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Fandom: Naruto
Criado: 05/07/2026
Tags
RomanceFatias de VidaHistória DomésticaEstudo de PersonagemCenário CanônicoFofuraLinguagem ExplícitaDor/ConfortoPsicológicoDrama
A Anatomia da Curiosidade e o Despertar dos Sentidos
A chuva caía de forma persistente sobre o País da Chuva, um martelar rítmico contra o telhado de pedra do esconderijo da Akatsuki. No interior das paredes frias e úmidas, o silêncio era um luxo raramente apreciado, frequentemente interrompido pelas discussões incessantes dos membros da organização. Itachi Uchiha, no entanto, possuía a habilidade singular de se desligar do caos ao seu redor, mantendo uma expressão de serenidade estoica que muitos confundiam com frieza.
Naquela tarde, Itachi estava sentado na área comum, seus olhos ônix fixos em um pergaminho antigo, embora seus pensamentos estivessem longe. Ele sentia a presença reconfortante de Kisame Hoshigaki por perto, o homem que, contra todas as probabilidades, tornara-se seu companheiro não apenas de missões, mas de vida. O relacionamento deles era construído sobre pilares de respeito mútuo e uma paciência que beirava o sagrado por parte do espadachim da névoa.
Kisame sabia que Itachi era diferente. Apesar de ser um prodígio no campo de batalha e um mestre do Sharingan, o Uchiha possuía uma pureza quase infantil em relação às questões da carne. Ele entendia a estratégia militar, a política das vilas e a complexidade da dor humana, mas o desejo físico era um território inexplorado, um mapa cujas bordas ele ainda tinha receio de cruzar. E Kisame, com sua lealdade inabalável, nunca o pressionara.
A tranquilidade foi abruptamente quebrada quando Hidan e Deidara entraram no recinto, imersos em uma conversa barulhenta e, como de costume, imprópria.
— Eu estou te dizendo, Deidara, é uma questão de biologia básica! — exclamou Hidan, rindo de forma escandalosa enquanto se jogava em um dos sofás gastos. — Aqueles caras da Névoa são diferentes.
Deidara revirou os olhos, ajeitando a franja.
— Você só fala bobagem, hm. Por que eu me importaria com isso?
Hidan ignorou o desdém do loiro e voltou seu olhar malicioso para Itachi, que permanecia imóvel.
— Ei, Itachi! Você que dorme no mesmo quarto que o tubarão há anos... me tira uma dúvida.
Itachi levantou os olhos do pergaminho, a expressão neutra.
— O que deseja, Hidan?
— O boato que corre entre os mercenários é que homens-peixe como o Kisame são... bem, dotados de uma anatomia avantajada, se é que me entende. Dizem que tudo neles é em escala maior. E aí? O "brinquedo" dele faz jus ao tamanho da Samehada ou é só conversa fiada?
O silêncio que se seguiu foi denso. Itachi piscou, processando a pergunta. Sua mente, sempre tão rápida para desvendar genjutsus, pareceu tropeçar naquela informação mundana. Ele nunca havia parado para pensar na anatomia de Kisame sob aquela ótica. Para ele, Kisame era porto seguro, força e cuidado. A ideia de "tamanho" ou "genitália" era algo que ele simplesmente não havia catalogado em sua mente analítica.
— Eu não saberia dizer — respondeu Itachi, sua voz calma e desprovida de qualquer emoção aparente. — Nunca vi tal parte de sua anatomia.
Hidan soltou uma gargalhada tão alta que ecoou pelos corredores.
— Você está brincando! Vocês estão juntos há quanto tempo? Um século? E você nunca deu uma olhada no que ele esconde debaixo daquele manto? Por Jashin, Itachi, você é um santo ou apenas muito lerdo?
— Talvez ele apenas valorize a privacidade — interveio Deidara, embora houvesse um brilho de curiosidade em seus próprios olhos. — Mas é estranho, hm.
— Estranho é pouco! — Hidan continuou, limpando uma lágrima de riso. — Se eu tivesse um espécime desses à disposição, já teria feito um inventário completo.
