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Fandom: Naruto
Criado: 05/07/2026
Tags
RomanceDramaDor/ConfortoEstudo de PersonagemCenário CanônicoHistória Doméstica
O Vértice do Orgulho e da Paixão
O sol poente tingia as paredes de madeira da mansão Hyuuga com tons de âmbar e sangue, mas dentro do dojo privado de Neji, a atmosfera era carregada de uma eletricidade estática que nada tinha a ver com o clima. Neji Hyuuga, o gênio do clã, o homem cuja linhagem era considerada a mais nobre de Konoha, estava parado, imóvel, enquanto o suor escorria por sua têmpora. À sua frente, ofegante mas com um sorriso que irradiava uma energia quase insuportável, estava Rock Lee.
A aposta fora simples, embora Neji a considerasse, até então, uma mera perda de tempo. Lee o desafiara para um combate de taijutsu puro, sem o uso do Byakugan ou das Oito Portas. O prêmio? O vencedor teria domínio absoluto sobre o perdedor por uma semana inteira. Neji, em sua arrogância costumeira e na crença inabalável de que sua técnica era superior a qualquer esforço bruto, aceitara.
Agora, o silêncio do dojo era quebrado apenas pela respiração pesada de ambos. Neji olhou para suas próprias mãos, as palmas levemente trêmulas. Ele havia perdido. Por um triz, por um movimento calculado de Lee que ele não previra, ele fora imobilizado.
— Eu venci, Neji-san! — exclamou Lee, limpando o suor da testa com o dorso da mão, o brilho nos seus olhos escuros era de uma intensidade que Neji nunca soubera interpretar direito. — Você deu sua palavra. Um Hyuuga nunca volta atrás, não é?
Neji endireitou a postura, recuperando a compostura fria que era sua marca registrada. Ele ajeitou o quimono leve, fechando os olhos por um momento para esconder a humilhação que queimava em seu peito.
— De fato. Um Hyuuga honra seus compromissos, por mais triviais que sejam — respondeu Neji, a voz gélida e formal. — Diga logo o que deseja. Dinheiro? Treinamento extra? Algum favor político junto ao conselho?
Lee deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. O sorriso animado e infantil que ele costumava exibir deu lugar a algo mais denso, mais focado. Ele observou Neji de cima a baixo, detendo-se nos cabelos longos e sedosos e na pele alva que parecia de porcelana sob a luz do crepúsculo.
— Eu não quero nada disso, Neji-san — disse Lee, sua voz baixando de tom, adquirindo uma gravidade que fez um calafrio percorrer a espinha do prodígio. — Eu quero que, durante esta semana, você seja meu. Inteiramente meu.
Neji franziu o cenho, a confusão nublando seus olhos claros.
— Explique-se.
— Você será meu brinquedo — declarou Lee, sem hesitação. — Eu farei o que eu quiser com você. Onde eu quiser. Nesta casa, em cada cômodo, você pertencerá aos meus desejos. Nós faremos amor, Neji, até que você não consiga mais lembrar do seu próprio nome.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Neji sentiu o sangue fugir de seu rosto, apenas para retornar em uma onda de calor que incendiou suas bochechas. A audácia de Lee era ultrajante. A proposta era obscena, vulgar e completamente fora de qualquer padrão que Neji considerasse aceitável.
— Você enlouqueceu — sibilou Neji, os punhos cerrados. — Isso é... é degradante.
— É uma aposta — rebateu Lee, mantendo o olhar fixo. — E você perdeu. A menos que a palavra de um Hyuuga não valha o chão que ele pisa.
Neji travou o maxilar. O orgulho era sua maior força e, naquele momento, sua maior prisão. Ele não podia recuar. Se o fizesse, Lee teria uma vitória permanente sobre sua honra. Ele preferia a luxúria forçada à desonra eterna.
— Que seja — disse Neji, desviando o olhar, a voz trêmula apesar do esforço. — Comece logo com essa sandice.
