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Um bebê para a areia
Fandom: naruto
Criado: 04/07/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHumorOmegaversoHistória DomésticaMpregCiúmesCenário Canônico
Argila, Areia e a Promessa de um Herdeiro
O sol de Sunagakure era implacável, mas nada se comparava à intensidade do temperamento de Deidara quando ele colocava uma ideia fixa na cabeça. Casado há cinco anos com o Kazekage, o loiro finalmente havia encontrado seu lugar naquela vila de cores pastéis e ventos secos, embora o caminho tivesse sido tortuoso. No início, os conselheiros de Suna olhavam para o ex-nukenin da Akatsuki como se ele fosse uma bomba relógio prestes a detonar o gabinete do líder. Com o tempo, entretanto, aprenderam que a única coisa que Deidara realmente detonava era a paciência de Gaara com suas manhas e exigências extravagantes.
Deidara cruzou os braços, bufando enquanto observava pela janela do escritório do marido. Lá embaixo, na praça central, Naruto Uzumaki ria alto enquanto carregava um de seus filhos nos ombros, com Sasuke caminhando ao lado, exibindo uma barriga que já denunciava a terceira gestação do casal. Aquela visão era o estopim para a crise que assolava o loiro há semanas.
— É uma injustiça, hm — resmungou Deidara, virando-se para Gaara, que estava mergulhado em uma pilha de relatórios. — Até o Itachi, que vivia tossindo sangue e parecia que ia desmontar a qualquer momento, conseguiu ter um bebê com o Kisame. A Sakura e o Sasori já têm aquela menina insuportável que vive explodindo minhas esculturas de argila... E nós? Nada.
Gaara suspirou, largando a caneta. Seus olhos claros, contornados pelas olheiras naturais que o acompanhavam desde a infância, encontraram o rosto emburrado do marido. Ele amava Deidara, amava cada centímetro daquela personalidade explosiva e mimada, mas os últimos dias tinham sido... exaustivos.
— Deidara, já conversamos sobre isso — disse Gaara, a voz calma e profunda, tentando manter a autoridade de Kazekage, embora soubesse que, em casa, quem mandava era o loiro. — A Senhora Tsunade foi clara. O seu Bakuton e a natureza do seu chakra interferem na sua fertilidade. É um processo difícil para um ômega com a sua linhagem sanguínea.
— Difícil não significa impossível, Gaara! — Deidara caminhou até a mesa, sentando-se de forma folgada sobre os documentos oficiais, ignorando o protesto silencioso do ruivo. — Eu quero um bebê. Agora. Um pequeno artista, ou um ruivinho sério como você. Eu não aceito ficar para trás.
— Não é uma competição com o Naruto — pontuou Gaara, aproximando a cadeira e descansando as mãos nos joelhos de Deidara.
— Para mim é! — O loiro inclinou-se para frente, os olhos azuis brilhando com uma mistura de determinação e luxúria. — E eu li naquelas revistas de Konoha que a frequência ajuda a "vencer" a resistência do corpo. Então, levanta daí. O deserto pode esperar, mas o meu período fértil não.
Gaara sentiu um calafrio. Nas últimas quarenta e oito horas, eles haviam feito sexo mais vezes do que em um mês inteiro. Ele estava fisicamente esgotado, mas como negar algo a Deidara? O loiro sabia exatamente como usar sua manha para dobrar a vontade do Kazekage.
— Agora? — perguntou Gaara, a voz vacilando levemente. — São duas da tarde, Deidara.
— Agora, Gaara. Ou eu vou explodir a entrada da vila só para aliviar o estresse, hm.
Sem dar tempo para contra-argumentos, Deidara puxou Gaara pelo colarinho do manto vermelho. O ruivo, rendido como sempre, apenas sinalizou para o guarda na porta que estaria "indisponível" para o resto do dia.
Ao chegarem na residência oficial, a atmosfera mudou drasticamente. O ar seco de Suna parecia carregar o aroma de sândalo de Gaara e o cheiro cítrico e explosivo de Deidara. O loiro não perdeu tempo. Assim que a porta do quarto se fechou, ele começou a se despir com uma urgência quase febril, jogando as roupas de qualquer jeito pelo chão de pedra.
