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0 curtida
Badboy
Fandom: Fanfic
Criado: 03/07/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaCiúmesFatias de VidaCenário Canônico
Território Marcado
O rinque de patinação estava gelado, mas o clima entre o grupo de amigos que se reunia nas arquibancadas estava longe de ser frio. Karen, impecável como sempre, ajustava seu casaco de pele sintética sobre os ombros, os cachos volumosos e perfeitamente definidos emoldurando seu rosto de boneca. Ela era a definição de uma "patricinha" de elite, mas uma que não tinha medo de erguer o queixo e mostrar quem mandava.
Lá embaixo, Aiden Park deslizava pelo gelo com uma agressividade que fazia o coração de Karen errar as batidas. Ele era alto, de ombros largos que pareciam mal caber na camisa do time de hóquei, e as tatuagens que subiam pelo seu pescoço eram um contraste perigoso com o uniforme esportivo. Ele parou bruscamente, levantando uma nuvem de gelo, e seus olhos buscaram imediatamente a arquibancada. Quando encontrou Karen, ele piscou, um sorriso de canto de lábio que dizia que, apesar da bruteza do esporte, ele era dela.
Tudo estaria perfeito, se não fosse pela presença de Chloe.
Chloe era uma "amiga" de infância de um dos rapazes do grupo e tinha acabado de se mudar para a cidade. Desde que chegara, ela parecia ter desenvolvido uma fixação magnética por Aiden.
— Nossa, o Aiden joga com tanta... intensidade, não acham? — Chloe comentou, sentada a apenas dois lugares de Karen, inclinando-se para frente de um jeito que deixava seu decote bem à vista. — Ele sempre foi assim tão másculo?
Karen apertou a alça de sua bolsa de grife até os nós dos dedos ficarem claros. Ela respirou fundo, tentando manter a compostura que sua posição exigia.
— Ele é um atleta, Chloe. Intensidade faz parte do pacote — respondeu Karen, a voz saindo como seda gelada.
— Ah, eu sei. Mas tem algo nele, sabe? — Chloe continuou, ignorando o tom de aviso. — Ele parece o tipo de cara que precisa de alguém que acompanhe o ritmo dele.
Karen virou o rosto lentamente, os olhos castanhos faiscando.
— Ele já tem esse alguém. Mas obrigada pela preocupação com o "ritmo" do meu namorado.
Assim que o treino terminou, Aiden pulou a mureta e caminhou em direção ao grupo, tirando as luvas pesadas. O suor brilhava em sua testa e ele exalava aquela energia bruta que sempre deixava Karen sem fôlego. Antes que ela pudesse se levantar, Chloe se antecipou, saltando da arquibancada e indo ao encontro dele com uma garrafa de água na mão.
— Você foi incrível, Aiden! — exclamou Chloe, tocando levemente o braço tatuado dele. — Fiquei até sem fôlego só de olhar. Toma, você deve estar morrendo de sede.
Aiden, com a guarda baixa e a adrenalina ainda alta, aceitou a garrafa com um aceno curto.
— Valeu, Chloe.
Karen observou a cena de cima. Ela viu o jeito que Chloe deixou a mão descansar um segundo a mais no bicep dele. Viu o sorriso descarado. E viu que Aiden, em sua ignorância típica de homem que não enxerga segundas intenções em "velhas amizades", não a afastou de imediato.
Karen desceu os degraus com elegância, mas cada passo ecoava como um trovão. Ela parou ao lado de Aiden, passando o braço pela cintura dele de forma possessiva.
— Oi, amor — disse ela, a voz doce, mas os olhos fixos em Chloe.
— Oi, linda. — Aiden a puxou para perto, depositando um beijo demorado em sua têmpora. — Viu aquele último gol?
— Vi tudo, Aiden. Absolutamente tudo — rebateu ela, enfatizando a última palavra.
Chloe deu um sorrisinho cínico.
— Bom, vou deixar vocês a sós. Aiden, depois me passa aquelas dicas de patinação que você prometeu, tá?
Assim que a garota se afastou, Karen soltou a cintura dele como se tivesse se queimado.