Lee não esperou por uma segunda permissão. Com a agilidade que lhe era peculiar, ele envolveu a cintura de Neji, puxando-o contra seu corpo firme e quente. Neji soltou um suspiro de surpresa, as mãos espalmadas contra o peito de Lee, tentando manter uma distância que já não existia.
— Aqui? No dojo? — questionou Neji, tentando manter o tom de desdém, embora sua respiração estivesse acelerada.
— Este é o lugar onde você perdeu sua liberdade, Neji-san — sussurrou Lee, aproximando o rosto do pescoço do outro, inalando o perfume suave de sândalo que emanava de sua pele. — Parece apropriado que seja aqui que eu comece a tomá-la.
Lee começou a beijar a linha do pescoço de Neji, beijos lentos, úmidos e deliberados. Neji cerrou os dentes, recusando-se a emitir qualquer som que pudesse ser interpretado como prazer. Ele era um gênio, um mestre do Juken; ele não deveria estar sucumbindo ao toque de alguém como Lee.
— Você é tão tenso — comentou Lee entre um beijo e outro. — Mas eu vou desarmar cada uma das suas defesas, uma por uma.
Com movimentos habilidosos, Lee desfez o laço do quimono de Neji. O tecido deslizou pelos ombros do Hyuuga, revelando o torso pálido e definido, marcado apenas pelo selo na testa que, naquele momento, parecia uma ironia cruel de sua condição de "prisioneiro". Lee o guiou até o centro do tatame, pressionando-o para baixo até que Neji estivesse deitado, os cabelos espalhados como seda negra sobre a palha trançada.
— Isso é ridículo — murmurou Neji, embora seu corpo estivesse reagindo de forma independente à sua vontade. — Você é um bárbaro, Lee.
— E você é meu — rebateu Lee, posicionando-se entre as pernas de Neji.
O contato das peles foi um choque térmico. Lee era fogo, energia pura e vitalidade. Neji era a lua, frio e distante. Quando Lee capturou os lábios de Neji em um beijo profundo, a resistência do Hyuuga começou a desmoronar. Não era um beijo delicado; era uma reivindicação. Lee explorava a boca de Neji com uma fome que o outro nunca imaginara que o "gentil" companheiro de equipe possuísse.
Neji tentou empurrá-lo, mas seus dedos se perderam no cabelo curto e espetado de Lee, puxando-o para mais perto em um gesto contraditório. Ele odiava a sensação de perder o controle, odiava a maneira como seu coração parecia querer saltar do peito, mas, acima de tudo, odiava o fato de que o toque de Lee era... bom.
— Diga que você quer isso — provocou Lee, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos perolados de Neji, que agora estavam nublados pelo desejo.
— Eu... eu nunca diria tal atrocidade — respondeu Neji, a voz falhando. — Você está me forçando a cumprir um acordo.
Lee sorriu, um sorriso predatório que Neji nunca vira antes.
— Então eu terei que fazer você implorar, não é?
Lee desceu os beijos para o peito de Neji, detendo-se nos mamilos sensíveis, provocando-os com a língua e os dentes até que Neji soltou um gemido baixo, que tentou abafar com o braço sobre o rosto. A mão de Lee desceu, envolvendo o membro de Neji, que já estava desperto e pulsante.
— Olhe para mim, Neji — ordenou Lee.
Relutante, Neji afastou o braço e encarou o companheiro. A visão de Lee, com o rosto corado de luxúria e os olhos fixos nele com uma adoração quase religiosa, fez algo se romper dentro de Neji. A arrogância deu lugar a uma vulnerabilidade crua.
— Por favor... — a palavra escapou dos lábios de Neji antes que ele pudesse contê-la.
— Por favor, o quê? — Lee continuou a estimulá-lo, o ritmo aumentando, enquanto sua outra mão explorava a entrada estreita de Neji, preparando-o com uma paciência torturante.
— Apenas... acabe com isso — disse Neji, arqueando as costas, o prazer começando a sobrepujar o orgulho.
— Estamos apenas começando — disse Lee, a voz carregada de promessas. — Temos a casa inteira, Neji. Temos a cozinha, o jardim, a biblioteca... e eu pretendo deixar minha marca em você em cada um desses lugares.
