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Romance dark

Fandom: Nao tem

Criado: 02/07/2026

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O Vermelho Sob a Pele

O sol de domingo no parque sempre trazia uma energia vibrante, mas para Bianca, aquele dia específico tinha um peso diferente. Ela estava lá para jogar vôlei, seu refúgio atlético onde sua altura e seus reflexos rápidos a destacavam. Foi entre um saque e uma cortada que ela o viu: João. Ele era alto, com o corpo esculpido por anos de musculação e capoeira, e um sorriso que parecia carregar um desafio constante. Ele jogava com uma agressividade charmosa, e o olhar de Bianca, sempre observador por trás das lentes dos óculos, não o deixou escapar.

Depois do jogo, o convite para um barzinho foi inevitável. Entre cervejas geladas e conversas que fluíam com uma intimidade inesperada, a tensão sexual tornou-se palpável. João exalava um perfume amadeirado que inundava os sentidos de Bianca, e o jeito marrento dele, longe de afastá-la, a atraía como um ímã. Quando saíram de lá, o destino foi o carro dele.

Naquela noite, dentro do espaço confinado do veículo, Bianca revelou uma faceta que nem ela mesma conhecia plenamente. Apesar de ser sua primeira vez, ela agiu com uma ousadia que deixou João atônito. Ele, com sua experiência e vigor, foi possessivo e carinhoso ao mesmo tempo. Só depois, quando o fôlego voltava ao normal, é que ela contou o segredo.

— Você está brincando, não é? — João perguntou, passando a mão pelo cabelo curto, ainda processando a informação. — Se você não tivesse dito, eu nunca saberia. Você é incrível, Bianca. E aquele boquete... meu Deus, foi o melhor da minha vida.

O relacionamento seguiu um ritmo frenético. Teve a noite no circo, as risadas sob as luzes coloridas e o retorno para a casa dele. Mas foi nessa segunda vez que algo mudou. O sexo foi intenso, quase bruto. João a possuiu com uma força que a deixou sem fôlego, mas, no ápice do próprio prazer, ele acabou sendo egoísta. Ele gozou, satisfeito e exausto, enquanto Bianca permanecia em um estado de desejo não finalizado.

Nos dias que se seguiram, o silêncio de João pesou. Ele percebeu, tarde demais, que não a tinha levado ao clímax. O ego dele, o ego de um homem que se orgulhava de sua performance, estava ferido. Enquanto isso, Bianca lutava contra os próprios sentimentos. Ela percebeu que estava se apegando, que a imagem de João não saía de sua cabeça, mas que a relação parecia estar estagnada no campo puramente carnal.

Decidida a não ser apenas um corpo, ela o confrontou. Foi clara: não queria algo casual, queria conexão. A resposta dele foi um silêncio aceito, uma concordância fria que partiu o coração dela. Bianca se sentiu descartável, acreditando que ele só queria o que ela podia oferecer fisicamente.

Uma semana se passou. Sete dias de silêncio absoluto. Bianca tentava se focar no vôlei, no trabalho, mas a lembrança da expressão de João — aquele rosto concentrado, o suor brilhando na pele enquanto ele a possuía — a perseguia.

Até que o celular vibrou.

— "Tô com saudade." — dizia a mensagem curta e direta.

Bianca sentiu um frio na barriga, mas a ousadia que a definia desde aquela primeira noite no carro falou mais alto. Ela não ia se humilhar, mas também não ia negar o que sentia.

— Vem me pegar então — digitou ela, com os dedos levemente trêmulos.

Enquanto esperava, ela se preparou. Olhou-se no espelho, ajeitou os óculos e observou seus lábios carnudos. Por baixo do vestido leve, ela vestiu uma lingerie vermelha de renda, provocante e cara. Era o seu segredo, o seu poder.

O ronco do motor da moto de João anunciou sua chegada. Ela desceu as escadas do prédio sentindo o coração martelar contra as costelas. Ele estava encostado na máquina, usando uma camiseta preta que marcava seus músculos, o olhar marrento de sempre, mas com uma ponta de ansiedade que ele tentava esconder.

— Você demorou — disse ela, aproximando-se o suficiente para sentir o cheiro dele.

— Eu precisei pensar — respondeu João, a voz grave vibrando no ar. — Mas a verdade é que eu não consegui parar de pensar no que você disse. E no que eu não fiz.

Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles.

— Eu ferrei com tudo, não foi? — perguntou ele, o orgulho dando lugar a uma honestidade rara.

— Você foi egoísta, João — Bianca disse, sustentando o olhar. — E eu não aceito menos do que eu dou.

— Eu sei. E é por isso que eu estou aqui. Eu não quero só o seu corpo, Bianca, embora ele me deixe louco. Eu quero você.

Ele estendeu a mão, tocando o rosto dela com uma delicadeza que contrastava com sua imagem de durão.

— Sobe. Vamos para a minha casa. Eu tenho uma dívida para pagar com você.

Bianca sorriu, um sorriso enigmático que guardava o segredo do vermelho sob sua roupa.

— Então é melhor você se esforçar muito, João. Porque eu não pretendo facilitar para o seu ego hoje.

Eles montaram na moto e rasgaram a noite. O vento batia no rosto de Bianca, mas o calor que emanava do corpo de João à sua frente era o que realmente a aquecia. Ela sabia que aquela noite seria diferente. Não era apenas sobre sexo, era sobre a reconquista, sobre o equilíbrio de poder entre dois atletas que sabiam exatamente o que queriam.

Ao chegarem no apartamento dele, a tensão acumulada em uma semana explodiu assim que a porta se fechou. João a prensou contra a madeira, beijando-a com uma fome desesperada.

— Eu senti falta disso — murmurou ele entre os beijos —, do seu gosto, do seu jeito.

— Menos conversa, João — Bianca sussurrou, as mãos descendo pelas costas dele, sentindo a firmeza dos músculos. — Prove que você sentiu falta.

Ele começou a despir o vestido dela com mãos ágeis, mas parou bruscamente quando o tecido caiu, revelando a lingerie vermelha. O contraste da renda vibrante contra a pele morena de Bianca era quase insuportável de tão belo.

— Puta merda... — João exclamou, os olhos percorrendo cada curva do corpo dela. — Você quer me matar?

— Eu quero que você se lembre de cada detalhe desta noite — ela disse, puxando-o pela gola da camiseta. — Porque da próxima vez que você pensar em me deixar esperando, vai lembrar exatamente do que está perdendo.

João não disse mais nada. Ele a pegou no colo, a força da capoeira e da musculação tornando o movimento fácil, e a levou para o quarto. Naquela noite, o ego dele não foi o protagonista, mas sim a entrega total. Ele a tocou como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo, explorando cada centímetro com uma paciência que ela ainda não conhecia.

E quando ele finalmente a levou ao ápice, várias vezes, Bianca soube que o jogo tinha mudado. Ela não era apenas uma conquista para João; ela era o seu maior desafio e sua maior paixão. O vermelho da lingerie agora estava espalhado pelo chão, mas o fogo que eles haviam acendido estava longe de apagar.
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