— Você está sendo muito teimoso — murmurou Gaara, embora suas mãos já estivessem buscando a cintura fina do marido.
— E você está sendo muito lento — rebateu Deidara, empurrando Gaara em direção à cama king-size. — Menos conversa e mais ação, Kazekage. Eu quero sentir o seu nó, quero que você me preencha até não caber mais nada.
Deidara montou no colo de Gaara, as mãos extras em suas palmas formigando de antecipação. Ele era um ômega dominante em temperamento, mas adorava a forma como o alfa de Gaara, por mais contido que fosse, conseguia dominá-lo entre os lençóis. O ruivo suspirou, sentindo o calor da pele de Deidara contra a sua. O cansaço parecia evaporar diante da visão do loiro tão entregue e desesperado por ele.
— Se é isso que você quer... — Gaara segurou o rosto de Deidara, selando seus lábios em um beijo profundo, lento, que contrastava com a pressa do outro.
— É o que eu preciso — ofegou Deidara contra a boca do marido. — Me faz um herdeiro, Gaara. Por favor.
O ato não foi apenas luxúria; havia uma camada de desespero e esperança que tornava tudo mais intenso. Gaara despiu-se com a ajuda das mãos ágeis de Deidara, que não parava de distribuir beijos e mordidas pelo pescoço e ombros do ruivo. Quando ambos estavam nus, a pele branca de Deidara parecia brilhar sob a luz que filtrava pelas cortinas.
Gaara o deitou com cuidado, mas Deidara logo puxou suas pernas para cima, envolvendo a cintura do alfa, incentivando-o a entrar. O Kazekage posicionou-se, sentindo a umidade natural de Deidara preparar o caminho. Quando ele penetrou, um gemido alto e agudo escapou da garganta do loiro, ecoando pelo quarto luxuoso.
— Isso... — Deidara arranhou as costas de Gaara, as unhas deixando marcas vermelhas na pele pálida. — Não para. Mais fundo.
O ritmo começou constante e forte. Gaara mantinha os olhos fixos nos de Deidara, observando as pupilas dilatadas e o rubor que subia pelas bochechas do ômega. A cada estocada, o som da carne colidindo e a respiração pesada preenchiam o silêncio. Deidara era manhoso, soltando pequenos choramingos sempre que Gaara atingia o ponto certo, mas logo em seguida tornava-se exigente, pedindo por mais força, mais velocidade.
— Você é tão folgado — sussurrou Gaara no ouvido de Deidara, a voz rouca pelo esforço. — Quer tudo do seu jeito, no seu tempo.
— E você... ah!... você sempre me dá, não dá? — Deidara riu entre dentes, prendendo a respiração quando sentiu Gaara acelerar. — Porque você me ama, hm. E porque eu sou a melhor coisa que já aconteceu nessa vila de areia.
Gaara não podia discordar. Ele segurou as coxas de Deidara, elevando o quadril do loiro para permitir uma penetração ainda mais profunda. O ômega arqueou as costas, sentindo o ápice se aproximar. O calor dentro dele era insuportável, uma queimação deliciosa que pedia pelo sêmen do alfa.
— Gaara! Agora! — gritou Deidara, a voz falhando.
O ruivo sentiu o nó começar a se formar na base de seu membro, o instinto biológico de prender o parceiro para garantir a concepção. Ele rugiu baixo, enterrando-se profundamente em Deidara enquanto ambos atingiam o orgasmo simultaneamente. O loiro estremeceu violentamente, as pernas tremendo enquanto sentia o jato quente do alfa preencher seu interior.
Eles ficaram ali, unidos pelo nó, ofegantes. O suor colava seus corpos, e o silêncio que se seguiu era carregado de uma intimidade que só cinco anos de matrimônio poderiam construir. Deidara descansou a cabeça no peito de Gaara, ouvindo o coração acelerado do marido.
— Dessa vez vai dar certo — sussurrou o loiro, a voz agora suave, perdendo a agressividade da birra. — Eu sinto que vai.
