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Futebol
Fandom: Futebol
Criado: 05/07/2026
Tags
RomanceDramaFatias de VidaCiúmesHistória DomésticaRealismoEstudo de Personagem
Corações Divididos e o Ciúme de Camisa 10
A suíte luxuosa em Doha estava impregnada com o cheiro de café brasileiro e a tensão pré-jogo que só uma Copa do Mundo poderia proporcionar. Karen, ajustando a camisa amarela canarinho que levava o número 10 e o nome de Neymar nas costas, olhou-se no espelho com satisfação. Ela era a definição de uma WAG de elite: os cabelos impecáveis, a maquiagem leve mas sofisticada, e uma presença que parava estádios. Ao lado de Georgina Rodríguez, Karen era a favorita dos paparazzi, mas, ao contrário da amiga espanhola, seu coração batia no ritmo do samba.
No entanto, ao se virar para a sala, seu sorriso murchou levemente. Sentados no sofá, prontos para partir rumo ao Estádio Education City, estavam seus filhos. Ivano, Ema e Sofia pareciam miniaturas perfeitas de Luka. Mas não era apenas a genética — os traços finos e os cabelos claros — que incomodava Karen naquele momento; eram as camisas quadriculadas em vermelho e branco que eles vestiam com orgulho.
— Não acredito que perdi a batalha da vestimenta novamente — suspirou Karen, cruzando os braços e fingindo uma indignação que, no fundo, era apenas uma ponta de frustração materna.
— Mãe, a Croácia é o time do papai — disse Ivano, o mais velho, com aquela calma pragmática que herdara diretamente de Modric. — E nós somos Modric também.
— Mas vocês também são Silva! — rebateu ela, lembrando-os de seu sobrenome de solteira. — Metade desse sangue aí é verde e amarelo. Vocês deveriam estar apoiando o país da feijoada e do melhor futebol do mundo.
— O papai disse que o melhor futebol do mundo é o que ganha — provocou a pequena Ema, dando um sorrisinho travesso enquanto calçava suas chuteiras personalizadas.
Karen revirou os olhos, mas não conseguiu conter o riso. Eles eram a cópia fiel de Luka: determinados, discretos e terrivelmente teimosos.
A chegada ao estádio foi o caos controlado de sempre. Karen foi escoltada por seguranças enquanto os flashes disparavam. Ela acenou para os fotógrafos com a elegância que a tornara um ícone global. Nas redes sociais, a disputa já havia começado: "A Rainha do Brasil contra o Rei da Croácia", diziam as manchetes.
No túnel de acesso, antes do aquecimento, ela conseguiu ver Luka. Ele estava concentrado, a faixa de capitão já no braço, mas seus olhos brilharam ao ver a esposa. Ele caminhou até a grade onde ela o esperava.
— Você está linda, mesmo com essa cor horrível — brincou Luka, puxando-a para um beijo rápido, mas possessivo.
— Horrível é esse xadrez de toalha de mesa, meu amor — Karen retrucou, ajeitando o cabelo dele. — Prepare-se para chorar hoje. O Brasil não vai perdoar.
— Veremos, Karen. Veremos — ele disse, com aquele olhar competitivo que ela tanto amava.
O jogo foi uma tortura emocional. Karen sofria a cada ataque brasileiro, gritando e gesticulando como uma torcedora de arquibancada, esquecendo por momentos sua postura de modelo. Ao seu lado, os filhos pulavam a cada vez que Luka tocava na bola. Era uma divisão clara na família. Quando o Brasil abriu o placar na prorrogação com Neymar, Karen explodiu em alegria, pulando e mandando beijos para a tribuna de imprensa.
Mas o destino da Copa é cruel. O empate croata veio, e depois, os pênaltis.
Quando a Croácia selou a vitória, Karen sentiu o peso da derrota brasileira como uma facada. Ela se sentou, em silêncio, vendo o marido comemorar no campo. Por um lado, estava orgulhosa — ele era um gigante, um imortal do esporte. Por outro, sua alma brasileira sangrava.
