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Crossover entre Ben 10 e Isshou Senkin
Fandom: Isshou senkin e Ben 10
Criado: 02/07/2026
Tags
AçãoFicção CientíficaPsicológicoSombrioSuspenseCrimeAventuraEstudo de PersonagemCrossoverViolência Gráfica
O Despertar do Monstro sob a Pele de Cordeiro
A luz do entardecer em Tóquio tinha um tom alaranjado, quase como se o céu estivesse em chamas, refletindo-se nos arranha-céus de vidro. Ben Tennyson, agora com seus dezoito anos e uma reputação que atravessava galáxias, ajustou a gola de sua jaqueta verde enquanto caminhava pelos becos menos iluminados do distrito de Roppongi. Ele estava longe de Bellwood, longe dos Encanadores e, tecnicamente, agindo fora de qualquer protocolo oficial.
Horas antes, em uma sala de reuniões privada e sem janelas, um oficial da segurança pública japonesa, com olheiras profundas e mãos trêmulas, havia lhe entregado um arquivo. O pedido era simples, mas perigoso: "Pare Hongou Hina".
— Ela é apenas uma adolescente, Ben — dissera o oficial, a voz carregada de um medo que não combinava com a idade da garota nas fotos. — Mas ela é o legado vivo do Exército de Deus. O estoque de armas químicas que o pai dela pretendia usar para derrubar o governo ainda está por aí, e temos certeza de que ela sabe onde. O problema é que fomos proibidos de tocá-la. Ordens de cima, política, corrupção... não importa. Você é o herói do universo. Jurisdições não significam nada para quem já salvou a Terra de invasões alienígenas.
Ben olhou para o holograma do Omnitrix em seu pulso, o brilho verde pulsando suavemente. Ele aceitara a missão. Afinal, armas químicas em mãos instáveis eram uma receita para o desastre. O que ele não esperava era que o rastro de Hina o levaria diretamente ao submundo das lutas clandestinas: a Valkyria.
O som de gritos abafados e o impacto de carne contra carne ecoavam de um armazém abandonado à frente. Ben entrou discretamente, usando as sombras. No centro de um ringue improvisado, cercado por apostadores e figuras sombrias, estava ela.
Hongou Hina parecia deslocada. Ela usava um uniforme escolar que parecia impecável, exceto pelo sangue alheio salpicado em suas meias. Ela estava de pé sobre um homem que pesava pelo menos o triplo dela, cujo rosto estava agora irreconhecível.
— É só isso? — A voz de Hina era doce, quase infantil, mas carregada de um tédio mortal. — Eu achei que os profissionais da Valkyria fossem mais... resistentes.
Ben saiu das sombras, caminhando em direção ao ringue. A multidão murmurou. Alguns o reconheceram imediatamente. O garoto do relógio. O salvador do mundo.
— O show acabou, Hina — disse Ben, mantendo a voz firme e calma. — Precisamos conversar sobre o que o seu pai deixou para trás.
Hina virou a cabeça lentamente. Seus olhos, grandes e aparentemente inocentes, brilharam com uma centelha de curiosidade maníaca ao pousarem no Omnitrix. Ela ignorou o homem caído e saltou do ringue com uma agilidade que fez Ben franzir a testa. Não havia nada de "normal" naquele movimento.
— Ben Tennyson... — Ela cantarolou o nome dele, aproximando-se com as mãos atrás das costas, balançando-se sobre os calcanhares. — O herói das estrelas. O homem que se transforma em monstros. O que um deus como você quer com uma colegial comum como eu?
— Você sabe o que eu quero — respondeu Ben, cruzando os braços. — As armas químicas. Onde elas estão? Entregue a localização e podemos resolver isso sem que ninguém se machuque.
Hina soltou uma risadinha, um som que enviou um calafrio pela espinha de Ben.
— Você é tão gentil. Tão... heróico. Mas eu não sou uma vilã de desenho animado, Ben-kun. Eu sou apenas uma garota tentando encontrar algo que me faça sentir viva.
