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Leon e grace
Fandom: Resident evil
Criado: 04/07/2026
Tags
AçãoHorror de SobrevivênciaFicção CientíficaBiopunkPsicológicoSombrioEstudo de PersonagemViolência GráficaExperimentação Humana
Gelo e Pólvora
A chuva em solo europeu nunca era apenas água; era uma mistura de lama, fuligem e o cheiro metálico de sangue que parecia impregnado nas paredes de pedra do vilarejo abandonado. Leon S. Kennedy ajustou a empunhadura de sua Silver Ghost, sentindo a umidade penetrar nas luvas de couro. Ele estava acostumado com o caos, com as bioarmas e com as conspirações que brotavam como ervas daninhas, mas o que ele não esperava era encontrar alguém que se movesse tão rápido quanto ele, e com o dobro da crueldade.
Do outro lado do pátio em ruínas, Grace permanecia imóvel sob a luz fraca de um poste quebrado. Seu cabelo branco, de um brilho quase etéreo, contrastava violentamente com as sombras ao redor. Ela não parecia pertencer àquele lugar de morte, mas o frio em seus olhos azuis dizia o contrário. Ela era um espectro, uma lenda urbana entre os mercenários da Umbrella que Leon esperava nunca encontrar.
— Você está longe de casa, Kennedy — disse ela, sua voz cortando o som da chuva como uma lâmina fina. — O governo americano realmente acha que um homem sozinho pode desfazer o que levou décadas para ser construído?
Leon deu um passo lateral, mantendo o cano da arma alinhado com o peito da mulher. Ele conhecia o histórico de Grace. Ela não era apenas uma agente; ela era uma sobrevivente de experimentos que teriam matado qualquer outra pessoa.
— E você está perdendo seu tempo protegendo algo que já está morto, Grace — respondeu Leon, o tom de voz baixo e controlado. — Onde está a amostra?
Grace soltou um riso curto, desprovido de qualquer humor. Ela inclinou a cabeça, e o cabelo branco caiu sobre o ombro, emoldurando um rosto que, apesar da beleza clássica, carregava a marca da indiferença absoluta.
— A amostra é o futuro. E você? Você é apenas um resquício de Raccoon City que se recusa a aceitar o óbito — disse ela, dando um passo à frente, ignorando a arma apontada para si.
— Pare aí mesmo — ordenou Leon, o dedo indicador tensionando no gatilho.
Grace não parou. Em um movimento quase imperceptível para o olho humano, ela sacou uma adaga de combate de sua bainha lateral. O metal brilhou sob a chuva.
— Venha buscar, se tiver coragem — desafiou ela.
Leon não esperou por uma segunda chance. Ele disparou, mas Grace já não estava mais lá. Ela se atirou para o lado, rolando sobre os destroços de uma carroça velha e ressurgindo com uma agilidade predatória. Leon disparou mais duas vezes, rastreando o movimento, mas ela usava o ambiente a seu favor, movendo-se entre as colunas de pedra como um fantasma.
Em segundos, a distância entre eles desapareceu. Grace saltou sobre um caixote e projetou-se contra ele. Leon bloqueou o golpe da adaga com o antebraço reforçado de sua jaqueta, sentindo o impacto vibrar até os dentes.
— Você é rápida — rosnou Leon, chutando-a na altura do abdômen para criar distância.
Grace recuou dois passos, recuperando o equilíbrio instantaneamente. Ela limpou um pingo de lama do rosto, os olhos azuis faiscando de diversão maliciosa.
— E você é mais lento do que os relatórios diziam — provocou ela. — Talvez os anos de serviço tenham enferrujado seus reflexos, Leon.
— Vamos ver quem enferruja primeiro — rebateu ele.
Ele guardou a pistola e desembainhou sua própria faca de combate. Armas de fogo eram inúteis em uma distância tão curta contra alguém como ela. O duelo tornou-se uma dança mortal. O som do metal colidindo ecoava pelo pátio vazio, faíscas saltando a cada golpe bloqueado. Grace lutava com uma elegância cruel, seus movimentos eram fluidos, quase como se ela soubesse onde Leon golpearia antes mesmo dele decidir.
Ele tentou um corte lateral, que ela evitou com uma pirueta para trás, apenas para retornar com um chute giratório que Leon mal conseguiu bloquear. O impacto o jogou contra uma parede de tijolos úmidos.