Após a partida, nos corredores internos do estádio, o clima era de contrastes. Karen caminhava para encontrar Luka, ainda vestindo sua camisa amarela, quando cruzou com parte da delegação brasileira. Casemiro e Richarlison, que a conheciam de longa data por conta dos eventos da FIFA e do tempo de Luka no Real Madrid, pararam para cumprimentá-la.
— Poxa, Karen, hoje não deu para a gente — disse Richarlison, visivelmente abatido, mas abrindo um sorriso ao ver a amiga.
— Eu estou arrasada, Richy — respondeu ela, aproximando-se e dando um abraço de consolo no atacante. — Vocês jogaram muito. Eu quase tive um infarto.
— Se o capitão te vê abraçada com a gente depois de ele ganhar, ele vai ficar louco — brincou Casemiro, passando a mão no rosto suado.
— Deixa ele — Karen riu, colocando a mão no ombro de Casemiro. — Ele já ganhou o jogo, eu tenho o direito de consolar meus compatriotas.
Nesse exato momento, Luka Modric apareceu no final do corredor. Ele ainda usava o uniforme de jogo, o suor brilhando sob as luzes fortes. Ao ver Karen rodeada pelos jogadores brasileiros, seu semblante mudou instantaneamente. A alegria da vitória deu lugar a uma careta de ciúme que ele nunca conseguia esconder totalmente.
Luka caminhou a passos largos e parou ao lado de Karen, passando o braço firmemente pela cintura dela.
— Boa partida, pessoal — disse Luka, o tom de voz educado, mas os olhos fixos em Casemiro, seu antigo companheiro de clube.
— Parabéns, Luka. Você é um monstro — respondeu Casemiro, percebendo a tensão. — Estávamos só lamentando a derrota com a Karen.
— É, eu vi — Luka retrucou, apertando um pouco mais o abraço na esposa. — Mas agora a Karen precisa ir. Temos que comemorar com as crianças.
Os brasileiros se despediram com sorrisos cúmplices, sabendo exatamente o que estava acontecendo. Assim que eles se afastaram, Karen se soltou levemente do abraço e olhou para o marido com uma sobrancelha erguida.
— Luka Modric, você não muda nunca? — perguntou ela, divertida. — Eles estão tristes, eu só estava sendo gentil.
— Você estava sendo muito gentil — resmungou ele em croata, antes de voltar para o inglês. — E você ainda está usando essa camisa. O seu marido acabou de fazer história e você continua vestida de amarelo.
— Eu sou brasileira, Luka. Isso aqui não é uma roupa, é a minha pele — ela disse, aproximando-se e passando os braços pelo pescoço dele. — Mas eu estou muito orgulhosa de você. Você foi incrível, capitão.
Luka relaxou os ombros, a resistência derretendo diante do sorriso dela. Ele a puxou para mais perto, escondendo o rosto no pescoço dela por um segundo.
— Eu odeio quando você fala com eles — confessou ele, a voz abafada. — Especialmente quando você parece tão bonita torcendo para o time deles.
— Eu sou sua, seu bobo — sussurrou Karen. — Mas não espere que eu use a camisa da Croácia na semifinal. Tudo tem limite.
— Veremos — disse Luka, recuperando o sorriso desafiador. — Se eu chegar na final, você vai vestir o xadrez. É uma aposta?
— Se você chegar na final — Karen aceitou, os olhos brilhando —, eu visto a camisa, faço um post no Instagram e ainda digo que o seu café é melhor que o brasileiro.
Luka riu alto, uma raridade naquele ambiente de pressão.
— Fechado. Prepare o seu perfil, Karen, porque eu pretendo ganhar essa Copa.
Eles caminharam juntos em direção ao estacionamento, onde os filhos já os esperavam dentro do carro. Ivano, ao ver o pai, começou a gritar "Hrvatska!" da janela. Karen olhou para aquela cena — o marido herói nacional, os filhos que eram cópias dele, e a sua própria identidade brasileira resistindo bravamente.
— Eu sou a única resistência nesta família — murmurou ela para si mesma.
— Você é o coração desta família — corrigiu Luka, abrindo a porta para ela. — E o coração, às vezes, precisa mudar de cor por amor.