Quando Lee finalmente se uniu a ele, Neji sentiu como se o mundo estivesse se partindo ao meio. Foi intenso, avassalador e profundamente íntimo. Lee movia-se com uma força rítmica, cada estocada arrancando de Neji sons que ele nunca soubera ser capaz de produzir. Ele se agarrou aos ombros de Lee, as unhas cravando-se na pele bronzeada, enquanto o prazer o envolvia em ondas cegantes.
— Lee... Lee! — Neji exclamou, sua voz ecoando pelo dojo silencioso.
— Sim, Neji... sou eu. Eu te tenho — sussurrou Lee, beijando a testa de Neji, logo acima do selo, como se pudesse curar a dor daquela marca com seu afeto.
O ápice veio rápido e devastador, deixando ambos exaustos e trêmulos sobre o tatame. Neji respirava com dificuldade, a mente ainda tentando processar a intensidade do que ocorrera. Lee não se afastou; ele permaneceu abraçado a Neji, acariciando seus cabelos com uma ternura que contrastava com a força de momentos antes.
— Isso foi... aceitável — murmurou Neji, tentando recuperar sua dignidade, embora seu corpo estivesse mole e satisfeito.
Lee soltou uma risada baixa e vibrante.
— Aceitável? Neji-san, você quase quebrou minhas costas. E lembre-se, ainda faltam seis dias e vinte e três horas.
Neji sentiu o rosto queimar novamente. Ele sabia que a semana seria longa. Ele sabia que Lee cumpriria cada palavra de sua promessa inusitada.
No dia seguinte, a tortura — ou o prazer disfarçado — continuou na cozinha. Neji fora instruído a preparar o chá, mas Lee não permitiu que ele terminasse a tarefa. Contra a mesa de madeira pesada, sob a luz clara da manhã, Neji descobriu que o mármore frio era um contraste interessante para o calor do corpo de Lee.
— Alguém pode entrar — protestou Neji, embora suas pernas estivessem enlaçadas na cintura de Lee.
— Deixe que entrem — respondeu Lee, beijando o ombro de Neji. — Deixe que vejam o quanto o gênio dos Hyuuga é capaz de sentir.
Neji fechou os olhos, entregando-se. Ele percebeu que, embora a aposta fosse sobre poder e domínio, havia algo mais profundo acontecendo. Lee não o estava humilhando; ele o estava libertando. Libertando-o das expectativas, da frieza do clã e da armadura que ele construíra ao redor de si mesmo.
Na terceira noite, eles estavam na biblioteca. O cheiro de pergaminho antigo e tinta misturava-se ao suor e ao desejo. Neji estava sentado sobre a escrivaninha, cercado por pergaminhos de jutsus secretos, enquanto Lee o explorava com uma curiosidade insaciável.
— Você sempre parece tão inalcançável, Neji — disse Lee, pausando para olhar o rosto do Hyuuga, que estava iluminado por uma única vela. — Como se estivesse em um pedestal acima de todos nós. Eu só queria trazer você para o chão. Para perto de mim.
Neji estendeu a mão, tocando o rosto de Lee com uma delicadeza que ele raramente demonstrava.
— Você não precisava de uma aposta para isso, Lee. Bastava ter pedido.
Lee sorriu, aquele sorriso brilhante e gentil que Neji secretamente admirava.
— Mas onde estaria a diversão nisso? Além disso, eu sabia que seu orgulho nunca permitiria que você admitisse que queria isso tanto quanto eu.
Neji não pôde negar. A arrogância era sua máscara, mas Lee fora o único capaz de enxergar através dela.
A semana passou como um borrão de sensações intensas. Eles se possuíram no jardim, sob o luar, entre as flores de cerejeira que caíam como neve sobre seus corpos. Fizeram sexo nos corredores, com o perigo constante de serem descobertos, o que só servia para aumentar a adrenalina de Neji. A cada encontro, Neji fingia uma resistência que diminuía gradualmente, até que ele parou de fingir completamente.