Em um borrão de velocidade que desafiava a percepção humana, Hina avançou. Ben, acostumado a lutar contra guerreiros intergalácticos, mal teve tempo de reagir. Ele não queria usar o Omnitrix. Era uma regra interna: não usar força alienígena contra humanos "normais" a menos que fosse estritamente necessário.
Ele bloqueou o primeiro chute com o antebraço, mas a força do impacto o jogou para trás, fazendo seus pés derraparem no concreto.
— Que força é essa? — sussurrou Ben, sentindo o braço latejar.
— O Rikudou não é para os fracos — disse Hina, seus olhos agora fixos no relógio de Ben com uma intensidade predatória. — Sabe, eu sempre me perguntei... se eu quebrasse esse seu brinquedo, você ainda seria especial? Ou se eu quebrasse você, o relógio escolheria a mim?
Ben tocou o Omnitrix, o núcleo subindo para revelar os ícones dos alienígenas. Ele hesitou. Enormossauro? Não, ele destruiria o prédio inteiro. Bala de Canhão? Muito destrutivo. Ele precisava de algo rápido, mas não letal.
— Escuta, Hina, eu não quero lutar com você — disse Ben, esquivando-se de um soco que rachou a coluna de sustentação de metal atrás dele. — Você é só uma adolescente. Isso é loucura.
— "Só uma adolescente"? — Hina parou, sua expressão mudando de tédio para uma alegria distorcida. — Que fofo! Você está tentando me proteger de você mesmo? Isso é a coisa mais romântica que alguém já me disse!
Ela atacou novamente, desta vez com uma série de golpes coordenados que visavam os pontos vitais de Ben. Ele usou suas habilidades de combate corpo a corpo aprendidas com o Vovô Max e Rook, mas Hina era um prodígio da violência. Ela era fluida, impiedosa e parecia não sentir dor.
— Chega — murmurou Ben. Ele selecionou o Arraia-Jato, mas antes que pudesse pressionar o núcleo, Hina agarrou seu pulso.
— Não — sussurrou ela, o rosto a centímetros do dele. Ben podia ver o vazio sombrio em suas pupilas. — Ainda não. Eu quero ver o Ben. O humano que carrega o peso do universo. Você é tão brilhante, Ben-kun... Como um sol que eu quero apagar.
Ben conseguiu se soltar e, em um movimento reflexo, girou o disco para o Friagem. O clarão verde iluminou o armazém, e no lugar do jovem herói, surgiu a figura alada e fantasmagórica do Necrofriggiano.
— Você precisa se acalmar — disse Friagem, sua voz ecoando com um tom gélido e etéreo.
Ele soprou uma rajada de gelo, pretendendo imobilizar os pés de Hina. No entanto, ela saltou para o teto, agarrando-se a uma viga com uma força sobre-humana, rindo como uma criança em um parque de diversões.
— Incrível! — gritou ela, os olhos brilhando de obsessão. — Tão frio! Tão lindo! Ben-kun, você é perfeito! As armas químicas? O governo? Nada disso importa! Eu acabei de encontrar algo muito mais divertido para brincar.
— Brincar? — Friagem atravessou a viga, tornando-se intangível, mas Hina se soltou antes que ele pudesse tocá-la, caindo graciosamente no chão.
— Sim! — Hina abraçou o próprio corpo, tremendo, mas não de frio. — Eu passei a vida toda sendo o "monstro" de alguém. Mas você... você é um monstro por escolha. Você salva as pessoas sendo algo inumano. Isso é tão... excitante.
Ben voltou à forma humana, ofegante. A transformação consumia energia, e a relutância em machucá-la o deixava em desvantagem psicológica. Hina não tinha tais amarras. Para ela, Ben era o troféu supremo, uma divindade que ela queria possuir e, eventualmente, dissecar.
— Eu não vou te dar as armas, Ben-kun — disse ela, caminhando lentamente em direção a ele, ignorando os apostadores que fugiam do local agora que as coisas haviam ficado "estranhas". — Mas eu vou te dar uma chance. Se você continuar vindo atrás de mim... se você continuar tentando me "salvar"... talvez eu te mostre onde elas estão.
