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Love
Fandom: Milk e love , namtam e film
Criado: 04/07/2026
Tags
RomanceDramaFatias de VidaEstudo de PersonagemUA (Universo Alternativo)Cenário CanônicoRealismoCiúmesFofuraHistória Doméstica
O Brilho do Ouro e o Calor do Samba
O lustre de cristal no centro do salão principal da GMMTV Grand Gala parecia capturar cada partícula de luz, transformando o ambiente em um cenário saído diretamente de um sonho cinematográfico. O aroma de flores raras e perfumes caros pairava no ar, misturando-se ao som suave dos violinos que, até poucos minutos atrás, ditavam o ritmo da noite. No entanto, a atmosfera mudou drasticamente quando as batidas rítmicas e contagiantes de um samba brasileiro começaram a ecoar pelas caixas de som de última geração.
Maria caminhava pelo tapete vermelho com uma naturalidade que beirava o afrontamento à etiqueta tailandesa. Ela não vestia os tradicionais vestidos de gala longos e rodados que as atrizes presentes ostentavam. Em vez disso, usava um terno feminino de corte impecável, em um tom de off-white que realçava sua pele clara e o azul profundo de seus olhos. A calça de alfaiataria tinha um caimento perfeito, e o blazer, estruturado, dava-lhe uma aura de autoridade e modernidade. Seus cabelos loiros, longos e lisos, balançavam conforme ela se movia com uma elegância descontraída, acompanhando o passo de Fernanda.
Fernanda, com sua cabeleira ruiva ondulada e um conjunto social verde-esmeralda que contrastava magnificamente com seus olhos castanhos, mantinha a mesma energia. As duas brasileiras deslizavam pelo salão, executando passos de samba com uma sofisticação que deixou os produtores e investidores boquiabertos. Não era uma dança de carnaval vulgar; era uma celebração de identidade, executada com a precisão de quem conhece o próprio valor.
— Olhe para elas... — sussurrou Namtan, encostada em uma pilastra de mármore, segurando uma taça de champanhe. — Quem são?
Film, ao seu lado, não conseguia desviar o olhar da loira que liderava o movimento.
— Eu não sei, mas a loira tem uma presença que silencia a sala — respondeu Film, ajustando o próprio vestido. — Ela parece ser a dona do lugar, mesmo sem dizer uma palavra.
Do outro lado do salão, Milk e Love observavam a cena com a mesma curiosidade. Love inclinou a cabeça, fascinada pela confiança de Maria.
— Ela não está seguindo o protocolo de entrada — notou Love. — Mas ninguém parece se importar. Na verdade, todos estão hipnotizados.
— É a filha da CEO — Milk comentou baixinho, tendo ouvido um boato de um dos assessores de imprensa. — Maria. Ela acabou de chegar do Brasil.
O samba terminou com um floreio elegante, e o silêncio que se seguiu foi preenchido por aplausos hesitantes que logo se tornaram calorosos. Foi nesse momento que Maria avistou a figura imponente de sua mãe, a mulher que comandava aquele império de entretenimento com mão de ferro. Sem hesitar, e ignorando os fotógrafos que disparavam flashes freneticamente, Maria rompeu a distância.
— Mãe! — exclamou Maria, a voz carregada de afeto.
Ela correu os últimos metros e envolveu a CEO em um abraço apertado, tirando-a por um momento da postura rígida de executiva. A surpresa no rosto da mulher logo se transformou em um sorriso genuíno, algo que poucos ali tinham o privilégio de ver.
Fernanda, seguindo logo atrás, parou a uma distância respeitosa. Assim que Maria soltou a mãe, Fernanda inclinou o corpo em uma reverência tradicional tailandesa, o *wai*, executado com perfeição.
— É um prazer vê-la novamente, senhora — disse Fernanda, com a voz suave e educada.
A CEO retribuiu o gesto para Fernanda antes de voltar sua atenção para a filha, segurando o rosto de Maria com as mãos.
— Você está cada dia mais parecida com seu pai, Maria — comentou a mãe, a voz embargada. — Esses olhos... e essa teimosia em ignorar minhas regras de etiqueta.
