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Nas sombras
Fandom: Harry Potter
Criado: 04/07/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaFantasiaCenário CanônicoCiúmesLinguagem ExplícitaFofuraHistória DomésticaFatias de VidaDor/ConfortoEstudo de Personagem
O Segredo entre as Cortinas de Veludo
O Salão Comunal da Grifinória estava barulhento como de costume, mas Harry Potter mal conseguia se concentrar no ensaio sobre poções que deveria estar escrevendo. Seus olhos verdes, escondidos atrás dos óculos redondos, fugiam constantemente para a mesa da Sonserina sempre que cruzavam com Draco Malfoy nos corredores ou no Grande Salão. No entanto, agora, o cenário era outro. Harry estava sentado em um dos sofás mais afastados da lareira, enquanto Hermione lia um livro grosso e Rony tentava, sem sucesso, ganhar uma partida de xadrez bruxo contra si mesmo.
— Harry, você está encarando o nada há dez minutos — comentou Hermione, sem tirar os olhos das páginas. — O Malfoy já saiu do jantar faz tempo, se é isso que você está rastreando no seu mapa mental.
Rony soltou um risinho abafado, movendo um cavalo de pedra.
— Eu ainda não entendo como você aguenta, cara. O jeito que ele te trata na frente de todo mundo... Ontem ele te chamou de "Testa Rachada" na frente de metade de Hogwarts.
Harry deu um sorriso de canto, um brilho travesso surgindo em seu olhar.
— É o papel dele, Rony. Ele tem uma reputação de "bad boy" heterossexual e herdeiro puro-sangue para manter. Se alguém desconfiar que ele passa as noites sendo mimado por mim, o pai dele tem um colapso nervoso.
— Mimado? — Rony fez uma careta. — Eu ainda tenho pesadelos com a imagem que vi semana passada quando entrei na Sala Comunal errada.
— Você que não deveria estar bisbilhotando, Rony — Harry riu, levantando-se e guardando seu material. — Vou indo. Tenho um "encontro" marcado na Sala Precisa.
— Juízo, Harry! — avisou Hermione, embora houvesse um sorriso compreensivo em seu rosto. Ela era a única que realmente entendia a dinâmica complexa entre os dois.
Harry caminhou pelos corredores silenciosos do castelo, sentindo a costumeira antecipação vibrar em seu peito. Quando chegou ao sétimo andar, passou três vezes em frente à parede de pedra, pensando no lugar onde Draco se sentia seguro. A porta de madeira escura se materializou e Harry entrou, fechando-a suavemente atrás de si.
O ambiente estava transformado em um quarto luxuoso, com cores neutras, uma lareira acesa e um sofá de veludo verde garrafa que parecia abraçar quem nele sentasse. Draco Malfoy estava lá, de pé junto à janela, observando os jardins escuros. No momento em que ouviu a porta, sua postura rígida e aristocrática relaxou instantaneamente.
— Demorou, Potter — disse Draco, virando-se.
A voz era fria, mas os olhos entregavam tudo. Não havia o desprezo que ele exibia nas aulas de Poções; havia uma fome mansa, uma necessidade de ser tocado que só Harry conhecia.
Harry não disse nada. Ele atravessou a sala com passos lentos e parou bem na frente do loiro. Sem pedir permissão, Harry subiu no colo de Draco enquanto ele se sentava no sofá, passando as pernas ao redor da cintura fina do sonserino.
— Ocupado sendo o herói do mundo bruxo? — Draco murmurou, as mãos grandes e firmes encontrando o caminho até a cintura de Harry, puxando-o para mais perto.
— Ocupado sentindo sua falta — Harry respondeu, inclinando a cabeça para o lado.
Ele começou a distribuir beijos lentos pela linha da mandíbula de Draco, sentindo o outro estremecer. Harry sabia exatamente onde Draco era mais sensível. Ele roçou os lábios na orelha do loiro e depois desceu para o pescoço, dando uma mordida leve, mas firme, bem onde a gola da camisa de linho terminava.
— Argh... Harry... — Draco soltou um suspiro pesado, fechando os olhos e inclinando a cabeça para trás, entregando o pescoço ao toque do Grifinório.
Embora Draco fosse o ativo na relação, o "macho alfa" que todos imaginavam ser um conquistador implacável, nos braços de Harry ele se tornava um oceano de carência. Ele adorava ser dominado pelo afeto de Harry, adorava como o moreno o tratava como se ele fosse algo precioso e frágil, apesar de sua estatura maior e ombros largos.
