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Uma briga estranha
Fandom: Teen wolf
Criado: 04/07/2026
Tags
RomanceDramaFantasiaCenário CanônicoLinguagem ExplícitaEstudo de PersonagemDivergência
Instinto e Autoridade
O ar na sala de estar da casa dos McCall estava pesado, carregado com o cheiro metálico de suor e a eletricidade estática que precede uma tempestade. A luz da lua filtrava-se pelas cortinas entreabertas, lançando sombras longas e distorcidas sobre o carpete. Scott McCall estava parado no centro do cômodo, os ombros tensos, observando o jovem alto e loiro à sua frente que parecia determinado a testar cada grama de sua paciência.
Isaac Lahey não era mais o garoto assustado que se escondia em freezers para fugir de um pai abusivo. Ele havia crescido, tornado-se mais forte, mais rápido e, infelizmente, muito mais insolente. Ele circulava Scott como um predador avaliando uma presa, embora ambos soubessem que a hierarquia ali era absoluta. Ou deveria ser.
— Você não pode simplesmente me dizer o que fazer o tempo todo, Scott — rosnou Isaac, a voz saindo em um tom baixo e vibrante que arranhava o fundo de sua garganta. — Eu não sou mais um dos seus subordinados que aceita cada ordem sem questionar.
Scott suspirou, tentando manter a calma que era sua marca registrada. Seus olhos castanhos escuros encontraram os azuis profundos de Isaac, notando a centelha de rebeldia que brilhava ali.
— Não se trata de ordens, Isaac. Trata-se de segurança. Você quase expôs a alcateia hoje à noite. Aquele caçador... você não precisava ter ido tão longe.
— Ele estava armado! — Isaac deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal de Scott. — O que você queria que eu fizesse? Que desse um abraço nele e pedisse por favor para ele não atirar? Nem todo mundo tem essa sua bússola moral inquebrável.
— Há uma diferença entre defesa e crueldade — Scott rebateu, sua voz subindo um oitavo, a autoridade começando a vazar pelos poros. — Como seu Alfa, eu decido onde traçamos essa linha.
Isaac soltou uma risada seca e sarcástica, inclinando a cabeça para o lado. Seus cachos loiros caíram sobre a testa, e ele deu um sorriso que não chegava aos olhos.
— "Como seu Alfa". Engraçado você dizer isso. Às vezes eu esqueço que você é o mestre aqui, já que passa tanto tempo tentando ser o melhor amigo de todo mundo. Talvez você esteja ficando macio, Scott.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Scott sentiu o sangue ferver. Não era raiva cega, mas sim o instinto do Verdadeiro Alfa reagindo ao desafio direto. Ele não precisava matar para ter poder; seu poder vinha da alma, da virtude, mas também da força bruta que ele raramente escolhia usar.
— Macio? — Scott repetiu, a voz agora um sussurro perigoso.
— É — provocou Isaac, dando mais um passo, o peito quase tocando o de Scott. — Talvez você precise de alguém que realmente saiba como liderar. Alguém que não tenha medo de sujar as mãos.
Em um borrão de movimento que Isaac não conseguiu acompanhar, Scott o empurrou contra a parede. O impacto fez os quadros tremerem. Antes que Isaac pudesse reagir, as mãos de Scott estavam presas em seus ombros, e o rosto do Alfa estava a centímetros do seu.
Os olhos de Scott não eram mais castanhos. Eles brilhavam em um vermelho carmesim intenso, uma luz que parecia queimar a própria escuridão da sala. As presas de Scott despontaram, e um rosnado baixo, vindo do fundo do peito, vibrou contra o esterno de Isaac.
— Você acha que eu sou macio, Isaac? — Scott perguntou, a voz distorcida pela transformação parcial. — Você acha que minha bondade é fraqueza?
Isaac tentou empurrá-lo, mas Scott era uma rocha. A força física do Alfa era opressora, uma manifestação tangível de sua vontade. Isaac sentiu seu próprio lobo recuar, o instinto de preservação gritando para que ele se submetesse, mas sua teimosia o mantinha lutando.
— Eu acho que você fala demais — retrucou Isaac, embora sua respiração estivesse agora curta e errática.