— Por que você ainda luta por eles? — perguntou Grace, parando por um breve segundo, a respiração sequer alterada. — A Umbrella, a Tricell, o governo... são todos lados da mesma moeda podre. Você sabe disso melhor do que ninguém.
Leon se levantou, limpando o sangue que escorria de um pequeno corte no supercílio.
— Eu não luto por eles — disse ele, a voz firme —. Eu luto pelas pessoas que eles destroem. Algo que você esqueceu há muito tempo, se é que algum dia soube.
Grace estreitou os olhos. Por um momento, a máscara de frieza vacilou, revelando uma centelha de ódio genuíno.
— Sentimentalismo é uma doença, Kennedy. E eu sou a cura.
Ela avançou novamente, desta vez com uma ferocidade renovada. A adaga dela buscou a garganta dele, mas Leon desviou, agarrando o pulso dela e girando o corpo para tentar um arremesso. Grace, porém, usou o impulso dele para escalar o corpo de Leon, passando as pernas pelo pescoço dele em uma tentativa de estrangulamento.
Eles caíram no chão lamacento, rolando e lutando por posição. Leon conseguiu se desvencilhar, mas Grace chutou sua mão, fazendo a faca voar para longe, na escuridão. Ele reagiu rápido, prendendo os braços dela contra o chão, usando seu peso para imobilizá-la.
Por um momento, o tempo pareceu parar. A chuva caía sobre os dois, lavando a sujeira de seus rostos. Os olhos azuis de Leon encontraram os olhos azuis de Grace. Havia uma semelhança perturbadora entre eles — ambos eram soldados de elite, ambos carregavam o peso de mundos que já haviam acabado. Mas enquanto Leon buscava a luz, Grace havia abraçado o abismo.
— Acabou, Grace — disse Leon, a respiração pesada. — Entregue a localização e talvez eu consiga tirar você daqui antes que a equipe de extração chegue.
Grace deu um sorriso sombrio, mesmo estando em desvantagem.
— Você sempre quer salvar todo mundo, não é? — sussurrou ela, o rosto a centímetros do dele. — É a sua maior virtude e a sua falha fatal.
Antes que Leon pudesse responder, um estrondo ecoou ao longe. Uma explosão em um dos laboratórios subterrâneos fez o chão tremer sob eles. Grace aproveitou a distração, desferindo uma cabeçada violenta no nariz de Leon.
Ele soltou o aperto, tonto pelo impacto. Grace rolou para longe e se levantou em um salto, recuperando sua adaga.
— O tempo acabou para nós dois, Leon — disse ela, olhando para as chamas que começavam a subir dos túneis de ventilação. — A amostra será destruída, e este lugar será o seu túmulo.
— Eu não morro tão fácil — disse Leon, levantando-se e limpando o sangue do nariz, o olhar determinado.
— Eu sei — respondeu ela, e por um instante, houve algo quase parecido com respeito em sua voz. — É por isso que vai ser tão prazeroso quando eu finalmente matar você.
Grace lançou uma granada de fumaça aos pés dele. Uma nuvem cinza e densa cobriu o pátio instantaneamente. Leon tossiu, cobrindo o rosto e tentando ouvir qualquer movimento, mas quando a fumaça começou a se dissipar com a chuva, ela já tinha ido embora.
Ele olhou ao redor, o pátio agora silencioso, exceto pelo estalar das chamas e pelo som constante da água caindo. Ele sabia que a missão estava longe de terminar. Grace não era apenas mais uma vilã no seu caminho; ela era o reflexo de tudo o que ele poderia ter se tornado se tivesse desistido.
Leon pegou seu rádio, a voz rouca mas decidida.
— Hunnigan, aqui é o Leon. O alvo escapou, mas eu ainda estou no rastro. A situação complicou.
— Entendido, Leon — a voz de Hunnigan soou através da interferência. — Tenha cuidado. Relatórios indicam que Grace não está trabalhando sozinha.
— Eu sei — disse Leon, olhando para a direção onde o cabelo branco dela tinha desaparecido na escuridão. — E da próxima vez, eu não vou tentar salvá-la.
Ele recarregou sua pistola, sentindo o peso do dever e a adrenalina da caçada. O jogo entre o gelo e a pólvora estava apenas começando, e no mundo do bioterrorismo, raramente havia sobreviventes para contar a história. Leon caminhou em direção às ruínas em chamas, pronto para o próximo round, sabendo que Grace estaria esperando por ele em algum lugar nas sombras, pronta para testar o limite de sua humanidade mais uma vez.
