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Love

Fandom: Milk e love

Criado: 02/07/2026

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Reencontro de Almas e Corpos

A casa estava finalmente em silêncio, um evento raro desde que a pequena Luna, agora com um aninho, decidira que a madrugada era o melhor momento para testar seus pulmões. No quarto ao lado, Maya, de quatro anos, dormia profundamente, abraçada a um urso de pelúcia que Milk havia comprado em sua última viagem de trabalho. Maya era a cópia fiel de Love: os mesmos traços delicados, a pele alva, mas com os olhos claros e intensos de Milk, uma mistura que derretia o coração de qualquer um.

Milk estava encostada no batente da porta do quarto das filhas, observando o peito delas subir e descer ritmadamente. Ela usava uma regata preta larga, que deixava à mostra as tatuagens nos braços, e uma bermuda de basquete folgada. O estilo desfem, que sempre foi sua marca registrada, parecia ainda mais acentuado agora que a maturidade da maternidade a envolvia. Ela passou a mão pelo cabelo curto, soltando um suspiro pesado.

Havia um vazio que não era de tristeza, mas de saudade. Saudade da mulher que estava na cozinha terminando de guardar as mamadeiras. Fazia exatamente um ano que elas não tinham um momento real de intimidade. Entre a gravidez de risco de Luna, o puerpério exaustivo e a rotina insana de cuidar de duas crianças — além de acompanhar o crescimento do filho de Namtam, que já ia fazer dois anos —, o sexo havia se tornado uma lembrança distante.

Milk caminhou silenciosamente até a cozinha. Love estava de costas, usando um pijama de seda rosa que contrastava com a crueza visual de Milk. Ao sentir a presença da esposa, Love se virou com um sorriso cansado, mas doce.

— Elas finalmente apagaram? — perguntou Love em um sussurro.

— Sim, como anjinhos — respondeu Milk, aproximando-se e envolvendo a cintura de Love com seus braços fortes. Ela enterrou o rosto no pescoço da esposa, inspirando o perfume de baunilha que tanto amava. — Senti sua falta hoje.

Love riu baixinho, acariciando os braços musculosos de Milk.

— Mas passamos o dia juntas, amor. Fomos até a casa da Namtam, as crianças brincaram...

— Você sabe que não é desse tipo de "junto" que eu estou falando — murmurou Milk, distribuindo beijos úmidos pela mandíbula de Love, fazendo-a estremecer. — Eu estou com fome de você, Love. Uma fome de um ano inteiro.

Milk a pegou no colo com facilidade, fazendo Love soltar um ganido de surpresa. Ela a levou em direção ao quarto principal, mas ao abrir a porta, deparou-se com Maya, que havia acordado e se arrastado para a cama das mães no meio tempo. A menina dormia atravessada no colchão.

Milk fez uma careta de frustração que fez Love segurar o riso.

— Amor, espera elas dormirem pesado... — disse Love, tentando descer do colo.

— Nem pensar — Milk a apertou mais forte, os olhos brilhando com uma determinação que Love conhecia bem. — Vamos para o quarto de hóspedes. Onde não tem brinquedos espalhados, nem cheiro de talco, nem risco de sermos interrompidas por uma miniatura de você pedindo água.

Love corou, sentindo o calor subir pelo corpo. Ela assentiu, passando os braços pelo pescoço de Milk enquanto era carregada para o corredor oposto.

Ao entrarem no quarto de hóspedes, Milk chutou a porta para fechar e depositou Love sobre a cama com uma urgência controlada. O ambiente estava escuro, iluminado apenas pela luz da lua que filtrava pelas cortinas de linho.

— Você tem certeza? — perguntou Love, a voz falhando enquanto Milk se posicionava entre suas pernas, ainda de pé.

— Eu nunca tive tanta certeza de nada na minha vida — respondeu Milk. — Eu senti falta de cada centímetro seu. De como você reage ao meu toque. De como você grita meu nome.

Milk começou a despir Love com uma reverência quase religiosa. Cada peça de roupa retirada era acompanhada de beijos lentos e profundos. Quando Love ficou nua sob o olhar faminto de Milk, ela se sentiu vulnerável e desejada como nunca. Milk rapidamente se livrou de suas próprias roupas, revelando o corpo atlético e a postura dominante que sempre fizera Love perder o fôlego.

