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Magia...
Fandom: Acampamento de magia para jovens bruxos
Criado: 04/07/2026
Tags
RomanceFantasiaDor/ConfortoDramaAngústiaMistérioAlmas GêmeasCenário Canônico
Sombras, Faíscas e Segredos
O ar no Acampamento de Magia para Jovens Bruxos parecia mais denso naquela noite. O céu de Lumes, geralmente pontilhado por estrelas vibrantes, estava coberto por uma névoa arroxeada que parecia pulsar em sincronia com a ansiedade que crescia no peito de Clara. Ela sentia que algo estava mudando dentro de si. Seus feitiços, antes precisos, agora saíam com uma intensidade avassaladora, carregados de uma energia sombria que ela não conseguia explicar, mas que a assustava profundamente.
Sentada em um tronco caído perto do riacho, Clara observava as próprias mãos. Elas tremiam levemente. Ela não sabia que o sangue que corria em suas veias era o mesmo do maior vilão que o mundo bruxo já conhecera; para ela, seu pai era apenas um homem ausente e misterioso. Mas o peso daquela herança desconhecida começava a se manifestar em explosões de poder que quase destruíram o pavilhão de poções naquela tarde.
— Você vai acabar cavando um buraco no chão só com o olhar, Clara.
A voz era familiar, quente e carregada de um sarcasmo que, em vez de irritar, trazia um conforto imediato. Clara levantou a cabeça e viu Teddy se aproximando. Ele tinha aquele sorriso de lado que sempre desarmava as defesas dela. Logo atrás dele, Berenice caminhava com sua postura impecável, embora seus olhos denunciassem a preocupação com a amiga.
— Eu só estou tentando entender por que eu quase transformei o Professor Galdino em um sapo de cristal hoje — suspirou Clara, passando a mão pelo cabelo.
— Foi um acidente, querida — disse Berenice, sentando-se ao lado dela e colocando a mão em seu ombro. — Todos nós temos picos de poder. O meu, por exemplo, é sempre fabuloso. O seu só foi... um pouco mais destrutivo.
— Um pouco? — Clara riu sem vontade. — Berê, eu senti uma raiva que não era minha. Uma força que parecia querer rasgar tudo ao redor.
Teddy se agachou na frente dela, ignorando a grama úmida que sujava suas calças. Ele pegou as mãos de Clara nas suas. O toque dele era firme, ancorando-a na realidade.
— Ei, olha para mim — pediu Teddy, com a voz suave. — Você é a bruxa mais talentosa que eu conheço. E é a nossa melhor amiga. Não importa o que aconteça com a sua magia, a gente vai dar um jeito. Você não está sozinha nessa.
Berenice assentiu, dando um aperto encorajador no ombro de Clara antes de se levantar.
— Eu vou até a biblioteca ver se encontro algo sobre "picos de energia espontâneos em bruxas prodígios" — disse Berenice, jogando o cabelo para trás. — Teddy, cuida dela. E não façam nada que eu não faria, o que, convenhamos, deixa pouca margem para erro.
Com um aceno elegante, Berenice se afastou, deixando os dois sozinhos sob a luz da lua minguante. O silêncio que se seguiu não era desconfortável; era carregado de uma eletricidade que não tinha nada a ver com magia e tudo a ver com a tensão que vinha crescendo entre eles há meses.
— Você está mesmo bem? — perguntou Teddy, sem soltar as mãos dela.
— Agora estou — admitiu Clara, sentindo o calor do corpo dele irradiar para o dela. — Você tem esse efeito em mim, Teddy. Você me acalma. Às vezes acho que você é o único que consegue segurar a tempestade aqui dentro.
Teddy sorriu, mas desta vez não foi um sorriso brincalhão. Seus olhos escuros percorreram o rosto de Clara, detendo-se nos lábios dela por um segundo a mais do que o necessário.
— Eu sempre vou estar aqui para te segurar, Clara. Em qualquer tempestade.
Ele se levantou e estendeu a mão para ajudá-la a subir. Quando Clara ficou de pé, a proximidade entre eles era perigosa. O cheiro de Teddy — uma mistura de ervas mágicas, madeira e algo puramente dele — envolveu os sentidos de Clara. Sem pensar, ela se inclinou para frente, encostando a testa no peito dele.
— Eu sinto que tem algo errado comigo, Teddy. Algo que eu ainda não descobri.
— Não tem nada errado com você — sussurrou ele, passando os braços pela cintura dela e puxando-a para mais perto. — Você é perfeita. E se houver sombras, nós vamos iluminá-las juntos.
Clara ergueu o rosto, e o beijo aconteceu naturalmente, como se o universo inteiro estivesse conspirando para aquele momento. Foi um beijo que começou lento, uma exploração de sentimentos guardados, mas que rapidamente se transformou em algo mais urgente. A necessidade de se sentirem, de provarem que estavam ali um para o outro, superou qualquer medo ou dúvida.
Eles caminharam em silêncio, mas de mãos dadas, em direção ao chalé de Teddy, que estava vazio naquela noite. Assim que a porta se fechou atrás deles, a atmosfera mudou. A urgência tomou conta.