Itachi não respondeu. Ele simplesmente voltou a ler seu pergaminho, mas as palavras agora pareciam borrões sem sentido. Uma semente de dúvida — ou melhor, de curiosidade — fora plantada. O que Hidan dissera sobre a anatomia de Kisame ser "diferente" ou "avantajada" começou a circular em sua mente como um genjutsu do qual ele não conseguia escapar.
Mais tarde naquela noite, o quarto que compartilhavam estava mergulhado na penumbra, iluminado apenas por uma pequena vela que oscilava conforme o vento soprava pelas frestas. Kisame estava sentado na beira de sua cama, afiando uma kunai, seus movimentos lentos e precisos. Ele notou que Itachi estava mais silencioso que o habitual, seus olhos seguindo cada movimento do espadachim com uma intensidade nova.
— Você está pensativo hoje, Itachi-san — comentou Kisame, sua voz rouca quebrando o silêncio. — Aconteceu algo durante a tarde?
Itachi hesitou. Ele sentiu o calor subir por seu pescoço, uma sensação de vergonha que raramente o visitava. Ele se aproximou de Kisame, parando a poucos passos de distância.
— Kisame... — começou ele, a voz quase um sussurro. — Hoje, Hidan fez alguns comentários sobre você. Sobre a sua... constituição física.
Kisame parou de afiar a lâmina e olhou para cima, um sorriso divertido brincando em seus lábios azulados.
— Hidan não consegue manter a língua dentro da boca. O que aquele idiota disse desta vez?
Itachi desviou o olhar, as bochechas tingidas de um rosa pálido que Kisame achou fascinante.
— Ele perguntou se os rumores sobre a sua genitália eram verdadeiros. Se ela era... particularmente grande devido à sua linhagem.
Kisame soltou um riso baixo, um som vibrante que pareceu ressoar no peito de Itachi.
— E o que você respondeu?
— Eu disse a verdade. Que eu não sabia. Eu nunca... eu nunca pensei em olhar.
Itachi deu um passo à frente, a coragem lutando contra a timidez.
— Mas agora, eu não consigo parar de pensar nisso. Eu percebi que, apesar de estarmos juntos, eu conheço muito pouco do seu corpo. Eu sou... ingênuo nessas questões, eu sei. Mas eu gostaria de ver. Se você permitir.
Kisame sentiu um solavanco de desejo, mas manteve a compostura. Ele esperara por aquele momento por muito tempo, respeitando cada barreira que Itachi erguera, consciente de que a alma do Uchiha era delicada sob a armadura de ninja.
— Itachi-san — disse Kisame, levantando-se e diminuindo a distância entre eles. — Você sabe que eu nunca esconderia nada de você. Eu estive esperando o seu tempo. Se a sua curiosidade finalmente despertou, eu ficarei feliz em satisfazê-la. E talvez... mostrar muito mais do que apenas o que Hidan comentou.
As mãos grandes e calejadas de Kisame subiram até os ombros de Itachi, deslizando o manto da Akatsuki para fora. O tecido caiu no chão com um baque surdo. Itachi tremeu levemente, não de frio, mas de antecipação.
— Por favor — disse Itachi, seus olhos encontrando os de Kisame. — Mostre-me.
Kisame começou a se despir com uma lentidão deliberada. Ele queria que Itachi visse tudo, que processasse cada detalhe de sua forma única. Quando o manto e as vestes internas caíram, a figura imponente de Kisame revelou-se por completo. Sua pele azulada era marcada por cicatrizes de batalhas, e as brânquias em suas laterais pulsavam suavemente.
Mas o olhar de Itachi, movido por uma curiosidade agora febril, desceu para o quadril do companheiro. O que ele viu o fez perder o fôlego. A anatomia de Kisame era, de fato, formidável. Mesmo em repouso, sua masculinidade era imponente, dotada de uma coloração ligeiramente mais escura e uma textura que parecia firme e exótica.
— É... — Itachi começou, a voz falhando. — Hidan não estava exagerando.
— Isso é apenas o começo, Itachi — murmurou Kisame, aproximando-se até que seus corpos quase se tocassem. — O corpo de um homem da Névoa tem suas particularidades. Você quer tocar?
Itachi estendeu a mão, seus dedos longos e pálidos tremendo. Quando sua pele encontrou a de Kisame, um choque elétrico pareceu percorrer sua espinha. A textura era diferente de tudo o que ele imaginara; era quente, sedosa e pulsava com uma vida própria.