— Eu preparei algo — sussurrou Milk, esticando-se para pegar uma gaveta da mesinha de cabeceira.

Ela retirou um cinto de couro negro, impecável, com um acessório que Love reconheceu imediatamente. O brilho nos olhos de Milk era intenso, uma mistura de amor e uma luxúria crua que não via há muito tempo.

— Quero que você sinta o quanto eu desejei ser sua de todas as formas possíveis nesta noite — disse Milk, ajustando o acessório com movimentos precisos.

Love engoliu em seco, sentindo a umidade crescer entre suas pernas.

— Por favor, Milk... não me faça esperar mais.

Milk subiu na cama, pairando sobre Love. O contraste era absoluto: a delicadeza de Love, com suas curvas suaves e pele clara, contra a força e a atitude desfem de Milk. Milk começou a beijá-la, um beijo que começou lento e se tornou voraz, as línguas duelando em uma dança de pura necessidade.

— Você é tão linda — arquejou Milk contra os lábios de Love. — Minha esposa, mãe das minhas filhas... minha vida.

As mãos de Milk exploraram o corpo de Love com maestria, encontrando os pontos certos que a faziam arquear as costas e soltar gemidos curtos. Quando Milk finalmente se posicionou, o contato inicial fez Love fechar os olhos e apertar os lençóis com força.

— Olhe para mim, Love — comandou Milk com uma voz rouca e autoritária. — Quero ver seus olhos quando eu entrar em você.

Love obedeceu, os olhos nublados de desejo encontrando os de Milk. Quando o movimento começou, foi como se o mundo lá fora deixasse de existir. Não havia fraldas, não havia horários, não havia cansaço. Havia apenas a conexão profunda e visceral entre as duas.

— Ah, Milk... — Love soluçou, o corpo tremendo sob a pressão rítmica e firme. — É... é demais... eu senti tanta falta disso.

— Eu também, meu amor — Milk respondeu, o suor brilhando em sua pele enquanto ela mantinha o ritmo, cada estocada sendo um lembrete do território que ela conhecia tão bem. — Você é minha. Só minha.

A intensidade aumentava a cada segundo. Milk não tinha pressa, saboreando cada reação de Love, cada contração de seus músculos internos. Ela usava o brinquedo com uma habilidade que levava Love ao limite da sanidade, alternando entre movimentos lentos que a faziam implorar por mais e investidas rápidas que tiravam seu fôlego.

— Por favor... agora... — Love implorou, as unhas cravando-se nos ombros de Milk.

Milk inclinou-se para frente, capturando o mamilo de Love entre os dentes, mordiscando levemente enquanto aumentava a velocidade lá embaixo. O quarto foi preenchido pelo som da respiração ofegante e pelo estalo rítmico do couro contra a pele.

Love atingiu o ápice primeiro, um orgasmo avassalador que a fez gritar abafado contra o ombro de Milk, o corpo inteiro entrando em espasmos. Milk a segurou firme, não parando, levando Love através das ondas do prazer até que ela mesma atingisse seu limite, um rosnado baixo escapando de sua garganta enquanto se entregava à exaustão prazerosa.

Minutos depois, as duas estavam entrelaçadas sob os lençóis, o coração de ambas ainda batendo em um ritmo frenético. Milk acariciava o cabelo de Love, que descansava a cabeça em seu peito.

— Valeu a pena esperar um ano? — perguntou Milk, a voz carregada de carinho.

Love levantou o rosto, os lábios inchados e um brilho renovado nos olhos.

— Eu esperaria dez anos se soubesse que seria assim — Love sorriu e a beijou suavemente. — Mas, por favor, não vamos fazer disso um hábito. Quero você assim mais vezes.

— Prometo que não vou deixar as crianças ganharem todas as batalhas — Milk riu, abraçando-a mais forte. — Da próxima vez, a gente tranca a porta do nosso quarto antes da Maya entrar.

— Combinado — disse Love, fechando os olhos. — Eu te amo, Milk.

— Eu te amo mais, minha Love.

No silêncio daquela madrugada, as duas finalmente descansaram, não apenas como mães, mas como o casal apaixonado que, apesar da rotina, nunca deixara a chama se apagar. A cópia de Love e a pequena loirinha de olhos claros continuavam dormindo, sem saber que, naquele quarto de hóspedes, suas mães haviam acabado de reafirmar o laço que mantinha toda aquela família unida.
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