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Ben 10 vs Omni-man
Fandom: Invencible e Ben 10
Criado: 05/07/2026
Tags
AçãoFicção CientíficaCrossoverIsekai / Fantasia PortalAventuraConsertoViolência GráficaÓpera EspacialDivergênciaDrama
O Peso da Coroa de Sangue
O céu sobre as montanhas geladas não era mais azul; estava manchado por uma névoa de poeira, sangue e o rastro de destruição que apenas um deus enfurecido poderia deixar para trás. Mark Grayson, o Invencível, estava caído. Seu corpo, outrora símbolo de esperança, era agora um amontoado de ossos quebrados e uniformes rasgados. Sobre ele, pairava Nolan Grayson, o Omni-Man, com a expressão fria de quem observa um inseto que se recusa a morrer.
— Por que você me força a fazer isso, Mark? — A voz de Nolan era um trovão contido, desprovida de qualquer remorso humano. — Você luta por vidas que duram um piscar de olhos. Este planeta é insignificante. O Império Viltrumita trará ordem. Civilização.
— Mas... eles são pessoas, pai... — Mark tossiu sangue, a voz mal saindo de sua garganta destruída.
Nolan ergueu o punho, pronto para dar o golpe final, não para matar o filho, mas para quebrar o que restava de sua vontade. As forças da Terra — o que sobrou dos Guardiões e da Cecil Stedman — haviam falhado. O mundo assistia, impotente, ao início de sua escravidão.
Foi então que um clarão verde cegante cortou a atmosfera, vindo de lugar nenhum. O impacto no solo entre Nolan e Mark criou uma cratera que fez a montanha tremer.
Nolan recuou alguns metros, estreitando os olhos. Quando a poeira baixou, não havia um exército ou um herói de capa. Havia apenas um garoto de jaqueta verde, com um relógio estranho no pulso e um olhar que Nolan já vira em muitos guerreiros: a determinação absoluta de quem não tem medo de morrer.
— Sabe, eu já vi muitos tiranos com discursos de "ordem superior" — disse Ben Tennyson, ajustando o Omnitrix. — No final, todos eles só querem esconder que são apenas valentões com complexo de deus.
Nolan flutuou para frente, a capa balançando levemente.
— Eu não sei quem você é, garoto, mas este não é o seu mundo. Saia daqui enquanto ainda tem pernas para correr.
Ben olhou para Mark, caído e ensanguentado, e depois voltou seus olhos verdes para o Viltrumita.
— Você tem razão. Não é o meu mundo. Mas, onde eu venho, a gente não deixa pais espancarem os próprios filhos até a morte por causa de política espacial.
— Você é apenas um humano com um brinquedo no pulso — desdenhou Nolan. — Vou acabar com isso em um segundo.
— Um segundo é tudo o que eu preciso — rebateu Ben.
Ele bateu no relógio. A luz verde envolveu seu corpo, e ele se transformou em uma massa de músculos vermelhos com quatro braços.
— Quatro Braços! — gritou a criatura, saltando em direção a Nolan.
O impacto foi brutal. Nolan foi pego de surpresa pela força bruta do Tetramande, sendo lançado contra a encosta da montanha. No entanto, o Viltrumita rapidamente se recuperou. Ele voou como um projétil, atravessando o peito do Quatro Braços com o ombro e jogando Ben para as nuvens.
No ar, Nolan desferiu uma sequência de golpes que teriam desintegrado qualquer ser comum. Ben, sentindo a dor excruciante, percebeu que aquele oponente estava em um nível completamente diferente de qualquer Vilgax que já enfrentara.
— Ele é rápido... forte demais — pensou Ben, enquanto o Omnitrix começava a apitar em vermelho. — Se eu ficar preso no tempo de recarga, a Terra está perdida.
Nolan agarrou o pescoço do Quatro Braços e começou a esmagar.
— Você é resistente, admito. Mas está acabado.
— Ainda não... — disse Ben, com a voz abafada.
Em um ato de desespero e foco total, Ben forçou sua mente para dentro da interface do Omnitrix. Ele não queria apenas uma transformação. Ele precisava de tudo. Precisava do Controle Mestre.
— Azmuth, espero que você não se importe... — murmurou Ben.
Ele girou o disco do relógio com uma mão livre e, com um comando mental que ele só usara em situações de fim de mundo, desbloqueou as travas de segurança. O relógio emitiu um som harmônico, e a luz verde não se apagou. Ela se tornou constante, pulsando como um coração.