— Você foi tão chato hoje no corredor — Harry sussurrou contra a pele quente de Draco, alternando beijos e pequenas lambidas na marca que acabara de deixar. — Falando sobre como meu cabelo parece um ninho de ratos.
— Mas parece — Draco rebateu, embora suas mãos estivessem agora acariciando as costas de Harry por baixo da capa, subindo e descendo em um ritmo hipnótico. — Um ninho de ratos que eu quero tocar o dia inteiro.
Harry riu baixo, um som vibrante que fez o coração de Draco acelerar. Ele se afastou um pouco para olhar nos olhos cinzentos do loiro. Harry levou as mãos ao rosto de Draco, acariciando as maçãs do rosto pálidas com os polegares.
— Você é um idiota, sabia? — Harry comentou, sorrindo. — Todo esse teatro de "eu sou superior e não me importo com ninguém".
— É cansativo — confessou Draco, sua voz perdendo qualquer traço de arrogância. Ele enterrou o rosto no ombro de Harry, aspirando o cheiro de vassoura, grama e algo que era puramente Harry. — Às vezes eu sinto que vou explodir se não puder te tocar na frente deles.
— Mas você gosta do nosso segredo — Harry provocou, puxando levemente os fios loiros da nuca de Draco. — Gosta de saber que sou o único que vê esse seu lado... dócil.
Draco bufou, mas não negou. Ele apertou Harry em seus braços, um abraço possessivo e protetor.
— Eu sou o ativo aqui, Potter. Não esqueça disso.
— Ah, eu sei — Harry sussurrou, sentindo o volume crescente sob ele. — Você faz questão de me lembrar todas as vezes. Mas agora... agora eu só quero que você me beije como se não houvesse amanhã.
Draco não precisou que lhe dissessem duas vezes. Ele avançou, capturando os lábios de Harry em um beijo urgente e profundo. Suas línguas se encontraram em uma dança familiar, um misto de ternura e desejo contido por horas de fingimento público. Draco explorava a boca de Harry com uma intensidade que fazia os dedos do moreno se enterrarem em seus cabelos, puxando-os com força.
Harry soltou um gemido baixo contra a boca de Draco, movendo os quadris sutilmente contra o colo do loiro. Draco rosnou baixo, uma vibração que Harry sentiu no fundo do peito.
— Harry... — Draco murmurou entre os beijos, as mãos descendo para apertar as coxas de Harry, trazendo-o ainda mais para cima de si. — Você vai me levar à loucura desse jeito.
— Essa é a ideia — Harry respondeu com um sorriso travesso, os olhos brilhando de desejo.
Ele voltou a atacar o pescoço de Draco, deixando marcas avermelhadas que o sonserino teria que esconder com um feitiço de camuflagem na manhã seguinte. Harry adorava marcar seu território, adorava saber que, por baixo daquela fachada de herdeiro frio, Draco carregava os sinais de que pertencia a Harry Potter.
Draco, por sua vez, começou a desabotoar a camisa de Harry com uma pressa controlada. Ele adorava a pele quente de Harry contra a sua. Quando a camisa finalmente caiu, Draco parou por um segundo para admirar o peito do outro, as cicatrizes da guerra misturadas com a suavidade da juventude. Ele inclinou-se e beijou a cicatriz do raio na testa de Harry, um gesto de carinho puro que sempre desarmava o moreno.
— Eu te amo, sabe? — Draco sussurrou, quase baixo demais para ser ouvido.
Harry sentiu seu coração errar uma batida. Ele se inclinou para frente, encostando sua testa na de Draco.
— Eu também te amo, seu furão convencido.
Draco sorriu, um sorriso verdadeiro que pouquíssimas pessoas no mundo tinham o privilégio de ver. Ele pegou Harry pela cintura e, com um movimento ágil, levantou-se do sofá sem soltá-lo, caminhando em direção à cama de dossel que a Sala Precisa havia providenciado.
Ele deitou Harry sobre os lençóis de seda, posicionando-se entre suas pernas. A luz da lareira banhava os dois em um tom alaranjado, criando sombras longas nas paredes. Draco começou a tirar sua própria camisa, revelando o corpo definido e a pele pálida que contrastava tão bem com a de Harry.
