
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
Esposa
Fandom: Tensei shitara slime datta Ken
Criado: 01/07/2026
Tags
RomanceFantasiaHumorCrack / Humor ParódicoHistória DomésticaOOC (Fora do Personagem)FofuraDivergência
O Devoto de Vermelho e a Divindade de Cabelos Prateados
A mesa redonda do Octagrama, situada no espaço dimensional de Walpurgis, costumava ser um local de tensão política, medição de forças e silêncios calculados. No entanto, naquela tarde em particular, o ambiente estava carregado de algo muito mais perturbador para a maioria dos Lordes Demônios: a completa e absoluta falta de filtro de Guy Crimson.
Guy, o Demônio Primordial Vermelho, um ser cujo nome era sinônimo de massacre e cujo tédio costumava resultar na queda de nações inteiras, estava recostado em sua cadeira de pedra com um sorriso que beirava o maníaco. Ele não estava discutindo a distribuição de território ou o avanço das forças imperiais. Ele estava falando sobre ela.
— Vocês simplesmente não entendem — Guy começou, sua voz profunda vibrando pelo salão, ignorando completamente o relatório que Leon Cromwell tentava apresentar. — Ela é a perfeição manifestada. Quando ela me olha com aquele ar de superioridade, com aqueles olhos que parecem conter todo o universo, eu sinto que poderia queimar o mundo inteiro só para ver um reflexo de satisfação naquela expressão irritada.
Luminous Valentine soltou um suspiro pesado, massageando as têmporas.
— Guy, por favor, estamos tentando decidir o que fazer com a barreira ocidental.
— A barreira dela é muito mais interessante — Guy continuou, os olhos vermelhos brilhando com uma obsessão quase religiosa. — Ela é pequena, sabem? Tão pequena que eu sinto que posso envolvê-la completamente com meus braços. E mandona! Oh, deuses, como ela gosta de mandar. Ontem mesmo ela me disse para calar a boca e sair da frente porque eu estava atrapalhando a leitura dela. Eu obedeci na hora. Nem percebi que estava andando para trás até que já estava na porta. É hipnotizante.
Rimuru Tempest, sentada em sua forma humana, tentava desesperadamente manter a expressão mais neutra possível. Suas bochechas, no entanto, estavam começando a ganhar um tom rosado que ela esperava que fosse atribuído ao vinho de alta qualidade que Ramiris estava entornando ao seu lado.
— Por que ele está fazendo isso agora? — sussurrou Rimuru para si mesma, sentindo o olhar possessivo de Guy queimar em sua direção a cada cinco segundos.
— Guy — interrompeu Dagruel, sua voz de trovão ecoando. — Você é o Lorde Demônio mais antigo. Ver você agir como um adolescente apaixonado é... desconfortável.
Guy soltou uma risada curta e sarcástica, inclinando-se para frente.
— Desconfortável? Você deveria ver como é deitar nas coxas dela. Aquelas coxas divinas... são macias, firmes e têm o cheiro mais doce que já senti. Eu passaria a eternidade ali, escondendo meu rosto no peito dela por horas. O calor dela é a única coisa que realmente me acalma. Quando ela se irrita e começa a gritar comigo, eu sinto que estou ouvindo uma sinfonia. É incrível. Tudo nela é incrível. Minha deusa, meu anjo, minha esposa perfeita.
O silêncio que se seguiu foi sepulcral. Dino, que geralmente estava dormindo, abriu um olho, parecendo genuinamente confuso. Leon parecia querer se fundir à cadeira para desaparecer.
— Esposa? — Leon finalmente perguntou, a voz falhando levemente. — Você se casou, Guy? E não nos disse quem é?
— Ela me proibiu de contar o nome dela para vocês — Guy respondeu, lançando um olhar de soslaio para Rimuru, que quase engasgou com o próprio ar. — Ela diz que vocês são "fofoqueiros demais" e que não quer lidar com a dor de cabeça. Mas como eu posso ficar calado? Olhem para mim! Eu sou o demônio mais forte do mundo e sou completamente submisso ao toque dela.
Rain, a serva de Guy que estava de pé atrás dele, não conseguiu se conter e soltou um murmúrio audível o suficiente para todos ouvirem.
— É um pesadelo logístico — reclamou Rain, cruzando os braços. — Ele não consegue manter as mãos longe dela nem durante as reuniões de conselho em nosso castelo. É difícil discutir estratégias militares sérias enquanto o Lorde Guy está com a mão na bunda da esposa e o rosto escondido no pescoço dela, murmurando o quanto ela é cheirosa.
Rimuru cobriu o rosto com as mãos, sentindo o calor subir pelas orelhas. Ela havia proibido Guy de revelar o segredo porque sabia que isso transformaria sua vida em um caos político, mas Guy estava sendo... Guy.