Ben Tennyson não era mais apenas um portador. Ele era o Omnitrix.
— Mudança de planos, Nolan — disse Ben.
Em um milissegundo, o Quatro Braços desapareceu. No seu lugar, uma forma pequena e metálica surgiu nas mãos de Nolan.
— Eco Eco!
O som foi tão intenso que os tímpanos de Nolan sangraram instantaneamente. O Viltrumita soltou o garoto, cobrindo os ouvidos em agonia. Ben não parou. Ele se multiplicou em dezenas, cercando Nolan no ar.
— Agora! — gritaram os clones em uníssono.
Uma barreira sônica empurrou Nolan para baixo, mas o Viltrumita, movido por puro ódio, atravessou a onda sonora com força bruta, esmagando vários clones.
— Você acha que barulho vai me parar? — rugiu Nolan.
— Não — respondeu a voz de Ben, que já não era mais o Eco Eco.
Nolan olhou para cima e viu uma silhueta imensa bloqueando o sol. Ben havia se transformado no Gigante. Com um movimento rápido, o To'kustar desferiu um soco que enviou Nolan direto para o núcleo de uma floresta a quilômetros dali.
Sem dar tempo para o inimigo respirar, o Gigante desapareceu, dando lugar ao Arraia-Jato, que cruzou a distância em velocidade hipersônica, disparando raios neurochoque que fritavam o sistema nervoso de Nolan.
Nolan conseguiu agarrar a cauda do Arraia-Jato e o arremessou contra o solo, mas antes de atingir o chão, Ben se transformou no Friagem. Ficando intangível, ele passou direto pelo solo e ressurgiu atrás de Nolan, congelando a atmosfera ao redor do Viltrumita em um bloco de gelo absoluto.
Nolan quebrou o gelo com um grito de fúria. Suas roupas estavam em frangalhos, e seu rosto exibia os primeiros sinais de fadiga e confusão.
— O que é você? — gritou Nolan, avançando como um meteoro. — Quantas formas você tem?
— Todas elas — respondeu Ben, agora na forma do Chama.
O calor que Ben emanava era comparável à superfície do sol. Ele lançou rajadas de fogo que derretiam a rocha ao redor, criando um turbilhão de plasma. Nolan atravessou o fogo, mas Ben mudou instantaneamente para o Bala de Canhão, tornando-se uma esfera indestrutível que colidiu com o peito de Nolan, jogando-o de volta para a estratosfera.
A luta era uma dança frenética de cores e poderes. Nolan nunca enfrentara nada assim. Cada vez que ele se adaptava a um estilo de luta, Ben mudava.
Quando Nolan tentou usar sua velocidade superior, Ben se tornou o XLR8, movendo-se tão rápido que o tempo parecia parar, desferindo centenas de golpes em pontos vitais.
Quando Nolan tentou usar sua força bruta, Ben se tornou o Enormossauro, crescendo até o tamanho de um prédio e batendo o Viltrumita contra o chão como se fosse um martelo.
— Chega! — gritou Nolan, limpando o sangue do rosto. — Você não pode manter isso para sempre!
— Eu tenho o controle mestre, Nolan — disse Ben, voltando à forma humana por apenas um segundo antes de se transformar novamente. — Eu posso fazer isso o dia todo. E você está começando a ficar cansado.
Nolan rosnou, voando para o espaço. Ele pretendia destruir o planeta de longe, se necessário. Mas Ben não o deixou ir.
Uma luz verde profunda e cósmica brilhou.
Nolan parou no vácuo do espaço, sentindo uma pressão que nunca sentira antes. Diante dele, flutuava uma figura feita de estrelas e escuridão infinita. O Alien X.
— O que... o que é isso? — gaguejou Nolan, pela primeira vez sentindo o verdadeiro temor.
A voz de Ben ecoou diretamente na mente de Nolan, vasta e impessoal.
— Você fala de impérios e conquistas como se fossem verdades universais. Mas você é apenas um homem com medo de ser fraco.
Nolan tentou socar a entidade, mas seu braço parou no ar, como se o próprio espaço-tempo o tivesse congelado.
— A Terra não pertence a você — continuou Ben. — E seu filho merece um pai, não um mestre.
Com um simples movimento de mão, o Alien X enviou uma onda de energia que não feriu Nolan fisicamente, mas drenou cada gota de sua energia cinética e vontade de lutar. O Viltrumita foi lançado de volta à Terra, caindo suavemente, mas completamente incapacitado, no mesmo local onde Mark ainda tentava se levantar.