— O protocolo é apenas uma sugestão, mãe — brincou Maria, piscando um dos olhos azuis. — E o Brasil precisava deixar sua marca aqui esta noite.
Enquanto a reunião familiar acontecia, o burburinho no salão aumentava. Os convidados comentavam sobre a semelhança física quase inexistente entre mãe e filha — Maria era a imagem viva do pai europeu —, mas a conexão emocional entre as duas era inegável.
A CEO, recompondo-se, fez um sinal para que as atrizes mais próximas se aproximassem. Ela queria apresentar sua herdeira ao "coração" da empresa.
— Maria, Fernanda, quero que conheçam algumas das nossas estrelas — disse a CEO, fazendo um gesto para o grupo onde estavam Milk, Love, Namtan e Film.
Maria virou-se, e seu olhar cruzou momentaneamente com o de Film. Houve uma faísca de reconhecimento mútuo, uma curiosidade silenciosa que pairou no ar. Maria estendeu a mão para Film, não para um cumprimento formal, mas com um sorriso que parecia desarmar qualquer barreira.
— Prazer, Maria — disse ela, em um inglês perfeito, embora o sotaque brasileiro desse um charme melódico à sua fala.
— Film — respondeu a atriz, sentindo-se estranhamente intimidada pela altura e pela postura desfem de Maria. — Sua dança foi... inesperada. E muito bonita.
— O samba está no sangue — Maria deu de ombros, mantendo o contato visual. — Mas confesso que a Tailândia tem uma calma que eu estava precisando.
Ao lado delas, Fernanda já engatava uma conversa animada com Namtan e Milk sobre a produção das séries GL.
— Eu acompanho o trabalho de vocês lá do Brasil — dizia Fernanda, os olhos brilhando. — A sensibilidade que vocês colocam nas personagens é algo que a gente admira muito na nossa produtora parceira.
— Você também trabalha com audiovisual, Fernanda? — perguntou Milk, curiosa com a sofisticação da ruiva.
— Eu cuido da parte estratégica e de imagem da Maria — explicou Fernanda, olhando de soslaio para a amiga. — O que, acredite, dá muito trabalho, já que ela gosta de quebrar padrões.
Maria, ouvindo o comentário, riu e voltou-se para o grupo.
— Quebrar padrões é a única forma de criar algo novo, não acham? — Maria olhou para Love, que parecia encantada. — Vi o último trailer da sua série. A fotografia está impecável, mas acho que a trilha sonora poderia ter um pouco mais de... alma.
A observação técnica e direta de Maria pegou todas de surpresa. Ela não era apenas a "filha da dona"; ela entendia do negócio.
— Alma? — questionou Love, interessada. — O que você sugere?
— Conexão orgânica — Maria aproximou-se um pouco mais, o tom de voz tornando-se mais profissional, porém mantendo o carisma. — Às vezes, o silêncio ou um instrumento acústico diz mais do que uma orquestra inteira. Se vocês me permitirem, adoraria visitar o set de filmagens amanhã e ver como vocês trabalham essa emoção de perto.
A CEO observava de longe, orgulhosa. Maria tinha o dom de liderar sem precisar gritar, de atrair a atenção sem precisar de adornos excessivos. Ela era a mistura perfeita da disciplina tailandesa que a mãe tentara ensinar e da liberdade vibrante que o pai e o Brasil lhe deram.
— Você será muito bem-vinda ao set — disse Namtan, com um sorriso enigmático. — Mas cuidado, Maria. O clima na Tailândia é quente, mas nos nossos sets, as coisas podem ficar ainda mais intensas.
Maria arqueou uma sobrancelha, um sorriso desafiador brincando em seus lábios.
— Eu sou brasileira, Namtan. Eu nasci no calor. A intensidade é o meu estado natural.
O clima entre o grupo era de uma curiosidade magnética. Film não conseguia parar de observar os detalhes do terno de Maria e a forma como ela gesticulava. Havia algo de magnético na forma como Maria ocupava o espaço, uma masculinidade feminina refinada que era rara de se ver com tanta autenticidade naquele meio.
— Então, Maria — começou Film, dando um passo à frente, diminuindo a distância entre elas —, além de criticar nossa trilha sonora e dançar samba, o que mais você planeja fazer em Bangkok?