— Espero que sim, Deidara — disse Gaara, acariciando os longos fios loiros. — Porque eu não sei se meu corpo aguenta mais uma rodada dessas hoje.
— Ah, não seja frouxo — Deidara deu um tapinha de leve no braço dele. — Se não der certo agora, à noite tem mais. Eu vi uma posição nova em um pergaminho que o Sai me mandou...
Gaara fechou os olhos, soltando um riso anasalado.
— O que eu fiz para merecer você?
— Você salvou o mundo, Gaara. Considera isso o seu prêmio, hm.
As horas passaram e o sol começou a se despedir no horizonte, tingindo o céu de Suna com tons de laranja e roxo. Gaara havia cochilado por uma hora, mas foi acordado pelo toque persistente de Deidara. O loiro estava sentado na cama, já devidamente limpo e vestido com um robe de seda, mas com um bico enorme nos lábios.
— O que foi agora? — perguntou Gaara, sentando-se e esfregando os olhos.
— Eu estou com fome. Quero aquele doce de tâmaras que só fazem naquela confeitaria perto do portão leste — exigiu Deidara, cruzando os braços. — E quero que você vá buscar.
— Deidara, são seis da tarde. Eu tenho uma reunião com os anciãos em trinta minutos.
— Os velhos podem esperar. O seu futuro filho está com fome — o loiro inclinou a cabeça, fazendo uma expressão de choro forçada que ele sabia que desarmava Gaara. — Você vai me deixar aqui, fraco e faminto, depois de tudo o que eu passei hoje por nós?
Gaara olhou para o teto, pedindo paciência aos deuses shinobi. Ele sabia que era manipulação pura. Sabia que Deidara era perfeitamente capaz de mandar um subordinado ou até mesmo ir ele mesmo. Mas a dinâmica deles sempre fora essa: Deidara pedia o impossível, e Gaara, o homem que outrora não conhecia o amor, deleitava-se em poder satisfazer cada capricho daquele loiro barulhento.
— Tudo bem — cedeu o Kazekage, levantando-se. — Eu busco o doce. Mas depois disso, você vai me deixar dormir pelo menos quatro horas?
— Três horas e meia — barganhou Deidara, abrindo um sorriso vitorioso. — E se o doce estiver fresquinho, eu deixo você dormir até o amanhecer.
Gaara vestiu suas vestes oficiais com rapidez. Antes de sair, ele se aproximou da cama e depositou um beijo carinhoso na testa de Deidara, e depois levou a mão até o ventre ainda plano do marido.
— Se houver alguém aí — sussurrou Gaara para a barriga de Deidara —, por favor, herde a paciência do seu pai Kazekage. Porque se você for igual à sua mãe, este deserto será pequeno demais para nós dois.
— Ei! Eu ouvi isso, hm! — exclamou Deidara, jogando um travesseiro em Gaara, que desviou com uma facilidade treinada, saindo do quarto com um leve sorriso nos lábios.
Deidara deitou-se novamente, espalhando-se pela cama larga. Ele sentia o corpo pesado e satisfeito, uma sensação de plenitude que ia além do físico. Ele realmente queria aquele bebê. Não apenas para competir com Naruto ou para provar algo à sociedade de Suna que o julgara tanto. Ele queria ver uma parte de si e uma parte de Gaara caminhando por aqueles corredores. Ele queria ensinar a arte da explosão enquanto Gaara ensinava a arte da proteção.
Ele tocou a própria barriga, os olhos azuis suavizando.
— É bom você estar aí, pequeno — murmurou para o vazio do quarto. — Eu não sou muito bom em esperar, e sua mãe... quer dizer, eu... não tenho muita paciência, hm. Mas eu prometo que vou fazer de você a maior obra de arte que este mundo já viu.
A noite caiu sobre Sunagakure. Gaara voltou com os doces, enfrentou a fúria dos anciãos pelo atraso e, fiel à sua palavra, Deidara o deixou descansar — pelo menos até as três da manhã, quando uma nova onda de "necessidade de fertilidade" o atingiu.
