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Lovely Complex
Fandom: Sem fandom
Criado: 05/07/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraDor/ConfortoHistória DomésticaHumorRealismo
Táticas de Sedução e o Silêncio do Mar
— Idiota... mas foi um pouco engraçado.
— Um pouco? — Augusto olhou para os cisnes de toalha sobre a colcha, que mais pareciam esculturas abstratas de um desastre iminente. — O Leo tentou fazer um cisne e saiu um ganso com escoliose.
Eles riram juntos por alguns minutos, a tensão da interrupção anterior, causada pelos companheiros de time sem noção, sendo substituída por uma cumplicidade leve e genuína. Augusto envolveu os ombros de Rafaella com o braço, puxando-a para o seu peito com uma possessividade carinhosa. O contraste entre a estatura imponente dele e a delicadeza dela sempre criava aquele encaixe perfeito, onde ela se sentia a pessoa mais protegida do mundo.
— Desculpa por eles — murmurou ele, o tom agora mais sério, a voz vibrando contra o topo da cabeça dela. — Eu queria que essa noite fosse perfeita para você. Sem palhaçadas, sem interrupções. Só a gente.
Rafaella olhou para ele, perdendo-se por um instante na intensidade daqueles olhos castanhos que pareciam queimar com uma mistura de adoração e desejo. Ela esticou o braço e pegou uma das pétalas de hibisco que haviam sobrevivido à "decoração" caótica na cama, rodando-a entre os dedos pequenos e delicados.
— Augusto, a perfeição é superestimada — disse ela, com um sorriso doce que iluminava o rosto. — O que a gente teve hoje no mar, no chuveiro... isso é o que importa. Seus amigos são uns bobos, mas eles gostam de você. E, de um jeito muito torto, eles estão torcendo pela gente.
Augusto sorriu, os lábios pressionando a testa dela em um beijo demorado.
— Você é gentil demais, Rafa. Eu ainda vou fazer o Bernardo correr até as pernas caírem no treino de segunda, mas talvez eu não os expulse do time por enquanto.
— Justo — concordou ela, soltando uma risadinha.
Eles ficaram em silêncio por um momento, observando as velas que ainda queimavam espalhadas pelo quarto do hotel, criando sombras dançantes nas paredes de madeira clara. O cheiro de baunilha, que antes parecia um pouco exagerado por causa da intervenção dos meninos, agora parecia menos enjoativo e mais acolhedor, misturando-se ao aroma natural da pele deles.
— Então — começou Rafaella, com um brilho travesso nos olhos, apontando para o kit "romântico" deixado no travesseiro, que incluía óleos de massagem de procedência duvidosa e alguns chocolates. — O que vamos fazer com todos esses "presentes" que eles deixaram?
Augusto a encarou, sentindo o desejo reacender com força total. Ele a conhecia bem o suficiente para saber que, por trás daquela aparência doce e da inteligência aguçada, havia uma mulher de uma intensidade que o desafiava e o completava. Ele se aproximou, o rosto a milímetros do dela, sentindo o calor que emanava de sua pele macia.
— Bom — disse ele, a voz descendo para aquele tom rouco e profundo que sempre a fazia estremecer da nuca até os pés —, eu sou um capitão que não gosta de desperdiçar recursos. E, já que eles se deram ao trabalho de preparar o campo... acho que o mínimo que podemos fazer é jogar a partida.
Rafaella riu baixo, sentindo o coração acelerar enquanto enlaçava o pescoço dele, enterrando os dedos nos cabelos curtos e bem cortados do atleta.
— Você e suas metáforas de futebol. É viciado, não é?
— Funciona, não funciona? — rebateu ele, roçando o nariz no dela, a respiração tornando-se pesada.
— Funciona perfeitamente.
Eles se entregaram um ao outro novamente, mas desta vez sem a pressa da urgência. Amaram-se como se o tempo tivesse parado, como se não houvesse um amanhã ou um mundo lá fora esperando por eles. Para Rafaella, cada toque de Augusto era como ser tocada por anjos; ele era forte, mas suas mãos tinham uma precisão e uma suavidade que pareciam ler cada terminação nervosa de seu corpo perfeito. Ele a tratava como uma joia rara, mas a desejava com a fome de um homem que finalmente encontrou seu porto seguro.