Maria olhou para Film, descendo o olhar rapidamente pelo vestido elegante da atriz antes de voltar aos seus olhos.
— Eu vim visitar minha mãe, é claro — respondeu Maria, a voz agora num tom mais baixo, quase confidencial. — Mas também vim buscar inspiração. E algo me diz que esta viagem será muito mais inspiradora do que eu imaginei quando saí de São Paulo.
Fernanda, percebendo a tensão elétrica que começava a se formar, tocou levemente no braço de Maria.
— Maria, sua mãe quer que você conheça os investidores da plataforma de streaming agora.
Maria suspirou, mas não desviou o olhar de Film imediatamente.
— O dever chama — disse Maria. — Mas espero que possamos continuar essa conversa amanhã. No set?
— Com certeza — respondeu Film, sentindo um frio na barriga que não sentia há muito tempo, nem mesmo em estreias de cinema.
Maria e Fernanda se afastaram, deixando para trás um rastro de perfumes importados e uma sala cheia de perguntas. As quatro atrizes se entreolharam.
— O que foi isso? — perguntou Love, soltando o ar que nem percebeu que estava segurando.
— Isso — disse Namtan, observando Maria cumprimentar um grupo de empresários com um aperto de mão firme — foi um furacão loiro de olhos azuis. E eu acho que a GMMTV nunca mais será a mesma depois desta visita.
Film permaneceu em silêncio, apenas observando a figura de terno branco brilhar sob as luzes cinematográficas do salão. Ela sabia que a chegada de Maria não era apenas uma visita familiar; era o início de algo que mudaria o ritmo de todas elas, como um samba que começa manso e termina arrebatando o coração.
Enquanto isso, Maria, mesmo cercada por homens de negócios e protocolos rígidos, mantinha o sorriso leve. Ela sabia que tinha causado o impacto que desejava. Ao seu lado, Fernanda sussurrou:
— Você viu como a Film olhou para você?
Maria apenas ajeitou o punho do blazer e tomou um gole de água, mantendo a expressão serena.
— Eu vi, Fê. Eu vi tudo. E isso é só o começo da noite.
A festa continuava, luxuosa e impecável, mas agora havia uma eletricidade nova no ar. O Brasil tinha chegado à Tailândia, e ele não usava vestidos de seda; usava alfaiataria, tinha olhos cor de oceano e uma confiança que prometia incendiar os estúdios de Bangkok.
Maria caminhava pelo tapete vermelho com uma naturalidade que beirava o afrontamento à etiqueta tailandesa. Ela não vestia os tradicionais vestidos de gala longos e rodados que as atrizes presentes ostentavam. Em vez disso, usava um terno feminino de corte impecável, em um tom de off-white que realçava sua pele clara e o azul profundo de seus olhos. A calça de alfaiataria tinha um caimento perfeito, e o blazer, estruturado, dava-lhe uma aura de autoridade e modernidade. Seus cabelos loiros, longos e lisos, balançavam conforme ela se movia com uma elegância descontraída, acompanhando o passo de Fernanda.
Fernanda, com sua cabeleira ruiva ondulada e um conjunto social verde-esmeralda que contrastava magnificamente com seus olhos castanhos, mantinha a mesma energia. As duas brasileiras deslizavam pelo salão, executando passos de samba com uma sofisticação que deixou os produtores e investidores boquiabertos. Não era uma dança de carnaval vulgar; era uma celebração de identidade, executada com a precisão de quem conhece o próprio valor.
— Olhe para elas... — sussurrou Namtan, encostada em uma pilastra de mármore, segurando uma taça de champanhe. — Quem são?
Film, ao seu lado, não conseguia desviar o olhar da loira que liderava o movimento.
— Eu não sei, mas a loira tem uma presença que silencia a sala — respondeu Film, ajustando o próprio vestido. — Ela parece ser a dona do lugar, mesmo sem dizer uma palavra.
Do outro lado do salão, Milk e Love observavam a cena com a mesma curiosidade. Love inclinou a cabeça, fascinada pela confiança de Maria.