A chuva continuava a cair, implacável, lavando o sangue do pátio, mas a rivalidade que havia sido selada ali permaneceria gravada em cada cicatriz que ambos carregariam dali em diante. Eles eram inimigos, ligados pelo destino e pela destruição, e o mundo não era grande o suficiente para os dois.
Do outro lado do pátio em ruínas, Grace permanecia imóvel sob a luz fraca de um poste quebrado. Seu cabelo branco, de um brilho quase etéreo, contrastava violentamente com as sombras ao redor. Ela não parecia pertencer àquele lugar de morte, mas o frio em seus olhos azuis dizia o contrário. Ela era um espectro, uma lenda urbana entre os mercenários da Umbrella que Leon esperava nunca encontrar.
— Você está longe de casa, Kennedy — disse ela, sua voz cortando o som da chuva como uma lâmina fina. — O governo americano realmente acha que um homem sozinho pode desfazer o que levou décadas para ser construído?
Leon deu um passo lateral, mantendo o cano da arma alinhado com o peito da mulher. Ele conhecia o histórico de Grace. Ela não era apenas uma agente; ela era uma sobrevivente de experimentos que teriam matado qualquer outra pessoa.
— E você está perdendo seu tempo protegendo algo que já está morto, Grace — respondeu Leon, o tom de voz baixo e controlado. — Onde está a amostra?
Grace soltou um riso curto, desprovido de qualquer humor. Ela inclinou a cabeça, e o cabelo branco caiu sobre o ombro, emoldurando um rosto que, apesar da beleza clássica, carregava a marca da indiferença absoluta.
— A amostra é o futuro. E você? Você é apenas um resquício de Raccoon City que se recusa a aceitar o óbito — disse ela, dando um passo à frente, ignorando a arma apontada para si.
— Pare aí mesmo — ordenou Leon, o dedo indicador tensionando no gatilho.
Grace não parou. Em um movimento quase imperceptível para o olho humano, ela sacou uma adaga de combate de sua bainha lateral. O metal brilhou sob a chuva.
— Venha buscar, se tiver coragem — desafiou ela.
Leon não esperou por uma segunda chance. Ele disparou, mas Grace já não estava mais lá. Ela se atirou para o lado, rolando sobre os destroços de uma carroça velha e ressurgindo com uma agilidade predatória. Leon disparou mais duas vezes, rastreando o movimento, mas ela usava o ambiente a seu favor, movendo-se entre as colunas de pedra como um fantasma.
Em segundos, a distância entre eles desapareceu. Grace saltou sobre um caixote e projetou-se contra ele. Leon bloqueou o golpe da adaga com o antebraço reforçado de sua jaqueta, sentindo o impacto vibrar até os dentes.
— Você é rápida — rosnou Leon, chutando-a na altura do abdômen para criar distância.
Grace recuou dois passos, recuperando o equilíbrio instantaneamente. Ela limpou um pingo de lama do rosto, os olhos azuis faiscando de diversão maliciosa.
— E você é mais lento do que os relatórios diziam — provocou ela. — Talvez os anos de serviço tenham enferrujado seus reflexos, Leon.
— Vamos ver quem enferruja primeiro — rebateu ele.
Ele guardou a pistola e desembainhou sua própria faca de combate. Armas de fogo eram inúteis em uma distância tão curta contra alguém como ela. O duelo tornou-se uma dança mortal. O som do metal colidindo ecoava pelo pátio vazio, faíscas saltando a cada golpe bloqueado. Grace lutava com uma elegância cruel, seus movimentos eram fluidos, quase como se ela soubesse onde Leon golpearia antes mesmo dele decidir.
Ele tentou um corte lateral, que ela evitou com uma pirueta para trás, apenas para retornar com um chute giratório que Leon mal conseguiu bloquear. O impacto o jogou contra uma parede de tijolos úmidos.
— Por que você ainda luta por eles? — perguntou Grace, parando por um breve segundo, a respiração sequer alterada. — A Umbrella, a Tricell, o governo... são todos lados da mesma moeda podre. Você sabe disso melhor do que ninguém.
Leon se levantou, limpando o sangue que escorria de um pequeno corte no supercílio.
— Eu não luto por eles — disse ele, a voz firme —. Eu luto pelas pessoas que eles destroem. Algo que você esqueceu há muito tempo, se é que algum dia soube.
