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Um Roubo Inapropriado

Fandom: Oc

Criado: 02/07/2026

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RomanceCrimeHistória DomésticaPWP (Enredo? Que enredo?)AçãoLinguagem Explícita
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O Assalto ao Coração de Aurora

A chuva martelava impiedosamente contra o teto do furgão preto estacionado a duas quadras da residência Clark. No interior do veículo, a luz azulada de três tablets iluminava os rostos das mulheres que formavam o trio de ladras mais improvável da cidade. Trixie Valentine, com seus cabelos loiros impecavelmente presos em um rabo de cavalo e a pele bronzeada brilhando sob a luz artificial, ajustava o plano pela décima vez.

— Escutem bem — disse Trixie, apontando para a planta baixa da casa de dois andares. — Aurora Clark vive sozinha. A casa está cheia de antiguidades francesas e móveis de mogno que valem uma fortuna no mercado negro. Harley, você desativa o alarme perimetral. Mitsuki, você cuida do peso pesado. Quero tudo no caminhão em menos de quarenta minutos.

Harley Malcon, ajustando os óculos de aro fino sobre o nariz, soltou uma risada debochada enquanto mascava um chiclete. Seus cabelos negros lisos emolduravam um rosto que exalava uma confiança perigosa.

— Trixie, querida, relaxa — interrompeu Harley, deslizando os dedos ágeis pelo teclado do notebook. — O sistema de segurança dela é uma piada de mau gosto. Eu poderia invadir essa rede dormindo e ainda teria tempo para escolher qual calcinha a dona da casa está usando. Aliás, você viu as fotos dela? Aquela Aurora é um desperdício de curvas para uma mulher que vive trancada.

— Foco, Harley! — exclamou Trixie, sentindo a veia da têmpora pulsar. — Não estamos aqui para avaliar o guarda-roupa ou o corpo da vítima. Estamos aqui pelo lucro.

No fundo do furgão, Mitsuki Yagami permanecia em silêncio, alongando os músculos poderosos de seus braços. As tatuagens de carpas vermelhas pareciam ganhar vida, nadando através de seus bíceps definidos conforme ela se movia. Seus cabelos branco-arroxedados brilhavam na penumbra.

— Eu só quero quebrar alguma coisa — murmurou Mitsuki com um sorriso travesso, os olhos brilhando de antecipação. — Ou talvez carregar aquela mulher no colo. Ela parece macia.

Trixie suspirou, massageando as têmporas. Ser a líder daquele grupo era como tentar pastorear gatas selvagens e ninfomaníacas.

— Vamos logo — ordenou Trixie. — Movam-se!

A infiltração foi silenciosa. Harley desativou os sensores magnéticos das janelas em segundos, permitindo que o trio deslizasse para dentro da luxuosa sala de estar de Aurora Clark. O ambiente cheirava a lavanda e baunilha, um contraste gritante com o cheiro de asfalto molhado lá fora.

Enquanto Trixie começava a catalogar os móveis com uma lanterna tática, Mitsuki e Harley se dispersaram. No andar de cima, Aurora Clark despertou com um ruído metálico vindo do corredor. Aos 32 anos, com um corpo que parecia esculpido por deuses, Aurora era a personificação da timidez. Ela se levantou, vestindo apenas uma camisola de seda fina que mal continha seus seios fartos e quadris largos, e caminhou em direção à escada.

— Tem... tem alguém aí? — perguntou Aurora, sua voz doce e trêmula ecoando pelo casarão.

Lá embaixo, as três ladras congelaram.

— Droga, ela acordou — sussurrou Trixie, sacando uma pequena lanterna. — Mitsuki, contenha-a. Sem violência desnecessária!

Mitsuki subiu os degraus dois a dois com a agilidade de um felino. Quando Aurora chegou ao topo da escada, deu de cara com a silhueta alta e imponente da japonesa. O susto fez Aurora tropeçar, mas Mitsuki foi mais rápida, envolvendo a cintura da mulher com seus braços fortes e tatuados.