— Dicas de patinação? Sério, Aiden?
Aiden franziu a testa, genuinamente confuso enquanto guardava seu equipamento.
— O que foi? Ela é nova na cidade, Karen. Está tentando se enturmar, fazer novos amigos. Não seja dura com ela.
— Ela não quer amigos, Aiden. Ela quer o meu namorado e está fazendo isso na minha cara! — Karen exclamou, a voz subindo uma oitava.
— Você está exagerando — disse ele, tentando soar calmo, o que só a irritou mais. — Ela é só uma amiga do pessoal. Eu nem dou bola, você sabe que eu só tenho olhos para você. Eu mataria por você, garota, você sabe disso.
— Então comece matando essa audácia dela — retrucou Karen. — Se você não consegue ver o que está acontecendo, então talvez você não me conheça tão bem quanto pensa.
— Karen, para com isso. É só amizade. Não vou ser rude com uma pessoa que não me fez nada.
Aquilo foi a gota d'água. Karen sentiu a ameaça não apenas no flerte de Chloe, mas na falta de percepção de Aiden. Ela sabia quando outra mulher estava marcando território, e não aceitaria ser a última a saber que seu namorado era o alvo.
— Ótimo. Se é "só amizade", divirta-se com seus amigos.
Ela deu as costas e saiu do rinque, ignorando os chamados de Aiden.
Nos dias seguintes, o silêncio se tornou a arma de Karen. Ela parou de frequentar os encontros habituais do grupo. Quando o celular vibrava com mensagens de Aiden, ela simplesmente o deixava de lado. Ela se refugiou na companhia de sua melhor amiga, Maya, passando as tardes no shopping ou estudando na biblioteca, longe do círculo onde Chloe desfilava sua falsa inocência.
Para Aiden, o mundo parecia ter saído do eixo. Ele estava acostumado a ter Karen ao seu lado, a sentir o perfume dela em suas jaquetas, a ouvir suas risadas sarcásticas. Sem ela, o grupo de amigos parecia vazio.
— Onde está a Karen? — perguntou ele, irritado, durante o almoço na cantina da escola.
— Ela disse que estava ocupada estudando com a Maya — respondeu um dos rapazes, dando de ombros.
Chloe, que estava sentada por perto, tentou intervir.
— Deixa ela, Aiden. Talvez ela só precise de um tempo. Sabe como garotas podem ser dramáticas...
Aiden virou-se para ela, os olhos escuros e frios. A paciência dele, que já era curta por natureza, tinha evaporado completamente.
— Cala a boca, Chloe.
O silêncio caiu sobre a mesa. Chloe piscou, chocada.
— O quê? Eu só estava...
— Eu não ligo para o que você estava fazendo — rosnou Aiden, levantando-se e batendo com as mãos na mesa, o que fez as bandejas pularem. — Minha namorada não está aqui porque você não sabe manter a distância, e eu fui idiota o suficiente para não cortar isso antes.
Ele não esperou resposta. Ele atravessou o corredor da escola como um furacão, ignorando os professores e os olhares curiosos. Ele sabia exatamente onde Karen estaria: no jardim interno, o único lugar calmo o suficiente para ela ler em paz.
Quando a encontrou, ela estava sentada em um banco de pedra, cercada por livros, os cabelos presos em um coque alto e elegante. Ela parecia uma rainha em seu exílio.
— Karen. — A voz dele saiu rouca, carregada de uma mistura de raiva e desespero.
Ela nem sequer levantou os olhos do livro.
— O que você quer, Aiden? A Chloe se perdeu no caminho para o treino?
Aiden caminhou até ela e, sem pedir licença, fechou o livro dela com uma mão, forçando-a a olhar para ele.
— Eu não aguento mais isso. Três dias sem você me atender, sem falar comigo. Você sabe que eu odeio ficar sem você.
— Então você deveria ter pensado nisso antes de defender aquela garota na minha frente — disse ela, a voz firme, embora seu coração estivesse disparado.
Aiden se ajoelhou entre as pernas dela, ignorando o fato de que estavam em um local público. Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, a pele negra e macia de Karen contrastando com as mãos grandes e calejadas dele.