— É tão... quente — sussurrou Itachi, fechando a mão timidamente ao redor da extensão de Kisame.
O espadachim soltou um gemido baixo, a cabeça caindo para trás por um momento. O toque de Itachi era inexperiente, mas carregado de uma veneração que desarmava Kisame.
— Você não tem ideia do que o seu toque faz comigo, Itachi — disse Kisame, sua voz agora carregada de uma luxúria contida. — Deixe-me mostrar o resto. Deixe-me mostrar como o meu corpo pode reagir ao seu.
Kisame guiou Itachi até a cama, deitando-o com uma delicadeza que contrastava com seu tamanho bruto. Ele começou a despir o Uchiha, removendo cada peça de roupa como se estivesse desvendando um tesouro sagrado. Quando Itachi ficou nu sob ele, a pele alva contrastando com o azul profundo de Kisame, a imagem era de uma beleza quase poética.
— Você é perfeito, Itachi-san — elogiou Kisame, inclinando-se para beijar a curva do pescoço do namorado.
Itachi arqueou as costas, sentindo o peso de Kisame sobre ele. Era uma sensação de segurança absoluta, misturada com uma excitação crescente que ele nunca se permitira sentir. As mãos de Kisame começaram a explorar o corpo de Itachi, mapeando cada músculo, cada cicatriz, com uma paciência infinita.
— Kisame... eu não sei o que fazer — confessou Itachi, os olhos nublados pelo desejo.
— Você não precisa fazer nada além de sentir — respondeu Kisame, descendo os beijos pelo peito de Itachi até o abdômen. — Eu vou guiar você. Vou mostrar como dois corpos podem se tornar um só, além das missões e do sangue.
Kisame usou sua língua para explorar o umbigo de Itachi, descendo ainda mais, até que seus lábios encontraram a intimidade do Uchiha. Itachi soltou um suspiro agudo, suas mãos agarrando os lençóis com força. A sensação era avassaladora; o calor da boca de Kisame, a habilidade com que ele o estimulava, tudo era novo e intensamente prazeroso.
— Ah... Kisame... — o nome do companheiro escapou como uma prece dos lábios de Itachi.
O espadachim continuou seu trabalho, sentindo o corpo de Itachi relaxar e se abrir para ele. Ele sabia que precisava ser cuidadoso; a primeira vez de Itachi não seria apenas física, seria uma entrega espiritual. Kisame alcançou um frasco de óleo aromático que mantinha guardado, espalhando o líquido quente entre as coxas de Itachi.
— Vai haver uma pressão, Itachi. Diga-me se for demais para você — instruiu Kisame, sua voz suave, mas firme.
Itachi assentiu, confiando plenamente no homem acima dele. Quando Kisame começou a prepará-lo, usando os dedos para abrir caminho com uma paciência meticulosa, Itachi sentiu uma mistura de desconforto e um prazer crescente que o deixava tonto. Cada movimento de Kisame era calculado para proporcionar o máximo de conforto, esperando que os músculos de Itachi cedessem ao seu toque.
— Estou pronto — sussurrou Itachi, embora seu coração batesse como o de um pássaro enjaulado. — Eu quero você, Kisame.
Kisame posicionou-se, a magnitude de seu corpo agora pronta para a união final. Ele entrou em Itachi com uma lentidão excruciante, dando tempo para que o corpo menor se acostumasse à sua presença. Itachi soltou um gemido abafado, os olhos se fechando enquanto sentia a plenitude de Kisame preenchê-lo. Era, de fato, muito mais do que ele jamais poderia ter concebido em sua inocência.
— Respire, Itachi... respire comigo — pediu Kisame, unindo suas mãos às dele, entrelaçando os dedos.
À medida que Kisame começava a se mover, o ritmo inicial de cautela transformou-se em uma dança de paixão e necessidade. A cada estocada, Itachi sentia as barreiras de sua mente se desintegrando, substituídas por uma clareza sensorial que o Sharingan jamais poderia replicar. O mundo exterior, a Akatsuki, as guerras e o passado doloroso desapareceram. Naquele momento, só existia o calor de Kisame, o som de suas respirações unidas e a sensação de estarem finalmente completos.