— Nem nos seus sonhos, Modric — ela brincou, entrando no carro. — Mas por hoje, só por hoje... parabéns.
A jornada no Catar continuava, e enquanto o mundo via a WAG glamourosa e o craque lendário, entre quatro paredes — ou dentro de um SUV de luxo —, eles eram apenas um casal tentando equilibrar o amor, a pátria e o ciúme de um camisa 10 que não aceitava perder, nem no campo, nem no coração de sua mulher.
No entanto, ao se virar para a sala, seu sorriso murchou levemente. Sentados no sofá, prontos para partir rumo ao Estádio Education City, estavam seus filhos. Ivano, Ema e Sofia pareciam miniaturas perfeitas de Luka. Mas não era apenas a genética — os traços finos e os cabelos claros — que incomodava Karen naquele momento; eram as camisas quadriculadas em vermelho e branco que eles vestiam com orgulho.
— Não acredito que perdi a batalha da vestimenta novamente — suspirou Karen, cruzando os braços e fingindo uma indignação que, no fundo, era apenas uma ponta de frustração materna.
— Mãe, a Croácia é o time do papai — disse Ivano, o mais velho, com aquela calma pragmática que herdara diretamente de Modric. — E nós somos Modric também.
— Mas vocês também são Silva! — rebateu ela, lembrando-os de seu sobrenome de solteira. — Metade desse sangue aí é verde e amarelo. Vocês deveriam estar apoiando o país da feijoada e do melhor futebol do mundo.
— O papai disse que o melhor futebol do mundo é o que ganha — provocou a pequena Ema, dando um sorrisinho travesso enquanto calçava suas chuteiras personalizadas.
Karen revirou os olhos, mas não conseguiu conter o riso. Eles eram a cópia fiel de Luka: determinados, discretos e terrivelmente teimosos.
A chegada ao estádio foi o caos controlado de sempre. Karen foi escoltada por seguranças enquanto os flashes disparavam. Ela acenou para os fotógrafos com a elegância que a tornara um ícone global. Nas redes sociais, a disputa já havia começado: "A Rainha do Brasil contra o Rei da Croácia", diziam as manchetes.
No túnel de acesso, antes do aquecimento, ela conseguiu ver Luka. Ele estava concentrado, a faixa de capitão já no braço, mas seus olhos brilharam ao ver a esposa. Ele caminhou até a grade onde ela o esperava.
— Você está linda, mesmo com essa cor horrível — brincou Luka, puxando-a para um beijo rápido, mas possessivo.
— Horrível é esse xadrez de toalha de mesa, meu amor — Karen retrucou, ajeitando o cabelo dele. — Prepare-se para chorar hoje. O Brasil não vai perdoar.
— Veremos, Karen. Veremos — ele disse, com aquele olhar competitivo que ela tanto amava.
O jogo foi uma tortura emocional. Karen sofria a cada ataque brasileiro, gritando e gesticulando como uma torcedora de arquibancada, esquecendo por momentos sua postura de modelo. Ao seu lado, os filhos pulavam a cada vez que Luka tocava na bola. Era uma divisão clara na família. Quando o Brasil abriu o placar na prorrogação com Neymar, Karen explodiu em alegria, pulando e mandando beijos para a tribuna de imprensa.
Mas o destino da Copa é cruel. O empate croata veio, e depois, os pênaltis.
Quando a Croácia selou a vitória, Karen sentiu o peso da derrota brasileira como uma facada. Ela se sentou, em silêncio, vendo o marido comemorar no campo. Por um lado, estava orgulhosa — ele era um gigante, um imortal do esporte. Por outro, sua alma brasileira sangrava.
Após a partida, nos corredores internos do estádio, o clima era de contrastes. Karen caminhava para encontrar Luka, ainda vestindo sua camisa amarela, quando cruzou com parte da delegação brasileira. Casemiro e Richarlison, que a conheciam de longa data por conta dos eventos da FIFA e do tempo de Luka no Real Madrid, pararam para cumprimentá-la.
— Poxa, Karen, hoje não deu para a gente — disse Richarlison, visivelmente abatido, mas abrindo um sorriso ao ver a amiga.
