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Fandom: Record of ragnarok

Criado: 03/07/2026

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O Trono de Marfim e a Coroa de Prazer

A paz pós-Ragnarok era um conceito que Qin Shi Huang ainda estava aprendendo a digerir. O conflito que quase dizimou a humanidade e os deuses havia terminado anos atrás, resultando em uma trégua tensa, mas funcional. Qin, fiel à sua natureza, não aceitava nada menos do que o luxo absoluto em sua nova residência no Valhalla, transformando seus aposentos em um palácio que rivalizava com o de qualquer divindade. No entanto, naquele dia em particular, o peso da coroa — mesmo a invisível que ele carregava com tanto orgulho — parecia esmagador.

O estresse de lidar com as burocracias diplomáticas entre os reinos e as constantes provocações de deuses menores que ainda guardavam rancor o haviam deixado exausto. Qin Shi Huang, o Primeiro Imperador, o homem que se sentava onde desejava porque todo lugar era seu trono, sentia uma tensão que nem mesmo o melhor chá da China poderia dissipar.

Ele entrou em seus aposentos, batendo as portas duplas de carvalho atrás de si. Arrancou a venda que cobria seus olhos, revelando as íris que carregavam o fardo da sinestesia toque-espelho. Ali, sozinho, ele não precisava filtrar a dor do mundo, mas a agitação em seu sangue era de uma natureza diferente. Era uma fome. Uma necessidade de liberar o controle que ele mantinha tão rigidamente sobre si mesmo.

— Que irritante... — resmungou Qin, jogando sua túnica bordada sobre um divã de seda.

Ele caminhou até uma pequena caixa de ébano escondida em seu armário. De dentro, retirou um dispositivo moderno, um brinquedo de tecnologia humana que ele havia descoberto com curiosidade e prazer. Era um vibrador de silicone negro, potente e silencioso. Qin deitou-se na cama de dossel, sua respiração já começando a falhar enquanto ele se livrava das peças restantes de sua roupa, ficando apenas com a pele exposta à luz suave das lanternas.

Ao ligar o aparelho, o zumbido baixo vibrou contra a palma de sua mão. Qin fechou os olhos, mas a imagem que surgiu em sua mente não era a de uma conquista territorial ou de um inimigo caído. Era a imagem de Hades.

O Rei do Submundo. O homem que, durante o Ragnarok, havia sido seu oponente mais formidável e que, agora, era algo muito mais complexo em sua vida. A nobreza de Hades, a forma como ele carregava o peso de sua família e seu reino, a seriedade de seu olhar... tudo aquilo fascinava Qin de uma maneira que ele odiava admitir abertamente.

Qin posicionou o objeto contra sua intimidade, soltando um arquejo alto quando a vibração encontrou o ponto certo. Seu corpo se curvou, a pele sensível reagindo a cada pulso.

— Ah... Hades... — o nome escapou de seus lábios como um suspiro de reverência e desejo.

Ele começou a se mover, o quadril subindo para encontrar o brinquedo. A sensação era intensa, mas sua mente trabalhava dobrado, imaginando as mãos grandes e calejadas de Hades em seu corpo, a voz profunda do deus sussurrando ordens em seu ouvido.

— Hades... m-mais... — Qin gemia, a voz subindo de tom, perdendo toda a compostura real que exibia nos salões do conselho. — Por favor... Hades...

Enquanto isso, no corredor, passos firmes e rítmicos ecoavam. Hades, o Rei de Helheim, caminhava com sua elegância habitual. Ele tinha assuntos pendentes com o imperador — algo sobre a redistribuição de certas almas que Qin insistia em proteger. Hades não era de cerimônias desnecessárias com aqueles que respeitava, e Qin Shi Huang era o homem que ele mais respeitava em toda a existência.

Ao chegar à porta, Hades notou que ela não estava trancada. Ele franziu o cenho levemente. Qin era descuidado ou excessivamente confiante? Provavelmente ambos. Ele levou a mão à maçaneta para anunciar sua presença, mas parou abruptamente.

O som que vinha de dentro do quarto era inconfundível.

