
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
Ela e eu
Fandom: Jude belligham
Criado: 03/07/2026
Tags
RomanceFatias de VidaHistória DomésticaFofuraCiúmesLinguagem Explícita
Silêncio, Café e Outras Intensidades
A chuva batia ritmicamente contra as grandes janelas de vidro da mansão de Jude em La Moraleja, criando uma cortina líquida que isolava o mundo exterior. Dentro, o ambiente era aquecido apenas pela luz suave de algumas luminárias e pelo aroma de café recém-passado que Bibia havia preparado.
Ela estava sentada no balcão da cozinha, com as pernas balançando levemente. Vestia uma camiseta de Jude que ficava enorme em seu corpo de 1,64 m, cobrindo quase completamente o short curto que usava por baixo. Seus cabelos pretos, lisos por conta da chapinha daquele dia, caíam sobre os ombros, mas as mechas vermelhas escondidas na nuca apareciam conforme ela inclinava a cabeça para ler o livro em suas mãos.
Jude a observava do batente da porta, em silêncio. Ele sempre fazia isso. O inglês de 1,86 m de altura, cujos olhos castanhos eram geralmente analíticos e focados nos gramados, tornavam-se suaves e quase vulneráveis quando pousavam nela. Ele admirava a forma como ela não precisava de luxo para brilhar; bastava um livro e uma caneca de café.
— Você está me encarando de novo, Bellingham — disse Bibia, sem tirar os olhos das páginas, um sorriso atrevido brincando nos lábios.
Jude soltou uma risada nasalada e caminhou em direção a ela.
— É difícil não encarar quando você decide roubar minhas roupas e ficar melhor nelas do que eu.
Ele parou entre as pernas dela, as mãos grandes encontrando naturalmente a cintura de Bibia. A diferença de altura era notável, mas a conexão entre eles anulava qualquer distância física. Bibia fechou o livro e o colocou de lado, passando os braços em volta do pescoço dele.
— O café está pronto — murmurou ela, a voz subitamente mais baixa. — Você parecia cansado depois do treino.
Jude inclinou a cabeça, encostando a testa na dela. O gesto era um de seus favoritos, uma demonstração silenciosa de afeto que ele aprendera a valorizar desde que a brasileira entrara em sua vida através de Endrick e Gabriely.
— O café pode esperar — sussurrou ele, a voz rouca. — Eu só queria chegar em casa e encontrar você.
Bibia sentiu o estômago dar um solavanco. Jude não era de grandes discursos, mas quando falava, cada palavra carregava um peso imenso. Ela deslizou os dedos pela nuca dele, sentindo a textura do cabelo curto e a pele quente.
— Eu estou aqui, Jude. Eu não vou a lugar nenhum.
O beijo começou lento, quase exploratório. Jude a puxou para mais perto, trazendo o corpo dela contra o seu até que não houvesse mais espaço. O beijo dele tinha gosto de antecipação, uma mistura de ternura e um desejo que vinha sendo contido há meses, desde que as provocações de Endrick haviam dado lugar a olhares carregados de eletricidade.
A mão de Jude subiu pelas costas dela, por baixo da camiseta de algodão, a palma da mão quente contra a pele macia de Bibia. Ela soltou um suspiro baixo contra os lábios dele, as unhas cravando-se levemente nos ombros largos do jogador.
— Quero você — murmurou Jude entre os beijos, a respiração agora pesada. — Quero tudo de você, Bibia.
— Então me leva — respondeu ela, os olhos castanhos expressivos e cheios de uma coragem que só ele conseguia despertar. — Agora.
Jude a pegou no colo com uma facilidade que sempre a deixava levemente tonta. Bibia entrelaçou as pernas na cintura dele enquanto ele subia as escadas com passos firmes. No quarto, a luz era mínima, vindo apenas dos postes da rua através da chuva.
Ele a depositou na cama de lençóis escuros com uma delicadeza quase reverente. Jude se afastou por um segundo apenas para tirar a própria camiseta, revelando o torso definido e a pele que brilhava sob a penumbra. Quando ele se inclinou sobre ela novamente, Bibia sentiu o peso reconfortante de seu corpo.
— Você tem certeza? — Jude perguntou, as mãos segurando o rosto dela, o polegar acariciando sua bochecha. — Se você quiser parar, se quiser apenas dormir...
— Jude — ela o interrompeu, puxando-o para baixo pelo pescoço —, eu nunca tive tanta certeza de nada. Para um observador, você está demorando demais para notar que eu estou morrendo de desejo por você.
Ele sorriu, aquele sorriso discreto que ele guardava apenas para ela, e a beijou com uma intensidade renovada. As mãos de Jude agora eram mais urgentes, explorando cada curva do corpo dela como se estivesse memorizando um mapa. A camiseta que ela usava foi descartada rapidamente, e o contato pele a pele fez Bibia arfar.