No último dia, Neji estava em seu quarto, vestindo apenas um robe de seda fina. Ele ouviu os passos familiares de Lee se aproximando. O coração de Neji deu um solavanco, uma reação que ele já não tentava mais esconder de si mesmo.
Lee entrou, mas não parecia o mesmo homem impetuoso do início da semana. Ele parecia quase triste.
— A semana acabou, Neji-san — disse Lee, parando à porta. — Você está livre. Sua dívida de honra está paga.
Neji levantou-se lentamente, caminhando em direção a Lee. Ele parou a poucos centímetros dele, a postura ainda formal, mas os olhos revelando uma verdade diferente.
— De fato, a aposta terminou — disse Neji, sua voz suave, mas firme. — No entanto, eu não me recordo de ter dito que desejava que você fosse embora.
Lee arregalou os olhos, a surpresa estampada em seu rosto.
— Mas... eu fui um bárbaro, como você disse. Usei você como meu brinquedo.
Neji permitiu-se um pequeno sorriso, um gesto raro e precioso.
— Você é um tolo, Rock Lee. Mas é um tolo que conseguiu o que ninguém mais conseguiu. Você derrubou meus muros.
Neji envolveu o pescoço de Lee com os braços, puxando-o para um beijo que não tinha nada a ver com apostas ou dívidas, e tudo a ver com o que eles haviam construído naqueles sete dias.
— Se você quiser continuar sendo meu "dono" — sussurrou Neji contra os lábios de Lee —, terá que se esforçar muito mais do que apenas uma semana.
Lee sorriu, o brilho em seus olhos retornando com força total. Ele pegou Neji no colo, fazendo o Hyuuga soltar um riso surpreso que aqueceu o ar do quarto.
— Eu aceito o desafio, Neji-san! E desta vez, não precisamos de apostas. Apenas de toda uma vida.
Neji recostou a cabeça no ombro de Lee, fechando os olhos. O gênio arrogante finalmente encontrara alguém forte o suficiente não apenas para vencê-lo, mas para amá-lo em todas as suas complexidades. E enquanto Lee o carregava em direção à cama, Neji soube que, embora tivesse perdido a aposta, ele ganhara algo infinitamente mais valioso: a liberdade de ser, finalmente, ele mesmo nos braços daquele que sempre acreditara em seu fogo interior.
A aposta fora simples, embora Neji a considerasse, até então, uma mera perda de tempo. Lee o desafiara para um combate de taijutsu puro, sem o uso do Byakugan ou das Oito Portas. O prêmio? O vencedor teria domínio absoluto sobre o perdedor por uma semana inteira. Neji, em sua arrogância costumeira e na crença inabalável de que sua técnica era superior a qualquer esforço bruto, aceitara.
Agora, o silêncio do dojo era quebrado apenas pela respiração pesada de ambos. Neji olhou para suas próprias mãos, as palmas levemente trêmulas. Ele havia perdido. Por um triz, por um movimento calculado de Lee que ele não previra, ele fora imobilizado.
— Eu venci, Neji-san! — exclamou Lee, limpando o suor da testa com o dorso da mão, o brilho nos seus olhos escuros era de uma intensidade que Neji nunca soubera interpretar direito. — Você deu sua palavra. Um Hyuuga nunca volta atrás, não é?
Neji endireitou a postura, recuperando a compostura fria que era sua marca registrada. Ele ajeitou o quimono leve, fechando os olhos por um momento para esconder a humilhação que queimava em seu peito.
— De fato. Um Hyuuga honra seus compromissos, por mais triviais que sejam — respondeu Neji, a voz gélida e formal. — Diga logo o que deseja. Dinheiro? Treinamento extra? Algum favor político junto ao conselho?
Lee deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. O sorriso animado e infantil que ele costumava exibir deu lugar a algo mais denso, mais focado. Ele observou Neji de cima a baixo, detendo-se nos cabelos longos e sedosos e na pele alva que parecia de porcelana sob a luz do crepúsculo.
