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ciúmes
Fandom: Michael Jackson
Criado: 05/07/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoFofuraCiúmesCenário Canônico
O Brilho das Luzes e a Sombra do Desejo
A mansão em Encino estava repleta de luzes, música suave e o burburinho constante de risadas e conversas cruzadas. Era uma daquelas festas típicas da indústria, onde o luxo transbordava tanto quanto o champanhe nas taças de cristal. Michael, no entanto, parecia estar em um mundo à parte. Ele segurava um copo de suco de laranja, circulando entre os convidados com sua elegância tímida, mas seus olhos, escondidos ocasionalmente por trás dos fios de cabelo que caíam sobre o rosto, tinham um destino fixo: você.
Vocês eram amigos há anos. Uma amizade forjada em estúdios de gravação, madrugadas assistindo a filmes da Disney e conversas profundas sobre o peso da fama. Mas, para Michael, aquela palavra — "amizade" — estava começando a queimar como um ferro em brasa. Cada vez que ele via você rindo de uma piada que não era dele, ou quando sentia o perfume do seu pescoço ao te abraçar, o coração dele dava um solavanco que ele mal conseguia esconder.
Naquela noite, você estava deslumbrante. O vestido que você escolhera parecia abraçar cada curva do seu corpo, e a confiança que você exalava atraía olhares de todos os cantos da sala. Inclusive de Julian, um produtor musical em ascensão que não parecia ter a menor intenção de sair do seu lado.
Michael observava de longe, encostado em uma pilastra de mármore. Ele tentava manter o sorriso educado para quem o cumprimentava, mas suas mãos apertavam o copo com uma força desnecessária.
— Ele não para de tocar no braço dela — murmurou Michael para si mesmo, sentindo uma pontada aguda de irritação.
— O que disse, Michael? — perguntou Janet, aproximando-se do irmão com um olhar curioso.
— Nada, Janet. Apenas... a música está um pouco alta, não acha? — Ele forçou um sorriso, mas seus olhos voltaram instantaneamente para você.
Julian havia acabado de colocar a mão na sua cintura, inclinando-se para sussurrar algo em seu ouvido que a fez soltar uma risada sonora. Michael sentiu o sangue ferver. Ele nunca foi um homem de explosões, sempre preferindo a doçura e a diplomacia, mas havia algo na forma como aquele homem olhava para você que despertava um instinto possessivo que ele nem sabia que possuía.
Ele não aguentou mais. Com passos decididos, mas mantendo a aura de leveza que o caracterizava, Michael atravessou o salão.
— Com licença — disse ele, a voz suave, mas com um tom cortante que você raramente ouvia.
Você se virou, surpresa ao vê-lo ali tão subitamente.
— Michael! Eu estava te procurando. Você conhece o Julian?
— Já ouvi falar — respondeu Michael, sem sequer olhar para o homem. Seus olhos estavam cravados nos seus. — Sn, eu preciso falar com você. Agora.
— Ah, Michael, estamos no meio de uma conversa sobre o novo projeto do... — você começou a dizer, mas foi interrompida.
— É importante — insistiu ele. A mão dele envolveu seu pulso de forma firme, não para machucar, mas com uma urgência que te deixou sem fôlego.
Julian soltou uma risadinha nervosa, sentindo a tensão que emanava do Rei do Pop.
— Tudo bem, Sn. A gente se fala depois. Michael, prazer em te ver.
Michael não respondeu. Ele simplesmente te conduziu para longe da multidão, atravessando as portas de vidro que davam para o imenso jardim da propriedade. O ar fresco da noite bateu em seu rosto, trazendo um alívio momentâneo, mas a tensão entre vocês era quase palpável.
Assim que chegaram a uma parte mais isolada, perto do gazebo iluminado por pequenas lâmpadas de LED, ele soltou seu pulso e começou a andar de um lado para o outro.
— Michael, o que foi aquilo? — você perguntou, cruzando os braços. — Você foi quase rude com o Julian.
— Rude? — Ele parou de andar e se virou para você. A luz da lua refletia nos olhos dele, que brilhavam com uma mistura de mágoa e fúria. — Eu fui educado até demais, Sn. Aquele homem estava praticamente em cima de você.
— Ele estava apenas conversando! — você rebateu, sentindo seu próprio coração acelerar. — Somos amigos, Michael. Você sabe que eu sou livre para falar com quem eu quiser.
— Amigos... — Michael soltou uma risada seca, sem humor. — É sempre essa palavra, não é? Amigos.
— E o que mais seríamos? — você desafiou, dando um passo à frente.
Michael deu dois passos rápidos, diminuindo a distância entre vocês até que restassem apenas poucos centímetros. O cheiro de colônia dele, misturado com o aroma das flores do jardim, envolveu seus sentidos.