Ben voltou à sua forma humana, aterrissando levemente ao lado de Mark. O Omnitrix brilhava com uma luz verde suave, estável.
Nolan estava deitado de costas, olhando para o céu, ofegante. Ele não conseguia se mexer. O poder do Alien X havia sobreposto sua biologia viltrumita.
— Acabou — disse Ben, aproximando-se de Nolan. — Você perdeu.
Nolan olhou para Ben, depois para Mark. A fúria desaparecera, substituída por uma exaustão profunda e, talvez, um vislumbre de clareza.
— Quem... quem é você? — perguntou Nolan, com a voz falha.
— Eu sou Ben Tennyson — respondeu o garoto, cruzando os braços. — E eu sou apenas um cara que faz a coisa certa.
Mark conseguiu se arrastar até o pai. Ele olhou para Ben, com os olhos cheios de lágrimas e confusão.
— Você o parou... — sussurrou Mark. — Ninguém conseguia pará-lo.
— Às vezes, as pessoas precisam de um choque de realidade — disse Ben, olhando para o relógio. — Ele ainda é seu pai, Mark. O que acontece agora depende de vocês. Mas a conquista da Terra? Isso termina hoje.
Ben olhou para o horizonte, onde as luzes de naves de resgate e helicópteros começavam a aparecer. Ele sabia que sua presença ali era um erro dimensional, um desvio no multiverso que Azmuth provavelmente passaria semanas reclamando. Mas, ao ver Mark vivo e o tirano derrotado, ele soube que valera a pena.
O Omnitrix começou a brilhar de uma forma diferente, uma tonalidade azulada que indicava que o tecido da realidade estava tentando puxar Ben de volta para sua própria linha do tempo.
— Parece que meu transporte chegou — comentou Ben, dando um leve sorriso para Mark. — Cuida desse lugar, Invencível. O nome é bom, vê se faz jus a ele.
— Espera! — gritou Mark. — Como eu posso te agradecer?
Ben já estava começando a desaparecer em partículas de luz verde.
— Não me agradeça. Apenas seja melhor do que ele.
Com um último clarão, Ben Tennyson desapareceu tão subitamente quanto surgira. O silêncio voltou às montanhas, quebrado apenas pelo vento frio e pelos soluços baixos de um filho que acabara de ver o mundo, e seu pai, mudarem para sempre.
Nolan Grayson continuou olhando para o céu, para o ponto onde o garoto de verde estivera. Pela primeira vez em milhares de anos, o general do Império Viltrumita sentiu que o universo era muito maior, e muito mais justo, do que ele jamais ousara imaginar.
— Por que você me força a fazer isso, Mark? — A voz de Nolan era um trovão contido, desprovida de qualquer remorso humano. — Você luta por vidas que duram um piscar de olhos. Este planeta é insignificante. O Império Viltrumita trará ordem. Civilização.
— Mas... eles são pessoas, pai... — Mark tossiu sangue, a voz mal saindo de sua garganta destruída.
Nolan ergueu o punho, pronto para dar o golpe final, não para matar o filho, mas para quebrar o que restava de sua vontade. As forças da Terra — o que sobrou dos Guardiões e da Cecil Stedman — haviam falhado. O mundo assistia, impotente, ao início de sua escravidão.
Foi então que um clarão verde cegante cortou a atmosfera, vindo de lugar nenhum. O impacto no solo entre Nolan e Mark criou uma cratera que fez a montanha tremer.
Nolan recuou alguns metros, estreitando os olhos. Quando a poeira baixou, não havia um exército ou um herói de capa. Havia apenas um garoto de jaqueta verde, com um relógio estranho no pulso e um olhar que Nolan já vira em muitos guerreiros: a determinação absoluta de quem não tem medo de morrer.
— Sabe, eu já vi muitos tiranos com discursos de "ordem superior" — disse Ben Tennyson, ajustando o Omnitrix. — No final, todos eles só querem esconder que são apenas valentões com complexo de deus.
Nolan flutuou para frente, a capa balançando levemente.
— Eu não sei quem você é, garoto, mas este não é o seu mundo. Saia daqui enquanto ainda tem pernas para correr.
Ben olhou para Mark, caído e ensanguentado, e depois voltou seus olhos verdes para o Viltrumita.
— Você tem razão. Não é o meu mundo. Mas, onde eu venho, a gente não deixa pais espancarem os próprios filhos até a morte por causa de política espacial.