— Ah, isso não é nada! — exclamou Ramiris, já um pouco alta por causa do álcool, voando em círculos sobre a mesa. — Vocês não sabem o que é morar perto deles. Às vezes eu tenho que usar magia de isolamento acústico de nível máximo para bloquear o som do quarto deles! É um escândalo! É "Guy, mais devagar", "Guy, não para", e uns gritos que... olha, eu sou uma fada pura, eu não deveria ouvir essas coisas!
— Ramiris! — Rimuru gritou, a voz saindo mais aguda do que o pretendido.
Guy soltou uma gargalhada genuína, levantando-se de seu lugar e caminhando lentamente ao redor da mesa redonda. A aura que ele emanava era intimidadora, mas seus olhos estavam fixos em apenas um ponto.
— Minha esposa é tímida — disse Guy, parando exatamente atrás da cadeira de Rimuru. — Mas ela é a criatura mais feroz que já conheci. Ela me desafia, ela me melhora e, acima de tudo, ela me pertence. Assim como eu pertenço a ela.
Ele inclinou-se, colocando as mãos nos ombros de Rimuru. O contato físico fez Rimuru estremecer, não de medo, mas de uma familiaridade que ela tentava esconder de todos os outros.
— Guy, pare com isso — Rimuru sussurrou, tentando manter a autoridade. — Estamos em uma reunião oficial.
— Eu não consigo, meu amor — Guy respondeu, baixando o tom de voz para que apenas ela e os mais próximos ouvissem, embora o silêncio da sala fizesse suas palavras ecoarem. — Você está tão linda hoje com esse ar de autoridade. Por que não terminamos logo isso e voltamos para o Palácio de Gelo? Eu sinto falta de sentir sua pele contra a minha.
Milim Nava, que estava devorando um pote de mel, começou a rir alto.
— Hahaha! Guy é tão bobo por Rimuru! É engraçado ver o grande demônio agindo como um cachorrinho!
O queixo de Luminous caiu. Dagruel arregalou os olhos. Leon Cromwell parecia ter sofrido um curto-circuito mental.
— Rimuru? — Luminous perguntou, apontando um dedo trêmulo para a slime. — Você e... ele?
Rimuru suspirou, percebendo que o segredo tinha a validade de uma bolha de sabão perto de Guy Crimson. Ela olhou para cima, encontrando os olhos vermelhos e ardentes de Guy, que brilhavam com um orgulho possessivo.
— Eu disse para você não contar, Guy — disse Rimuru, virando a cadeira para encará-lo de frente.
— Eu não contei o seu nome — Guy defendeu-se, deslizando uma das mãos para o rosto dela, acariciando sua bochecha com o polegar. — Ramiris e Milim contaram. Eu apenas estava descrevendo a minha divindade.
— Você estava descrevendo minhas coxas para um bando de Lordes Demônios! — Rimuru exclamou, embora não conseguisse evitar que um pequeno sorriso surgisse no canto de seus lábios.
— Elas são coxas divinas, esposa. Seria um pecado não reconhecer isso — Guy disse, antes de se inclinar e selar seus lábios nos dela em um beijo profundo e descarado diante de todo o Octagrama.
O beijo durou tempo suficiente para deixar todos os outros membros da mesa extremamente desconfortáveis. Quando Guy se afastou, ele tinha um olhar de triunfo absoluto.
— Bem — disse Guy, olhando para os outros Lordes Demônios com seu habitual sarcasmo intimidante. — Agora que as apresentações formais foram feitas, podemos encerrar esta reunião. Tenho assuntos muito mais importantes para tratar com minha esposa.
— Nós ainda não decidimos nada sobre as rotas comerciais! — protestou Leon, embora sua voz soasse fraca diante da intensidade da cena.
— Use o bom senso, Leon — Guy respondeu, passando um braço pela cintura de Rimuru e puxando-a para perto, colando seus corpos. — Ou pergunte a Rimuru amanhã. Agora, ela está ocupada sendo adorada por mim.
Rimuru olhou para os colegas, vendo a mistura de horror, choque e resignação em seus rostos. Ela sabia que, a partir daquele dia, as reuniões do Octagrama nunca mais seriam as mesmas.
— Sinto muito, pessoal — disse Rimuru, dando um tapinha no braço possessivo de Guy. — Quando ele fica assim, não há quem o segure.
— Exatamente — Guy rosnou de forma possessiva, enterrando o rosto no pescoço de Rimuru e inalando seu perfume, ignorando completamente as reclamações de Rain sobre o decoro. — Ela é minha. E eu sou dela. O resto do mundo pode esperar.