Jude desceu os beijos pelo pescoço dela, parando na clavícula, onde deixou uma marca suave que a fez arquear as costas. Ele era meticuloso, observador até na intimidade, notando como o corpo dela reagia a cada toque, a cada pressão de seus dedos.
— Você é linda, Bibia — ele sussurrou em português, a pronúncia ainda um pouco travada, mas carregada de sentimento.
— Você está praticando — ela sorriu, a voz trêmula.
— Só para poder dizer o que eu sinto por você na sua língua — respondeu ele, antes de selar o espaço entre eles novamente.
Quando Jude finalmente se uniu a ela, o mundo lá fora, com a pressão da mídia, os jogos do Real Madrid e as expectativas da carreira, simplesmente desapareceu. Havia apenas o som da chuva e a sinfonia de suas respirações aceleradas. O movimento era uma dança de descoberta; Jude era intenso, mas constantemente atento a ela, segurando sua mão com força, os dedos entrelaçados enquanto ele se movia.
Bibia sentia cada sensação amplificada. O calor dele, o cheiro de sua pele, a forma como ele sussurrava o nome dela como se fosse uma prece. Ela se entregou completamente, respondendo a cada investida com uma paixão que a surpreendeu. O ciúme que ela sentia, aquela possessividade que só admitia para a irmã, transformou-se em uma entrega absoluta. Ele era dela, e ela era dele.
O clímax veio como uma onda avassaladora, deixando-os ambos exaustos e trêmulos. Jude desabou ao lado dela, puxando-a imediatamente para o seu peito e cobrindo-os com o edredom. O braço dele, como de costume, passou por cima dos ombros dela, protegendo-a.
— Tudo bem? — ele perguntou alguns minutos depois, a voz rouca de sono e satisfação.
Bibia se aconchegou mais, sentindo o batimento cardíaco dele desacelerar contra seu ouvido.
— Mais do que bem — ela respondeu, desenhando círculos invisíveis no peito dele. — Eu avisei que você não precisava de palavras para me ganhar, Jude.
Ele beijou o topo da cabeça dela, sentindo o cheiro do shampoo de baunilha que ela usava.
— Eu sei. Mas eu gosto que você saiba que eu presto atenção. Em tudo.
Eles ficaram ali, no silêncio confortável que tanto amavam. Bibia sabia que, no dia seguinte, Gabriely olharia para ela com aquele sorriso de quem já sabia de tudo, e Endrick provavelmente faria alguma piada sobre Jude estar mais feliz no treino. Mas, naquele momento, sob o som da chuva em Madrid, Bibia só conseguia pensar que o café de Jude poderia esfriar todas as noites, desde que ela tivesse aquele calor para sempre.
Ela estava sentada no balcão da cozinha, com as pernas balançando levemente. Vestia uma camiseta de Jude que ficava enorme em seu corpo de 1,64 m, cobrindo quase completamente o short curto que usava por baixo. Seus cabelos pretos, lisos por conta da chapinha daquele dia, caíam sobre os ombros, mas as mechas vermelhas escondidas na nuca apareciam conforme ela inclinava a cabeça para ler o livro em suas mãos.
Jude a observava do batente da porta, em silêncio. Ele sempre fazia isso. O inglês de 1,86 m de altura, cujos olhos castanhos eram geralmente analíticos e focados nos gramados, tornavam-se suaves e quase vulneráveis quando pousavam nela. Ele admirava a forma como ela não precisava de luxo para brilhar; bastava um livro e uma caneca de café.
— Você está me encarando de novo, Bellingham — disse Bibia, sem tirar os olhos das páginas, um sorriso atrevido brincando nos lábios.
Jude soltou uma risada nasalada e caminhou em direção a ela.
— É difícil não encarar quando você decide roubar minhas roupas e ficar melhor nelas do que eu.
Ele parou entre as pernas dela, as mãos grandes encontrando naturalmente a cintura de Bibia. A diferença de altura era notável, mas a conexão entre eles anulava qualquer distância física. Bibia fechou o livro e o colocou de lado, passando os braços em volta do pescoço dele.
— O café está pronto — murmurou ela, a voz subitamente mais baixa. — Você parecia cansado depois do treino.
Jude inclinou a cabeça, encostando a testa na dela. O gesto era um de seus favoritos, uma demonstração silenciosa de afeto que ele aprendera a valorizar desde que a brasileira entrara em sua vida através de Endrick e Gabriely.
— O café pode esperar — sussurrou ele, a voz rouca. — Eu só queria chegar em casa e encontrar você.
Bibia sentiu o estômago dar um solavanco. Jude não era de grandes discursos, mas quando falava, cada palavra carregava um peso imenso. Ela deslizou os dedos pela nuca dele, sentindo a textura do cabelo curto e a pele quente.
— Eu estou aqui, Jude. Eu não vou a lugar nenhum.