— Calma, gracinha — disse Mitsuki em um tom baixo e rouco. — Você é muito mais bonita de perto do que nas fotos da Harley.

Aurora, sentindo o calor do corpo de Mitsuki e a firmeza de seus músculos, ficou paralisada. Ela nunca estivera tão perto de alguém de forma tão íntima. O coração de Aurora disparou, não apenas de medo, mas de uma sensação elétrica que nunca havia experimentado.

— Por favor... não me machuquem — pediu Aurora, os olhos úmidos e a respiração ofegante, fazendo seus seios subirem e descerem contra o peito de Mitsuki.

Harley apareceu logo atrás, subindo as escadas com um olhar predatório. Ela parou diante de Aurora e assobiou, passando a mão pelos cabelos negros.

— Trixie, você precisa ver isso — gritou Harley para o andar de baixo. — Esquece os móveis. Encontramos o verdadeiro tesouro da casa.

Trixie subiu as escadas furiosa, bufando de irritação.

— O que vocês estão fazendo? — perguntou Trixie ao chegar ao topo. — Temos um cronograma a...

As palavras de Trixie morreram na garganta. Aurora Clark, sob a luz fraca do corredor, era uma visão estonteante. A maturidade de seus traços misturada com a inocência de sua expressão e a volúpia de seu corpo criava um magnetismo impossível de ignorar.

— Ela é... virgem — sussurrou Harley, aproximando-se e passando a ponta dos dedos pelo ombro de Aurora. — Eu consigo sentir o cheiro da inocência a quilômetros. O que você acha, Mitsuki? Vamos levar os móveis ou vamos ensinar algumas coisas para a dona da casa?

— Harley, isso é um assalto, não um bacanal! — tentou protestar Trixie, embora seus próprios olhos estivessem fixos no decote generoso de Aurora.

— Ah, qual é, Trixie — disse Mitsuki, começando a descer as mãos pelas coxas de Aurora, sentindo a pele macia sob a seda. — Olhe para ela. Ela está morrendo de vontade. E nós estamos precisando de um bônus.

Aurora soltou um gemido baixo, a cabeça pendendo para trás enquanto as mãos de Mitsuki exploravam seu corpo. Ela nunca fora tocada daquela maneira. A timidez que a acompanhara por trinta e dois anos estava sendo derretida pelo calor daquelas três mulheres perigosas.

— Eu... eu nunca... — começou Aurora, a voz falhando.

— Nós sabemos, querida — interrompeu Harley, contornando o pescoço de Aurora com a língua, fazendo a mulher estremecer da cabeça aos pés. — E vamos cuidar muito bem de você.

Trixie sentiu o calor subir pelo seu próprio corpo. Ela tentou manter a postura de líder, mas a visão de Mitsuki levantando Aurora como se ela não pesasse nada e a carregando para o quarto principal foi o golpe final em sua resolução.

— Isso é um erro tático absurdo — resmungou Trixie, seguindo-as para dentro do quarto. — Um erro que eu provavelmente vou me arrepender amanhã.

Dentro do quarto, a atmosfera mudou de crime para sedução pura. Mitsuki deitou Aurora na cama king-size, posicionando-se sobre ela. As tatuagens de carpas nos braços de Mitsuki pareciam brilhar sob a luz do abajur que Harley acabara de ligar.

— Você é tão grande... e tão forte — sussurrou Aurora, esticando as mãos trêmulas para tocar os músculos abdominais de Mitsuki.

— E você é perfeita — respondeu Mitsuki, capturando os lábios de Aurora em um beijo profundo e explorador, enquanto suas mãos subiam para apertar os seios fartos da mulher.

Harley não perdeu tempo. Ela se ajoelhou aos pés da cama, removendo a camisola de Aurora com uma eficiência técnica que faria qualquer sistema de segurança invejar.

— Céus... — exclamou Harley, admirando a nudez de Aurora. — Trixie, se você não vier aqui agora, eu juro que te expulso do grupo.