Enquanto Guy abria um portal dimensional e carregava Rimuru para fora da sala, Ramiris gritou atrás deles:
— Usem a barreira de som, Guy! Eu quero dormir hoje à noite!
O portal se fechou, deixando para trás um Octagrama em estado de choque e a certeza de que o demônio mais perigoso do mundo era, na verdade, apenas o súdito mais devoto de uma pequena e poderosa divindade de cabelos prateados.
Guy, o Demônio Primordial Vermelho, um ser cujo nome era sinônimo de massacre e cujo tédio costumava resultar na queda de nações inteiras, estava recostado em sua cadeira de pedra com um sorriso que beirava o maníaco. Ele não estava discutindo a distribuição de território ou o avanço das forças imperiais. Ele estava falando sobre ela.
— Vocês simplesmente não entendem — Guy começou, sua voz profunda vibrando pelo salão, ignorando completamente o relatório que Leon Cromwell tentava apresentar. — Ela é a perfeição manifestada. Quando ela me olha com aquele ar de superioridade, com aqueles olhos que parecem conter todo o universo, eu sinto que poderia queimar o mundo inteiro só para ver um reflexo de satisfação naquela expressão irritada.
Luminous Valentine soltou um suspiro pesado, massageando as têmporas.
— Guy, por favor, estamos tentando decidir o que fazer com a barreira ocidental.
— A barreira dela é muito mais interessante — Guy continuou, os olhos vermelhos brilhando com uma obsessão quase religiosa. — Ela é pequena, sabem? Tão pequena que eu sinto que posso envolvê-la completamente com meus braços. E mandona! Oh, deuses, como ela gosta de mandar. Ontem mesmo ela me disse para calar a boca e sair da frente porque eu estava atrapalhando a leitura dela. Eu obedeci na hora. Nem percebi que estava andando para trás até que já estava na porta. É hipnotizante.
Rimuru Tempest, sentada em sua forma humana, tentava desesperadamente manter a expressão mais neutra possível. Suas bochechas, no entanto, estavam começando a ganhar um tom rosado que ela esperava que fosse atribuído ao vinho de alta qualidade que Ramiris estava entornando ao seu lado.
— Por que ele está fazendo isso agora? — sussurrou Rimuru para si mesma, sentindo o olhar possessivo de Guy queimar em sua direção a cada cinco segundos.
— Guy — interrompeu Dagruel, sua voz de trovão ecoando. — Você é o Lorde Demônio mais antigo. Ver você agir como um adolescente apaixonado é... desconfortável.
Guy soltou uma risada curta e sarcástica, inclinando-se para frente.
— Desconfortável? Você deveria ver como é deitar nas coxas dela. Aquelas coxas divinas... são macias, firmes e têm o cheiro mais doce que já senti. Eu passaria a eternidade ali, escondendo meu rosto no peito dela por horas. O calor dela é a única coisa que realmente me acalma. Quando ela se irrita e começa a gritar comigo, eu sinto que estou ouvindo uma sinfonia. É incrível. Tudo nela é incrível. Minha deusa, meu anjo, minha esposa perfeita.
O silêncio que se seguiu foi sepulcral. Dino, que geralmente estava dormindo, abriu um olho, parecendo genuinamente confuso. Leon parecia querer se fundir à cadeira para desaparecer.
— Esposa? — Leon finalmente perguntou, a voz falhando levemente. — Você se casou, Guy? E não nos disse quem é?
— Ela me proibiu de contar o nome dela para vocês — Guy respondeu, lançando um olhar de soslaio para Rimuru, que quase engasgou com o próprio ar. — Ela diz que vocês são "fofoqueiros demais" e que não quer lidar com a dor de cabeça. Mas como eu posso ficar calado? Olhem para mim! Eu sou o demônio mais forte do mundo e sou completamente submisso ao toque dela.
Rain, a serva de Guy que estava de pé atrás dele, não conseguiu se conter e soltou um murmúrio audível o suficiente para todos ouvirem.
— É um pesadelo logístico — reclamou Rain, cruzando os braços. — Ele não consegue manter as mãos longe dela nem durante as reuniões de conselho em nosso castelo. É difícil discutir estratégias militares sérias enquanto o Lorde Guy está com a mão na bunda da esposa e o rosto escondido no pescoço dela, murmurando o quanto ela é cheirosa.
Rimuru cobriu o rosto com as mãos, sentindo o calor subir pelas orelhas. Ela havia proibido Guy de revelar o segredo porque sabia que isso transformaria sua vida em um caos político, mas Guy estava sendo... Guy.
— Ah, isso não é nada! — exclamou Ramiris, já um pouco alta por causa do álcool, voando em círculos sobre a mesa. — Vocês não sabem o que é morar perto deles. Às vezes eu tenho que usar magia de isolamento acústico de nível máximo para bloquear o som do quarto deles! É um escândalo! É "Guy, mais devagar", "Guy, não para", e uns gritos que... olha, eu sou uma fada pura, eu não deveria ouvir essas coisas!