O suor brilhava na pele deles sob a luz das velas, e os sons dos beijos e suspiros preenchiam o quarto, abafando o som das ondas que quebravam suavemente na areia, logo ali fora.
No ápice do amor, após o êxtase ter deixado ambos ofegantes e com os corações em sincronia, Augusto teve uma ideia. Ele percebeu como Rafa estava relaxada, os olhos semicerrados e a respiração voltando ao normal, mas com um cansaço visível em seus traços delicados.
— Você está exausta — observou ele, a voz carregada de carinho.
— Foi um dia longo, capitão — respondeu ela, esticando-se como uma gata na cama. — Mas valeu cada segundo.
— Espera aí. Não se mexa.
Augusto se esticou e alcançou um dos frascos de óleo de massagem que os amigos haviam deixado. Ele descartou a embalagem brega e derramou um pouco do líquido nas palmas das mãos, esfregando-as para aquecer o produto.
— O que você está fazendo? — perguntou ela, curiosa.
— Vou cuidar de você — declarou ele com simplicidade.
Ele começou pelo pescoço. Seus dedos fortes, acostumados a segurar a bola de futebol e a comandar um time, agora moviam-se com uma delicadeza impressionante. Ele pressionava os pontos certos, desfazendo qualquer tensão que ainda restasse nos ombros de Rafaella. Ela soltou um gemido baixo de aprovação, fechando os olhos completamente.
— Isso é... divino — murmurou ela.
— Imagine se estivéssemos fazendo isso agora mesmo lá fora — disse Augusto, movendo as mãos para as costas dela, descendo em movimentos circulares e firmes. — Só nós dois, deitados em uma manta bem na beira do mar, com o som das ondas de verdade e o vento fresco da noite.
— Seria perfeito — concordou ela, a voz já ficando arrastada pelo relaxamento. — Eu adoro o cheiro do sal... e a sensação da areia, mesmo que ela faça bagunça.
— Eu te levaria para um mergulho noturno depois — continuou ele, agora massageando a barriga dela com movimentos leves, quase como carícias. — A água estaria gelada, mas eu te manteria aquecida.
Rafaella sorriu, perdida na imagem mental que ele criava. A inteligência de Augusto não se limitava às táticas de jogo; ele sabia exatamente como usar as palavras para transportá-la para onde quisesse.
Quando ele chegou aos pés dela, dedicando uma atenção especial a cada arco e a cada dedo, Rafaella sentiu que estava flutuando. O prazer da massagem, misturado à satisfação emocional de estar com o homem que amava, criou uma névoa de bem-estar que começou a envolver sua consciência.
— Você tem os pés mais lindos que eu já vi — sussurrou ele, notando que as respostas dela estavam se tornando apenas murmúrios ininteligíveis.
— Augusto... — ela tentou dizer algo sobre como ele era romântico demais para um capitão de futebol durão, mas as palavras se perderam.
O relaxamento profundo que ele proporcionara foi o golpe final contra o cansaço. A respiração de Rafaella tornou-se profunda e rítmica. Ela adormeceu com um sorriso sereno nos lábios, sentindo-se a mulher mais amada do mundo.
Augusto parou o que estava fazendo ao perceber que ela havia partido para o mundo dos sonhos. Ele ficou um tempo apenas observando-a, admirando a curva dos cílios dela contra as bochechas e a maneira como ela parecia tão pequena e preciosa em meio aos lençóis bagunçados.
Ele limpou as mãos, apagou as velas uma a uma, deixando apenas a luz do luar entrar pela fresta da cortina. Com cuidado extremo para não acordá-la, ele a cobriu com o edredom macio.
— Boa noite, minha Rafa — sussurrou ele no ouvido dela.
Augusto deitou-se ao seu lado, puxando-a para a clássica posição de conchinha. Ele sentiu o calor das costas dela contra seu peito e o perfume de seu cabelo invadindo seus sentidos. Antes de fechar os olhos, ele pensou que, apesar dos cisnes de toalha desastrosos e dos amigos intrometidos, aquela tinha sido, sem dúvida, a melhor partida de sua vida. E ele pretendia jogá-la, ao lado dela, por todas as temporadas que viriam.