— Você está tentando me manipular? — Ben limpou um rastro de sangue do canto da boca.
— Estou tentando fazer você se interessar por mim — corrigiu ela, com um sorriso que não chegava aos olhos, mas exalava uma loucura palpável. — Ninguém mais neste mundo pode me acompanhar, Ben. Só você. Você é o único que pode me aguentar quando eu parar de fingir que sou uma boa menina.
Hina aproximou-se e, antes que Ben pudesse reagir, ela depositou um beijo rápido e frio em sua bochecha. O cheiro de pólvora e perfume de flores baratas o atingiu.
— Até a próxima luta, meu herói — sussurrou ela no ouvido dele.
Em um piscar de olhos, Hina desapareceu nas profundezas do armazém, movendo-se por caminhos que só alguém treinado em infiltração conhecia. Ben ficou parado no centro do ringue vazio, o silêncio sendo restaurado apenas pelo zumbido baixo do Omnitrix recarregando.
Ele olhou para o próprio reflexo no vidro do relógio. Ele viera para recuperar armas químicas, mas sentia que tinha acabado de despertar algo muito mais perigoso. Hina não era apenas uma ameaça tática; ela era um abismo. E, pela primeira vez em muito tempo, Ben Tennyson sentiu que, ao olhar para o abismo, o abismo não apenas olhou de volta, mas sorriu e o convidou para entrar.
— Droga — murmurou Ben, passando a mão pelo cabelo. — O Rook nunca vai acreditar nisso.
Ele sabia que a missão estava longe de terminar. Na verdade, para Hongou Hina, o jogo estava apenas começando. E o prêmio que ela queria não era o domínio mundial ou o poder político. Era o coração — ou talvez a cabeça — do herói que ousou cruzar seu caminho.
Ben saiu do armazém, o céu de Tóquio agora negro e cravejado de estrelas. Ele se sentia observado. E ele estava certo. De cima de um prédio próximo, Hina o observava, acariciando uma mecha de cabelo, o coração batendo em um ritmo frenético e doentio que ela nunca sentira antes.
— Ben Tennyson... — ela sussurrou para o vento. — Você vai ser meu. Mesmo que eu tenha que queimar este mundo inteiro para garantir que você não tenha mais ninguém para salvar a não ser a mim.
A Princesa da Revolução finalmente encontrara seu Rei. E ela não aceitaria um "não" como resposta.
Horas antes, em uma sala de reuniões privada e sem janelas, um oficial da segurança pública japonesa, com olheiras profundas e mãos trêmulas, havia lhe entregado um arquivo. O pedido era simples, mas perigoso: "Pare Hongou Hina".
— Ela é apenas uma adolescente, Ben — dissera o oficial, a voz carregada de um medo que não combinava com a idade da garota nas fotos. — Mas ela é o legado vivo do Exército de Deus. O estoque de armas químicas que o pai dela pretendia usar para derrubar o governo ainda está por aí, e temos certeza de que ela sabe onde. O problema é que fomos proibidos de tocá-la. Ordens de cima, política, corrupção... não importa. Você é o herói do universo. Jurisdições não significam nada para quem já salvou a Terra de invasões alienígenas.
Ben olhou para o holograma do Omnitrix em seu pulso, o brilho verde pulsando suavemente. Ele aceitara a missão. Afinal, armas químicas em mãos instáveis eram uma receita para o desastre. O que ele não esperava era que o rastro de Hina o levaria diretamente ao submundo das lutas clandestinas: a Valkyria.
O som de gritos abafados e o impacto de carne contra carne ecoavam de um armazém abandonado à frente. Ben entrou discretamente, usando as sombras. No centro de um ringue improvisado, cercado por apostadores e figuras sombrias, estava ela.
Hongou Hina parecia deslocada. Ela usava um uniforme escolar que parecia impecável, exceto pelo sangue alheio salpicado em suas meias. Ela estava de pé sobre um homem que pesava pelo menos o triplo dela, cujo rosto estava agora irreconhecível.