Entre manhas, birras e uma persistência que desafiava a medicina de Tsunade, o casal de Suna seguia sua rotina peculiar. Para o mundo, eles eram o Kazekage sério e seu consorte explosivo. Para eles mesmos, eram apenas dois homens tentando criar vida em meio à areia, movidos por um amor que, embora barulhento e por vezes cansativo, era a explosão mais bela que Deidara já havia criado. E se dependesse da teimosia do loiro, em breve, o som de explosões de argila seria acompanhado pelo choro de um novo herdeiro do deserto.
Deidara cruzou os braços, bufando enquanto observava pela janela do escritório do marido. Lá embaixo, na praça central, Naruto Uzumaki ria alto enquanto carregava um de seus filhos nos ombros, com Sasuke caminhando ao lado, exibindo uma barriga que já denunciava a terceira gestação do casal. Aquela visão era o estopim para a crise que assolava o loiro há semanas.
— É uma injustiça, hm — resmungou Deidara, virando-se para Gaara, que estava mergulhado em uma pilha de relatórios. — Até o Itachi, que vivia tossindo sangue e parecia que ia desmontar a qualquer momento, conseguiu ter um bebê com o Kisame. A Sakura e o Sasori já têm aquela menina insuportável que vive explodindo minhas esculturas de argila... E nós? Nada.
Gaara suspirou, largando a caneta. Seus olhos claros, contornados pelas olheiras naturais que o acompanhavam desde a infância, encontraram o rosto emburrado do marido. Ele amava Deidara, amava cada centímetro daquela personalidade explosiva e mimada, mas os últimos dias tinham sido... exaustivos.
— Deidara, já conversamos sobre isso — disse Gaara, a voz calma e profunda, tentando manter a autoridade de Kazekage, embora soubesse que, em casa, quem mandava era o loiro. — A Senhora Tsunade foi clara. O seu Bakuton e a natureza do seu chakra interferem na sua fertilidade. É um processo difícil para um ômega com a sua linhagem sanguínea.
— Difícil não significa impossível, Gaara! — Deidara caminhou até a mesa, sentando-se de forma folgada sobre os documentos oficiais, ignorando o protesto silencioso do ruivo. — Eu quero um bebê. Agora. Um pequeno artista, ou um ruivinho sério como você. Eu não aceito ficar para trás.
— Não é uma competição com o Naruto — pontuou Gaara, aproximando a cadeira e descansando as mãos nos joelhos de Deidara.
— Para mim é! — O loiro inclinou-se para frente, os olhos azuis brilhando com uma mistura de determinação e luxúria. — E eu li naquelas revistas de Konoha que a frequência ajuda a "vencer" a resistência do corpo. Então, levanta daí. O deserto pode esperar, mas o meu período fértil não.
Gaara sentiu um calafrio. Nas últimas quarenta e oito horas, eles haviam feito sexo mais vezes do que em um mês inteiro. Ele estava fisicamente esgotado, mas como negar algo a Deidara? O loiro sabia exatamente como usar sua manha para dobrar a vontade do Kazekage.
— Agora? — perguntou Gaara, a voz vacilando levemente. — São duas da tarde, Deidara.
— Agora, Gaara. Ou eu vou explodir a entrada da vila só para aliviar o estresse, hm.
Sem dar tempo para contra-argumentos, Deidara puxou Gaara pelo colarinho do manto vermelho. O ruivo, rendido como sempre, apenas sinalizou para o guarda na porta que estaria "indisponível" para o resto do dia.
Ao chegarem na residência oficial, a atmosfera mudou drasticamente. O ar seco de Suna parecia carregar o aroma de sândalo de Gaara e o cheiro cítrico e explosivo de Deidara. O loiro não perdeu tempo. Assim que a porta do quarto se fechou, ele começou a se despir com uma urgência quase febril, jogando as roupas de qualquer jeito pelo chão de pedra.
— Você está sendo muito teimoso — murmurou Gaara, embora suas mãos já estivessem buscando a cintura fina do marido.
— E você está sendo muito lento — rebateu Deidara, empurrando Gaara em direção à cama king-size. — Menos conversa e mais ação, Kazekage. Eu quero sentir o seu nó, quero que você me preencha até não caber mais nada.
