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Palmadas

Fandom: Jogadores de futebol

Criado: 02/07/2026

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O Preço da Imprudência

A sala de estar na luxuosa mansão em Madri estava mergulhada em um silêncio tenso, quebrado apenas pelo som baixo da televisão de setenta polegadas. O grupo de jogadores, uma mistura improvável de lendas e estrelas em ascensão, estava reunido para um jantar casual. Cristiano Ronaldo e Messi compartilhavam o sofá principal com Modric, enquanto Lewandowski e Suárez discutiam táticas em um canto. Mbappé, Haaland e Bellingham brincavam com Raphinha perto da mesa de bebidas. Ibrahimovic, como sempre, ocupava a poltrona individual, observando tudo com seu olhar penetrante.

De repente, o plantão de notícias interrompeu a programação. A imagem mostrava a fachada da casa de Lamine Yamal cercada por fitas isolantes da polícia. O âncora falava com urgência:

— "Notícia de última hora: A residência da jovem estrela Lamine Yamal foi invadida por dois homens armados na noite de ontem. Segundo informações da polícia, o jogador de apenas 17 anos agiu sozinho para proteger a mãe, o irmão mais novo e os primos. Yamal escondeu a família nos quartos superiores e, em um ato de extrema periculosidade, confrontou os assaltantes fisicamente. O jogador saiu em luta corporal com os criminosos, conseguindo imobilizar um deles até a chegada das autoridades, enquanto o outro fugiu ferido."

O silêncio na sala tornou-se ensurdecedor. Cristiano Ronaldo sentiu o sangue ferver. Messi cobriu o rosto com as mãos, soltando um suspiro pesado.

— Ele fez o quê? — rosnou Ibrahimovic, sua voz soando como um trovão. — Ele saiu no soco com caras armados?

— Ele é um idiota? — Lewandowski se levantou, andando de um lado para o outro. — Ele poderia ter morrido! Um chute errado, uma faca, um tiro... e a carreira dele, a vida dele, acabaria ali.

— Ele é só um garoto — murmurou Modric, visivelmente abalado. — Mas essa imprudência é inaceitável.

Raphinha, que tinha Lamine como um irmão mais novo no Barcelona, estava pálido.

— Eu vou ligar para o Xavi. Ele precisa trazer o Lamine aqui agora. Ele está em Madri para o evento de amanhã, não está?

— Sim — disse Bellingham, a voz trêmula de preocupação e raiva. — Ele está no hotel.

— Traga-o — ordenou Cristiano Ronaldo, com um tom que não admitia discussões. — Agora.

Duas horas depois, a porta da mansão se abriu. Xavi entrou primeiro, com uma expressão de exaustão e desapontamento. Atrás dele, Lamine Yamal caminhava com a cabeça baixa, um corte pequeno no supercílio e um curativo no nó dos dedos. Ele tentava parecer corajoso, mas a visão de todos aqueles ídolos reunidos com expressões sombrias fez suas pernas tremerem.

— Sentem-se — disse Suárez, apontando para o centro da sala.

Lamine sentou-se na beirada de uma cadeira, evitando o olhar de CR7 e Messi.

— Você tem noção do que fez, Lamine? — perguntou Xavi, cruzando os braços. — Eu te ensinei a ser inteligente em campo. Por que você não foi inteligente em casa?

— Eu tinha que proteger minha mãe, Xavi! — Lamine exclamou, a voz falhando. — Eles iam subir! Eu não podia deixar!

— E se eles estivessem com uma arma apontada para a sua cabeça quando você tentou dar um soco? — Mbappé interveio, a voz carregada de uma raiva protetora. — Você acha que é um super-herói? Você é um jogador de futebol, Lamine. Sua vida vale mais que qualquer relógio ou dinheiro que eles pudessem levar.

— Mas eu venci! — Lamine tentou se defender. — Eu peguei um deles!

Ibrahimovic levantou-se lentamente, sua figura imponente sombreando o jovem.

— Você não venceu nada, pequeno. Você sobreviveu por sorte. E sorte acaba. — O sueco olhou para os outros. — Ele precisa aprender que ações têm consequências. Ele colocou a si mesmo em perigo, e se ele morresse, como ficaria a família que ele diz proteger?

Cristiano Ronaldo levantou-se e caminhou até o centro da sala. O clima mudou instantaneamente. Havia uma autoridade ali que ninguém ousava questionar.

— Lamine — disse Cristiano, a voz fria e firme. — Nós conversamos enquanto você vinha para cá. Todos nós. Você é o futuro do futebol, mas está agindo como uma criança irresponsável. E crianças irresponsáveis precisam de uma lição que não esquecerão.

Lamine engoliu em seco, sentindo o coração disparar.

— O que... o que o senhor quer dizer?

— Queremos dizer — começou Messi, levantando-se também, seu olhar geralmente doce agora severo — que você não vai sair dessa apenas com uma conversa. Você nos assustou. Você desrespeitou sua vida e seu talento.

— De bruços, Lamine. No colo do Cristiano — ordenou Suárez, apontando para o veterano português que já se sentava novamente, preparando o espaço.

O rosto de Lamine ficou vermelho instantaneamente.

— O quê? Não! Eu tenho 17 anos! Eu não...

— Você tem 17 anos e agiu como se tivesse 5 — rebateu Haaland, bloqueando a saída da sala. — Agora obedeça.