— Harry — Draco disse, a voz agora carregada de uma seriedade rouca. — Você tem certeza?
Harry estendeu a mão, puxando Draco para baixo pelo colar que ele usava.
— Menos conversa, Malfoy. Mais ação. Eu sou seu, lembra?
Draco sorriu, um brilho predatório e amoroso nos olhos. Ele se inclinou, capturando os lábios de Harry novamente enquanto suas mãos começavam a explorar cada centímetro do corpo do grifnório, preparando-o com uma paciência que só o verdadeiro amor poderia proporcionar.
Naquela noite, entre quatro paredes mágicas, não havia um Menino-Que-Sobreviveu ou um Comensal da Morte arrependido. Não havia Grifinória ou Sonserina. Havia apenas dois jovens que encontraram um no outro o equilíbrio perfeito entre o poder e a entrega, entre o segredo e a verdade.
Horas mais tarde, Harry estava deitado com a cabeça no peito de Draco, ouvindo o batimento cardíaco rítmico do loiro. Draco passava os dedos preguiçosamente pelos cabelos rebeldes de Harry, o outro braço envolvendo-o firmemente.
— Amanhã você vai me ignorar no café da manhã de novo, não vai? — Harry perguntou, a voz sonolenta.
— Provavelmente vou fazer algum comentário sarcástico sobre suas notas em Poções — Draco respondeu, dando um beijo no topo da cabeça de Harry. — Mas vou estar pensando em como você fica lindo sob a luz da lareira.
Harry deu um tapinha leve no peito de Draco.
— Você é um romântico incurável escondido sob uma camada de gelo, Draco Malfoy.
— Shh — Draco silenciou-o, puxando o cobertor sobre ambos. — Não estrague minha reputação. Se o Blaise ou o Theo descobrirem que eu te chamo de "meu herói" entre quatro paredes, eu nunca mais terei paz.
Harry riu, aconchegando-se mais.
— Seu segredo está seguro comigo. E com a Hermione. E com o Rony.
Draco gemeu de frustração.
— Eu ainda vou dar um jeito de apagar a memória do Weasley.
— Você não vai tocar no meu melhor amigo — Harry avisou, embora estivesse sorrindo. — Agora durma. Temos aula de Transfiguração cedo.
Draco suspirou, fechando os olhos e sentindo o calor de Harry preencher todos os espaços vazios de sua alma. Ali, naquele refúgio, ele não precisava ser o herdeiro perfeito. Ele podia apenas ser o homem que amava e era amado pelo seu maior rival. E para Draco, isso era mais do que qualquer magia poderia oferecer.
— Harry, você está encarando o nada há dez minutos — comentou Hermione, sem tirar os olhos das páginas. — O Malfoy já saiu do jantar faz tempo, se é isso que você está rastreando no seu mapa mental.
Rony soltou um risinho abafado, movendo um cavalo de pedra.
— Eu ainda não entendo como você aguenta, cara. O jeito que ele te trata na frente de todo mundo... Ontem ele te chamou de "Testa Rachada" na frente de metade de Hogwarts.
Harry deu um sorriso de canto, um brilho travesso surgindo em seu olhar.
— É o papel dele, Rony. Ele tem uma reputação de "bad boy" heterossexual e herdeiro puro-sangue para manter. Se alguém desconfiar que ele passa as noites sendo mimado por mim, o pai dele tem um colapso nervoso.
— Mimado? — Rony fez uma careta. — Eu ainda tenho pesadelos com a imagem que vi semana passada quando entrei na Sala Comunal errada.
— Você que não deveria estar bisbilhotando, Rony — Harry riu, levantando-se e guardando seu material. — Vou indo. Tenho um "encontro" marcado na Sala Precisa.
— Juízo, Harry! — avisou Hermione, embora houvesse um sorriso compreensivo em seu rosto. Ela era a única que realmente entendia a dinâmica complexa entre os dois.
Harry caminhou pelos corredores silenciosos do castelo, sentindo a costumeira antecipação vibrar em seu peito. Quando chegou ao sétimo andar, passou três vezes em frente à parede de pedra, pensando no lugar onde Draco se sentia seguro. A porta de madeira escura se materializou e Harry entrou, fechando-a suavemente atrás de si.