— Você é apenas um humano com um brinquedo no pulso — desdenhou Nolan. — Vou acabar com isso em um segundo.
— Um segundo é tudo o que eu preciso — rebateu Ben.
Ele bateu no relógio. A luz verde envolveu seu corpo, e ele se transformou em uma massa de músculos vermelhos com quatro braços.
— Quatro Braços! — gritou a criatura, saltando em direção a Nolan.
O impacto foi brutal. Nolan foi pego de surpresa pela força bruta do Tetramande, sendo lançado contra a encosta da montanha. No entanto, o Viltrumita rapidamente se recuperou. Ele voou como um projétil, atravessando o peito do Quatro Braços com o ombro e jogando Ben para as nuvens.
No ar, Nolan desferiu uma sequência de golpes que teriam desintegrado qualquer ser comum. Ben, sentindo a dor excruciante, percebeu que aquele oponente estava em um nível completamente diferente de qualquer Vilgax que já enfrentara.
— Ele é rápido... forte demais — pensou Ben, enquanto o Omnitrix começava a apitar em vermelho. — Se eu ficar preso no tempo de recarga, a Terra está perdida.
Nolan agarrou o pescoço do Quatro Braços e começou a esmagar.
— Você é resistente, admito. Mas está acabado.
— Ainda não... — disse Ben, com a voz abafada.
Em um ato de desespero e foco total, Ben forçou sua mente para dentro da interface do Omnitrix. Ele não queria apenas uma transformação. Ele precisava de tudo. Precisava do Controle Mestre.
— Azmuth, espero que você não se importe... — murmurou Ben.
Ele girou o disco do relógio com uma mão livre e, com um comando mental que ele só usara em situações de fim de mundo, desbloqueou as travas de segurança. O relógio emitiu um som harmônico, e a luz verde não se apagou. Ela se tornou constante, pulsando como um coração.
Ben Tennyson não era mais apenas um portador. Ele era o Omnitrix.
— Mudança de planos, Nolan — disse Ben.
Em um milissegundo, o Quatro Braços desapareceu. No seu lugar, uma forma pequena e metálica surgiu nas mãos de Nolan.
— Eco Eco!
O som foi tão intenso que os tímpanos de Nolan sangraram instantaneamente. O Viltrumita soltou o garoto, cobrindo os ouvidos em agonia. Ben não parou. Ele se multiplicou em dezenas, cercando Nolan no ar.
— Agora! — gritaram os clones em uníssono.
Uma barreira sônica empurrou Nolan para baixo, mas o Viltrumita, movido por puro ódio, atravessou a onda sonora com força bruta, esmagando vários clones.
— Você acha que barulho vai me parar? — rugiu Nolan.
— Não — respondeu a voz de Ben, que já não era mais o Eco Eco.
Nolan olhou para cima e viu uma silhueta imensa bloqueando o sol. Ben havia se transformado no Gigante. Com um movimento rápido, o To'kustar desferiu um soco que enviou Nolan direto para o núcleo de uma floresta a quilômetros dali.
Sem dar tempo para o inimigo respirar, o Gigante desapareceu, dando lugar ao Arraia-Jato, que cruzou a distância em velocidade hipersônica, disparando raios neurochoque que fritavam o sistema nervoso de Nolan.
Nolan conseguiu agarrar a cauda do Arraia-Jato e o arremessou contra o solo, mas antes de atingir o chão, Ben se transformou no Friagem. Ficando intangível, ele passou direto pelo solo e ressurgiu atrás de Nolan, congelando a atmosfera ao redor do Viltrumita em um bloco de gelo absoluto.
Nolan quebrou o gelo com um grito de fúria. Suas roupas estavam em frangalhos, e seu rosto exibia os primeiros sinais de fadiga e confusão.
— O que é você? — gritou Nolan, avançando como um meteoro. — Quantas formas você tem?
— Todas elas — respondeu Ben, agora na forma do Chama.
O calor que Ben emanava era comparável à superfície do sol. Ele lançou rajadas de fogo que derretiam a rocha ao redor, criando um turbilhão de plasma. Nolan atravessou o fogo, mas Ben mudou instantaneamente para o Bala de Canhão, tornando-se uma esfera indestrutível que colidiu com o peito de Nolan, jogando-o de volta para a estratosfera.
A luta era uma dança frenética de cores e poderes. Nolan nunca enfrentara nada assim. Cada vez que ele se adaptava a um estilo de luta, Ben mudava.
