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Areia x argila
Fandom: Naruto
Criado: 05/07/2026
Tags
RomanceDramaSombrioPWP (Enredo? Que enredo?)Cenário CanônicoEstudo de PersonagemLinguagem Explícita
Entre o Barro e o Deserto
O sol de Sunagakure era implacável, uma força bruta que drenava a energia de qualquer ser vivo que ousasse desafiar as dunas sob o seu domínio. No entanto, para Gaara, o Quinto Kazekage, aquele calor era apenas uma extensão de sua própria natureza. O que ele não conseguia processar, no entanto, era a figura exótica e barulhenta que ele arrastava pelo deserto há dois dias.
Deidara, o renegado da Vila da Pedra, estava capturado. Suas mãos estavam seladas por algemas de contenção de chakra, e cordas de cânhamo reforçadas com jutsus de terra prendiam seus pulsos firmemente atrás das costas. Mas o que lhe faltava em liberdade de movimento, ele sobrava em audácia.
— Ei, Kazekagezinho! — a voz de Deidara ecoou, carregada de um deboche ácido. — Você vai mesmo me entregar para aqueles velhos decrépitos de Iwagakure? Isso é uma falta de respeito com a arte, hum!
Gaara não respondeu. Seus olhos claros, contornados pelas marcas escuras de insônia, permaneciam fixos no horizonte ondulante. Ele tinha uma missão: escoltar o criminoso até a fronteira, onde uma unidade da Pedra o levaria para o julgamento final.
— Você é tão calado... — Deidara continuou, provocando deliberadamente. Ele tropeçou de propósito, fazendo com que sua túnica rasgada da Akatsuki escorregasse pelos ombros. Como estava amarrado de forma que seus braços forçavam seu peito para a frente, a postura realçava a curvatura de sua coluna. — Sabe, o deserto é quente, mas você parece um bloco de gelo. Será que não tem nada fervendo aí dentro?
Deidara se inclinou para frente, forçando o quadril para trás. Mesmo sujo de poeira, havia uma delicadeza quase feminina em suas formas, um contraste bizarro com a agressividade de suas explosões. Ele olhou por cima do ombro, os cabelos loiros bagunçados caindo sobre o olho azul, e soltou um riso baixo.
— Olhe para mim quando eu falo com você, ruivinho. Ou será que tem medo do que vai ver?
Gaara finalmente parou. Ele se virou lentamente, a areia ao seu redor agitando-se levemente, como se respondesse ao seu estado mental perturbado. Desde que partiram, algo em Deidara o incomodava. Não era o medo de um ataque, mas uma sensação visceral e desconhecida que subia por sua espinha. Gaara nunca havia experimentado o desejo. Ele fora criado como uma arma, um monstro, e depois um líder. O aspecto carnal da existência humana era um livro cujas páginas ele nunca ousara abrir.
Deidara, percebendo a hesitação do Kazekage, levou a provocação a um nível obsceno. Ele abriu a boca, onde uma das línguas de suas palmas — agora seladas — tentava inutilmente se projetar, e fez um gesto sugestivo com a própria língua real entre os lábios, enquanto empinava o bumbum arredondado, evidenciando as linhas de seu corpo sob a calça justa.
— O que foi? — Deidara ronronou. — Nunca viu um artista de perto? Ou o seu "brinquedo" de areia não te ensinou como lidar com um homem de verdade?
Dentro da mente de Gaara, uma voz gutural e carregada de ódio rugiu. Shukako, a Besta de Uma Cauda, detestava aquela interação.
— "Mate-o, Gaara! Esmague esse inseto barulhento! O sangue dele vai calar essa boca imunda!" — a voz da besta ecoava como um trovão interno.
Mas Gaara não queria matá-lo. Pela primeira vez em sua vida, o instinto de destruição estava sendo suplantado por uma fome diferente. O suor escorria pelo pescoço de Deidara, brilhando sob o sol, e Gaara sentiu sua garganta secar. O sangue pulsava com força em suas têmporas e, mais abaixo, uma pressão dolorosa e desconhecida começou a se formar em seu ventre.
— Você fala demais — disse Gaara, sua voz mais rouca do que o habitual.
Sem aviso, Gaara usou sua areia para envolver a cintura de Deidara, puxando-o bruscamente para perto. O loiro soltou um arquejo de surpresa quando seu peito colidiu com o peitoral firme do Kazekage.
— Oh... — Deidara sorriu, embora seus olhos mostrassem uma pontada de incerteza. — Finalmente resolveu brincar?
— Há uma caverna a um quilômetro ao norte — declarou Gaara, os olhos fixos nos lábios de Deidara. — Não chegaremos à fronteira hoje.