Grace estreitou os olhos. Por um momento, a máscara de frieza vacilou, revelando uma centelha de ódio genuíno.
— Sentimentalismo é uma doença, Kennedy. E eu sou a cura.
Ela avançou novamente, desta vez com uma ferocidade renovada. A adaga dela buscou a garganta dele, mas Leon desviou, agarrando o pulso dela e girando o corpo para tentar um arremesso. Grace, porém, usou o impulso dele para escalar o corpo de Leon, passando as pernas pelo pescoço dele em uma tentativa de estrangulamento.
Eles caíram no chão lamacento, rolando e lutando por posição. Leon conseguiu se desvencilhar, mas Grace chutou sua mão, fazendo a faca voar para longe, na escuridão. Ele reagiu rápido, prendendo os braços dela contra o chão, usando seu peso para imobilizá-la.
Por um momento, o tempo pareceu parar. A chuva caía sobre os dois, lavando a sujeira de seus rostos. Os olhos azuis de Leon encontraram os olhos azuis de Grace. Havia uma semelhança perturbadora entre eles — ambos eram soldados de elite, ambos carregavam o peso de mundos que já haviam acabado. Mas enquanto Leon buscava a luz, Grace havia abraçado o abismo.
— Acabou, Grace — disse Leon, a respiração pesada. — Entregue a localização e talvez eu consiga tirar você daqui antes que a equipe de extração chegue.
Grace deu um sorriso sombrio, mesmo estando em desvantagem.
— Você sempre quer salvar todo mundo, não é? — sussurrou ela, o rosto a centímetros do dele. — É a sua maior virtude e a sua falha fatal.
Antes que Leon pudesse responder, um estrondo ecoou ao longe. Uma explosão em um dos laboratórios subterrâneos fez o chão tremer sob eles. Grace aproveitou a distração, desferindo uma cabeçada violenta no nariz de Leon.
Ele soltou o aperto, tonto pelo impacto. Grace rolou para longe e se levantou em um salto, recuperando sua adaga.
— O tempo acabou para nós dois, Leon — disse ela, olhando para as chamas que começavam a subir dos túneis de ventilação. — A amostra será destruída, e este lugar será o seu túmulo.
— Eu não morro tão fácil — disse Leon, levantando-se e limpando o sangue do nariz, o olhar determinado.
— Eu sei — respondeu ela, e por um instante, houve algo quase parecido com respeito em sua voz. — É por isso que vai ser tão prazeroso quando eu finalmente matar você.
Grace lançou uma granada de fumaça aos pés dele. Uma nuvem cinza e densa cobriu o pátio instantaneamente. Leon tossiu, cobrindo o rosto e tentando ouvir qualquer movimento, mas quando a fumaça começou a se dissipar com a chuva, ela já tinha ido embora.
Ele olhou ao redor, o pátio agora silencioso, exceto pelo estalar das chamas e pelo som constante da água caindo. Ele sabia que a missão estava longe de terminar. Grace não era apenas mais uma vilã no seu caminho; ela era o reflexo de tudo o que ele poderia ter se tornado se tivesse desistido.
Leon pegou seu rádio, a voz rouca mas decidida.
— Hunnigan, aqui é o Leon. O alvo escapou, mas eu ainda estou no rastro. A situação complicou.
— Entendido, Leon — a voz de Hunnigan soou através da interferência. — Tenha cuidado. Relatórios indicam que Grace não está trabalhando sozinha.
— Eu sei — disse Leon, olhando para a direção onde o cabelo branco dela tinha desaparecido na escuridão. — E da próxima vez, eu não vou tentar salvá-la.
Ele recarregou sua pistola, sentindo o peso do dever e a adrenalina da caçada. O jogo entre o gelo e a pólvora estava apenas começando, e no mundo do bioterrorismo, raramente havia sobreviventes para contar a história. Leon caminhou em direção às ruínas em chamas, pronto para o próximo round, sabendo que Grace estaria esperando por ele em algum lugar nas sombras, pronta para testar o limite de sua humanidade mais uma vez.
A chuva continuava a cair, implacável, lavando o sangue do pátio, mas a rivalidade que havia sido selada ali permaneceria gravada em cada cicatriz que ambos carregariam dali em diante. Eles eram inimigos, ligados pelo destino e pela destruição, e o mundo não era grande o suficiente para os dois.
