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Batatinha assumiu? 😱❤💜
Fandom: Turma da batatinha
Criado: 04/07/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHumorEstudo de PersonagemCenário CanônicoDor/Conforto
A Estratégia do Coração e o Comando do Pátio
O sol da tarde incidia sobre o pátio, criando sombras longas que pareciam dançar conforme o vento soprava entre as árvores. No centro de tudo, como um general revisando suas tropas antes de uma batalha decisiva, estava Batatinha. Ela tinha os braços cruzados, a postura impecável e aquele olhar que fazia qualquer um questionar se tinha feito algo errado nos últimos cinco minutos. Batatinha não apenas liderava a turma; ela era a força da natureza que mantinha o caos em ordem.
Ao seu lado, tentando manter a mesma pose, mas falhando miseravelmente devido ao leve tremor nas mãos, estava Yuyu. Ele a observava de soslaio, admirando a forma como ela conseguia intimidar até o vento se ele soprasse na direção errada. Para Yuyu, Batatinha era um enigma envolto em autoridade e um perfume suave de shampoo de maçã.
— Yuyu, você está prestando atenção ou está apenas ocupando espaço físico? — A voz dela cortou os pensamentos dele como uma lâmina afiada.
Yuyu deu um pulinho, ajeitando a gola da camisa.
— Claro que estou prestando atenção, Batatinha! Você disse que o plano para o festival de amanhã precisa de... de... — Ele hesitou, buscando na memória o que ela tinha acabado de dizer.
— De coordenação logística absoluta, Yuyu — completou ela, revirando os olhos, mas sem esconder um leve sorriso de canto. — Se deixarmos por conta dos outros, teremos mais confusão do que algodão-doce.
— Eu sei, eu sei. Você sempre pensa em tudo — disse ele, aproximando-se um pouco mais. — Sabe, às vezes eu acho que você se esforça demais para manter essa imagem de "chefe de ferro". Podia relaxar um pouco. Comigo, pelo menos.
Batatinha parou de caminhar e virou-se para ele. A intensidade do seu olhar castanho fez o coração de Yuyu dar um salto mortal.
— Relaxar é para quem não tem responsabilidades, Yuyu. E eu tenho uma turma inteira para cuidar.
— E quem cuida de você? — perguntou ele, a voz subitamente mais baixa, carregada de uma coragem que ele não sabia de onde tinha tirado.
Houve um silêncio tenso. Batatinha piscou, pega de surpresa pela pergunta direta. Ela abriu a boca para dar uma resposta sarcástica, mas as palavras pareceram travar em sua garganta. Ela desviou o olhar para o horizonte, onde as nuvens começavam a ganhar tons alaranjados.
— Eu não preciso que ninguém cuide de mim — murmurou ela, embora o tom tivesse perdido a habitual firmeza.
Yuyu suspirou. Ele já tinha tentado de tudo nos últimos meses. Tinha trazido o lanche favorito dela, tinha se voluntariado para as tarefas mais chatas que ela delegava e tinha ficado ao lado dela em todas as discussões, mesmo quando ela estava claramente sendo teimosa demais. Ele queria que ela percebesse que ele não estava ali apenas por lealdade à "líder", mas por algo muito mais profundo.
— Batatinha, olha para mim — pediu ele, tocando levemente no ombro dela.
Ela se esquivou do toque, mas não se afastou. Caminhou até o banco de madeira sob a grande mangueira e sentou-se, batendo no lugar ao lado para que ele a seguisse.
— Você é irritante, sabia? — disse ela, enquanto ele se sentava.
— É uma das minhas melhores qualidades — brincou Yuyu. — Mas, falando sério... Por que é tão difícil aceitar que alguém pode gostar de você pelo que você é, e não pelo que você faz pela turma?
Batatinha soltou um suspiro longo, soltando os ombros que sempre pareciam carregar o peso do mundo. Ela olhou para as próprias mãos, brincando com um anel de plástico que tinha ganhado em uma brincadeira de criança.
— Porque quando você manda em tudo, as pessoas esperam que você seja inabalável — confessou ela, a voz quase um sussurro. — Se eu mostrar que sou vulnerável, o que acontece com a ordem das coisas? O que acontece com a imagem que eu construí?
— A imagem não importa tanto quanto a realidade — retrucou Yuyu. — E a realidade é que eu gosto de você. E não é da "Batatinha que manda em todos". É da garota que fica brava quando o suco acaba e que tem uma coleção secreta de adesivos de gatinho que ela acha que ninguém sabe.