O trajeto até a caverna foi feito em um silêncio tenso. Gaara não usou a areia para carregá-lo; ele o puxou pela corda, mantendo o prisioneiro perto o suficiente para ouvir sua respiração errática.
Ao entrarem na penumbra fresca da caverna abandonada, o contraste com o calor externo foi imediato. Gaara soltou as cordas que prendiam Deidara ao seu braço, mas manteve as algemas de chakra. O loiro caiu de joelhos sobre a areia macia do chão da caverna, olhando para cima com um misto de desafio e expectativa.
— E agora, Kazekage? Vai me torturar? — Deidara provocou, arqueando as costas e exibindo o quadril de forma deliberada.
Gaara não respondeu com palavras. Ele se aproximou, a sombra de sua figura cobrindo o loiro. O desejo, antes uma centelha, agora era um incêndio florestal. Ele se ajoelhou entre as pernas de Deidara, as mãos trêmulas tocando o rosto do prisioneiro.
— Eu não sei o que é isso — confessou Gaara, sua voz formal contrastando com o brilho selvagem em seus olhos. — Mas você despertou algo que nem o Shukako consegue controlar.
— Então aprenda — sussurrou Deidara, sua arrogância falhando por um segundo diante da intensidade do olhar de Gaara.
Gaara avançou. Não foi um beijo delicado; foi uma colisão de dentes e línguas, uma busca desesperada por algo que ele não sabia que precisava. Deidara gemeu contra a boca dele, a surpresa sendo rapidamente substituída por uma luxúria que ele mesmo não esperava encontrar naquele "garoto da areia".
As mãos de Gaara, guiadas por um instinto puramente animal, desceram para os quadris de Deidara. Ele rasgou o tecido da túnica com uma força desmedida, expondo a pele pálida e macia do loiro. Deidara soltou um grito abafado quando as mãos frias de Gaara apertaram suas nádegas com possessividade.
— Mais... — pediu Deidara, a respiração curta. — Não pare agora, hum!
Gaara o virou de costas, pressionando o rosto de Deidara contra a areia fresca. A visão do bumbum arredondado e empinado para ele foi o gatilho final. O Kazekage desfez suas próprias vestes com pressa desajeitada. Ele nunca havia feito aquilo, mas o corpo parecia saber exatamente o que a alma exigia.
Quando Gaara penetrou, foi com uma força bruta e selvagem. Deidara soltou um grito que ecoou pelas paredes de pedra, as unhas — mesmo com as mãos presas — tentando encontrar apoio no chão.
— Gaara! — o nome saiu como um lamento e um comando.
O sexo era caótico. Gaara se movia com uma urgência que beirava o desespero, cada estocada sendo um protesto contra os anos de isolamento e repressão. Ele segurava Deidara pelos cabelos loiros, puxando sua cabeça para trás para que pudesse morder seu pescoço, deixando marcas arroxeadas que contrastavam com a pele clara.
Deidara estava em choque. Ele esperava uma exploração tímida, talvez algo desajeitado, mas o que encontrou foi um predador. A cada movimento de Gaara, o loiro sentia sua mente se esvair, substituída por um prazer agudo e avassalador. Ele começou a responder, empurrando o quadril para trás, buscando mais daquela invasão deliciosa.
— Isso... é arte... — Deidara ofegou, as lágrimas de prazer nublando sua visão.
Dentro de Gaara, o Shukako rugia em protesto, odiando a perda de controle de seu receptáculo para algo tão "humano", mas Gaara o silenciou. Naquele momento, ele não era o Jinchuuriki, nem o Kazekage. Ele era apenas um homem descobrindo a própria carne através do corpo de seu inimigo.
A primeira noite foi apenas o começo. O que deveria ser uma parada de descanso transformou-se em um retiro de luxúria.
No segundo dia, o choque de Deidara se transformou em uma aceitação faminta. Ele não precisava mais ser provocado; ele mesmo buscava Gaara, usando seu corpo como uma arma de sedução para garantir que o ruivo não se afastasse. As cordas foram afrouxadas, mas nunca retiradas. Havia algo na submissão física de Deidara que alimentava o fogo de Gaara.
No terceiro dia, a dinâmica mudou. Deidara parou de lutar contra a intensidade e começou a ditar o ritmo em certos momentos, guiando Gaara, ensinando-o com gemidos e movimentos de quadril como levá-los ao ápice.
— Você aprende rápido — disse Deidara, deitado sobre o peito de Gaara durante um breve momento de exaustão. Suas costas estavam cobertas de areia e marcas de dedos.
Gaara acariciou os cabelos loiros, um gesto estranhamente terno em meio à selvageria daqueles dias.
— Você é uma distração perigosa — respondeu Gaara, a voz profunda. — Eu deveria ter te entregado há muito tempo.