— É pelo seu bem, garoto — disse Raphinha, embora seu coração doesse ao ver o amigo naquela situação. — Você precisa entender a gravidade disso.

Lamine olhou em volta, vendo a determinação nos olhos de Lewandowski, Modric e Bellingham. Não havia escapatória. Com as mãos tremendo e lágrimas já brotando nos olhos, ele se aproximou de Cristiano Ronaldo.

— Por favor, Cris... — sussurrou ele.

— Deite-se, Lamine — repetiu o português, sem margem para negociação.

Lentamente, o jovem se posicionou de bruços sobre o colo firme de Ronaldo. Ele sentiu a mão grande do veterano segurar suas costas para mantê-lo no lugar. O silêncio na sala era absoluto, apenas a respiração pesada de Lamine era ouvida.

— Serão quinhentas — anunciou Cristiano. — Uma para cada pensamento estúpido que você teve ao reagir. Todos nós vamos participar.

Lamine soltou um soluço abafado, escondendo o rosto nos braços.

*PLACT!*

A primeira palmada desceu com força total, a mão aberta de Cristiano atingindo em cheio a carne macia do jovem. Lamine deu um pulo, o corpo arqueando involuntariamente.

— UM! — contou Ibrahimovic em voz alta.

*PLACT!*

— DOIS!

— Aah! Por favor! — Lamine gemeu, sentindo o calor começar a se espalhar.

Cristiano continuou, mantendo um ritmo constante e pesado. A cada golpe, a pele de Lamine sob o tecido fino da calça de moletom ficava mais quente. Ele começou a chorar abertamente, as pernas chutando o ar em agonia.

— Dez... onze... doze... — a contagem de Modric era calma, mas implacável.

Após as primeiras cinquenta, Cristiano parou e passou a vez para Ibrahimovic. O sueco não teve pena. Suas palmadas eram como chicotadas, precisas e extremamente dolorosas.

— ISSO É PARA VOCÊ PENSAR! — exclamava Zlatan a cada golpe. — *PLACT!* PARA VOCÊ! *PLACT!* NUNCA MAIS! *PLACT!* FAZER ISSO!

Lamine estava em prantos, o rosto encharcado de lágrimas, gemendo alto.

— Desculpa! Eu juro que não faço mais! Por favor, dói muito! — ele implorava, mas a disciplina continuava.

Messi assumiu em seguida. Embora fosse o mais baixo, sua mão era firme e a lição era dada com uma seriedade que machucava tanto quanto a palma. Ele falava baixinho entre as palmadas.

— Nós amamos você, Lamine. Não queremos ir ao seu funeral. Entenda isso. — *PLACT! PLACT! PLACT!*

As horas pareciam passar enquanto cada jogador passava pelo centro da sala. Mbappé e Haaland deram palmadas rápidas e ardidas; Lewandowski e Suárez foram pesados e metódicos. Raphinha, apesar de sofrer pelo amigo, não aliviou, sabendo que Lamine precisava daquele choque de realidade.

Lamine já não conseguia mais gritar, apenas soluçava e gemia baixinho, o corpo exausto e a região das nádegas latejando em um fogo insuportável. Ele estava completamente entregue, o choro de uma criança que finalmente entendeu o perigo que correu.

— Quatrocentos e noventa e oito... quatrocentos e noventa e nove... QUINHENTAS! — Bellingham finalizou o número, dando o último golpe com toda a sua força.

Lamine desabou nos braços de Cristiano, que o levantou do colo e o abraçou com força. O jovem soluçava convulsivamente no ombro do ídolo.

— Acabou, pequeno. Acabou — sussurrou Cristiano, acariciando o cabelo do garoto.

Xavi aproximou-se, colocando a mão no ombro de Lamine.

— Olhe para mim, Lamine.

O garoto levantou o rosto inchado e vermelho de tanto chorar.

— Todos esses homens aqui... todos eles pararam suas vidas porque se importam com você. Se você tivesse morrido ontem, o futebol teria perdido um brilho, mas nós teríamos perdido um irmão. Prometa que nunca mais vai reagir assim. Chame a polícia, esconda-se, mas não lute. Prometa.

— Eu... eu prometo — soluçou Lamine, ainda tremendo. — Eu prometo, Xavi. Desculpa, pessoal... desculpa por assustar vocês.

Lewandowski trouxe um copo de água, enquanto Raphinha ajudava Lamine a se sentar com cuidado no sofá — o que fez o jovem soltar um gemido de dor ao sentir o contato da pele castigada com o estofado.

— Vai ficar dolorido por alguns dias — disse Suárez com um meio sorriso triste. — Para você se lembrar de cada segundo daquela reportagem.

— Agora, descanse — ordenou Messi, sentando-se ao lado dele. — Amanhã você vai ser o primeiro a chegar no treino, e vai agradecer a Deus por estar vivo para sentir essa dor.

Lamine assentiu, fechando os olhos e deixando a cabeça pender no ombro de Raphinha. A lição fora a mais dura de sua vida, muito mais difícil do que qualquer marcação em campo, mas, enquanto sentia o calor daquela irmandade ao seu redor, ele sabia que nunca mais cometeria o mesmo erro. Ele era um tesouro do futebol, e finalmente entendera que precisava se cuidar como tal.
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