Scott soltou um dos ombros de Isaac apenas para segurar seu queixo com firmeza, forçando-o a olhar diretamente naqueles olhos vermelhos ardentes. A aura de Scott se expandiu, prechendo o quarto com uma pressão esmagadora. Era o peso de um Verdadeiro Alfa, algo que nenhum outro lobisomem na história poderia replicar sem derramamento de sangue.
— Eu vou te mostrar exatamente quem está no comando aqui — rosnou Scott.
O beijo que se seguiu não teve nada de gentil. Foi uma colisão de dentes e línguas, uma batalha por dominância que Scott venceu instantaneamente. Isaac gemeu contra a boca de Scott, suas mãos agarrando a camisa do Alfa, oscilando entre tentar afastá-lo e puxá-lo para mais perto.
Scott o soltou da parede apenas para jogá-lo no sofá próximo. Isaac caiu de costas, a respiração pesada, os olhos azuis arregalados enquanto observava Scott se aproximar. O Alfa não tinha pressa. Ele removeu sua própria camisa com movimentos lentos e deliberados, revelando o físico atlético e musculoso, a pele morena brilhando sob a luz da lua.
— Scott... — começou Isaac, a voz falhando.
— Silêncio — ordenou Scott.
A palavra não foi apenas um pedido; foi um comando de Alfa. Isaac sentiu seus músculos relaxarem involuntariamente, sua garganta se fechando. Ele não conseguia falar, mesmo que quisesse. Scott subiu no sofá, posicionando-se entre as pernas longas de Isaac, prensando o corpo magro e musculoso do loiro contra o estofado.
As mãos de Scott percorreram o corpo de Isaac, arrancando a roupa dele com uma urgência controlada. Cada toque era uma afirmação de posse. Quando ambos estavam nus, o contraste era gritante: a pele pálida de Isaac contra o tom oliva de Scott, o loiro contra o moreno, a submissão forçada contra a autoridade absoluta.
Scott inclinou-se sobre o pescoço de Isaac, onde a glândula de cheiro pulsava com o ritmo acelerado do coração do beta. Ele não o mordeu para transformá-lo, mas cravou os dentes levemente na pele sensível, marcando-o.
— Você é meu, Isaac — sussurrou Scott no ouvido dele, a voz carregada de uma possessividade que raramente mostrava. — E você nunca mais vai questionar minha autoridade na frente da alcateia. Entendido?
Isaac só conseguiu acenar com a cabeça, um tremor percorrendo sua espinha. A luxúria e o medo instintivo se misturavam em um coquetel inebriante. Scott usou a mão para guiar Isaac, preparando-o com uma intensidade que fazia o loiro arquear as costas, os dedos dos pés se contraindo no carpete.
Quando Scott finalmente se impulsionou para dentro dele, Isaac soltou um grito abafado, a cabeça jogada para trás, os olhos azuis revirando. A conexão era avassaladora. Não era apenas sexo; era uma transferência de energia, uma reafirmação do elo da alcateia através da forma mais primitiva possível.
Scott movia-se com uma força rítmica e implacável. Cada estocada era um lembrete de quem possuía o poder. Ele mantinha os olhos vermelhos fixos nos de Isaac, forçando o beta a testemunhar a própria rendição.
— Diga — ordenou Scott, aliviando o comando de silêncio apenas o suficiente. — Diga quem é o seu Alfa.
Isaac arfou, as mãos cravadas nos ombros de Scott, as unhas arranhando a pele morena.
— Você... — Isaac engasgou, o prazer subindo por ele como uma onda de calor. — É você, Scott. Sempre foi você.
Scott rosnou, satisfeito, e aumentou o ritmo. A sala estava cheia com o som de respirações pesadas e o estalo de pele contra pele. Isaac estava perdido, sua mente nublada pelo poder que Scott emanava. Ele podia sentir a força do Verdadeiro Alfa fluindo através deles, uma âncora que o prendia à terra ao mesmo tempo que o fazia flutuar.
À medida que o ápice se aproximava, Scott segurou as mãos de Isaac acima da cabeça dele, entrelaçando seus dedos. Ele se inclinou, selando seus lábios em um beijo que desta vez carregava uma ponta de ternura por trás da dominância.
— Lembre-se disso — murmurou Scott contra os lábios de Isaac.