— Mas não entregou — Deidara sorriu, um sorriso que não tinha mais o deboche de antes, mas algo mais íntimo. — Você quer ver até onde isso vai, não quer?
As duas semanas que se seguiram foram um borrão de suor, areia e prazer ininterrupto. A caverna tornou-se um universo à parte, onde o tempo não existia e as obrigações políticas de Sunagakure eram apenas memórias distantes. Gaara explorou cada centímetro do corpo de Deidara, descobrindo que o loiro era sensível atrás dos joelhos, que soltava um som específico quando sua nuca era mordida e que, apesar da arrogância, ele ansiava por ser dominado.
Deidara, por sua vez, descobriu que por trás da fachada estoica de Gaara havia uma capacidade de entrega absoluta. O Kazekage não fazia nada pela metade; quando ele se entregava ao prazer, era com a mesma intensidade com que protegia sua vila.
— O que faremos quando a comida acabar? — perguntou Deidara em uma tarde quente, enquanto Gaara traçava padrões abstratos em suas coxas com um pouco de areia.
Gaara olhou para a entrada da caverna, onde o deserto os esperava. Ele sabia que o mundo exterior exigiria o retorno de suas funções. Iwagakure provavelmente já estava enviando batedores para saber do atraso.
— Eu sou o Kazekage — disse Gaara, levantando-se e oferecendo a mão para Deidara. — Eu decido o que acontece no meu deserto.
Deidara aceitou a mão, sentindo o calor da palma de Gaara. Ele sabia que aquela bolha de prazer teria que estourar eventualmente, mas enquanto olhava para o ruivo, percebeu que nenhum dos dois sairia daquela caverna sendo a mesma pessoa que entrou.
— Então me mostre mais dessa sua autoridade, hum? — Deidara provocou, puxando Gaara para si novamente.
Gaara não hesitou. Ele o pressionou contra a parede de pedra, o desejo renovado queimando em seu sangue. O Shukako podia rosnar o quanto quisesse; por ora, o deserto pertencia apenas a eles dois, e a arte da explosão de Deidara havia finalmente encontrado um terreno onde poderia queimar eternamente sem destruir nada além de suas próprias inibições.
As duas semanas foram um testamento de que, mesmo entre as dunas mais áridas e o barro mais explosivo, algo novo e indomável poderia florescer. Gaara, o homem que nunca soube o que era ser tocado, agora não conseguia imaginar a vida sem o calor da pele de Deidara contra a sua. E Deidara, o artista que só via beleza na destruição, encontrou na possessividade de Gaara uma forma de arte que durava muito mais do que um simples "katsu".
Deidara, o renegado da Vila da Pedra, estava capturado. Suas mãos estavam seladas por algemas de contenção de chakra, e cordas de cânhamo reforçadas com jutsus de terra prendiam seus pulsos firmemente atrás das costas. Mas o que lhe faltava em liberdade de movimento, ele sobrava em audácia.
— Ei, Kazekagezinho! — a voz de Deidara ecoou, carregada de um deboche ácido. — Você vai mesmo me entregar para aqueles velhos decrépitos de Iwagakure? Isso é uma falta de respeito com a arte, hum!
Gaara não respondeu. Seus olhos claros, contornados pelas marcas escuras de insônia, permaneciam fixos no horizonte ondulante. Ele tinha uma missão: escoltar o criminoso até a fronteira, onde uma unidade da Pedra o levaria para o julgamento final.
— Você é tão calado... — Deidara continuou, provocando deliberadamente. Ele tropeçou de propósito, fazendo com que sua túnica rasgada da Akatsuki escorregasse pelos ombros. Como estava amarrado de forma que seus braços forçavam seu peito para a frente, a postura realçava a curvatura de sua coluna. — Sabe, o deserto é quente, mas você parece um bloco de gelo. Será que não tem nada fervendo aí dentro?
Deidara se inclinou para frente, forçando o quadril para trás. Mesmo sujo de poeira, havia uma delicadeza quase feminina em suas formas, um contraste bizarro com a agressividade de suas explosões. Ele olhou por cima do ombro, os cabelos loiros bagunçados caindo sobre o olho azul, e soltou um riso baixo.
— Olhe para mim quando eu falo com você, ruivinho. Ou será que tem medo do que vai ver?
Gaara finalmente parou. Ele se virou lentamente, a areia ao seu redor agitando-se levemente, como se respondesse ao seu estado mental perturbado. Desde que partiram, algo em Deidara o incomodava. Não era o medo de um ataque, mas uma sensação visceral e desconhecida que subia por sua espinha. Gaara nunca havia experimentado o desejo. Ele fora criado como uma arma, um monstro, e depois um líder. O aspecto carnal da existência humana era um livro cujas páginas ele nunca ousara abrir.