— É só isso? — A voz de Hina era doce, quase infantil, mas carregada de um tédio mortal. — Eu achei que os profissionais da Valkyria fossem mais... resistentes.
Ben saiu das sombras, caminhando em direção ao ringue. A multidão murmurou. Alguns o reconheceram imediatamente. O garoto do relógio. O salvador do mundo.
— O show acabou, Hina — disse Ben, mantendo a voz firme e calma. — Precisamos conversar sobre o que o seu pai deixou para trás.
Hina virou a cabeça lentamente. Seus olhos, grandes e aparentemente inocentes, brilharam com uma centelha de curiosidade maníaca ao pousarem no Omnitrix. Ela ignorou o homem caído e saltou do ringue com uma agilidade que fez Ben franzir a testa. Não havia nada de "normal" naquele movimento.
— Ben Tennyson... — Ela cantarolou o nome dele, aproximando-se com as mãos atrás das costas, balançando-se sobre os calcanhares. — O herói das estrelas. O homem que se transforma em monstros. O que um deus como você quer com uma colegial comum como eu?
— Você sabe o que eu quero — respondeu Ben, cruzando os braços. — As armas químicas. Onde elas estão? Entregue a localização e podemos resolver isso sem que ninguém se machuque.
Hina soltou uma risadinha, um som que enviou um calafrio pela espinha de Ben.
— Você é tão gentil. Tão... heróico. Mas eu não sou uma vilã de desenho animado, Ben-kun. Eu sou apenas uma garota tentando encontrar algo que me faça sentir viva.
Em um borrão de velocidade que desafiava a percepção humana, Hina avançou. Ben, acostumado a lutar contra guerreiros intergalácticos, mal teve tempo de reagir. Ele não queria usar o Omnitrix. Era uma regra interna: não usar força alienígena contra humanos "normais" a menos que fosse estritamente necessário.
Ele bloqueou o primeiro chute com o antebraço, mas a força do impacto o jogou para trás, fazendo seus pés derraparem no concreto.
— Que força é essa? — sussurrou Ben, sentindo o braço latejar.
— O Rikudou não é para os fracos — disse Hina, seus olhos agora fixos no relógio de Ben com uma intensidade predatória. — Sabe, eu sempre me perguntei... se eu quebrasse esse seu brinquedo, você ainda seria especial? Ou se eu quebrasse você, o relógio escolheria a mim?
Ben tocou o Omnitrix, o núcleo subindo para revelar os ícones dos alienígenas. Ele hesitou. Enormossauro? Não, ele destruiria o prédio inteiro. Bala de Canhão? Muito destrutivo. Ele precisava de algo rápido, mas não letal.
— Escuta, Hina, eu não quero lutar com você — disse Ben, esquivando-se de um soco que rachou a coluna de sustentação de metal atrás dele. — Você é só uma adolescente. Isso é loucura.
— "Só uma adolescente"? — Hina parou, sua expressão mudando de tédio para uma alegria distorcida. — Que fofo! Você está tentando me proteger de você mesmo? Isso é a coisa mais romântica que alguém já me disse!
Ela atacou novamente, desta vez com uma série de golpes coordenados que visavam os pontos vitais de Ben. Ele usou suas habilidades de combate corpo a corpo aprendidas com o Vovô Max e Rook, mas Hina era um prodígio da violência. Ela era fluida, impiedosa e parecia não sentir dor.
— Chega — murmurou Ben. Ele selecionou o Arraia-Jato, mas antes que pudesse pressionar o núcleo, Hina agarrou seu pulso.
— Não — sussurrou ela, o rosto a centímetros do dele. Ben podia ver o vazio sombrio em suas pupilas. — Ainda não. Eu quero ver o Ben. O humano que carrega o peso do universo. Você é tão brilhante, Ben-kun... Como um sol que eu quero apagar.
Ben conseguiu se soltar e, em um movimento reflexo, girou o disco para o Friagem. O clarão verde iluminou o armazém, e no lugar do jovem herói, surgiu a figura alada e fantasmagórica do Necrofriggiano.