O clímax os atingiu como um trovão. Isaac gritou o nome de Scott, seu corpo inteiro tremendo sob o peso do Alfa. Scott enterrou o rosto no pescoço de Isaac, seu próprio corpo retesando-se enquanto ele liberava toda a tensão e a autoridade acumulada.
Minutos depois, o silêncio retornou à casa, interrompido apenas pelo som das respirações voltando ao normal. Scott não se afastou imediatamente. Ele permaneceu deitado sobre Isaac, o calor de seus corpos se fundindo. O brilho vermelho em seus olhos começou a desaparecer, retornando ao castanho profundo, mas a aura de comando permanecia.
Isaac passou a mão hesitantemente pelos cabelos pretos e ondulados de Scott, puxando-o para mais perto. A rebeldia havia sumido, substituída por uma aceitação serena.
— Eu não queria... — começou Isaac, a voz agora suave e rouca. — Eu não queria dizer aquilo, Scott. Sobre você ser macio.
Scott levantou a cabeça, olhando para o jovem loiro. Ele viu a lealdade nos olhos azuis de Isaac, uma lealdade que havia sido testada e fortalecida.
— Eu sei — disse Scott, sua voz voltando ao tom humilde e bem-intencionado de sempre. — Mas às vezes, Isaac, até o Alfa mais gentil precisa lembrar a alcateia por que ele é o Alfa.
Isaac deu um sorriso fraco, um brilho de admiração genuína no olhar.
— Acredite em mim, eu não vou esquecer tão cedo.
Scott inclinou-se e deu um beijo suave na testa de Isaac antes de se levantar. Ele estendeu a mão para ajudar o beta a se sentar, um gesto de igualdade que contrastava com a exibição de poder de momentos atrás.
— Vamos limpar isso — disse Scott, oferecendo um sorriso encorajador. — Temos escola amanhã e o Stiles vai fazer perguntas se virmos com essas caras de quem não dormiu.
Isaac riu, aceitando a mão de Scott. Ele se sentia mais leve, mais conectado ao seu Alfa do que nunca. A briga havia terminado, a hierarquia fora restaurada, e no silêncio da noite, ambos sabiam que a alcateia estava mais forte do que nunca. Scott McCall podia ser um Verdadeiro Alfa por causa de sua virtude, mas ele nunca deixaria ninguém esquecer que, quando necessário, ele também era a força da natureza que mantinha todos eles unidos.
Isaac Lahey não era mais o garoto assustado que se escondia em freezers para fugir de um pai abusivo. Ele havia crescido, tornado-se mais forte, mais rápido e, infelizmente, muito mais insolente. Ele circulava Scott como um predador avaliando uma presa, embora ambos soubessem que a hierarquia ali era absoluta. Ou deveria ser.
— Você não pode simplesmente me dizer o que fazer o tempo todo, Scott — rosnou Isaac, a voz saindo em um tom baixo e vibrante que arranhava o fundo de sua garganta. — Eu não sou mais um dos seus subordinados que aceita cada ordem sem questionar.
Scott suspirou, tentando manter a calma que era sua marca registrada. Seus olhos castanhos escuros encontraram os azuis profundos de Isaac, notando a centelha de rebeldia que brilhava ali.
— Não se trata de ordens, Isaac. Trata-se de segurança. Você quase expôs a alcateia hoje à noite. Aquele caçador... você não precisava ter ido tão longe.
— Ele estava armado! — Isaac deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal de Scott. — O que você queria que eu fizesse? Que desse um abraço nele e pedisse por favor para ele não atirar? Nem todo mundo tem essa sua bússola moral inquebrável.
— Há uma diferença entre defesa e crueldade — Scott rebateu, sua voz subindo um oitavo, a autoridade começando a vazar pelos poros. — Como seu Alfa, eu decido onde traçamos essa linha.
Isaac soltou uma risada seca e sarcástica, inclinando a cabeça para o lado. Seus cachos loiros caíram sobre a testa, e ele deu um sorriso que não chegava aos olhos.