Teddy pressionou Clara contra a porta, suas mãos subindo para emoldurar o rosto dela.
— Tem certeza? — perguntou ele, a voz rouca de desejo.
— Eu nunca tive tanta certeza de nada na minha vida — respondeu Clara, puxando-o pela gola da camisa para outro beijo profundo.
As roupas foram deixadas pelo caminho, uma trilha de pressa e vontade. Quando se deitaram na cama de Teddy, a luz da lua entrava pela janela, banhando a pele deles com um brilho prateado. Teddy explorava cada centímetro do corpo de Clara com uma reverência que a fazia se sentir a criatura mais preciosa do mundo.
— Você é linda — murmurou ele contra a pele do pescoço dela, fazendo-a estremecer.
— Teddy... — o nome dele saiu como um suspiro quando as mãos dele desceram por suas curvas.
A magia de Clara, antes selvagem e assustadora, parecia ter encontrado um canal de saída. Cada toque de Teddy fazia faíscas invisíveis dançarem sob sua pele, mas não eram faíscas de destruição; eram de conexão. Quando ele entrou nela, Clara sentiu uma plenitude que nunca havia experimentado. Eles se moviam em um ritmo perfeito, uma dança de corpos e almas que transcendia qualquer feitiço.
O prazer subia em ondas, e Clara se agarrava aos ombros largos de Teddy, sentindo os músculos dele se contraírem sob seus dedos. Ela podia sentir o coração dele batendo contra o seu, um ritmo frenético e vivo.
— Eu não vou deixar nada te machucar — prometeu Teddy entre respirações ofegantes, os olhos fixos nos dela. — Nunca.
— Eu sei — ofegou Clara, sentindo o ápice se aproximar. — Eu confio em você.
Quando a liberação veio, foi como uma explosão de luz branca na mente de Clara. Por um momento, as sombras de sua linhagem desconhecida foram completamente dissipadas pelo calor do amor e do desejo. Eles desabaram um nos braços do outro, suados e exaustos, enquanto a respiração voltava ao normal aos poucos.
Teddy puxou o lençol sobre eles e abraçou Clara por trás, aninhando-a contra seu peito.
— Melhor agora? — perguntou ele, dando um beijo no topo da cabeça dela.
— Muito melhor — respondeu ela, fechando os olhos e sentindo-se, pela primeira vez em muito tempo, em paz.
Ela não sabia que, lá fora, o mal que habitava seu passado estava começando a se mover. Ela não sabia que o homem que ela chamava de pai estava observando o acampamento com olhos cheios de planos sombrios. Mas, naquele momento, nos braços de Teddy, Clara era apenas uma jovem bruxa que havia encontrado sua âncora.
Enquanto o sono a envolvia, ela teve uma última visão: as mãos dela e de Teddy entrelaçadas, brilhando com uma luz dourada que nenhuma sombra, por mais profunda que fosse, seria capaz de apagar.
Sentada em um tronco caído perto do riacho, Clara observava as próprias mãos. Elas tremiam levemente. Ela não sabia que o sangue que corria em suas veias era o mesmo do maior vilão que o mundo bruxo já conhecera; para ela, seu pai era apenas um homem ausente e misterioso. Mas o peso daquela herança desconhecida começava a se manifestar em explosões de poder que quase destruíram o pavilhão de poções naquela tarde.
— Você vai acabar cavando um buraco no chão só com o olhar, Clara.
A voz era familiar, quente e carregada de um sarcasmo que, em vez de irritar, trazia um conforto imediato. Clara levantou a cabeça e viu Teddy se aproximando. Ele tinha aquele sorriso de lado que sempre desarmava as defesas dela. Logo atrás dele, Berenice caminhava com sua postura impecável, embora seus olhos denunciassem a preocupação com a amiga.
— Eu só estou tentando entender por que eu quase transformei o Professor Galdino em um sapo de cristal hoje — suspirou Clara, passando a mão pelo cabelo.
— Foi um acidente, querida — disse Berenice, sentando-se ao lado dela e colocando a mão em seu ombro. — Todos nós temos picos de poder. O meu, por exemplo, é sempre fabuloso. O seu só foi... um pouco mais destrutivo.
— Um pouco? — Clara riu sem vontade. — Berê, eu senti uma raiva que não era minha. Uma força que parecia querer rasgar tudo ao redor.
Teddy se agachou na frente dela, ignorando a grama úmida que sujava suas calças. Ele pegou as mãos de Clara nas suas. O toque dele era firme, ancorando-a na realidade.
— Ei, olha para mim — pediu Teddy, com a voz suave. — Você é a bruxa mais talentosa que eu conheço. E é a nossa melhor amiga. Não importa o que aconteça com a sua magia, a gente vai dar um jeito. Você não está sozinha nessa.
Berenice assentiu, dando um aperto encorajador no ombro de Clara antes de se levantar.
— Eu vou até a biblioteca ver se encontro algo sobre "picos de energia espontâneos em bruxas prodígios" — disse Berenice, jogando o cabelo para trás. — Teddy, cuida dela. E não façam nada que eu não faria, o que, convenhamos, deixa pouca margem para erro.