— Eu não quero nada disso, Neji-san — disse Lee, sua voz baixando de tom, adquirindo uma gravidade que fez um calafrio percorrer a espinha do prodígio. — Eu quero que, durante esta semana, você seja meu. Inteiramente meu.
Neji franziu o cenho, a confusão nublando seus olhos claros.
— Explique-se.
— Você será meu brinquedo — declarou Lee, sem hesitação. — Eu farei o que eu quiser com você. Onde eu quiser. Nesta casa, em cada cômodo, você pertencerá aos meus desejos. Nós faremos amor, Neji, até que você não consiga mais lembrar do seu próprio nome.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Neji sentiu o sangue fugir de seu rosto, apenas para retornar em uma onda de calor que incendiou suas bochechas. A audácia de Lee era ultrajante. A proposta era obscena, vulgar e completamente fora de qualquer padrão que Neji considerasse aceitável.
— Você enlouqueceu — sibilou Neji, os punhos cerrados. — Isso é... é degradante.
— É uma aposta — rebateu Lee, mantendo o olhar fixo. — E você perdeu. A menos que a palavra de um Hyuuga não valha o chão que ele pisa.
Neji travou o maxilar. O orgulho era sua maior força e, naquele momento, sua maior prisão. Ele não podia recuar. Se o fizesse, Lee teria uma vitória permanente sobre sua honra. Ele preferia a luxúria forçada à desonra eterna.
— Que seja — disse Neji, desviando o olhar, a voz trêmula apesar do esforço. — Comece logo com essa sandice.
Lee não esperou por uma segunda permissão. Com a agilidade que lhe era peculiar, ele envolveu a cintura de Neji, puxando-o contra seu corpo firme e quente. Neji soltou um suspiro de surpresa, as mãos espalmadas contra o peito de Lee, tentando manter uma distância que já não existia.
— Aqui? No dojo? — questionou Neji, tentando manter o tom de desdém, embora sua respiração estivesse acelerada.
— Este é o lugar onde você perdeu sua liberdade, Neji-san — sussurrou Lee, aproximando o rosto do pescoço do outro, inalando o perfume suave de sândalo que emanava de sua pele. — Parece apropriado que seja aqui que eu comece a tomá-la.
Lee começou a beijar a linha do pescoço de Neji, beijos lentos, úmidos e deliberados. Neji cerrou os dentes, recusando-se a emitir qualquer som que pudesse ser interpretado como prazer. Ele era um gênio, um mestre do Juken; ele não deveria estar sucumbindo ao toque de alguém como Lee.
— Você é tão tenso — comentou Lee entre um beijo e outro. — Mas eu vou desarmar cada uma das suas defesas, uma por uma.
Com movimentos habilidosos, Lee desfez o laço do quimono de Neji. O tecido deslizou pelos ombros do Hyuuga, revelando o torso pálido e definido, marcado apenas pelo selo na testa que, naquele momento, parecia uma ironia cruel de sua condição de "prisioneiro". Lee o guiou até o centro do tatame, pressionando-o para baixo até que Neji estivesse deitado, os cabelos espalhados como seda negra sobre a palha trançada.
— Isso é ridículo — murmurou Neji, embora seu corpo estivesse reagindo de forma independente à sua vontade. — Você é um bárbaro, Lee.
— E você é meu — rebateu Lee, posicionando-se entre as pernas de Neji.
O contato das peles foi um choque térmico. Lee era fogo, energia pura e vitalidade. Neji era a lua, frio e distante. Quando Lee capturou os lábios de Neji em um beijo profundo, a resistência do Hyuuga começou a desmoronar. Não era um beijo delicado; era uma reivindicação. Lee explorava a boca de Neji com uma fome que o outro nunca imaginara que o "gentil" companheiro de equipe possuísse.
Neji tentou empurrá-lo, mas seus dedos se perderam no cabelo curto e espetado de Lee, puxando-o para mais perto em um gesto contraditório. Ele odiava a sensação de perder o controle, odiava a maneira como seu coração parecia querer saltar do peito, mas, acima de tudo, odiava o fato de que o toque de Lee era... bom.