— "Como seu Alfa". Engraçado você dizer isso. Às vezes eu esqueço que você é o mestre aqui, já que passa tanto tempo tentando ser o melhor amigo de todo mundo. Talvez você esteja ficando macio, Scott.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Scott sentiu o sangue ferver. Não era raiva cega, mas sim o instinto do Verdadeiro Alfa reagindo ao desafio direto. Ele não precisava matar para ter poder; seu poder vinha da alma, da virtude, mas também da força bruta que ele raramente escolhia usar.
— Macio? — Scott repetiu, a voz agora um sussurro perigoso.
— É — provocou Isaac, dando mais um passo, o peito quase tocando o de Scott. — Talvez você precise de alguém que realmente saiba como liderar. Alguém que não tenha medo de sujar as mãos.
Em um borrão de movimento que Isaac não conseguiu acompanhar, Scott o empurrou contra a parede. O impacto fez os quadros tremerem. Antes que Isaac pudesse reagir, as mãos de Scott estavam presas em seus ombros, e o rosto do Alfa estava a centímetros do seu.
Os olhos de Scott não eram mais castanhos. Eles brilhavam em um vermelho carmesim intenso, uma luz que parecia queimar a própria escuridão da sala. As presas de Scott despontaram, e um rosnado baixo, vindo do fundo do peito, vibrou contra o esterno de Isaac.
— Você acha que eu sou macio, Isaac? — Scott perguntou, a voz distorcida pela transformação parcial. — Você acha que minha bondade é fraqueza?
Isaac tentou empurrá-lo, mas Scott era uma rocha. A força física do Alfa era opressora, uma manifestação tangível de sua vontade. Isaac sentiu seu próprio lobo recuar, o instinto de preservação gritando para que ele se submetesse, mas sua teimosia o mantinha lutando.
— Eu acho que você fala demais — retrucou Isaac, embora sua respiração estivesse agora curta e errática.
Scott soltou um dos ombros de Isaac apenas para segurar seu queixo com firmeza, forçando-o a olhar diretamente naqueles olhos vermelhos ardentes. A aura de Scott se expandiu, prechendo o quarto com uma pressão esmagadora. Era o peso de um Verdadeiro Alfa, algo que nenhum outro lobisomem na história poderia replicar sem derramamento de sangue.
— Eu vou te mostrar exatamente quem está no comando aqui — rosnou Scott.
O beijo que se seguiu não teve nada de gentil. Foi uma colisão de dentes e línguas, uma batalha por dominância que Scott venceu instantaneamente. Isaac gemeu contra a boca de Scott, suas mãos agarrando a camisa do Alfa, oscilando entre tentar afastá-lo e puxá-lo para mais perto.
Scott o soltou da parede apenas para jogá-lo no sofá próximo. Isaac caiu de costas, a respiração pesada, os olhos azuis arregalados enquanto observava Scott se aproximar. O Alfa não tinha pressa. Ele removeu sua própria camisa com movimentos lentos e deliberados, revelando o físico atlético e musculoso, a pele morena brilhando sob a luz da lua.
— Scott... — começou Isaac, a voz falhando.
— Silêncio — ordenou Scott.
A palavra não foi apenas um pedido; foi um comando de Alfa. Isaac sentiu seus músculos relaxarem involuntariamente, sua garganta se fechando. Ele não conseguia falar, mesmo que quisesse. Scott subiu no sofá, posicionando-se entre as pernas longas de Isaac, prensando o corpo magro e musculoso do loiro contra o estofado.
As mãos de Scott percorreram o corpo de Isaac, arrancando a roupa dele com uma urgência controlada. Cada toque era uma afirmação de posse. Quando ambos estavam nus, o contraste era gritante: a pele pálida de Isaac contra o tom oliva de Scott, o loiro contra o moreno, a submissão forçada contra a autoridade absoluta.
Scott inclinou-se sobre o pescoço de Isaac, onde a glândula de cheiro pulsava com o ritmo acelerado do coração do beta. Ele não o mordeu para transformá-lo, mas cravou os dentes levemente na pele sensível, marcando-o.
— Você é meu, Isaac — sussurrou Scott no ouvido dele, a voz carregada de uma possessividade que raramente mostrava. — E você nunca mais vai questionar minha autoridade na frente da alcateia. Entendido?