— Eu fui um idiota. Eu achei que estava sendo legal, mas eu não percebi que estava te machucando. Eu não dou a mínima para a Chloe, para a amizade dela ou para qualquer outra mulher que não seja você.
Karen tentou desviar o olhar, mas ele não permitiu.
— Você disse que morreria por mim — sussurrou ela.
— E eu morreria. Eu mataria qualquer um que tentasse te tirar de mim, inclusive a paz de quem quer que se atravesse entre nós — afirmou ele, a intensidade em seus olhos beirando o perigoso. — Eu já dei um basta. Eu disse para ela ficar longe. Eu não quero o grupo, eu não quero o hóquei, eu não quero nada se você não estiver lá para me ver.
Karen sentiu a parede de gelo que construiu ao redor de si começar a derreter. A química entre eles era algo físico, uma eletricidade que a puxava de volta sempre que ela tentava fugir.
— Eu me senti sozinha, Aiden. No meu próprio grupo.
— Você nunca está sozinha. Eu sou sua sombra, Karen. Se você se afastar, eu vou atrás. Se você se silenciar, eu vou gritar até você me ouvir.
Ele encostou a testa na dela, respirando o mesmo ar.
— Volta para mim? — pediu ele, a voz baixa, quase uma súplica que ele nunca faria a ninguém além dela.
Karen suspirou, passando as mãos pelos braços tatuados dele, sentindo os músculos tensos se relaxarem sob seu toque.
— Se ela chegar perto de você de novo, Aiden, eu não vou apenas me silenciar.
Aiden deu um sorriso de canto, aquele sorriso de badboy que ela tanto amava.
— Eu sei que não vai. E é por isso que eu sou louco por você.
Ele a beijou com uma fome que dizia tudo o que as palavras não podiam expressar. Era um beijo possessivo, selando um acordo silencioso. Karen Park não era apenas a namorada do jogador de hóquei; ela era a dona do território. E Aiden fazia questão de que o mundo inteiro soubesse disso.
De longe, Chloe observava a cena, mas o olhar que Aiden lançou por cima do ombro de Karen enquanto a abraçava foi o suficiente para fazê-la recuar. Era um olhar de aviso. Um aviso de que, naquele jogo, Karen já tinha vencido antes mesmo de começar.
Lá embaixo, Aiden Park deslizava pelo gelo com uma agressividade que fazia o coração de Karen errar as batidas. Ele era alto, de ombros largos que pareciam mal caber na camisa do time de hóquei, e as tatuagens que subiam pelo seu pescoço eram um contraste perigoso com o uniforme esportivo. Ele parou bruscamente, levantando uma nuvem de gelo, e seus olhos buscaram imediatamente a arquibancada. Quando encontrou Karen, ele piscou, um sorriso de canto de lábio que dizia que, apesar da bruteza do esporte, ele era dela.
Tudo estaria perfeito, se não fosse pela presença de Chloe.
Chloe era uma "amiga" de infância de um dos rapazes do grupo e tinha acabado de se mudar para a cidade. Desde que chegara, ela parecia ter desenvolvido uma fixação magnética por Aiden.
— Nossa, o Aiden joga com tanta... intensidade, não acham? — Chloe comentou, sentada a apenas dois lugares de Karen, inclinando-se para frente de um jeito que deixava seu decote bem à vista. — Ele sempre foi assim tão másculo?
Karen apertou a alça de sua bolsa de grife até os nós dos dedos ficarem claros. Ela respirou fundo, tentando manter a compostura que sua posição exigia.
— Ele é um atleta, Chloe. Intensidade faz parte do pacote — respondeu Karen, a voz saindo como seda gelada.
— Ah, eu sei. Mas tem algo nele, sabe? — Chloe continuou, ignorando o tom de aviso. — Ele parece o tipo de cara que precisa de alguém que acompanhe o ritmo dele.
Karen virou o rosto lentamente, os olhos castanhos faiscando.
— Ele já tem esse alguém. Mas obrigada pela preocupação com o "ritmo" do meu namorado.