— Ela não está seguindo o protocolo de entrada — notou Love. — Mas ninguém parece se importar. Na verdade, todos estão hipnotizados.
— É a filha da CEO — Milk comentou baixinho, tendo ouvido um boato de um dos assessores de imprensa. — Maria. Ela acabou de chegar do Brasil.
O samba terminou com um floreio elegante, e o silêncio que se seguiu foi preenchido por aplausos hesitantes que logo se tornaram calorosos. Foi nesse momento que Maria avistou a figura imponente de sua mãe, a mulher que comandava aquele império de entretenimento com mão de ferro. Sem hesitar, e ignorando os fotógrafos que disparavam flashes freneticamente, Maria rompeu a distância.
— Mãe! — exclamou Maria, a voz carregada de afeto.
Ela correu os últimos metros e envolveu a CEO em um abraço apertado, tirando-a por um momento da postura rígida de executiva. A surpresa no rosto da mulher logo se transformou em um sorriso genuíno, algo que poucos ali tinham o privilégio de ver.
Fernanda, seguindo logo atrás, parou a uma distância respeitosa. Assim que Maria soltou a mãe, Fernanda inclinou o corpo em uma reverência tradicional tailandesa, o *wai*, executado com perfeição.
— É um prazer vê-la novamente, senhora — disse Fernanda, com a voz suave e educada.
A CEO retribuiu o gesto para Fernanda antes de voltar sua atenção para a filha, segurando o rosto de Maria com as mãos.
— Você está cada dia mais parecida com seu pai, Maria — comentou a mãe, a voz embargada. — Esses olhos... e essa teimosia em ignorar minhas regras de etiqueta.
— O protocolo é apenas uma sugestão, mãe — brincou Maria, piscando um dos olhos azuis. — E o Brasil precisava deixar sua marca aqui esta noite.
Enquanto a reunião familiar acontecia, o burburinho no salão aumentava. Os convidados comentavam sobre a semelhança física quase inexistente entre mãe e filha — Maria era a imagem viva do pai europeu —, mas a conexão emocional entre as duas era inegável.
A CEO, recompondo-se, fez um sinal para que as atrizes mais próximas se aproximassem. Ela queria apresentar sua herdeira ao "coração" da empresa.
— Maria, Fernanda, quero que conheçam algumas das nossas estrelas — disse a CEO, fazendo um gesto para o grupo onde estavam Milk, Love, Namtan e Film.
Maria virou-se, e seu olhar cruzou momentaneamente com o de Film. Houve uma faísca de reconhecimento mútuo, uma curiosidade silenciosa que pairou no ar. Maria estendeu a mão para Film, não para um cumprimento formal, mas com um sorriso que parecia desarmar qualquer barreira.
— Prazer, Maria — disse ela, em um inglês perfeito, embora o sotaque brasileiro desse um charme melódico à sua fala.
— Film — respondeu a atriz, sentindo-se estranhamente intimidada pela altura e pela postura desfem de Maria. — Sua dança foi... inesperada. E muito bonita.
— O samba está no sangue — Maria deu de ombros, mantendo o contato visual. — Mas confesso que a Tailândia tem uma calma que eu estava precisando.
Ao lado delas, Fernanda já engatava uma conversa animada com Namtan e Milk sobre a produção das séries GL.
— Eu acompanho o trabalho de vocês lá do Brasil — dizia Fernanda, os olhos brilhando. — A sensibilidade que vocês colocam nas personagens é algo que a gente admira muito na nossa produtora parceira.
— Você também trabalha com audiovisual, Fernanda? — perguntou Milk, curiosa com a sofisticação da ruiva.
— Eu cuido da parte estratégica e de imagem da Maria — explicou Fernanda, olhando de soslaio para a amiga. — O que, acredite, dá muito trabalho, já que ela gosta de quebrar padrões.
Maria, ouvindo o comentário, riu e voltou-se para o grupo.
— Quebrar padrões é a única forma de criar algo novo, não acham? — Maria olhou para Love, que parecia encantada. — Vi o último trailer da sua série. A fotografia está impecável, mas acho que a trilha sonora poderia ter um pouco mais de... alma.