— Um pouco? — Augusto olhou para os cisnes de toalha sobre a colcha, que mais pareciam esculturas abstratas de um desastre iminente. — O Leo tentou fazer um cisne e saiu um ganso com escoliose.
Eles riram juntos por alguns minutos, a tensão da interrupção anterior, causada pelos companheiros de time sem noção, sendo substituída por uma cumplicidade leve e genuína. Augusto envolveu os ombros de Rafaella com o braço, puxando-a para o seu peito com uma possessividade carinhosa. O contraste entre a estatura imponente dele e a delicadeza dela sempre criava aquele encaixe perfeito, onde ela se sentia a pessoa mais protegida do mundo.
— Desculpa por eles — murmurou ele, o tom agora mais sério, a voz vibrando contra o topo da cabeça dela. — Eu queria que essa noite fosse perfeita para você. Sem palhaçadas, sem interrupções. Só a gente.
Rafaella olhou para ele, perdendo-se por um instante na intensidade daqueles olhos castanhos que pareciam queimar com uma mistura de adoração e desejo. Ela esticou o braço e pegou uma das pétalas de hibisco que haviam sobrevivido à "decoração" caótica na cama, rodando-a entre os dedos pequenos e delicados.
— Augusto, a perfeição é superestimada — disse ela, com um sorriso doce que iluminava o rosto. — O que a gente teve hoje no mar, no chuveiro... isso é o que importa. Seus amigos são uns bobos, mas eles gostam de você. E, de um jeito muito torto, eles estão torcendo pela gente.
Augusto sorriu, os lábios pressionando a testa dela em um beijo demorado.
— Você é gentil demais, Rafa. Eu ainda vou fazer o Bernardo correr até as pernas caírem no treino de segunda, mas talvez eu não os expulse do time por enquanto.
— Justo — concordou ela, soltando uma risadinha.
Eles ficaram em silêncio por um momento, observando as velas que ainda queimavam espalhadas pelo quarto do hotel, criando sombras dançantes nas paredes de madeira clara. O cheiro de baunilha, que antes parecia um pouco exagerado por causa da intervenção dos meninos, agora parecia menos enjoativo e mais acolhedor, misturando-se ao aroma natural da pele deles.
— Então — começou Rafaella, com um brilho travesso nos olhos, apontando para o kit "romântico" deixado no travesseiro, que incluía óleos de massagem de procedência duvidosa e alguns chocolates. — O que vamos fazer com todos esses "presentes" que eles deixaram?
Augusto a encarou, sentindo o desejo reacender com força total. Ele a conhecia bem o suficiente para saber que, por trás daquela aparência doce e da inteligência aguçada, havia uma mulher de uma intensidade que o desafiava e o completava. Ele se aproximou, o rosto a milímetros do dela, sentindo o calor que emanava de sua pele macia.
— Bom — disse ele, a voz descendo para aquele tom rouco e profundo que sempre a fazia estremecer da nuca até os pés —, eu sou um capitão que não gosta de desperdiçar recursos. E, já que eles se deram ao trabalho de preparar o campo... acho que o mínimo que podemos fazer é jogar a partida.
Rafaella riu baixo, sentindo o coração acelerar enquanto enlaçava o pescoço dele, enterrando os dedos nos cabelos curtos e bem cortados do atleta.
— Você e suas metáforas de futebol. É viciado, não é?
— Funciona, não funciona? — rebateu ele, roçando o nariz no dela, a respiração tornando-se pesada.
— Funciona perfeitamente.
Eles se entregaram um ao outro novamente, mas desta vez sem a pressa da urgência. Amaram-se como se o tempo tivesse parado, como se não houvesse um amanhã ou um mundo lá fora esperando por eles. Para Rafaella, cada toque de Augusto era como ser tocada por anjos; ele era forte, mas suas mãos tinham uma precisão e uma suavidade que pareciam ler cada terminação nervosa de seu corpo perfeito. Ele a tratava como uma joia rara, mas a desejava com a fome de um homem que finalmente encontrou seu porto seguro.