Assim que o treino terminou, Aiden pulou a mureta e caminhou em direção ao grupo, tirando as luvas pesadas. O suor brilhava em sua testa e ele exalava aquela energia bruta que sempre deixava Karen sem fôlego. Antes que ela pudesse se levantar, Chloe se antecipou, saltando da arquibancada e indo ao encontro dele com uma garrafa de água na mão.
— Você foi incrível, Aiden! — exclamou Chloe, tocando levemente o braço tatuado dele. — Fiquei até sem fôlego só de olhar. Toma, você deve estar morrendo de sede.
Aiden, com a guarda baixa e a adrenalina ainda alta, aceitou a garrafa com um aceno curto.
— Valeu, Chloe.
Karen observou a cena de cima. Ela viu o jeito que Chloe deixou a mão descansar um segundo a mais no bicep dele. Viu o sorriso descarado. E viu que Aiden, em sua ignorância típica de homem que não enxerga segundas intenções em "velhas amizades", não a afastou de imediato.
Karen desceu os degraus com elegância, mas cada passo ecoava como um trovão. Ela parou ao lado de Aiden, passando o braço pela cintura dele de forma possessiva.
— Oi, amor — disse ela, a voz doce, mas os olhos fixos em Chloe.
— Oi, linda. — Aiden a puxou para perto, depositando um beijo demorado em sua têmpora. — Viu aquele último gol?
— Vi tudo, Aiden. Absolutamente tudo — rebateu ela, enfatizando a última palavra.
Chloe deu um sorrisinho cínico.
— Bom, vou deixar vocês a sós. Aiden, depois me passa aquelas dicas de patinação que você prometeu, tá?
Assim que a garota se afastou, Karen soltou a cintura dele como se tivesse se queimado.
— Dicas de patinação? Sério, Aiden?
Aiden franziu a testa, genuinamente confuso enquanto guardava seu equipamento.
— O que foi? Ela é nova na cidade, Karen. Está tentando se enturmar, fazer novos amigos. Não seja dura com ela.
— Ela não quer amigos, Aiden. Ela quer o meu namorado e está fazendo isso na minha cara! — Karen exclamou, a voz subindo uma oitava.
— Você está exagerando — disse ele, tentando soar calmo, o que só a irritou mais. — Ela é só uma amiga do pessoal. Eu nem dou bola, você sabe que eu só tenho olhos para você. Eu mataria por você, garota, você sabe disso.
— Então comece matando essa audácia dela — retrucou Karen. — Se você não consegue ver o que está acontecendo, então talvez você não me conheça tão bem quanto pensa.
— Karen, para com isso. É só amizade. Não vou ser rude com uma pessoa que não me fez nada.
Aquilo foi a gota d'água. Karen sentiu a ameaça não apenas no flerte de Chloe, mas na falta de percepção de Aiden. Ela sabia quando outra mulher estava marcando território, e não aceitaria ser a última a saber que seu namorado era o alvo.
— Ótimo. Se é "só amizade", divirta-se com seus amigos.
Ela deu as costas e saiu do rinque, ignorando os chamados de Aiden.
Nos dias seguintes, o silêncio se tornou a arma de Karen. Ela parou de frequentar os encontros habituais do grupo. Quando o celular vibrava com mensagens de Aiden, ela simplesmente o deixava de lado. Ela se refugiou na companhia de sua melhor amiga, Maya, passando as tardes no shopping ou estudando na biblioteca, longe do círculo onde Chloe desfilava sua falsa inocência.
Para Aiden, o mundo parecia ter saído do eixo. Ele estava acostumado a ter Karen ao seu lado, a sentir o perfume dela em suas jaquetas, a ouvir suas risadas sarcásticas. Sem ela, o grupo de amigos parecia vazio.
— Onde está a Karen? — perguntou ele, irritado, durante o almoço na cantina da escola.
— Ela disse que estava ocupada estudando com a Maya — respondeu um dos rapazes, dando de ombros.
Chloe, que estava sentada por perto, tentou intervir.
— Deixa ela, Aiden. Talvez ela só precise de um tempo. Sabe como garotas podem ser dramáticas...