A anatomia de Kisame, que antes fora motivo de uma dúvida tímida, agora era a fonte de um êxtase que levava Itachi às lágrimas. Ele se sentia preenchido, não apenas fisicamente, mas em um nível que transcendia o entendimento humano. Kisame, por sua vez, encontrava no corpo de Itachi um santuário, um lugar onde ele não era um monstro da névoa, mas um homem amado.
O clímax veio como uma onda avassaladora, quebrando sobre eles com uma força que os deixou exaustos e trêmulos. Itachi se agarrou a Kisame enquanto o prazer percorria cada nervo de seu corpo, soltando um grito baixo que foi abafado pelo ombro do companheiro. Kisame seguiu logo atrás, seu corpo rugindo com a liberação enquanto ele se derramava dentro de Itachi, selando o vínculo que eles cultivaram por tanto tempo.
Minutos depois, ou talvez horas — o tempo parecia irrelevante agora —, eles permaneciam abraçados sob os lençóis. A chuva lá fora continuava a cair, mas o frio não os alcançava.
Itachi encostou a cabeça no peito largo de Kisame, ouvindo o batimento cardíaco estável do homem.
— Kisame? — chamou ele, a voz sonolenta.
— Sim, Itachi-san?
— Hidan estava certo sobre uma coisa.
Kisame riu, acariciando os cabelos negros e sedosos de Itachi.
— Sobre o quê?
— A sua anatomia é... impressionante. Mas ele errou no resto.
— No resto?
— Ele falou como se fosse apenas uma curiosidade biológica — disse Itachi, levantando os olhos para encontrar os de Kisame com uma ternura renovada. — Mas não é sobre o tamanho ou a forma. É sobre como você me faz sentir. Eu nunca imaginei que poderia me sentir tão... vivo.
Kisame beijou a testa de Itachi, apertando-o mais contra si.
— Eu esperaria mais dez anos por este momento, Itachi. Você é a única coisa neste mundo que faz com que valha a pena ser quem eu sou.
Itachi fechou os olhos, um sorriso genuíno e raro iluminando seu rosto. A inocência que ele carregava não fora perdida, mas transformada em uma sabedoria nova — a sabedoria de que o amor, em todas as suas formas e anatomias, era o jutsu mais poderoso de todos. E enquanto o sono os envolvia, Itachi soube que, na próxima vez que Hidan fizesse uma pergunta estúpida, ele apenas sorriria, guardando para si o segredo de que o tubarão da névoa tinha, na verdade, o maior coração que ele já conhecera.
Naquela tarde, Itachi estava sentado na área comum, seus olhos ônix fixos em um pergaminho antigo, embora seus pensamentos estivessem longe. Ele sentia a presença reconfortante de Kisame Hoshigaki por perto, o homem que, contra todas as probabilidades, tornara-se seu companheiro não apenas de missões, mas de vida. O relacionamento deles era construído sobre pilares de respeito mútuo e uma paciência que beirava o sagrado por parte do espadachim da névoa.
Kisame sabia que Itachi era diferente. Apesar de ser um prodígio no campo de batalha e um mestre do Sharingan, o Uchiha possuía uma pureza quase infantil em relação às questões da carne. Ele entendia a estratégia militar, a política das vilas e a complexidade da dor humana, mas o desejo físico era um território inexplorado, um mapa cujas bordas ele ainda tinha receio de cruzar. E Kisame, com sua lealdade inabalável, nunca o pressionara.
A tranquilidade foi abruptamente quebrada quando Hidan e Deidara entraram no recinto, imersos em uma conversa barulhenta e, como de costume, imprópria.
— Eu estou te dizendo, Deidara, é uma questão de biologia básica! — exclamou Hidan, rindo de forma escandalosa enquanto se jogava em um dos sofás gastos. — Aqueles caras da Névoa são diferentes.
Deidara revirou os olhos, ajeitando a franja.
— Você só fala bobagem, hm. Por que eu me importaria com isso?
Hidan ignorou o desdém do loiro e voltou seu olhar malicioso para Itachi, que permanecia imóvel.
— Ei, Itachi! Você que dorme no mesmo quarto que o tubarão há anos... me tira uma dúvida.
Itachi levantou os olhos do pergaminho, a expressão neutra.