— Você é cega? — a voz dele agora era um sussurro rouco, carregado de uma intensidade que te fez estremecer. — Você realmente acha que eu olho para você e vejo apenas uma "amiga"? Você acha que eu gosto de ver cada homem nesta sala cobiçando o que... o que eu sinto que deveria ser meu?
— Michael... — seu nome saiu como um suspiro.
— Não! — Ele exclamou, e você viu a frustração transbordar. — Eu estou cansado de fingir. Estou cansado de sorrir e agir como se não doesse ver você rindo com outros, tocando outros. Eu odeio o jeito que ele colocou a mão em você. Eu odiei cada segundo daquela interação!
— Você está com ciúmes? — você perguntou, a voz trêmula pela revelação.
— Eu estou enlouquecendo, Sn! — Ele gritou, embora o volume não fosse alto, a força das palavras era devastadora. — Eu te amo. E dói tanto que eu não consigo mais respirar sem sentir que estou perdendo você para um mundo que não te conhece como eu conheço.
O silêncio que se seguiu foi denso. Você conseguia ouvir a respiração pesada de Michael e o som distante da música da festa. A raiva dele parecia ter se dissipado, dando lugar a uma vulnerabilidade crua que partia seu coração.
— Por que você nunca disse nada? — você perguntou baixinho, sentindo as lágrimas arderem em seus olhos.
— Porque eu tive medo — admitiu ele, desviando o olhar para o chão. — Medo de que, se eu confessasse, e você não sentisse o mesmo, eu perderia a única coisa real que eu tenho na minha vida. A sua amizade é o meu porto seguro, Sn. Mas eu não consigo mais ficar no porto. Eu quero o mar. Eu quero você.
Você estendeu a mão e tocou o rosto dele, forçando-o a olhar para você. A pele dele era macia sob seus dedos, e ele fechou os olhos ao seu toque, inclinando a cabeça contra sua palma.
— Michael, olhe para mim.
Ele abriu os olhos, a tristeza ainda presente nas íris escuras.
— Eu não estava rindo com o Julian porque eu queria estar com ele — você disse, com a voz firme. — Eu estava rindo porque estava nervosa. Eu estava nervosa porque passei a noite inteira esperando que VOCÊ viesse falar comigo. Que você notasse o quanto eu tentei ficar bonita para você.
Os olhos de Michael se arregalaram levemente.
— Para mim?
— Sempre foi para você, seu bobo — você sorriu, uma lágrima finalmente escapando e rolando pelo seu rosto. — Eu também te amo. Há tanto tempo que eu já nem lembro como era a vida antes desse sentimento.
A expressão de Michael mudou instantaneamente. A raiva e o ciúme que o consumiam momentos antes evaporaram, sendo substituídos por uma luz de pura descrença e esperança.
— Você... você está falando sério? — ele perguntou, a voz voltando àquela doçura melódica que o mundo tanto amava.
— Nunca falei tão sério em toda a minha vida.
Michael não esperou mais nenhum segundo. Ele envolveu sua cintura com os braços e te puxou para perto, selando a distância entre seus lábios em um beijo que carregava anos de palavras não ditas, desejos reprimidos e uma ternura infinita. O beijo começou urgente, quase desesperado, como se ele precisasse confirmar que você era real, que aquele momento estava acontecendo.
Quando ele se afastou apenas alguns milímetros, suas testas ainda encostadas, ele sussurrou contra seus lábios:
— Prometa que nunca mais vai deixar ninguém chegar tão perto.
Você riu, sentindo a felicidade transbordar.
— Só se você prometer que nunca mais vai guardar isso só para você.
— Eu prometo — disse ele, voltando a te beijar, desta vez com calma, saboreando a certeza de que a amizade tinha finalmente encontrado seu destino final.
Lá dentro, a festa continuava, as luzes brilhavam e a música tocava. Mas ali, sob o luar, o Rei do Pop tinha encontrado algo muito mais valioso do que qualquer prêmio ou aplauso: ele tinha encontrado o seu coração, e você, finalmente, tinha encontrado o dele.
— Vamos sair daqui? — Michael perguntou, com um brilho travesso nos olhos.
— Para onde?
— Para qualquer lugar onde eu não precise compartilhar você com mais ninguém.
Você segurou a mão dele, entrelaçando seus dedos nos dele.
— Eu adoraria.
Enquanto caminhavam em direção ao carro, longe dos olhares curiosos e do barulho da fama, Michael parou por um momento e te olhou de cima a baixo, um sorriso radiante iluminando seu rosto.
— Você está linda, Sn. A mulher mais linda que eu já vi.
— Demorou para notar, hein, Jackson? — você brincou, fazendo-o rir.