A observação técnica e direta de Maria pegou todas de surpresa. Ela não era apenas a "filha da dona"; ela entendia do negócio.
— Alma? — questionou Love, interessada. — O que você sugere?
— Conexão orgânica — Maria aproximou-se um pouco mais, o tom de voz tornando-se mais profissional, porém mantendo o carisma. — Às vezes, o silêncio ou um instrumento acústico diz mais do que uma orquestra inteira. Se vocês me permitirem, adoraria visitar o set de filmagens amanhã e ver como vocês trabalham essa emoção de perto.
A CEO observava de longe, orgulhosa. Maria tinha o dom de liderar sem precisar gritar, de atrair a atenção sem precisar de adornos excessivos. Ela era a mistura perfeita da disciplina tailandesa que a mãe tentara ensinar e da liberdade vibrante que o pai e o Brasil lhe deram.
— Você será muito bem-vinda ao set — disse Namtan, com um sorriso enigmático. — Mas cuidado, Maria. O clima na Tailândia é quente, mas nos nossos sets, as coisas podem ficar ainda mais intensas.
Maria arqueou uma sobrancelha, um sorriso desafiador brincando em seus lábios.
— Eu sou brasileira, Namtan. Eu nasci no calor. A intensidade é o meu estado natural.
O clima entre o grupo era de uma curiosidade magnética. Film não conseguia parar de observar os detalhes do terno de Maria e a forma como ela gesticulava. Havia algo de magnético na forma como Maria ocupava o espaço, uma masculinidade feminina refinada que era rara de se ver com tanta autenticidade naquele meio.
— Então, Maria — começou Film, dando um passo à frente, diminuindo a distância entre elas —, além de criticar nossa trilha sonora e dançar samba, o que mais você planeja fazer em Bangkok?
Maria olhou para Film, descendo o olhar rapidamente pelo vestido elegante da atriz antes de voltar aos seus olhos.
— Eu vim visitar minha mãe, é claro — respondeu Maria, a voz agora num tom mais baixo, quase confidencial. — Mas também vim buscar inspiração. E algo me diz que esta viagem será muito mais inspiradora do que eu imaginei quando saí de São Paulo.
Fernanda, percebendo a tensão elétrica que começava a se formar, tocou levemente no braço de Maria.
— Maria, sua mãe quer que você conheça os investidores da plataforma de streaming agora.
Maria suspirou, mas não desviou o olhar de Film imediatamente.
— O dever chama — disse Maria. — Mas espero que possamos continuar essa conversa amanhã. No set?
— Com certeza — respondeu Film, sentindo um frio na barriga que não sentia há muito tempo, nem mesmo em estreias de cinema.
Maria e Fernanda se afastaram, deixando para trás um rastro de perfumes importados e uma sala cheia de perguntas. As quatro atrizes se entreolharam.
— O que foi isso? — perguntou Love, soltando o ar que nem percebeu que estava segurando.
— Isso — disse Namtan, observando Maria cumprimentar um grupo de empresários com um aperto de mão firme — foi um furacão loiro de olhos azuis. E eu acho que a GMMTV nunca mais será a mesma depois desta visita.
Film permaneceu em silêncio, apenas observando a figura de terno branco brilhar sob as luzes cinematográficas do salão. Ela sabia que a chegada de Maria não era apenas uma visita familiar; era o início de algo que mudaria o ritmo de todas elas, como um samba que começa manso e termina arrebatando o coração.
Enquanto isso, Maria, mesmo cercada por homens de negócios e protocolos rígidos, mantinha o sorriso leve. Ela sabia que tinha causado o impacto que desejava. Ao seu lado, Fernanda sussurrou:
— Você viu como a Film olhou para você?
Maria apenas ajeitou o punho do blazer e tomou um gole de água, mantendo a expressão serena.
— Eu vi, Fê. Eu vi tudo. E isso é só o começo da noite.
A festa continuava, luxuosa e impecável, mas agora havia uma eletricidade nova no ar. O Brasil tinha chegado à Tailândia, e ele não usava vestidos de seda; usava alfaiataria, tinha olhos cor de oceano e uma confiança que prometia incendiar os estúdios de Bangkok.