— O que deseja, Hidan?
— O boato que corre entre os mercenários é que homens-peixe como o Kisame são... bem, dotados de uma anatomia avantajada, se é que me entende. Dizem que tudo neles é em escala maior. E aí? O "brinquedo" dele faz jus ao tamanho da Samehada ou é só conversa fiada?
O silêncio que se seguiu foi denso. Itachi piscou, processando a pergunta. Sua mente, sempre tão rápida para desvendar genjutsus, pareceu tropeçar naquela informação mundana. Ele nunca havia parado para pensar na anatomia de Kisame sob aquela ótica. Para ele, Kisame era porto seguro, força e cuidado. A ideia de "tamanho" ou "genitália" era algo que ele simplesmente não havia catalogado em sua mente analítica.
— Eu não saberia dizer — respondeu Itachi, sua voz calma e desprovida de qualquer emoção aparente. — Nunca vi tal parte de sua anatomia.
Hidan soltou uma gargalhada tão alta que ecoou pelos corredores.
— Você está brincando! Vocês estão juntos há quanto tempo? Um século? E você nunca deu uma olhada no que ele esconde debaixo daquele manto? Por Jashin, Itachi, você é um santo ou apenas muito lerdo?
— Talvez ele apenas valorize a privacidade — interveio Deidara, embora houvesse um brilho de curiosidade em seus próprios olhos. — Mas é estranho, hm.
— Estranho é pouco! — Hidan continuou, limpando uma lágrima de riso. — Se eu tivesse um espécime desses à disposição, já teria feito um inventário completo.
Itachi não respondeu. Ele simplesmente voltou a ler seu pergaminho, mas as palavras agora pareciam borrões sem sentido. Uma semente de dúvida — ou melhor, de curiosidade — fora plantada. O que Hidan dissera sobre a anatomia de Kisame ser "diferente" ou "avantajada" começou a circular em sua mente como um genjutsu do qual ele não conseguia escapar.
Mais tarde naquela noite, o quarto que compartilhavam estava mergulhado na penumbra, iluminado apenas por uma pequena vela que oscilava conforme o vento soprava pelas frestas. Kisame estava sentado na beira de sua cama, afiando uma kunai, seus movimentos lentos e precisos. Ele notou que Itachi estava mais silencioso que o habitual, seus olhos seguindo cada movimento do espadachim com uma intensidade nova.
— Você está pensativo hoje, Itachi-san — comentou Kisame, sua voz rouca quebrando o silêncio. — Aconteceu algo durante a tarde?
Itachi hesitou. Ele sentiu o calor subir por seu pescoço, uma sensação de vergonha que raramente o visitava. Ele se aproximou de Kisame, parando a poucos passos de distância.
— Kisame... — começou ele, a voz quase um sussurro. — Hoje, Hidan fez alguns comentários sobre você. Sobre a sua... constituição física.
Kisame parou de afiar a lâmina e olhou para cima, um sorriso divertido brincando em seus lábios azulados.
— Hidan não consegue manter a língua dentro da boca. O que aquele idiota disse desta vez?
Itachi desviou o olhar, as bochechas tingidas de um rosa pálido que Kisame achou fascinante.
— Ele perguntou se os rumores sobre a sua genitália eram verdadeiros. Se ela era... particularmente grande devido à sua linhagem.
Kisame soltou um riso baixo, um som vibrante que pareceu ressoar no peito de Itachi.
— E o que você respondeu?
— Eu disse a verdade. Que eu não sabia. Eu nunca... eu nunca pensei em olhar.
Itachi deu um passo à frente, a coragem lutando contra a timidez.
— Mas agora, eu não consigo parar de pensar nisso. Eu percebi que, apesar de estarmos juntos, eu conheço muito pouco do seu corpo. Eu sou... ingênuo nessas questões, eu sei. Mas eu gostaria de ver. Se você permitir.
Kisame sentiu um solavanco de desejo, mas manteve a compostura. Ele esperara por aquele momento por muito tempo, respeitando cada barreira que Itachi erguera, consciente de que a alma do Uchiha era delicada sob a armadura de ninja.