O ambiente estava transformado em um quarto luxuoso, com cores neutras, uma lareira acesa e um sofá de veludo verde garrafa que parecia abraçar quem nele sentasse. Draco Malfoy estava lá, de pé junto à janela, observando os jardins escuros. No momento em que ouviu a porta, sua postura rígida e aristocrática relaxou instantaneamente.
— Demorou, Potter — disse Draco, virando-se.
A voz era fria, mas os olhos entregavam tudo. Não havia o desprezo que ele exibia nas aulas de Poções; havia uma fome mansa, uma necessidade de ser tocado que só Harry conhecia.
Harry não disse nada. Ele atravessou a sala com passos lentos e parou bem na frente do loiro. Sem pedir permissão, Harry subiu no colo de Draco enquanto ele se sentava no sofá, passando as pernas ao redor da cintura fina do sonserino.
— Ocupado sendo o herói do mundo bruxo? — Draco murmurou, as mãos grandes e firmes encontrando o caminho até a cintura de Harry, puxando-o para mais perto.
— Ocupado sentindo sua falta — Harry respondeu, inclinando a cabeça para o lado.
Ele começou a distribuir beijos lentos pela linha da mandíbula de Draco, sentindo o outro estremecer. Harry sabia exatamente onde Draco era mais sensível. Ele roçou os lábios na orelha do loiro e depois desceu para o pescoço, dando uma mordida leve, mas firme, bem onde a gola da camisa de linho terminava.
— Argh... Harry... — Draco soltou um suspiro pesado, fechando os olhos e inclinando a cabeça para trás, entregando o pescoço ao toque do Grifinório.
Embora Draco fosse o ativo na relação, o "macho alfa" que todos imaginavam ser um conquistador implacável, nos braços de Harry ele se tornava um oceano de carência. Ele adorava ser dominado pelo afeto de Harry, adorava como o moreno o tratava como se ele fosse algo precioso e frágil, apesar de sua estatura maior e ombros largos.
— Você foi tão chato hoje no corredor — Harry sussurrou contra a pele quente de Draco, alternando beijos e pequenas lambidas na marca que acabara de deixar. — Falando sobre como meu cabelo parece um ninho de ratos.
— Mas parece — Draco rebateu, embora suas mãos estivessem agora acariciando as costas de Harry por baixo da capa, subindo e descendo em um ritmo hipnótico. — Um ninho de ratos que eu quero tocar o dia inteiro.
Harry riu baixo, um som vibrante que fez o coração de Draco acelerar. Ele se afastou um pouco para olhar nos olhos cinzentos do loiro. Harry levou as mãos ao rosto de Draco, acariciando as maçãs do rosto pálidas com os polegares.
— Você é um idiota, sabia? — Harry comentou, sorrindo. — Todo esse teatro de "eu sou superior e não me importo com ninguém".
— É cansativo — confessou Draco, sua voz perdendo qualquer traço de arrogância. Ele enterrou o rosto no ombro de Harry, aspirando o cheiro de vassoura, grama e algo que era puramente Harry. — Às vezes eu sinto que vou explodir se não puder te tocar na frente deles.
— Mas você gosta do nosso segredo — Harry provocou, puxando levemente os fios loiros da nuca de Draco. — Gosta de saber que sou o único que vê esse seu lado... dócil.
Draco bufou, mas não negou. Ele apertou Harry em seus braços, um abraço possessivo e protetor.
— Eu sou o ativo aqui, Potter. Não esqueça disso.
— Ah, eu sei — Harry sussurrou, sentindo o volume crescente sob ele. — Você faz questão de me lembrar todas as vezes. Mas agora... agora eu só quero que você me beije como se não houvesse amanhã.
Draco não precisou que lhe dissessem duas vezes. Ele avançou, capturando os lábios de Harry em um beijo urgente e profundo. Suas línguas se encontraram em uma dança familiar, um misto de ternura e desejo contido por horas de fingimento público. Draco explorava a boca de Harry com uma intensidade que fazia os dedos do moreno se enterrarem em seus cabelos, puxando-os com força.
Harry soltou um gemido baixo contra a boca de Draco, movendo os quadris sutilmente contra o colo do loiro. Draco rosnou baixo, uma vibração que Harry sentiu no fundo do peito.
— Harry... — Draco murmurou entre os beijos, as mãos descendo para apertar as coxas de Harry, trazendo-o ainda mais para cima de si. — Você vai me levar à loucura desse jeito.