Batatinha sentiu o rosto esquentar. Ela se virou bruscamente para ele, os olhos arregalados.
— Como você sabe dos adesivos?
— Eu presto atenção, Batatinha. Em tudo o que diz respeito a você.
O silêncio voltou a reinar, mas desta vez não era desconfortável. Era como se uma barreira invisível estivesse começando a ruir. Batatinha olhou para Yuyu, realmente olhando para ele, notando a sinceridade em seus olhos e o jeito ansioso como ele mordia o lábio inferior, esperando por uma reação que poderia ser um grito ou um abraço.
Ela respirou fundo, sentindo o ar fresco da tarde encher seus pulmões. A liderança era fácil. As ordens eram simples. Mas o que ela sentia... isso era um caos que ela não conseguia organizar em planilhas.
— Você é um idiota, Yuyu — disse ela, mas não havia raiva em sua voz.
— Eu sei.
— E você é persistente demais.
— Também sei.
Batatinha deu um meio sorriso, aquele que ela raramente mostrava a alguém. Ela se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.
— Está bem. Você venceu.
Yuyu franziu a testa, confuso.
— Venci o quê? A discussão sobre o festival?
— Não, seu bobo — disse ela, revirando os olhos e dando um leve empurrão no braço dele. — Venceu a minha resistência.
Yuyu paralisou. O coração dele batia tão forte que ele tinha certeza de que Batatinha conseguia ouvir.
— O que você quer dizer com isso? — perguntou ele, a voz falhando levemente.
Batatinha olhou ao redor, certificando-se de que nenhum outro membro da turma estava por perto para testemunhar aquele momento de "fraqueza". Então, ela voltou a olhar para ele, com uma expressão de determinação que ele conhecia bem, mas com uma suavidade nova.
— Eu quero dizer que... eu também gosto de você — admitiu ela, as palavras saindo rápidas, como se ela quisesse se livrar delas antes que perdesse a coragem. — E não é pouco. É irritantemente muito.
Yuyu sentiu como se o mundo tivesse parado de girar por um segundo. Ele abriu um sorriso largo, o tipo de sorriso que iluminava todo o seu rosto.
— Você admitiu! — exclamou ele, quase pulando do banco. — A grande Batatinha admitiu que gosta de mim!
— Shhh! Cala a boca, Yuyu! — sibilou ela, o rosto agora completamente vermelho. — Se você contar para alguém, eu juro que te coloco para limpar o pátio com uma escova de dentes por um mês!
Yuyu riu, uma risada leve e genuína, e se aproximou dela, pegando a mão dela com cuidado. Desta vez, ela não se esquivou. Pelo contrário, entrelaçou os dedos nos dele.
— Pode me dar o castigo que quiser — disse ele, olhando-a nos olhos. — Valeu a pena esperar para ouvir isso.
Batatinha tentou manter a pose de durona por mais alguns segundos, mas acabou cedendo e encostou a cabeça no ombro dele.
— Você é um problema, Yuyu. Um problema logístico que eu não sei como resolver.
— Não precisa resolver — respondeu ele, beijando o topo da cabeça dela. — Só precisa deixar acontecer.
Eles ficaram ali por um longo tempo, observando o sol desaparecer e as primeiras estrelas surgirem no céu. Pela primeira vez em muito tempo, Batatinha não estava planejando o próximo passo ou organizando a próxima tarefa. Ela estava apenas ali, sentindo o calor da mão de Yuyu e a paz de finalmente ter dito a verdade.
— Mas só para constar — disse ela, levantando a cabeça e recuperando um pouco do seu tom autoritário —, eu ainda sou a chefe.
Yuyu riu novamente, apertando a mão dela.
— Sim, senhora. Mas agora você é a minha chefe favorita.
— Menos, Yuyu. Bem menos.
— Um pouquinho?
— Talvez um pouquinho.
E, sob a sombra da mangueira, a líder da turma finalmente permitiu que o coração comandasse, pelo menos por aquela noite. O pátio continuaria lá amanhã, as tarefas estariam esperando e a turma precisaria de sua orientação. Mas, naquele momento, o único comando que importava era o que o silêncio e o afeto compartilhado impunham aos dois.
Batatinha fechou os olhos, permitindo-se um momento de pura tranquilidade. Yuyu tinha razão; relaxar não era tão ruim assim, desde que fosse com a pessoa certa. E enquanto o vento soprava suave, ela soube que, não importava o caos que o festival de amanhã trouxesse, ela teria alguém ao seu lado para enfrentar tudo — não apenas como um subordinado fiel, mas como alguém que via além da sua armadura.