— Itachi-san — disse Kisame, levantando-se e diminuindo a distância entre eles. — Você sabe que eu nunca esconderia nada de você. Eu estive esperando o seu tempo. Se a sua curiosidade finalmente despertou, eu ficarei feliz em satisfazê-la. E talvez... mostrar muito mais do que apenas o que Hidan comentou.
As mãos grandes e calejadas de Kisame subiram até os ombros de Itachi, deslizando o manto da Akatsuki para fora. O tecido caiu no chão com um baque surdo. Itachi tremeu levemente, não de frio, mas de antecipação.
— Por favor — disse Itachi, seus olhos encontrando os de Kisame. — Mostre-me.
Kisame começou a se despir com uma lentidão deliberada. Ele queria que Itachi visse tudo, que processasse cada detalhe de sua forma única. Quando o manto e as vestes internas caíram, a figura imponente de Kisame revelou-se por completo. Sua pele azulada era marcada por cicatrizes de batalhas, e as brânquias em suas laterais pulsavam suavemente.
Mas o olhar de Itachi, movido por uma curiosidade agora febril, desceu para o quadril do companheiro. O que ele viu o fez perder o fôlego. A anatomia de Kisame era, de fato, formidável. Mesmo em repouso, sua masculinidade era imponente, dotada de uma coloração ligeiramente mais escura e uma textura que parecia firme e exótica.
— É... — Itachi começou, a voz falhando. — Hidan não estava exagerando.
— Isso é apenas o começo, Itachi — murmurou Kisame, aproximando-se até que seus corpos quase se tocassem. — O corpo de um homem da Névoa tem suas particularidades. Você quer tocar?
Itachi estendeu a mão, seus dedos longos e pálidos tremendo. Quando sua pele encontrou a de Kisame, um choque elétrico pareceu percorrer sua espinha. A textura era diferente de tudo o que ele imaginara; era quente, sedosa e pulsava com uma vida própria.
— É tão... quente — sussurrou Itachi, fechando a mão timidamente ao redor da extensão de Kisame.
O espadachim soltou um gemido baixo, a cabeça caindo para trás por um momento. O toque de Itachi era inexperiente, mas carregado de uma veneração que desarmava Kisame.
— Você não tem ideia do que o seu toque faz comigo, Itachi — disse Kisame, sua voz agora carregada de uma luxúria contida. — Deixe-me mostrar o resto. Deixe-me mostrar como o meu corpo pode reagir ao seu.
Kisame guiou Itachi até a cama, deitando-o com uma delicadeza que contrastava com seu tamanho bruto. Ele começou a despir o Uchiha, removendo cada peça de roupa como se estivesse desvendando um tesouro sagrado. Quando Itachi ficou nu sob ele, a pele alva contrastando com o azul profundo de Kisame, a imagem era de uma beleza quase poética.
— Você é perfeito, Itachi-san — elogiou Kisame, inclinando-se para beijar a curva do pescoço do namorado.
Itachi arqueou as costas, sentindo o peso de Kisame sobre ele. Era uma sensação de segurança absoluta, misturada com uma excitação crescente que ele nunca se permitira sentir. As mãos de Kisame começaram a explorar o corpo de Itachi, mapeando cada músculo, cada cicatriz, com uma paciência infinita.
— Kisame... eu não sei o que fazer — confessou Itachi, os olhos nublados pelo desejo.
— Você não precisa fazer nada além de sentir — respondeu Kisame, descendo os beijos pelo peito de Itachi até o abdômen. — Eu vou guiar você. Vou mostrar como dois corpos podem se tornar um só, além das missões e do sangue.
Kisame usou sua língua para explorar o umbigo de Itachi, descendo ainda mais, até que seus lábios encontraram a intimidade do Uchiha. Itachi soltou um suspiro agudo, suas mãos agarrando os lençóis com força. A sensação era avassaladora; o calor da boca de Kisame, a habilidade com que ele o estimulava, tudo era novo e intensamente prazeroso.
— Ah... Kisame... — o nome do companheiro escapou como uma prece dos lábios de Itachi.
O espadachim continuou seu trabalho, sentindo o corpo de Itachi relaxar e se abrir para ele. Ele sabia que precisava ser cuidadoso; a primeira vez de Itachi não seria apenas física, seria uma entrega espiritual. Kisame alcançou um frasco de óleo aromático que mantinha guardado, espalhando o líquido quente entre as coxas de Itachi.