Com um aceno elegante, Berenice se afastou, deixando os dois sozinhos sob a luz da lua minguante. O silêncio que se seguiu não era desconfortável; era carregado de uma eletricidade que não tinha nada a ver com magia e tudo a ver com a tensão que vinha crescendo entre eles há meses.
— Você está mesmo bem? — perguntou Teddy, sem soltar as mãos dela.
— Agora estou — admitiu Clara, sentindo o calor do corpo dele irradiar para o dela. — Você tem esse efeito em mim, Teddy. Você me acalma. Às vezes acho que você é o único que consegue segurar a tempestade aqui dentro.
Teddy sorriu, mas desta vez não foi um sorriso brincalhão. Seus olhos escuros percorreram o rosto de Clara, detendo-se nos lábios dela por um segundo a mais do que o necessário.
— Eu sempre vou estar aqui para te segurar, Clara. Em qualquer tempestade.
Ele se levantou e estendeu a mão para ajudá-la a subir. Quando Clara ficou de pé, a proximidade entre eles era perigosa. O cheiro de Teddy — uma mistura de ervas mágicas, madeira e algo puramente dele — envolveu os sentidos de Clara. Sem pensar, ela se inclinou para frente, encostando a testa no peito dele.
— Eu sinto que tem algo errado comigo, Teddy. Algo que eu ainda não descobri.
— Não tem nada errado com você — sussurrou ele, passando os braços pela cintura dela e puxando-a para mais perto. — Você é perfeita. E se houver sombras, nós vamos iluminá-las juntos.
Clara ergueu o rosto, e o beijo aconteceu naturalmente, como se o universo inteiro estivesse conspirando para aquele momento. Foi um beijo que começou lento, uma exploração de sentimentos guardados, mas que rapidamente se transformou em algo mais urgente. A necessidade de se sentirem, de provarem que estavam ali um para o outro, superou qualquer medo ou dúvida.
Eles caminharam em silêncio, mas de mãos dadas, em direção ao chalé de Teddy, que estava vazio naquela noite. Assim que a porta se fechou atrás deles, a atmosfera mudou. A urgência tomou conta.
Teddy pressionou Clara contra a porta, suas mãos subindo para emoldurar o rosto dela.
— Tem certeza? — perguntou ele, a voz rouca de desejo.
— Eu nunca tive tanta certeza de nada na minha vida — respondeu Clara, puxando-o pela gola da camisa para outro beijo profundo.
As roupas foram deixadas pelo caminho, uma trilha de pressa e vontade. Quando se deitaram na cama de Teddy, a luz da lua entrava pela janela, banhando a pele deles com um brilho prateado. Teddy explorava cada centímetro do corpo de Clara com uma reverência que a fazia se sentir a criatura mais preciosa do mundo.
— Você é linda — murmurou ele contra a pele do pescoço dela, fazendo-a estremecer.
— Teddy... — o nome dele saiu como um suspiro quando as mãos dele desceram por suas curvas.
A magia de Clara, antes selvagem e assustadora, parecia ter encontrado um canal de saída. Cada toque de Teddy fazia faíscas invisíveis dançarem sob sua pele, mas não eram faíscas de destruição; eram de conexão. Quando ele entrou nela, Clara sentiu uma plenitude que nunca havia experimentado. Eles se moviam em um ritmo perfeito, uma dança de corpos e almas que transcendia qualquer feitiço.
O prazer subia em ondas, e Clara se agarrava aos ombros largos de Teddy, sentindo os músculos dele se contraírem sob seus dedos. Ela podia sentir o coração dele batendo contra o seu, um ritmo frenético e vivo.
— Eu não vou deixar nada te machucar — prometeu Teddy entre respirações ofegantes, os olhos fixos nos dela. — Nunca.
— Eu sei — ofegou Clara, sentindo o ápice se aproximar. — Eu confio em você.
Quando a liberação veio, foi como uma explosão de luz branca na mente de Clara. Por um momento, as sombras de sua linhagem desconhecida foram completamente dissipadas pelo calor do amor e do desejo. Eles desabaram um nos braços do outro, suados e exaustos, enquanto a respiração voltava ao normal aos poucos.
Teddy puxou o lençol sobre eles e abraçou Clara por trás, aninhando-a contra seu peito.
— Melhor agora? — perguntou ele, dando um beijo no topo da cabeça dela.
— Muito melhor — respondeu ela, fechando os olhos e sentindo-se, pela primeira vez em muito tempo, em paz.
Ela não sabia que, lá fora, o mal que habitava seu passado estava começando a se mover. Ela não sabia que o homem que ela chamava de pai estava observando o acampamento com olhos cheios de planos sombrios. Mas, naquele momento, nos braços de Teddy, Clara era apenas uma jovem bruxa que havia encontrado sua âncora.
Enquanto o sono a envolvia, ela teve uma última visão: as mãos dela e de Teddy entrelaçadas, brilhando com uma luz dourada que nenhuma sombra, por mais profunda que fosse, seria capaz de apagar.