Deidara montou no colo de Gaara, as mãos extras em suas palmas formigando de antecipação. Ele era um ômega dominante em temperamento, mas adorava a forma como o alfa de Gaara, por mais contido que fosse, conseguia dominá-lo entre os lençóis. O ruivo suspirou, sentindo o calor da pele de Deidara contra a sua. O cansaço parecia evaporar diante da visão do loiro tão entregue e desesperado por ele.
— Se é isso que você quer... — Gaara segurou o rosto de Deidara, selando seus lábios em um beijo profundo, lento, que contrastava com a pressa do outro.
— É o que eu preciso — ofegou Deidara contra a boca do marido. — Me faz um herdeiro, Gaara. Por favor.
O ato não foi apenas luxúria; havia uma camada de desespero e esperança que tornava tudo mais intenso. Gaara despiu-se com a ajuda das mãos ágeis de Deidara, que não parava de distribuir beijos e mordidas pelo pescoço e ombros do ruivo. Quando ambos estavam nus, a pele branca de Deidara parecia brilhar sob a luz que filtrava pelas cortinas.
Gaara o deitou com cuidado, mas Deidara logo puxou suas pernas para cima, envolvendo a cintura do alfa, incentivando-o a entrar. O Kazekage posicionou-se, sentindo a umidade natural de Deidara preparar o caminho. Quando ele penetrou, um gemido alto e agudo escapou da garganta do loiro, ecoando pelo quarto luxuoso.
— Isso... — Deidara arranhou as costas de Gaara, as unhas deixando marcas vermelhas na pele pálida. — Não para. Mais fundo.
O ritmo começou constante e forte. Gaara mantinha os olhos fixos nos de Deidara, observando as pupilas dilatadas e o rubor que subia pelas bochechas do ômega. A cada estocada, o som da carne colidindo e a respiração pesada preenchiam o silêncio. Deidara era manhoso, soltando pequenos choramingos sempre que Gaara atingia o ponto certo, mas logo em seguida tornava-se exigente, pedindo por mais força, mais velocidade.
— Você é tão folgado — sussurrou Gaara no ouvido de Deidara, a voz rouca pelo esforço. — Quer tudo do seu jeito, no seu tempo.
— E você... ah!... você sempre me dá, não dá? — Deidara riu entre dentes, prendendo a respiração quando sentiu Gaara acelerar. — Porque você me ama, hm. E porque eu sou a melhor coisa que já aconteceu nessa vila de areia.
Gaara não podia discordar. Ele segurou as coxas de Deidara, elevando o quadril do loiro para permitir uma penetração ainda mais profunda. O ômega arqueou as costas, sentindo o ápice se aproximar. O calor dentro dele era insuportável, uma queimação deliciosa que pedia pelo sêmen do alfa.
— Gaara! Agora! — gritou Deidara, a voz falhando.
O ruivo sentiu o nó começar a se formar na base de seu membro, o instinto biológico de prender o parceiro para garantir a concepção. Ele rugiu baixo, enterrando-se profundamente em Deidara enquanto ambos atingiam o orgasmo simultaneamente. O loiro estremeceu violentamente, as pernas tremendo enquanto sentia o jato quente do alfa preencher seu interior.
Eles ficaram ali, unidos pelo nó, ofegantes. O suor colava seus corpos, e o silêncio que se seguiu era carregado de uma intimidade que só cinco anos de matrimônio poderiam construir. Deidara descansou a cabeça no peito de Gaara, ouvindo o coração acelerado do marido.
— Dessa vez vai dar certo — sussurrou o loiro, a voz agora suave, perdendo a agressividade da birra. — Eu sinto que vai.
— Espero que sim, Deidara — disse Gaara, acariciando os longos fios loiros. — Porque eu não sei se meu corpo aguenta mais uma rodada dessas hoje.
— Ah, não seja frouxo — Deidara deu um tapinha de leve no braço dele. — Se não der certo agora, à noite tem mais. Eu vi uma posição nova em um pergaminho que o Sai me mandou...
Gaara fechou os olhos, soltando um riso anasalado.
— O que eu fiz para merecer você?