— Essa é a ideia — Harry respondeu com um sorriso travesso, os olhos brilhando de desejo.
Ele voltou a atacar o pescoço de Draco, deixando marcas avermelhadas que o sonserino teria que esconder com um feitiço de camuflagem na manhã seguinte. Harry adorava marcar seu território, adorava saber que, por baixo daquela fachada de herdeiro frio, Draco carregava os sinais de que pertencia a Harry Potter.
Draco, por sua vez, começou a desabotoar a camisa de Harry com uma pressa controlada. Ele adorava a pele quente de Harry contra a sua. Quando a camisa finalmente caiu, Draco parou por um segundo para admirar o peito do outro, as cicatrizes da guerra misturadas com a suavidade da juventude. Ele inclinou-se e beijou a cicatriz do raio na testa de Harry, um gesto de carinho puro que sempre desarmava o moreno.
— Eu te amo, sabe? — Draco sussurrou, quase baixo demais para ser ouvido.
Harry sentiu seu coração errar uma batida. Ele se inclinou para frente, encostando sua testa na de Draco.
— Eu também te amo, seu furão convencido.
Draco sorriu, um sorriso verdadeiro que pouquíssimas pessoas no mundo tinham o privilégio de ver. Ele pegou Harry pela cintura e, com um movimento ágil, levantou-se do sofá sem soltá-lo, caminhando em direção à cama de dossel que a Sala Precisa havia providenciado.
Ele deitou Harry sobre os lençóis de seda, posicionando-se entre suas pernas. A luz da lareira banhava os dois em um tom alaranjado, criando sombras longas nas paredes. Draco começou a tirar sua própria camisa, revelando o corpo definido e a pele pálida que contrastava tão bem com a de Harry.
— Harry — Draco disse, a voz agora carregada de uma seriedade rouca. — Você tem certeza?
Harry estendeu a mão, puxando Draco para baixo pelo colar que ele usava.
— Menos conversa, Malfoy. Mais ação. Eu sou seu, lembra?
Draco sorriu, um brilho predatório e amoroso nos olhos. Ele se inclinou, capturando os lábios de Harry novamente enquanto suas mãos começavam a explorar cada centímetro do corpo do grifnório, preparando-o com uma paciência que só o verdadeiro amor poderia proporcionar.
Naquela noite, entre quatro paredes mágicas, não havia um Menino-Que-Sobreviveu ou um Comensal da Morte arrependido. Não havia Grifinória ou Sonserina. Havia apenas dois jovens que encontraram um no outro o equilíbrio perfeito entre o poder e a entrega, entre o segredo e a verdade.
Horas mais tarde, Harry estava deitado com a cabeça no peito de Draco, ouvindo o batimento cardíaco rítmico do loiro. Draco passava os dedos preguiçosamente pelos cabelos rebeldes de Harry, o outro braço envolvendo-o firmemente.
— Amanhã você vai me ignorar no café da manhã de novo, não vai? — Harry perguntou, a voz sonolenta.
— Provavelmente vou fazer algum comentário sarcástico sobre suas notas em Poções — Draco respondeu, dando um beijo no topo da cabeça de Harry. — Mas vou estar pensando em como você fica lindo sob a luz da lareira.
Harry deu um tapinha leve no peito de Draco.
— Você é um romântico incurável escondido sob uma camada de gelo, Draco Malfoy.
— Shh — Draco silenciou-o, puxando o cobertor sobre ambos. — Não estrague minha reputação. Se o Blaise ou o Theo descobrirem que eu te chamo de "meu herói" entre quatro paredes, eu nunca mais terei paz.
Harry riu, aconchegando-se mais.
— Seu segredo está seguro comigo. E com a Hermione. E com o Rony.
Draco gemeu de frustração.
— Eu ainda vou dar um jeito de apagar a memória do Weasley.
— Você não vai tocar no meu melhor amigo — Harry avisou, embora estivesse sorrindo. — Agora durma. Temos aula de Transfiguração cedo.
Draco suspirou, fechando os olhos e sentindo o calor de Harry preencher todos os espaços vazios de sua alma. Ali, naquele refúgio, ele não precisava ser o herdeiro perfeito. Ele podia apenas ser o homem que amava e era amado pelo seu maior rival. E para Draco, isso era mais do que qualquer magia poderia oferecer.