— Yuyu? — chamou ela baixinho.
— Sim?
— Se você contar para o Batatão sobre isso, você está morto.
— Segredo de estado, Batatinha. Prometo.
Ela sorriu, satisfeita. A ordem estava mantida, e o coração, finalmente, estava em paz.
Ao seu lado, tentando manter a mesma pose, mas falhando miseravelmente devido ao leve tremor nas mãos, estava Yuyu. Ele a observava de soslaio, admirando a forma como ela conseguia intimidar até o vento se ele soprasse na direção errada. Para Yuyu, Batatinha era um enigma envolto em autoridade e um perfume suave de shampoo de maçã.
— Yuyu, você está prestando atenção ou está apenas ocupando espaço físico? — A voz dela cortou os pensamentos dele como uma lâmina afiada.
Yuyu deu um pulinho, ajeitando a gola da camisa.
— Claro que estou prestando atenção, Batatinha! Você disse que o plano para o festival de amanhã precisa de... de... — Ele hesitou, buscando na memória o que ela tinha acabado de dizer.
— De coordenação logística absoluta, Yuyu — completou ela, revirando os olhos, mas sem esconder um leve sorriso de canto. — Se deixarmos por conta dos outros, teremos mais confusão do que algodão-doce.
— Eu sei, eu sei. Você sempre pensa em tudo — disse ele, aproximando-se um pouco mais. — Sabe, às vezes eu acho que você se esforça demais para manter essa imagem de "chefe de ferro". Podia relaxar um pouco. Comigo, pelo menos.
Batatinha parou de caminhar e virou-se para ele. A intensidade do seu olhar castanho fez o coração de Yuyu dar um salto mortal.
— Relaxar é para quem não tem responsabilidades, Yuyu. E eu tenho uma turma inteira para cuidar.
— E quem cuida de você? — perguntou ele, a voz subitamente mais baixa, carregada de uma coragem que ele não sabia de onde tinha tirado.
Houve um silêncio tenso. Batatinha piscou, pega de surpresa pela pergunta direta. Ela abriu a boca para dar uma resposta sarcástica, mas as palavras pareceram travar em sua garganta. Ela desviou o olhar para o horizonte, onde as nuvens começavam a ganhar tons alaranjados.
— Eu não preciso que ninguém cuide de mim — murmurou ela, embora o tom tivesse perdido a habitual firmeza.
Yuyu suspirou. Ele já tinha tentado de tudo nos últimos meses. Tinha trazido o lanche favorito dela, tinha se voluntariado para as tarefas mais chatas que ela delegava e tinha ficado ao lado dela em todas as discussões, mesmo quando ela estava claramente sendo teimosa demais. Ele queria que ela percebesse que ele não estava ali apenas por lealdade à "líder", mas por algo muito mais profundo.
— Batatinha, olha para mim — pediu ele, tocando levemente no ombro dela.
Ela se esquivou do toque, mas não se afastou. Caminhou até o banco de madeira sob a grande mangueira e sentou-se, batendo no lugar ao lado para que ele a seguisse.
— Você é irritante, sabia? — disse ela, enquanto ele se sentava.
— É uma das minhas melhores qualidades — brincou Yuyu. — Mas, falando sério... Por que é tão difícil aceitar que alguém pode gostar de você pelo que você é, e não pelo que você faz pela turma?
Batatinha soltou um suspiro longo, soltando os ombros que sempre pareciam carregar o peso do mundo. Ela olhou para as próprias mãos, brincando com um anel de plástico que tinha ganhado em uma brincadeira de criança.
— Porque quando você manda em tudo, as pessoas esperam que você seja inabalável — confessou ela, a voz quase um sussurro. — Se eu mostrar que sou vulnerável, o que acontece com a ordem das coisas? O que acontece com a imagem que eu construí?
— A imagem não importa tanto quanto a realidade — retrucou Yuyu. — E a realidade é que eu gosto de você. E não é da "Batatinha que manda em todos". É da garota que fica brava quando o suco acaba e que tem uma coleção secreta de adesivos de gatinho que ela acha que ninguém sabe.
Batatinha sentiu o rosto esquentar. Ela se virou bruscamente para ele, os olhos arregalados.
— Como você sabe dos adesivos?
— Eu presto atenção, Batatinha. Em tudo o que diz respeito a você.