Trixie, rendida pelo desejo que queimava em seu ventre, retirou sua jaqueta de couro e se aproximou da cama. Ela sentou-se ao lado da cabeça de Aurora, passando a mão pelos cabelos castanhos da mulher madura.

— Tudo bem — disse Trixie, sua voz agora carregada de uma sensualidade que raramente mostrava. — Se vamos fazer isso, faremos do meu jeito. Com planejamento e atenção aos detalhes.

A noite transformou-se em um turbilhão de sensações. Mitsuki era a força bruta e a resistência, explorando cada centímetro do corpo de Aurora com uma fome atlética. Harley era a técnica e a provocação, usando suas mãos e língua para levar Aurora a picos de prazer que a mulher nem sabia que existiam. E Trixie, a estrategista, coordenava o ritmo, garantindo que Aurora recebesse atenção total, enquanto ela mesma se perdia no toque das outras três.

— Por favor... mais... — implorava Aurora, suas pernas entrelaçadas com as de Mitsuki, enquanto Harley se perdia entre suas coxas e Trixie beijava seu pescoço.

— Calma, Aurora — sussurrou Trixie no ouvido dela. — Temos a noite toda. A chuva não vai parar tão cedo, e nós também não.

As tatuagens de Mitsuki, as mesmas que Harley conhecia tão bem nas coxas e nádegas da japonesa, agora roçavam contra a pele pálida de Aurora. Harley, em um momento de ousadia, puxou Trixie para o meio da ação, unindo o trio em um emaranhado de membros e gemidos.

— Eu disse que ela era um tesouro — provocou Harley entre um beijo e outro em Trixie. — Admita que esse é o melhor plano que você já não planejou.

Trixie não respondeu com palavras, apenas puxou Harley para um beijo calcinante, enquanto Mitsuki levava Aurora ao seu primeiro e devastador orgasmo. O grito de prazer de Aurora ecoou pelo quarto, misturando-se ao som do trovão lá fora.

Horas depois, quando a primeira luz do amanhecer começou a filtrar pelas cortinas de seda, o quarto estava mergulhado em um silêncio exausto e satisfeito. Aurora dormia profundamente no centro da cama, um sorriso sereno nos lábios, protegida pelo abraço de Mitsuki. Harley estava jogada atravessada nos pés da cama, roncando levemente com os óculos tortos no rosto.

Trixie estava sentada na beirada da cama, observando a cena. Ela olhou para o inventário de móveis que pretendiam roubar, jogado no chão.

— E o caminhão? — perguntou Mitsuki, abrindo um olho e observando a líder.

Trixie olhou para Aurora, depois para as suas companheiras de crime.

— O caminhão vai voltar vazio, Mitsuki — respondeu Trixie com um sorriso de canto. — Acho que essa casa tem um valor que não pode ser transportado.

— E o que faremos agora? — perguntou Harley, despertando e ajeitando os óculos. — Vamos embora antes que ela acorde e chame a polícia?

Trixie olhou para Aurora novamente. A mulher madura e tímida parecia ter florescido naquela noite.

— Não — disse Trixie, levantando-se e começando a se vestir. — Vamos preparar o café da manhã. E Harley, se você tocar em um único talher de prata para levar embora, eu te jogo da escada.

— Sim, senhora, capitã — brincou Harley, levantando as mãos em rendição.

Mitsuki riu, apertando Aurora um pouco mais antes de se levantar.

— Eu gosto de ovos mexidos — disse a japonesa. — E acho que a Aurora vai precisar de muita energia depois do que fizemos com ela.

O assalto que deveria ter limpado a casa de Aurora Clark acabou por preencher um vazio que nenhuma das quatro mulheres sabia que existia. Naquela manhã chuvosa, entre o cheiro de café e o calor de corpos compartilhados, as ladras descobriram que, às vezes, o melhor roubo é aquele onde você acaba deixando o seu coração para trás.
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