— Vai haver uma pressão, Itachi. Diga-me se for demais para você — instruiu Kisame, sua voz suave, mas firme.
Itachi assentiu, confiando plenamente no homem acima dele. Quando Kisame começou a prepará-lo, usando os dedos para abrir caminho com uma paciência meticulosa, Itachi sentiu uma mistura de desconforto e um prazer crescente que o deixava tonto. Cada movimento de Kisame era calculado para proporcionar o máximo de conforto, esperando que os músculos de Itachi cedessem ao seu toque.
— Estou pronto — sussurrou Itachi, embora seu coração batesse como o de um pássaro enjaulado. — Eu quero você, Kisame.
Kisame posicionou-se, a magnitude de seu corpo agora pronta para a união final. Ele entrou em Itachi com uma lentidão excruciante, dando tempo para que o corpo menor se acostumasse à sua presença. Itachi soltou um gemido abafado, os olhos se fechando enquanto sentia a plenitude de Kisame preenchê-lo. Era, de fato, muito mais do que ele jamais poderia ter concebido em sua inocência.
— Respire, Itachi... respire comigo — pediu Kisame, unindo suas mãos às dele, entrelaçando os dedos.
À medida que Kisame começava a se mover, o ritmo inicial de cautela transformou-se em uma dança de paixão e necessidade. A cada estocada, Itachi sentia as barreiras de sua mente se desintegrando, substituídas por uma clareza sensorial que o Sharingan jamais poderia replicar. O mundo exterior, a Akatsuki, as guerras e o passado doloroso desapareceram. Naquele momento, só existia o calor de Kisame, o som de suas respirações unidas e a sensação de estarem finalmente completos.
A anatomia de Kisame, que antes fora motivo de uma dúvida tímida, agora era a fonte de um êxtase que levava Itachi às lágrimas. Ele se sentia preenchido, não apenas fisicamente, mas em um nível que transcendia o entendimento humano. Kisame, por sua vez, encontrava no corpo de Itachi um santuário, um lugar onde ele não era um monstro da névoa, mas um homem amado.
O clímax veio como uma onda avassaladora, quebrando sobre eles com uma força que os deixou exaustos e trêmulos. Itachi se agarrou a Kisame enquanto o prazer percorria cada nervo de seu corpo, soltando um grito baixo que foi abafado pelo ombro do companheiro. Kisame seguiu logo atrás, seu corpo rugindo com a liberação enquanto ele se derramava dentro de Itachi, selando o vínculo que eles cultivaram por tanto tempo.
Minutos depois, ou talvez horas — o tempo parecia irrelevante agora —, eles permaneciam abraçados sob os lençóis. A chuva lá fora continuava a cair, mas o frio não os alcançava.
Itachi encostou a cabeça no peito largo de Kisame, ouvindo o batimento cardíaco estável do homem.
— Kisame? — chamou ele, a voz sonolenta.
— Sim, Itachi-san?
— Hidan estava certo sobre uma coisa.
Kisame riu, acariciando os cabelos negros e sedosos de Itachi.
— Sobre o quê?
— A sua anatomia é... impressionante. Mas ele errou no resto.
— No resto?
— Ele falou como se fosse apenas uma curiosidade biológica — disse Itachi, levantando os olhos para encontrar os de Kisame com uma ternura renovada. — Mas não é sobre o tamanho ou a forma. É sobre como você me faz sentir. Eu nunca imaginei que poderia me sentir tão... vivo.
Kisame beijou a testa de Itachi, apertando-o mais contra si.
— Eu esperaria mais dez anos por este momento, Itachi. Você é a única coisa neste mundo que faz com que valha a pena ser quem eu sou.
Itachi fechou os olhos, um sorriso genuíno e raro iluminando seu rosto. A inocência que ele carregava não fora perdida, mas transformada em uma sabedoria nova — a sabedoria de que o amor, em todas as suas formas e anatomias, era o jutsu mais poderoso de todos. E enquanto o sono os envolvia, Itachi soube que, na próxima vez que Hidan fizesse uma pergunta estúpida, ele apenas sorriria, guardando para si o segredo de que o tubarão da névoa tinha, na verdade, o maior coração que ele já conhecera.