— Você salvou o mundo, Gaara. Considera isso o seu prêmio, hm.
As horas passaram e o sol começou a se despedir no horizonte, tingindo o céu de Suna com tons de laranja e roxo. Gaara havia cochilado por uma hora, mas foi acordado pelo toque persistente de Deidara. O loiro estava sentado na cama, já devidamente limpo e vestido com um robe de seda, mas com um bico enorme nos lábios.
— O que foi agora? — perguntou Gaara, sentando-se e esfregando os olhos.
— Eu estou com fome. Quero aquele doce de tâmaras que só fazem naquela confeitaria perto do portão leste — exigiu Deidara, cruzando os braços. — E quero que você vá buscar.
— Deidara, são seis da tarde. Eu tenho uma reunião com os anciãos em trinta minutos.
— Os velhos podem esperar. O seu futuro filho está com fome — o loiro inclinou a cabeça, fazendo uma expressão de choro forçada que ele sabia que desarmava Gaara. — Você vai me deixar aqui, fraco e faminto, depois de tudo o que eu passei hoje por nós?
Gaara olhou para o teto, pedindo paciência aos deuses shinobi. Ele sabia que era manipulação pura. Sabia que Deidara era perfeitamente capaz de mandar um subordinado ou até mesmo ir ele mesmo. Mas a dinâmica deles sempre fora essa: Deidara pedia o impossível, e Gaara, o homem que outrora não conhecia o amor, deleitava-se em poder satisfazer cada capricho daquele loiro barulhento.
— Tudo bem — cedeu o Kazekage, levantando-se. — Eu busco o doce. Mas depois disso, você vai me deixar dormir pelo menos quatro horas?
— Três horas e meia — barganhou Deidara, abrindo um sorriso vitorioso. — E se o doce estiver fresquinho, eu deixo você dormir até o amanhecer.
Gaara vestiu suas vestes oficiais com rapidez. Antes de sair, ele se aproximou da cama e depositou um beijo carinhoso na testa de Deidara, e depois levou a mão até o ventre ainda plano do marido.
— Se houver alguém aí — sussurrou Gaara para a barriga de Deidara —, por favor, herde a paciência do seu pai Kazekage. Porque se você for igual à sua mãe, este deserto será pequeno demais para nós dois.
— Ei! Eu ouvi isso, hm! — exclamou Deidara, jogando um travesseiro em Gaara, que desviou com uma facilidade treinada, saindo do quarto com um leve sorriso nos lábios.
Deidara deitou-se novamente, espalhando-se pela cama larga. Ele sentia o corpo pesado e satisfeito, uma sensação de plenitude que ia além do físico. Ele realmente queria aquele bebê. Não apenas para competir com Naruto ou para provar algo à sociedade de Suna que o julgara tanto. Ele queria ver uma parte de si e uma parte de Gaara caminhando por aqueles corredores. Ele queria ensinar a arte da explosão enquanto Gaara ensinava a arte da proteção.
Ele tocou a própria barriga, os olhos azuis suavizando.
— É bom você estar aí, pequeno — murmurou para o vazio do quarto. — Eu não sou muito bom em esperar, e sua mãe... quer dizer, eu... não tenho muita paciência, hm. Mas eu prometo que vou fazer de você a maior obra de arte que este mundo já viu.
A noite caiu sobre Sunagakure. Gaara voltou com os doces, enfrentou a fúria dos anciãos pelo atraso e, fiel à sua palavra, Deidara o deixou descansar — pelo menos até as três da manhã, quando uma nova onda de "necessidade de fertilidade" o atingiu.
Entre manhas, birras e uma persistência que desafiava a medicina de Tsunade, o casal de Suna seguia sua rotina peculiar. Para o mundo, eles eram o Kazekage sério e seu consorte explosivo. Para eles mesmos, eram apenas dois homens tentando criar vida em meio à areia, movidos por um amor que, embora barulhento e por vezes cansativo, era a explosão mais bela que Deidara já havia criado. E se dependesse da teimosia do loiro, em breve, o som de explosões de argila seria acompanhado pelo choro de um novo herdeiro do deserto.