Aiden virou-se para ela, os olhos escuros e frios. A paciência dele, que já era curta por natureza, tinha evaporado completamente.
— Cala a boca, Chloe.
O silêncio caiu sobre a mesa. Chloe piscou, chocada.
— O quê? Eu só estava...
— Eu não ligo para o que você estava fazendo — rosnou Aiden, levantando-se e batendo com as mãos na mesa, o que fez as bandejas pularem. — Minha namorada não está aqui porque você não sabe manter a distância, e eu fui idiota o suficiente para não cortar isso antes.
Ele não esperou resposta. Ele atravessou o corredor da escola como um furacão, ignorando os professores e os olhares curiosos. Ele sabia exatamente onde Karen estaria: no jardim interno, o único lugar calmo o suficiente para ela ler em paz.
Quando a encontrou, ela estava sentada em um banco de pedra, cercada por livros, os cabelos presos em um coque alto e elegante. Ela parecia uma rainha em seu exílio.
— Karen. — A voz dele saiu rouca, carregada de uma mistura de raiva e desespero.
Ela nem sequer levantou os olhos do livro.
— O que você quer, Aiden? A Chloe se perdeu no caminho para o treino?
Aiden caminhou até ela e, sem pedir licença, fechou o livro dela com uma mão, forçando-a a olhar para ele.
— Eu não aguento mais isso. Três dias sem você me atender, sem falar comigo. Você sabe que eu odeio ficar sem você.
— Então você deveria ter pensado nisso antes de defender aquela garota na minha frente — disse ela, a voz firme, embora seu coração estivesse disparado.
Aiden se ajoelhou entre as pernas dela, ignorando o fato de que estavam em um local público. Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, a pele negra e macia de Karen contrastando com as mãos grandes e calejadas dele.
— Eu fui um idiota. Eu achei que estava sendo legal, mas eu não percebi que estava te machucando. Eu não dou a mínima para a Chloe, para a amizade dela ou para qualquer outra mulher que não seja você.
Karen tentou desviar o olhar, mas ele não permitiu.
— Você disse que morreria por mim — sussurrou ela.
— E eu morreria. Eu mataria qualquer um que tentasse te tirar de mim, inclusive a paz de quem quer que se atravesse entre nós — afirmou ele, a intensidade em seus olhos beirando o perigoso. — Eu já dei um basta. Eu disse para ela ficar longe. Eu não quero o grupo, eu não quero o hóquei, eu não quero nada se você não estiver lá para me ver.
Karen sentiu a parede de gelo que construiu ao redor de si começar a derreter. A química entre eles era algo físico, uma eletricidade que a puxava de volta sempre que ela tentava fugir.
— Eu me senti sozinha, Aiden. No meu próprio grupo.
— Você nunca está sozinha. Eu sou sua sombra, Karen. Se você se afastar, eu vou atrás. Se você se silenciar, eu vou gritar até você me ouvir.
Ele encostou a testa na dela, respirando o mesmo ar.
— Volta para mim? — pediu ele, a voz baixa, quase uma súplica que ele nunca faria a ninguém além dela.
Karen suspirou, passando as mãos pelos braços tatuados dele, sentindo os músculos tensos se relaxarem sob seu toque.
— Se ela chegar perto de você de novo, Aiden, eu não vou apenas me silenciar.
Aiden deu um sorriso de canto, aquele sorriso de badboy que ela tanto amava.
— Eu sei que não vai. E é por isso que eu sou louco por você.
Ele a beijou com uma fome que dizia tudo o que as palavras não podiam expressar. Era um beijo possessivo, selando um acordo silencioso. Karen Park não era apenas a namorada do jogador de hóquei; ela era a dona do território. E Aiden fazia questão de que o mundo inteiro soubesse disso.
De longe, Chloe observava a cena, mas o olhar que Aiden lançou por cima do ombro de Karen enquanto a abraçava foi o suficiente para fazê-la recuar. Era um olhar de aviso. Um aviso de que, naquele jogo, Karen já tinha vencido antes mesmo de começar.