Isaac só conseguiu acenar com a cabeça, um tremor percorrendo sua espinha. A luxúria e o medo instintivo se misturavam em um coquetel inebriante. Scott usou a mão para guiar Isaac, preparando-o com uma intensidade que fazia o loiro arquear as costas, os dedos dos pés se contraindo no carpete.
Quando Scott finalmente se impulsionou para dentro dele, Isaac soltou um grito abafado, a cabeça jogada para trás, os olhos azuis revirando. A conexão era avassaladora. Não era apenas sexo; era uma transferência de energia, uma reafirmação do elo da alcateia através da forma mais primitiva possível.
Scott movia-se com uma força rítmica e implacável. Cada estocada era um lembrete de quem possuía o poder. Ele mantinha os olhos vermelhos fixos nos de Isaac, forçando o beta a testemunhar a própria rendição.
— Diga — ordenou Scott, aliviando o comando de silêncio apenas o suficiente. — Diga quem é o seu Alfa.
Isaac arfou, as mãos cravadas nos ombros de Scott, as unhas arranhando a pele morena.
— Você... — Isaac engasgou, o prazer subindo por ele como uma onda de calor. — É você, Scott. Sempre foi você.
Scott rosnou, satisfeito, e aumentou o ritmo. A sala estava cheia com o som de respirações pesadas e o estalo de pele contra pele. Isaac estava perdido, sua mente nublada pelo poder que Scott emanava. Ele podia sentir a força do Verdadeiro Alfa fluindo através deles, uma âncora que o prendia à terra ao mesmo tempo que o fazia flutuar.
À medida que o ápice se aproximava, Scott segurou as mãos de Isaac acima da cabeça dele, entrelaçando seus dedos. Ele se inclinou, selando seus lábios em um beijo que desta vez carregava uma ponta de ternura por trás da dominância.
— Lembre-se disso — murmurou Scott contra os lábios de Isaac.
O clímax os atingiu como um trovão. Isaac gritou o nome de Scott, seu corpo inteiro tremendo sob o peso do Alfa. Scott enterrou o rosto no pescoço de Isaac, seu próprio corpo retesando-se enquanto ele liberava toda a tensão e a autoridade acumulada.
Minutos depois, o silêncio retornou à casa, interrompido apenas pelo som das respirações voltando ao normal. Scott não se afastou imediatamente. Ele permaneceu deitado sobre Isaac, o calor de seus corpos se fundindo. O brilho vermelho em seus olhos começou a desaparecer, retornando ao castanho profundo, mas a aura de comando permanecia.
Isaac passou a mão hesitantemente pelos cabelos pretos e ondulados de Scott, puxando-o para mais perto. A rebeldia havia sumido, substituída por uma aceitação serena.
— Eu não queria... — começou Isaac, a voz agora suave e rouca. — Eu não queria dizer aquilo, Scott. Sobre você ser macio.
Scott levantou a cabeça, olhando para o jovem loiro. Ele viu a lealdade nos olhos azuis de Isaac, uma lealdade que havia sido testada e fortalecida.
— Eu sei — disse Scott, sua voz voltando ao tom humilde e bem-intencionado de sempre. — Mas às vezes, Isaac, até o Alfa mais gentil precisa lembrar a alcateia por que ele é o Alfa.
Isaac deu um sorriso fraco, um brilho de admiração genuína no olhar.
— Acredite em mim, eu não vou esquecer tão cedo.
Scott inclinou-se e deu um beijo suave na testa de Isaac antes de se levantar. Ele estendeu a mão para ajudar o beta a se sentar, um gesto de igualdade que contrastava com a exibição de poder de momentos atrás.
— Vamos limpar isso — disse Scott, oferecendo um sorriso encorajador. — Temos escola amanhã e o Stiles vai fazer perguntas se virmos com essas caras de quem não dormiu.
Isaac riu, aceitando a mão de Scott. Ele se sentia mais leve, mais conectado ao seu Alfa do que nunca. A briga havia terminado, a hierarquia fora restaurada, e no silêncio da noite, ambos sabiam que a alcateia estava mais forte do que nunca. Scott McCall podia ser um Verdadeiro Alfa por causa de sua virtude, mas ele nunca deixaria ninguém esquecer que, quando necessário, ele também era a força da natureza que mantinha todos eles unidos.