— Você precisa se acalmar — disse Friagem, sua voz ecoando com um tom gélido e etéreo.
Ele soprou uma rajada de gelo, pretendendo imobilizar os pés de Hina. No entanto, ela saltou para o teto, agarrando-se a uma viga com uma força sobre-humana, rindo como uma criança em um parque de diversões.
— Incrível! — gritou ela, os olhos brilhando de obsessão. — Tão frio! Tão lindo! Ben-kun, você é perfeito! As armas químicas? O governo? Nada disso importa! Eu acabei de encontrar algo muito mais divertido para brincar.
— Brincar? — Friagem atravessou a viga, tornando-se intangível, mas Hina se soltou antes que ele pudesse tocá-la, caindo graciosamente no chão.
— Sim! — Hina abraçou o próprio corpo, tremendo, mas não de frio. — Eu passei a vida toda sendo o "monstro" de alguém. Mas você... você é um monstro por escolha. Você salva as pessoas sendo algo inumano. Isso é tão... excitante.
Ben voltou à forma humana, ofegante. A transformação consumia energia, e a relutância em machucá-la o deixava em desvantagem psicológica. Hina não tinha tais amarras. Para ela, Ben era o troféu supremo, uma divindade que ela queria possuir e, eventualmente, dissecar.
— Eu não vou te dar as armas, Ben-kun — disse ela, caminhando lentamente em direção a ele, ignorando os apostadores que fugiam do local agora que as coisas haviam ficado "estranhas". — Mas eu vou te dar uma chance. Se você continuar vindo atrás de mim... se você continuar tentando me "salvar"... talvez eu te mostre onde elas estão.
— Você está tentando me manipular? — Ben limpou um rastro de sangue do canto da boca.
— Estou tentando fazer você se interessar por mim — corrigiu ela, com um sorriso que não chegava aos olhos, mas exalava uma loucura palpável. — Ninguém mais neste mundo pode me acompanhar, Ben. Só você. Você é o único que pode me aguentar quando eu parar de fingir que sou uma boa menina.
Hina aproximou-se e, antes que Ben pudesse reagir, ela depositou um beijo rápido e frio em sua bochecha. O cheiro de pólvora e perfume de flores baratas o atingiu.
— Até a próxima luta, meu herói — sussurrou ela no ouvido dele.
Em um piscar de olhos, Hina desapareceu nas profundezas do armazém, movendo-se por caminhos que só alguém treinado em infiltração conhecia. Ben ficou parado no centro do ringue vazio, o silêncio sendo restaurado apenas pelo zumbido baixo do Omnitrix recarregando.
Ele olhou para o próprio reflexo no vidro do relógio. Ele viera para recuperar armas químicas, mas sentia que tinha acabado de despertar algo muito mais perigoso. Hina não era apenas uma ameaça tática; ela era um abismo. E, pela primeira vez em muito tempo, Ben Tennyson sentiu que, ao olhar para o abismo, o abismo não apenas olhou de volta, mas sorriu e o convidou para entrar.
— Droga — murmurou Ben, passando a mão pelo cabelo. — O Rook nunca vai acreditar nisso.
Ele sabia que a missão estava longe de terminar. Na verdade, para Hongou Hina, o jogo estava apenas começando. E o prêmio que ela queria não era o domínio mundial ou o poder político. Era o coração — ou talvez a cabeça — do herói que ousou cruzar seu caminho.
Ben saiu do armazém, o céu de Tóquio agora negro e cravejado de estrelas. Ele se sentia observado. E ele estava certo. De cima de um prédio próximo, Hina o observava, acariciando uma mecha de cabelo, o coração batendo em um ritmo frenético e doentio que ela nunca sentira antes.
— Ben Tennyson... — ela sussurrou para o vento. — Você vai ser meu. Mesmo que eu tenha que queimar este mundo inteiro para garantir que você não tenha mais ninguém para salvar a não ser a mim.
A Princesa da Revolução finalmente encontrara seu Rei. E ela não aceitaria um "não" como resposta.