— Diga que você quer isso — provocou Lee, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos perolados de Neji, que agora estavam nublados pelo desejo.
— Eu... eu nunca diria tal atrocidade — respondeu Neji, a voz falhando. — Você está me forçando a cumprir um acordo.
Lee sorriu, um sorriso predatório que Neji nunca vira antes.
— Então eu terei que fazer você implorar, não é?
Lee desceu os beijos para o peito de Neji, detendo-se nos mamilos sensíveis, provocando-os com a língua e os dentes até que Neji soltou um gemido baixo, que tentou abafar com o braço sobre o rosto. A mão de Lee desceu, envolvendo o membro de Neji, que já estava desperto e pulsante.
— Olhe para mim, Neji — ordenou Lee.
Relutante, Neji afastou o braço e encarou o companheiro. A visão de Lee, com o rosto corado de luxúria e os olhos fixos nele com uma adoração quase religiosa, fez algo se romper dentro de Neji. A arrogância deu lugar a uma vulnerabilidade crua.
— Por favor... — a palavra escapou dos lábios de Neji antes que ele pudesse contê-la.
— Por favor, o quê? — Lee continuou a estimulá-lo, o ritmo aumentando, enquanto sua outra mão explorava a entrada estreita de Neji, preparando-o com uma paciência torturante.
— Apenas... acabe com isso — disse Neji, arqueando as costas, o prazer começando a sobrepujar o orgulho.
— Estamos apenas começando — disse Lee, a voz carregada de promessas. — Temos a casa inteira, Neji. Temos a cozinha, o jardim, a biblioteca... e eu pretendo deixar minha marca em você em cada um desses lugares.
Quando Lee finalmente se uniu a ele, Neji sentiu como se o mundo estivesse se partindo ao meio. Foi intenso, avassalador e profundamente íntimo. Lee movia-se com uma força rítmica, cada estocada arrancando de Neji sons que ele nunca soubera ser capaz de produzir. Ele se agarrou aos ombros de Lee, as unhas cravando-se na pele bronzeada, enquanto o prazer o envolvia em ondas cegantes.
— Lee... Lee! — Neji exclamou, sua voz ecoando pelo dojo silencioso.
— Sim, Neji... sou eu. Eu te tenho — sussurrou Lee, beijando a testa de Neji, logo acima do selo, como se pudesse curar a dor daquela marca com seu afeto.
O ápice veio rápido e devastador, deixando ambos exaustos e trêmulos sobre o tatame. Neji respirava com dificuldade, a mente ainda tentando processar a intensidade do que ocorrera. Lee não se afastou; ele permaneceu abraçado a Neji, acariciando seus cabelos com uma ternura que contrastava com a força de momentos antes.
— Isso foi... aceitável — murmurou Neji, tentando recuperar sua dignidade, embora seu corpo estivesse mole e satisfeito.
Lee soltou uma risada baixa e vibrante.
— Aceitável? Neji-san, você quase quebrou minhas costas. E lembre-se, ainda faltam seis dias e vinte e três horas.
Neji sentiu o rosto queimar novamente. Ele sabia que a semana seria longa. Ele sabia que Lee cumpriria cada palavra de sua promessa inusitada.
No dia seguinte, a tortura — ou o prazer disfarçado — continuou na cozinha. Neji fora instruído a preparar o chá, mas Lee não permitiu que ele terminasse a tarefa. Contra a mesa de madeira pesada, sob a luz clara da manhã, Neji descobriu que o mármore frio era um contraste interessante para o calor do corpo de Lee.
— Alguém pode entrar — protestou Neji, embora suas pernas estivessem enlaçadas na cintura de Lee.
— Deixe que entrem — respondeu Lee, beijando o ombro de Neji. — Deixe que vejam o quanto o gênio dos Hyuuga é capaz de sentir.