— Ramiris! — Rimuru gritou, a voz saindo mais aguda do que o pretendido.
Guy soltou uma gargalhada genuína, levantando-se de seu lugar e caminhando lentamente ao redor da mesa redonda. A aura que ele emanava era intimidadora, mas seus olhos estavam fixos em apenas um ponto.
— Minha esposa é tímida — disse Guy, parando exatamente atrás da cadeira de Rimuru. — Mas ela é a criatura mais feroz que já conheci. Ela me desafia, ela me melhora e, acima de tudo, ela me pertence. Assim como eu pertenço a ela.
Ele inclinou-se, colocando as mãos nos ombros de Rimuru. O contato físico fez Rimuru estremecer, não de medo, mas de uma familiaridade que ela tentava esconder de todos os outros.
— Guy, pare com isso — Rimuru sussurrou, tentando manter a autoridade. — Estamos em uma reunião oficial.
— Eu não consigo, meu amor — Guy respondeu, baixando o tom de voz para que apenas ela e os mais próximos ouvissem, embora o silêncio da sala fizesse suas palavras ecoarem. — Você está tão linda hoje com esse ar de autoridade. Por que não terminamos logo isso e voltamos para o Palácio de Gelo? Eu sinto falta de sentir sua pele contra a minha.
Milim Nava, que estava devorando um pote de mel, começou a rir alto.
— Hahaha! Guy é tão bobo por Rimuru! É engraçado ver o grande demônio agindo como um cachorrinho!
O queixo de Luminous caiu. Dagruel arregalou os olhos. Leon Cromwell parecia ter sofrido um curto-circuito mental.
— Rimuru? — Luminous perguntou, apontando um dedo trêmulo para a slime. — Você e... ele?
Rimuru suspirou, percebendo que o segredo tinha a validade de uma bolha de sabão perto de Guy Crimson. Ela olhou para cima, encontrando os olhos vermelhos e ardentes de Guy, que brilhavam com um orgulho possessivo.
— Eu disse para você não contar, Guy — disse Rimuru, virando a cadeira para encará-lo de frente.
— Eu não contei o seu nome — Guy defendeu-se, deslizando uma das mãos para o rosto dela, acariciando sua bochecha com o polegar. — Ramiris e Milim contaram. Eu apenas estava descrevendo a minha divindade.
— Você estava descrevendo minhas coxas para um bando de Lordes Demônios! — Rimuru exclamou, embora não conseguisse evitar que um pequeno sorriso surgisse no canto de seus lábios.
— Elas são coxas divinas, esposa. Seria um pecado não reconhecer isso — Guy disse, antes de se inclinar e selar seus lábios nos dela em um beijo profundo e descarado diante de todo o Octagrama.
O beijo durou tempo suficiente para deixar todos os outros membros da mesa extremamente desconfortáveis. Quando Guy se afastou, ele tinha um olhar de triunfo absoluto.
— Bem — disse Guy, olhando para os outros Lordes Demônios com seu habitual sarcasmo intimidante. — Agora que as apresentações formais foram feitas, podemos encerrar esta reunião. Tenho assuntos muito mais importantes para tratar com minha esposa.
— Nós ainda não decidimos nada sobre as rotas comerciais! — protestou Leon, embora sua voz soasse fraca diante da intensidade da cena.
— Use o bom senso, Leon — Guy respondeu, passando um braço pela cintura de Rimuru e puxando-a para perto, colando seus corpos. — Ou pergunte a Rimuru amanhã. Agora, ela está ocupada sendo adorada por mim.
Rimuru olhou para os colegas, vendo a mistura de horror, choque e resignação em seus rostos. Ela sabia que, a partir daquele dia, as reuniões do Octagrama nunca mais seriam as mesmas.
— Sinto muito, pessoal — disse Rimuru, dando um tapinha no braço possessivo de Guy. — Quando ele fica assim, não há quem o segure.
— Exatamente — Guy rosnou de forma possessiva, enterrando o rosto no pescoço de Rimuru e inalando seu perfume, ignorando completamente as reclamações de Rain sobre o decoro. — Ela é minha. E eu sou dela. O resto do mundo pode esperar.
Enquanto Guy abria um portal dimensional e carregava Rimuru para fora da sala, Ramiris gritou atrás deles:
— Usem a barreira de som, Guy! Eu quero dormir hoje à noite!
O portal se fechou, deixando para trás um Octagrama em estado de choque e a certeza de que o demônio mais perigoso do mundo era, na verdade, apenas o súdito mais devoto de uma pequena e poderosa divindade de cabelos prateados.