— Eu notei no primeiro segundo — confessou ele, abrindo a porta do carro para você. — Eu só estava ocupado demais tentando não desmaiar.
Vocês entraram no carro, deixando para trás a festa e as inseguranças. O caminho à frente era desconhecido, mas pela primeira vez em muito tempo, ambos sabiam exatamente para onde estavam indo: para casa, um nos braços do outro.
Vocês eram amigos há anos. Uma amizade forjada em estúdios de gravação, madrugadas assistindo a filmes da Disney e conversas profundas sobre o peso da fama. Mas, para Michael, aquela palavra — "amizade" — estava começando a queimar como um ferro em brasa. Cada vez que ele via você rindo de uma piada que não era dele, ou quando sentia o perfume do seu pescoço ao te abraçar, o coração dele dava um solavanco que ele mal conseguia esconder.
Naquela noite, você estava deslumbrante. O vestido que você escolhera parecia abraçar cada curva do seu corpo, e a confiança que você exalava atraía olhares de todos os cantos da sala. Inclusive de Julian, um produtor musical em ascensão que não parecia ter a menor intenção de sair do seu lado.
Michael observava de longe, encostado em uma pilastra de mármore. Ele tentava manter o sorriso educado para quem o cumprimentava, mas suas mãos apertavam o copo com uma força desnecessária.
— Ele não para de tocar no braço dela — murmurou Michael para si mesmo, sentindo uma pontada aguda de irritação.
— O que disse, Michael? — perguntou Janet, aproximando-se do irmão com um olhar curioso.
— Nada, Janet. Apenas... a música está um pouco alta, não acha? — Ele forçou um sorriso, mas seus olhos voltaram instantaneamente para você.
Julian havia acabado de colocar a mão na sua cintura, inclinando-se para sussurrar algo em seu ouvido que a fez soltar uma risada sonora. Michael sentiu o sangue ferver. Ele nunca foi um homem de explosões, sempre preferindo a doçura e a diplomacia, mas havia algo na forma como aquele homem olhava para você que despertava um instinto possessivo que ele nem sabia que possuía.
Ele não aguentou mais. Com passos decididos, mas mantendo a aura de leveza que o caracterizava, Michael atravessou o salão.
— Com licença — disse ele, a voz suave, mas com um tom cortante que você raramente ouvia.
Você se virou, surpresa ao vê-lo ali tão subitamente.
— Michael! Eu estava te procurando. Você conhece o Julian?
— Já ouvi falar — respondeu Michael, sem sequer olhar para o homem. Seus olhos estavam cravados nos seus. — Sn, eu preciso falar com você. Agora.
— Ah, Michael, estamos no meio de uma conversa sobre o novo projeto do... — você começou a dizer, mas foi interrompida.
— É importante — insistiu ele. A mão dele envolveu seu pulso de forma firme, não para machucar, mas com uma urgência que te deixou sem fôlego.
Julian soltou uma risadinha nervosa, sentindo a tensão que emanava do Rei do Pop.
— Tudo bem, Sn. A gente se fala depois. Michael, prazer em te ver.
Michael não respondeu. Ele simplesmente te conduziu para longe da multidão, atravessando as portas de vidro que davam para o imenso jardim da propriedade. O ar fresco da noite bateu em seu rosto, trazendo um alívio momentâneo, mas a tensão entre vocês era quase palpável.
Assim que chegaram a uma parte mais isolada, perto do gazebo iluminado por pequenas lâmpadas de LED, ele soltou seu pulso e começou a andar de um lado para o outro.
— Michael, o que foi aquilo? — você perguntou, cruzando os braços. — Você foi quase rude com o Julian.
— Rude? — Ele parou de andar e se virou para você. A luz da lua refletia nos olhos dele, que brilhavam com uma mistura de mágoa e fúria. — Eu fui educado até demais, Sn. Aquele homem estava praticamente em cima de você.
— Ele estava apenas conversando! — você rebateu, sentindo seu próprio coração acelerar. — Somos amigos, Michael. Você sabe que eu sou livre para falar com quem eu quiser.
— Amigos... — Michael soltou uma risada seca, sem humor. — É sempre essa palavra, não é? Amigos.
— E o que mais seríamos? — você desafiou, dando um passo à frente.
Michael deu dois passos rápidos, diminuindo a distância entre vocês até que restassem apenas poucos centímetros. O cheiro de colônia dele, misturado com o aroma das flores do jardim, envolveu seus sentidos.
— Você é cega? — a voz dele agora era um sussurro rouco, carregado de uma intensidade que te fez estremecer. — Você realmente acha que eu olho para você e vejo apenas uma "amiga"? Você acha que eu gosto de ver cada homem nesta sala cobiçando o que... o que eu sinto que deveria ser meu?