Quando Nolan tentou usar sua velocidade superior, Ben se tornou o XLR8, movendo-se tão rápido que o tempo parecia parar, desferindo centenas de golpes em pontos vitais.
Quando Nolan tentou usar sua força bruta, Ben se tornou o Enormossauro, crescendo até o tamanho de um prédio e batendo o Viltrumita contra o chão como se fosse um martelo.
— Chega! — gritou Nolan, limpando o sangue do rosto. — Você não pode manter isso para sempre!
— Eu tenho o controle mestre, Nolan — disse Ben, voltando à forma humana por apenas um segundo antes de se transformar novamente. — Eu posso fazer isso o dia todo. E você está começando a ficar cansado.
Nolan rosnou, voando para o espaço. Ele pretendia destruir o planeta de longe, se necessário. Mas Ben não o deixou ir.
Uma luz verde profunda e cósmica brilhou.
Nolan parou no vácuo do espaço, sentindo uma pressão que nunca sentira antes. Diante dele, flutuava uma figura feita de estrelas e escuridão infinita. O Alien X.
— O que... o que é isso? — gaguejou Nolan, pela primeira vez sentindo o verdadeiro temor.
A voz de Ben ecoou diretamente na mente de Nolan, vasta e impessoal.
— Você fala de impérios e conquistas como se fossem verdades universais. Mas você é apenas um homem com medo de ser fraco.
Nolan tentou socar a entidade, mas seu braço parou no ar, como se o próprio espaço-tempo o tivesse congelado.
— A Terra não pertence a você — continuou Ben. — E seu filho merece um pai, não um mestre.
Com um simples movimento de mão, o Alien X enviou uma onda de energia que não feriu Nolan fisicamente, mas drenou cada gota de sua energia cinética e vontade de lutar. O Viltrumita foi lançado de volta à Terra, caindo suavemente, mas completamente incapacitado, no mesmo local onde Mark ainda tentava se levantar.
Ben voltou à sua forma humana, aterrissando levemente ao lado de Mark. O Omnitrix brilhava com uma luz verde suave, estável.
Nolan estava deitado de costas, olhando para o céu, ofegante. Ele não conseguia se mexer. O poder do Alien X havia sobreposto sua biologia viltrumita.
— Acabou — disse Ben, aproximando-se de Nolan. — Você perdeu.
Nolan olhou para Ben, depois para Mark. A fúria desaparecera, substituída por uma exaustão profunda e, talvez, um vislumbre de clareza.
— Quem... quem é você? — perguntou Nolan, com a voz falha.
— Eu sou Ben Tennyson — respondeu o garoto, cruzando os braços. — E eu sou apenas um cara que faz a coisa certa.
Mark conseguiu se arrastar até o pai. Ele olhou para Ben, com os olhos cheios de lágrimas e confusão.
— Você o parou... — sussurrou Mark. — Ninguém conseguia pará-lo.
— Às vezes, as pessoas precisam de um choque de realidade — disse Ben, olhando para o relógio. — Ele ainda é seu pai, Mark. O que acontece agora depende de vocês. Mas a conquista da Terra? Isso termina hoje.
Ben olhou para o horizonte, onde as luzes de naves de resgate e helicópteros começavam a aparecer. Ele sabia que sua presença ali era um erro dimensional, um desvio no multiverso que Azmuth provavelmente passaria semanas reclamando. Mas, ao ver Mark vivo e o tirano derrotado, ele soube que valera a pena.
O Omnitrix começou a brilhar de uma forma diferente, uma tonalidade azulada que indicava que o tecido da realidade estava tentando puxar Ben de volta para sua própria linha do tempo.
— Parece que meu transporte chegou — comentou Ben, dando um leve sorriso para Mark. — Cuida desse lugar, Invencível. O nome é bom, vê se faz jus a ele.
— Espera! — gritou Mark. — Como eu posso te agradecer?
Ben já estava começando a desaparecer em partículas de luz verde.
— Não me agradeça. Apenas seja melhor do que ele.
Com um último clarão, Ben Tennyson desapareceu tão subitamente quanto surgira. O silêncio voltou às montanhas, quebrado apenas pelo vento frio e pelos soluços baixos de um filho que acabara de ver o mundo, e seu pai, mudarem para sempre.
Nolan Grayson continuou olhando para o céu, para o ponto onde o garoto de verde estivera. Pela primeira vez em milhares de anos, o general do Império Viltrumita sentiu que o universo era muito maior, e muito mais justo, do que ele jamais ousara imaginar.