Hades estacou. Ele deveria dar meia-volta. Seria a coisa honrosa a se fazer. Mas então, ele ouviu o seu próprio nome ser invocado. Não em um campo de batalha, não em um debate político, mas em um tom carregado de luxúria e entrega.

— Hades... ah... sim... Hades...

O Rei do Submundo sentiu um calor incomum subir por seu pescoço. A curiosidade e um impulso possessivo que ele raramente demonstrava falaram mais alto. Ele empurrou a porta suavemente, apenas o suficiente para ver a cena.

Qin estava entregue ao prazer, os cabelos negros espalhados pelos travesseiros, uma mão apertando o lençol e a outra guiando o vibrador com urgência. O suor brilhava em sua pele, e seus olhos estavam semicerrados, perdidos em um transe de êxtase.

Hades observou por alguns segundos, o peito subindo e descendo com uma respiração pesada. Ver o imperador tão vulnerável, chamando por ele enquanto se satisfazia, despertou algo primitivo no deus. Ele não se conteve mais. Entrou no quarto e fechou a porta com um estalo seco.

Qin deu um salto, o susto fazendo o vibrador escorregar de sua mão, mas o aparelho continuou zumbindo sobre o colchão. Ele olhou para cima, o rosto instantaneamente tingido de um vermelho profundo que ia das bochechas até as orelhas.

— H-Hades?! — Qin tentou puxar o lençol para se cobrir, a arrogância habitual dando lugar a um pânico cômico. — O que você... como ousa entrar no meu quarto sem ser anunciado?!

Hades não respondeu de imediato. Ele caminhou lentamente até a beirada da cama, sua capa balançando atrás de si, a aura de autoridade preenchendo cada centímetro do aposento. Ele parou e olhou para o objeto que ainda vibrava, depois voltou o olhar para Qin, que parecia querer ser engolido pela terra.

— Você estava chamando meu nome, Qin Shi Huang — disse Hades, sua voz mais profunda e rouca do que o normal. — E parece que você está com uma necessidade que esse... objeto... não consegue suprir totalmente.

Qin tentou recuperar sua postura, cruzando os braços sobre o peito nu, embora o tremor em suas mãos o traísse.

— Eu estava apenas... testando uma invenção humana! — declarou Qin, tentando soar altivo, mas sua voz falhou no final. — Um imperador deve conhecer tudo o que seu povo produz!

Hades soltou um riso curto, desprovido de escárnio, mas cheio de intenção. Ele se inclinou sobre Qin, apoiando as mãos no colchão, cercando o humano.

— E você costuma gemer o nome de deuses estrangeiros durante seus "testes"? — Hades perguntou, aproximando o rosto do de Qin até que suas respirações se misturassem.

Qin desviou o olhar, a vergonha lutando contra o desejo que ainda pulsava em seu ventre. A presença de Hades era esmagadora, e a sinestesia de Qin captava a intensidade da energia do deus, fazendo seu próprio corpo vibrar em resposta.

— E se eu estivesse? — Qin murmurou, recuperando uma centelha de sua ousadia. — O que o Rei do Submundo faria a respeito?

Hades estendeu a mão e tocou o queixo de Qin, forçando-o a olhar em seus olhos.

— Eu vim aqui para discutir negócios — disse Hades —, mas agora, vejo que há uma prioridade maior. Diga-me, Imperador... você quer foder?

Qin sentiu um choque percorrer sua espinha. A palavra direta, vinda de alguém tão sofisticado quanto Hades, foi o gatilho final. Ele engoliu em seco, seus olhos brilhando com uma mistura de desafio e súplica.

— Sim — respondeu Qin, a voz agora firme, apesar da timidez que ainda o rondava. — Eu quero.

Hades exibiu um sorriso ladino, algo que raramente mostrava a qualquer pessoa.

— Ótimo — disse o deus, começando a desabotoar sua túnica negra com calma deliberada. — Porque eu vou foder você da melhor maneira possível. Vou fazer você esquecer que esse brinquedo algum dia existiu.