— Michael... — seu nome saiu como um suspiro.
— Não! — Ele exclamou, e você viu a frustração transbordar. — Eu estou cansado de fingir. Estou cansado de sorrir e agir como se não doesse ver você rindo com outros, tocando outros. Eu odeio o jeito que ele colocou a mão em você. Eu odiei cada segundo daquela interação!
— Você está com ciúmes? — você perguntou, a voz trêmula pela revelação.
— Eu estou enlouquecendo, Sn! — Ele gritou, embora o volume não fosse alto, a força das palavras era devastadora. — Eu te amo. E dói tanto que eu não consigo mais respirar sem sentir que estou perdendo você para um mundo que não te conhece como eu conheço.
O silêncio que se seguiu foi denso. Você conseguia ouvir a respiração pesada de Michael e o som distante da música da festa. A raiva dele parecia ter se dissipado, dando lugar a uma vulnerabilidade crua que partia seu coração.
— Por que você nunca disse nada? — você perguntou baixinho, sentindo as lágrimas arderem em seus olhos.
— Porque eu tive medo — admitiu ele, desviando o olhar para o chão. — Medo de que, se eu confessasse, e você não sentisse o mesmo, eu perderia a única coisa real que eu tenho na minha vida. A sua amizade é o meu porto seguro, Sn. Mas eu não consigo mais ficar no porto. Eu quero o mar. Eu quero você.
Você estendeu a mão e tocou o rosto dele, forçando-o a olhar para você. A pele dele era macia sob seus dedos, e ele fechou os olhos ao seu toque, inclinando a cabeça contra sua palma.
— Michael, olhe para mim.
Ele abriu os olhos, a tristeza ainda presente nas íris escuras.
— Eu não estava rindo com o Julian porque eu queria estar com ele — você disse, com a voz firme. — Eu estava rindo porque estava nervosa. Eu estava nervosa porque passei a noite inteira esperando que VOCÊ viesse falar comigo. Que você notasse o quanto eu tentei ficar bonita para você.
Os olhos de Michael se arregalaram levemente.
— Para mim?
— Sempre foi para você, seu bobo — você sorriu, uma lágrima finalmente escapando e rolando pelo seu rosto. — Eu também te amo. Há tanto tempo que eu já nem lembro como era a vida antes desse sentimento.
A expressão de Michael mudou instantaneamente. A raiva e o ciúme que o consumiam momentos antes evaporaram, sendo substituídos por uma luz de pura descrença e esperança.
— Você... você está falando sério? — ele perguntou, a voz voltando àquela doçura melódica que o mundo tanto amava.
— Nunca falei tão sério em toda a minha vida.
Michael não esperou mais nenhum segundo. Ele envolveu sua cintura com os braços e te puxou para perto, selando a distância entre seus lábios em um beijo que carregava anos de palavras não ditas, desejos reprimidos e uma ternura infinita. O beijo começou urgente, quase desesperado, como se ele precisasse confirmar que você era real, que aquele momento estava acontecendo.
Quando ele se afastou apenas alguns milímetros, suas testas ainda encostadas, ele sussurrou contra seus lábios:
— Prometa que nunca mais vai deixar ninguém chegar tão perto.
Você riu, sentindo a felicidade transbordar.
— Só se você prometer que nunca mais vai guardar isso só para você.
— Eu prometo — disse ele, voltando a te beijar, desta vez com calma, saboreando a certeza de que a amizade tinha finalmente encontrado seu destino final.
Lá dentro, a festa continuava, as luzes brilhavam e a música tocava. Mas ali, sob o luar, o Rei do Pop tinha encontrado algo muito mais valioso do que qualquer prêmio ou aplauso: ele tinha encontrado o seu coração, e você, finalmente, tinha encontrado o dele.
— Vamos sair daqui? — Michael perguntou, com um brilho travesso nos olhos.
— Para onde?
— Para qualquer lugar onde eu não precise compartilhar você com mais ninguém.
Você segurou a mão dele, entrelaçando seus dedos nos dele.
— Eu adoraria.
Enquanto caminhavam em direção ao carro, longe dos olhares curiosos e do barulho da fama, Michael parou por um momento e te olhou de cima a baixo, um sorriso radiante iluminando seu rosto.
— Você está linda, Sn. A mulher mais linda que eu já vi.
— Demorou para notar, hein, Jackson? — você brincou, fazendo-o rir.
— Eu notei no primeiro segundo — confessou ele, abrindo a porta do carro para você. — Eu só estava ocupado demais tentando não desmaiar.
Vocês entraram no carro, deixando para trás a festa e as inseguranças. O caminho à frente era desconhecido, mas pela primeira vez em muito tempo, ambos sabiam exatamente para onde estavam indo: para casa, um nos braços do outro.
