvos de conquista, mas o contraponto necessário para sua própria arrogância.
Horas depois, quando as luzes do estúdio finalmente se apagaram, o silêncio retornou. Mas era um silêncio diferente. Carregado de segredos, marcas escondidas sob golas de ternos e vestidos elegantes, e a promessa de que aquele era apenas o primeiro ensaio de uma história longa e intensamente perigosa.
Milk saiu do prédio primeiro, caminhando até seu carro esporte preto. Love a seguiu, um passo atrás, com um brilho novo nos olhos. Namtam e Film apareceram logo depois, trocando um olhar que dizia muito mais do que qualquer contrato profissional.
O jogo havia começado. E naquela dinâmica de luz e sombra, ninguém sairia ileso. Mas, olhando para o modo como Milk segurou a mão de Love antes de entrarem no carro, parecia que elas não se importavam nem um pouco com as cicatrizes que o amor poderia deixar.