Hades removeu suas vestes, revelando o físico esculpido que Qin conhecia bem da arena, mas que agora parecia muito mais imponente na intimidade do quarto. Quando Hades se posicionou entre as pernas de Qin, o imperador sentiu o peso da divindade sobre si.

— Lembre-se, Qin — sussurrou Hades, beijando o pescoço do humano e sentindo-o estremecer —, em Helheim, eu sou o juiz. Mas aqui, eu serei o seu dono.

O que se seguiu foi uma sinfonia de prazer e poder. Hades não foi apenas gentil; ele foi meticuloso. Ele explorou cada centímetro do corpo de Qin com as mãos e a boca, fazendo o imperador arquear as costas e clamar por mais. Quando Hades finalmente se uniu a ele, Qin soltou um grito que foi abafado pelo beijo profundo do deus.

O ritmo de Hades era firme e implacável, como o bater de um tambor de guerra. Qin, que sempre se orgulhou de estar no controle, viu-se completamente à mercê do deus. A cada estocada, Qin sentia como se sua alma estivesse sendo reivindicada. Ele se agarrava aos ombros de Hades, as unhas cravando na pele divina, enquanto seus sentidos explodiam em cores e sensações que sua sinestesia amplificava ao infinito.

— Hades! Ah, deuses... Hades! — Qin gritava, as lágrimas de prazer escorrendo pelos cantos dos olhos.

— Olhe para mim, Qin — ordenou Hades, sua voz carregada de uma possessividade feroz.

Qin abriu os olhos, encontrando o olhar intenso de Hades. Naquele momento, não havia imperador ou deus, apenas dois seres unidos por um desejo avassalador. Hades acelerou o ritmo, levando Qin ao limite absoluto. O imperador sentia suas pernas tremerem incontrolavelmente, os espasmos de prazer percorrendo seu corpo como eletricidade.

Quando o ápice finalmente chegou, foi tão intenso que Qin sentiu o mundo desaparecer. Ele descarregou-se contra o abdômen de Hades, enquanto o deus soltava um rosnado baixo e completava sua própria liberação dentro do humano, segurando-o com força contra o colchão.

O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som de respirações pesadas e ofegantes.

Hades se deitou ao lado de Qin, puxando o imperador para o seu peito. Qin, cujos membros ainda tremiam visivelmente, escondeu o rosto no pescoço do deus. A arrogância havia evaporado, deixando apenas um homem exausto e profundamente satisfeito.

— Você está bem? — perguntou Hades, sua voz voltando ao tom calmo e digno, embora houvesse uma suavidade nova ali.

Qin demorou a responder. Ele se afastou um pouco, olhando para Hades com uma timidez que nunca mostrava em público. Suas bochechas ainda estavam rosadas.

— Eu... eu estou — murmurou Qin, ajeitando uma mecha de cabelo de Hades. — Mas acho que você quebrou o Imperador, Hades. Minhas pernas não param de tremer.

Hades soltou uma risada baixa e melodiosa, beijando a testa de Qin.

— É o que acontece quando um rei se curva a outro — disse Hades de forma brincalhona.

Qin bufou, tentando recuperar um pouco de sua dignidade.

— Eu não me curvei. Eu apenas... permiti que você visitasse meu território.

Hades sorriu, satisfeito.

— Se esse é o caso, pretendo fazer visitas diplomáticas com muito mais frequência.

Qin sorriu de volta, um sorriso genuíno que não servia como armadura para seus traumas, mas como um reflexo de sua felicidade. Ele se aninhou nos braços de Hades, sentindo-se, pela primeira vez em muito tempo, verdadeiramente em paz.

— Onde o Imperador se senta é o seu trono — sussurrou Qin, fechando os olhos. — Mas acho que, por hoje, o seu peito serve perfeitamente.

Hades o abraçou com mais força, protegendo o homem que havia conquistado não apenas seu respeito na arena, mas também um lugar em seu coração imortal. O estresse do dia havia sumido, substituído pela promessa de que, no Valhalla, o Primeiro Imperador e o Rei do Submundo haviam encontrado um novo reino para governar juntos: o reino um do outro.
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