Neji fechou os olhos, entregando-se. Ele percebeu que, embora a aposta fosse sobre poder e domínio, havia algo mais profundo acontecendo. Lee não o estava humilhando; ele o estava libertando. Libertando-o das expectativas, da frieza do clã e da armadura que ele construíra ao redor de si mesmo.
Na terceira noite, eles estavam na biblioteca. O cheiro de pergaminho antigo e tinta misturava-se ao suor e ao desejo. Neji estava sentado sobre a escrivaninha, cercado por pergaminhos de jutsus secretos, enquanto Lee o explorava com uma curiosidade insaciável.
— Você sempre parece tão inalcançável, Neji — disse Lee, pausando para olhar o rosto do Hyuuga, que estava iluminado por uma única vela. — Como se estivesse em um pedestal acima de todos nós. Eu só queria trazer você para o chão. Para perto de mim.
Neji estendeu a mão, tocando o rosto de Lee com uma delicadeza que ele raramente demonstrava.
— Você não precisava de uma aposta para isso, Lee. Bastava ter pedido.
Lee sorriu, aquele sorriso brilhante e gentil que Neji secretamente admirava.
— Mas onde estaria a diversão nisso? Além disso, eu sabia que seu orgulho nunca permitiria que você admitisse que queria isso tanto quanto eu.
Neji não pôde negar. A arrogância era sua máscara, mas Lee fora o único capaz de enxergar através dela.
A semana passou como um borrão de sensações intensas. Eles se possuíram no jardim, sob o luar, entre as flores de cerejeira que caíam como neve sobre seus corpos. Fizeram sexo nos corredores, com o perigo constante de serem descobertos, o que só servia para aumentar a adrenalina de Neji. A cada encontro, Neji fingia uma resistência que diminuía gradualmente, até que ele parou de fingir completamente.
No último dia, Neji estava em seu quarto, vestindo apenas um robe de seda fina. Ele ouviu os passos familiares de Lee se aproximando. O coração de Neji deu um solavanco, uma reação que ele já não tentava mais esconder de si mesmo.
Lee entrou, mas não parecia o mesmo homem impetuoso do início da semana. Ele parecia quase triste.
— A semana acabou, Neji-san — disse Lee, parando à porta. — Você está livre. Sua dívida de honra está paga.
Neji levantou-se lentamente, caminhando em direção a Lee. Ele parou a poucos centímetros dele, a postura ainda formal, mas os olhos revelando uma verdade diferente.
— De fato, a aposta terminou — disse Neji, sua voz suave, mas firme. — No entanto, eu não me recordo de ter dito que desejava que você fosse embora.
Lee arregalou os olhos, a surpresa estampada em seu rosto.
— Mas... eu fui um bárbaro, como você disse. Usei você como meu brinquedo.
Neji permitiu-se um pequeno sorriso, um gesto raro e precioso.
— Você é um tolo, Rock Lee. Mas é um tolo que conseguiu o que ninguém mais conseguiu. Você derrubou meus muros.
Neji envolveu o pescoço de Lee com os braços, puxando-o para um beijo que não tinha nada a ver com apostas ou dívidas, e tudo a ver com o que eles haviam construído naqueles sete dias.
— Se você quiser continuar sendo meu "dono" — sussurrou Neji contra os lábios de Lee —, terá que se esforçar muito mais do que apenas uma semana.
Lee sorriu, o brilho em seus olhos retornando com força total. Ele pegou Neji no colo, fazendo o Hyuuga soltar um riso surpreso que aqueceu o ar do quarto.
— Eu aceito o desafio, Neji-san! E desta vez, não precisamos de apostas. Apenas de toda uma vida.
Neji recostou a cabeça no ombro de Lee, fechando os olhos. O gênio arrogante finalmente encontrara alguém forte o suficiente não apenas para vencê-lo, mas para amá-lo em todas as suas complexidades. E enquanto Lee o carregava em direção à cama, Neji soube que, embora tivesse perdido a aposta, ele ganhara algo infinitamente mais valioso: a liberdade de ser, finalmente, ele mesmo nos braços daquele que sempre acreditara em seu fogo interior.