— Eu estou arrasada, Richy — respondeu ela, aproximando-se e dando um abraço de consolo no atacante. — Vocês jogaram muito. Eu quase tive um infarto.
— Se o capitão te vê abraçada com a gente depois de ele ganhar, ele vai ficar louco — brincou Casemiro, passando a mão no rosto suado.
— Deixa ele — Karen riu, colocando a mão no ombro de Casemiro. — Ele já ganhou o jogo, eu tenho o direito de consolar meus compatriotas.
Nesse exato momento, Luka Modric apareceu no final do corredor. Ele ainda usava o uniforme de jogo, o suor brilhando sob as luzes fortes. Ao ver Karen rodeada pelos jogadores brasileiros, seu semblante mudou instantaneamente. A alegria da vitória deu lugar a uma careta de ciúme que ele nunca conseguia esconder totalmente.
Luka caminhou a passos largos e parou ao lado de Karen, passando o braço firmemente pela cintura dela.
— Boa partida, pessoal — disse Luka, o tom de voz educado, mas os olhos fixos em Casemiro, seu antigo companheiro de clube.
— Parabéns, Luka. Você é um monstro — respondeu Casemiro, percebendo a tensão. — Estávamos só lamentando a derrota com a Karen.
— É, eu vi — Luka retrucou, apertando um pouco mais o abraço na esposa. — Mas agora a Karen precisa ir. Temos que comemorar com as crianças.
Os brasileiros se despediram com sorrisos cúmplices, sabendo exatamente o que estava acontecendo. Assim que eles se afastaram, Karen se soltou levemente do abraço e olhou para o marido com uma sobrancelha erguida.
— Luka Modric, você não muda nunca? — perguntou ela, divertida. — Eles estão tristes, eu só estava sendo gentil.
— Você estava sendo muito gentil — resmungou ele em croata, antes de voltar para o inglês. — E você ainda está usando essa camisa. O seu marido acabou de fazer história e você continua vestida de amarelo.
— Eu sou brasileira, Luka. Isso aqui não é uma roupa, é a minha pele — ela disse, aproximando-se e passando os braços pelo pescoço dele. — Mas eu estou muito orgulhosa de você. Você foi incrível, capitão.
Luka relaxou os ombros, a resistência derretendo diante do sorriso dela. Ele a puxou para mais perto, escondendo o rosto no pescoço dela por um segundo.
— Eu odeio quando você fala com eles — confessou ele, a voz abafada. — Especialmente quando você parece tão bonita torcendo para o time deles.
— Eu sou sua, seu bobo — sussurrou Karen. — Mas não espere que eu use a camisa da Croácia na semifinal. Tudo tem limite.
— Veremos — disse Luka, recuperando o sorriso desafiador. — Se eu chegar na final, você vai vestir o xadrez. É uma aposta?
— Se você chegar na final — Karen aceitou, os olhos brilhando —, eu visto a camisa, faço um post no Instagram e ainda digo que o seu café é melhor que o brasileiro.
Luka riu alto, uma raridade naquele ambiente de pressão.
— Fechado. Prepare o seu perfil, Karen, porque eu pretendo ganhar essa Copa.
Eles caminharam juntos em direção ao estacionamento, onde os filhos já os esperavam dentro do carro. Ivano, ao ver o pai, começou a gritar "Hrvatska!" da janela. Karen olhou para aquela cena — o marido herói nacional, os filhos que eram cópias dele, e a sua própria identidade brasileira resistindo bravamente.
— Eu sou a única resistência nesta família — murmurou ela para si mesma.
— Você é o coração desta família — corrigiu Luka, abrindo a porta para ela. — E o coração, às vezes, precisa mudar de cor por amor.
— Nem nos seus sonhos, Modric — ela brincou, entrando no carro. — Mas por hoje, só por hoje... parabéns.
A jornada no Catar continuava, e enquanto o mundo via a WAG glamourosa e o craque lendário, entre quatro paredes — ou dentro de um SUV de luxo —, eles eram apenas um casal tentando equilibrar o amor, a pátria e o ciúme de um camisa 10 que não aceitava perder, nem no campo, nem no coração de sua mulher.