O beijo começou lento, quase exploratório. Jude a puxou para mais perto, trazendo o corpo dela contra o seu até que não houvesse mais espaço. O beijo dele tinha gosto de antecipação, uma mistura de ternura e um desejo que vinha sendo contido há meses, desde que as provocações de Endrick haviam dado lugar a olhares carregados de eletricidade.
A mão de Jude subiu pelas costas dela, por baixo da camiseta de algodão, a palma da mão quente contra a pele macia de Bibia. Ela soltou um suspiro baixo contra os lábios dele, as unhas cravando-se levemente nos ombros largos do jogador.
— Quero você — murmurou Jude entre os beijos, a respiração agora pesada. — Quero tudo de você, Bibia.
— Então me leva — respondeu ela, os olhos castanhos expressivos e cheios de uma coragem que só ele conseguia despertar. — Agora.
Jude a pegou no colo com uma facilidade que sempre a deixava levemente tonta. Bibia entrelaçou as pernas na cintura dele enquanto ele subia as escadas com passos firmes. No quarto, a luz era mínima, vindo apenas dos postes da rua através da chuva.
Ele a depositou na cama de lençóis escuros com uma delicadeza quase reverente. Jude se afastou por um segundo apenas para tirar a própria camiseta, revelando o torso definido e a pele que brilhava sob a penumbra. Quando ele se inclinou sobre ela novamente, Bibia sentiu o peso reconfortante de seu corpo.
— Você tem certeza? — Jude perguntou, as mãos segurando o rosto dela, o polegar acariciando sua bochecha. — Se você quiser parar, se quiser apenas dormir...
— Jude — ela o interrompeu, puxando-o para baixo pelo pescoço —, eu nunca tive tanta certeza de nada. Para um observador, você está demorando demais para notar que eu estou morrendo de desejo por você.
Ele sorriu, aquele sorriso discreto que ele guardava apenas para ela, e a beijou com uma intensidade renovada. As mãos de Jude agora eram mais urgentes, explorando cada curva do corpo dela como se estivesse memorizando um mapa. A camiseta que ela usava foi descartada rapidamente, e o contato pele a pele fez Bibia arfar.
Jude desceu os beijos pelo pescoço dela, parando na clavícula, onde deixou uma marca suave que a fez arquear as costas. Ele era meticuloso, observador até na intimidade, notando como o corpo dela reagia a cada toque, a cada pressão de seus dedos.
— Você é linda, Bibia — ele sussurrou em português, a pronúncia ainda um pouco travada, mas carregada de sentimento.
— Você está praticando — ela sorriu, a voz trêmula.
— Só para poder dizer o que eu sinto por você na sua língua — respondeu ele, antes de selar o espaço entre eles novamente.
Quando Jude finalmente se uniu a ela, o mundo lá fora, com a pressão da mídia, os jogos do Real Madrid e as expectativas da carreira, simplesmente desapareceu. Havia apenas o som da chuva e a sinfonia de suas respirações aceleradas. O movimento era uma dança de descoberta; Jude era intenso, mas constantemente atento a ela, segurando sua mão com força, os dedos entrelaçados enquanto ele se movia.
Bibia sentia cada sensação amplificada. O calor dele, o cheiro de sua pele, a forma como ele sussurrava o nome dela como se fosse uma prece. Ela se entregou completamente, respondendo a cada investida com uma paixão que a surpreendeu. O ciúme que ela sentia, aquela possessividade que só admitia para a irmã, transformou-se em uma entrega absoluta. Ele era dela, e ela era dele.
O clímax veio como uma onda avassaladora, deixando-os ambos exaustos e trêmulos. Jude desabou ao lado dela, puxando-a imediatamente para o seu peito e cobrindo-os com o edredom. O braço dele, como de costume, passou por cima dos ombros dela, protegendo-a.
— Tudo bem? — ele perguntou alguns minutos depois, a voz rouca de sono e satisfação.
Bibia se aconchegou mais, sentindo o batimento cardíaco dele desacelerar contra seu ouvido.
— Mais do que bem — ela respondeu, desenhando círculos invisíveis no peito dele. — Eu avisei que você não precisava de palavras para me ganhar, Jude.
Ele beijou o topo da cabeça dela, sentindo o cheiro do shampoo de baunilha que ela usava.
— Eu sei. Mas eu gosto que você saiba que eu presto atenção. Em tudo.
Eles ficaram ali, no silêncio confortável que tanto amavam. Bibia sabia que, no dia seguinte, Gabriely olharia para ela com aquele sorriso de quem já sabia de tudo, e Endrick provavelmente faria alguma piada sobre Jude estar mais feliz no treino. Mas, naquele momento, sob o som da chuva em Madrid, Bibia só conseguia pensar que o café de Jude poderia esfriar todas as noites, desde que ela tivesse aquele calor para sempre.