O suor brilhava na pele deles sob a luz das velas, e os sons dos beijos e suspiros preenchiam o quarto, abafando o som das ondas que quebravam suavemente na areia, logo ali fora.
No ápice do amor, após o êxtase ter deixado ambos ofegantes e com os corações em sincronia, Augusto teve uma ideia. Ele percebeu como Rafa estava relaxada, os olhos semicerrados e a respiração voltando ao normal, mas com um cansaço visível em seus traços delicados.
— Você está exausta — observou ele, a voz carregada de carinho.
— Foi um dia longo, capitão — respondeu ela, esticando-se como uma gata na cama. — Mas valeu cada segundo.
— Espera aí. Não se mexa.
Augusto se esticou e alcançou um dos frascos de óleo de massagem que os amigos haviam deixado. Ele descartou a embalagem brega e derramou um pouco do líquido nas palmas das mãos, esfregando-as para aquecer o produto.
— O que você está fazendo? — perguntou ela, curiosa.
— Vou cuidar de você — declarou ele com simplicidade.
Ele começou pelo pescoço. Seus dedos fortes, acostumados a segurar a bola de futebol e a comandar um time, agora moviam-se com uma delicadeza impressionante. Ele pressionava os pontos certos, desfazendo qualquer tensão que ainda restasse nos ombros de Rafaella. Ela soltou um gemido baixo de aprovação, fechando os olhos completamente.
— Isso é... divino — murmurou ela.
— Imagine se estivéssemos fazendo isso agora mesmo lá fora — disse Augusto, movendo as mãos para as costas dela, descendo em movimentos circulares e firmes. — Só nós dois, deitados em uma manta bem na beira do mar, com o som das ondas de verdade e o vento fresco da noite.
— Seria perfeito — concordou ela, a voz já ficando arrastada pelo relaxamento. — Eu adoro o cheiro do sal... e a sensação da areia, mesmo que ela faça bagunça.
— Eu te levaria para um mergulho noturno depois — continuou ele, agora massageando a barriga dela com movimentos leves, quase como carícias. — A água estaria gelada, mas eu te manteria aquecida.
Rafaella sorriu, perdida na imagem mental que ele criava. A inteligência de Augusto não se limitava às táticas de jogo; ele sabia exatamente como usar as palavras para transportá-la para onde quisesse.
Quando ele chegou aos pés dela, dedicando uma atenção especial a cada arco e a cada dedo, Rafaella sentiu que estava flutuando. O prazer da massagem, misturado à satisfação emocional de estar com o homem que amava, criou uma névoa de bem-estar que começou a envolver sua consciência.
— Você tem os pés mais lindos que eu já vi — sussurrou ele, notando que as respostas dela estavam se tornando apenas murmúrios ininteligíveis.
— Augusto... — ela tentou dizer algo sobre como ele era romântico demais para um capitão de futebol durão, mas as palavras se perderam.
O relaxamento profundo que ele proporcionara foi o golpe final contra o cansaço. A respiração de Rafaella tornou-se profunda e rítmica. Ela adormeceu com um sorriso sereno nos lábios, sentindo-se a mulher mais amada do mundo.
Augusto parou o que estava fazendo ao perceber que ela havia partido para o mundo dos sonhos. Ele ficou um tempo apenas observando-a, admirando a curva dos cílios dela contra as bochechas e a maneira como ela parecia tão pequena e preciosa em meio aos lençóis bagunçados.
Ele limpou as mãos, apagou as velas uma a uma, deixando apenas a luz do luar entrar pela fresta da cortina. Com cuidado extremo para não acordá-la, ele a cobriu com o edredom macio.
— Boa noite, minha Rafa — sussurrou ele no ouvido dela.
Augusto deitou-se ao seu lado, puxando-a para a clássica posição de conchinha. Ele sentiu o calor das costas dela contra seu peito e o perfume de seu cabelo invadindo seus sentidos. Antes de fechar os olhos, ele pensou que, apesar dos cisnes de toalha desastrosos e dos amigos intrometidos, aquela tinha sido, sem dúvida, a melhor partida de sua vida. E ele pretendia jogá-la, ao lado dela, por todas as temporadas que viriam.