O silêncio voltou a reinar, mas desta vez não era desconfortável. Era como se uma barreira invisível estivesse começando a ruir. Batatinha olhou para Yuyu, realmente olhando para ele, notando a sinceridade em seus olhos e o jeito ansioso como ele mordia o lábio inferior, esperando por uma reação que poderia ser um grito ou um abraço.
Ela respirou fundo, sentindo o ar fresco da tarde encher seus pulmões. A liderança era fácil. As ordens eram simples. Mas o que ela sentia... isso era um caos que ela não conseguia organizar em planilhas.
— Você é um idiota, Yuyu — disse ela, mas não havia raiva em sua voz.
— Eu sei.
— E você é persistente demais.
— Também sei.
Batatinha deu um meio sorriso, aquele que ela raramente mostrava a alguém. Ela se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.
— Está bem. Você venceu.
Yuyu franziu a testa, confuso.
— Venci o quê? A discussão sobre o festival?
— Não, seu bobo — disse ela, revirando os olhos e dando um leve empurrão no braço dele. — Venceu a minha resistência.
Yuyu paralisou. O coração dele batia tão forte que ele tinha certeza de que Batatinha conseguia ouvir.
— O que você quer dizer com isso? — perguntou ele, a voz falhando levemente.
Batatinha olhou ao redor, certificando-se de que nenhum outro membro da turma estava por perto para testemunhar aquele momento de "fraqueza". Então, ela voltou a olhar para ele, com uma expressão de determinação que ele conhecia bem, mas com uma suavidade nova.
— Eu quero dizer que... eu também gosto de você — admitiu ela, as palavras saindo rápidas, como se ela quisesse se livrar delas antes que perdesse a coragem. — E não é pouco. É irritantemente muito.
Yuyu sentiu como se o mundo tivesse parado de girar por um segundo. Ele abriu um sorriso largo, o tipo de sorriso que iluminava todo o seu rosto.
— Você admitiu! — exclamou ele, quase pulando do banco. — A grande Batatinha admitiu que gosta de mim!
— Shhh! Cala a boca, Yuyu! — sibilou ela, o rosto agora completamente vermelho. — Se você contar para alguém, eu juro que te coloco para limpar o pátio com uma escova de dentes por um mês!
Yuyu riu, uma risada leve e genuína, e se aproximou dela, pegando a mão dela com cuidado. Desta vez, ela não se esquivou. Pelo contrário, entrelaçou os dedos nos dele.
— Pode me dar o castigo que quiser — disse ele, olhando-a nos olhos. — Valeu a pena esperar para ouvir isso.
Batatinha tentou manter a pose de durona por mais alguns segundos, mas acabou cedendo e encostou a cabeça no ombro dele.
— Você é um problema, Yuyu. Um problema logístico que eu não sei como resolver.
— Não precisa resolver — respondeu ele, beijando o topo da cabeça dela. — Só precisa deixar acontecer.
Eles ficaram ali por um longo tempo, observando o sol desaparecer e as primeiras estrelas surgirem no céu. Pela primeira vez em muito tempo, Batatinha não estava planejando o próximo passo ou organizando a próxima tarefa. Ela estava apenas ali, sentindo o calor da mão de Yuyu e a paz de finalmente ter dito a verdade.
— Mas só para constar — disse ela, levantando a cabeça e recuperando um pouco do seu tom autoritário —, eu ainda sou a chefe.
Yuyu riu novamente, apertando a mão dela.
— Sim, senhora. Mas agora você é a minha chefe favorita.
— Menos, Yuyu. Bem menos.
— Um pouquinho?
— Talvez um pouquinho.
E, sob a sombra da mangueira, a líder da turma finalmente permitiu que o coração comandasse, pelo menos por aquela noite. O pátio continuaria lá amanhã, as tarefas estariam esperando e a turma precisaria de sua orientação. Mas, naquele momento, o único comando que importava era o que o silêncio e o afeto compartilhado impunham aos dois.
Batatinha fechou os olhos, permitindo-se um momento de pura tranquilidade. Yuyu tinha razão; relaxar não era tão ruim assim, desde que fosse com a pessoa certa. E enquanto o vento soprava suave, ela soube que, não importava o caos que o festival de amanhã trouxesse, ela teria alguém ao seu lado para enfrentar tudo — não apenas como um subordinado fiel, mas como alguém que via além da sua armadura.
— Yuyu? — chamou ela baixinho.
— Sim?
— Se você contar para o Batatão sobre isso, você está morto.
— Segredo de estado, Batatinha. Prometo.
Ela sorriu, satisfeita. A ordem estava mantida, e o coração, finalmente, estava em paz.