Deidara, percebendo a hesitação do Kazekage, levou a provocação a um nível obsceno. Ele abriu a boca, onde uma das línguas de suas palmas — agora seladas — tentava inutilmente se projetar, e fez um gesto sugestivo com a própria língua real entre os lábios, enquanto empinava o bumbum arredondado, evidenciando as linhas de seu corpo sob a calça justa.
— O que foi? — Deidara ronronou. — Nunca viu um artista de perto? Ou o seu "brinquedo" de areia não te ensinou como lidar com um homem de verdade?
Dentro da mente de Gaara, uma voz gutural e carregada de ódio rugiu. Shukako, a Besta de Uma Cauda, detestava aquela interação.
— "Mate-o, Gaara! Esmague esse inseto barulhento! O sangue dele vai calar essa boca imunda!" — a voz da besta ecoava como um trovão interno.
Mas Gaara não queria matá-lo. Pela primeira vez em sua vida, o instinto de destruição estava sendo suplantado por uma fome diferente. O suor escorria pelo pescoço de Deidara, brilhando sob o sol, e Gaara sentiu sua garganta secar. O sangue pulsava com força em suas têmporas e, mais abaixo, uma pressão dolorosa e desconhecida começou a se formar em seu ventre.
— Você fala demais — disse Gaara, sua voz mais rouca do que o habitual.
Sem aviso, Gaara usou sua areia para envolver a cintura de Deidara, puxando-o bruscamente para perto. O loiro soltou um arquejo de surpresa quando seu peito colidiu com o peitoral firme do Kazekage.
— Oh... — Deidara sorriu, embora seus olhos mostrassem uma pontada de incerteza. — Finalmente resolveu brincar?
— Há uma caverna a um quilômetro ao norte — declarou Gaara, os olhos fixos nos lábios de Deidara. — Não chegaremos à fronteira hoje.
O trajeto até a caverna foi feito em um silêncio tenso. Gaara não usou a areia para carregá-lo; ele o puxou pela corda, mantendo o prisioneiro perto o suficiente para ouvir sua respiração errática.
Ao entrarem na penumbra fresca da caverna abandonada, o contraste com o calor externo foi imediato. Gaara soltou as cordas que prendiam Deidara ao seu braço, mas manteve as algemas de chakra. O loiro caiu de joelhos sobre a areia macia do chão da caverna, olhando para cima com um misto de desafio e expectativa.
— E agora, Kazekage? Vai me torturar? — Deidara provocou, arqueando as costas e exibindo o quadril de forma deliberada.
Gaara não respondeu com palavras. Ele se aproximou, a sombra de sua figura cobrindo o loiro. O desejo, antes uma centelha, agora era um incêndio florestal. Ele se ajoelhou entre as pernas de Deidara, as mãos trêmulas tocando o rosto do prisioneiro.
— Eu não sei o que é isso — confessou Gaara, sua voz formal contrastando com o brilho selvagem em seus olhos. — Mas você despertou algo que nem o Shukako consegue controlar.
— Então aprenda — sussurrou Deidara, sua arrogância falhando por um segundo diante da intensidade do olhar de Gaara.
Gaara avançou. Não foi um beijo delicado; foi uma colisão de dentes e línguas, uma busca desesperada por algo que ele não sabia que precisava. Deidara gemeu contra a boca dele, a surpresa sendo rapidamente substituída por uma luxúria que ele mesmo não esperava encontrar naquele "garoto da areia".
As mãos de Gaara, guiadas por um instinto puramente animal, desceram para os quadris de Deidara. Ele rasgou o tecido da túnica com uma força desmedida, expondo a pele pálida e macia do loiro. Deidara soltou um grito abafado quando as mãos frias de Gaara apertaram suas nádegas com possessividade.
— Mais... — pediu Deidara, a respiração curta. — Não pare agora, hum!
Gaara o virou de costas, pressionando o rosto de Deidara contra a areia fresca. A visão do bumbum arredondado e empinado para ele foi o gatilho final. O Kazekage desfez suas próprias vestes com pressa desajeitada. Ele nunca havia feito aquilo, mas o corpo parecia saber exatamente o que a alma exigia.
Quando Gaara penetrou, foi com uma força bruta e selvagem. Deidara soltou um grito que ecoou pelas paredes de pedra, as unhas — mesmo com as mãos presas — tentando encontrar apoio no chão.
— Gaara! — o nome saiu como um lamento e um comando.
O sexo era caótico. Gaara se movia com uma urgência que beirava o desespero, cada estocada sendo um protesto contra os anos de isolamento e repressão. Ele segurava Deidara pelos cabelos loiros, puxando sua cabeça para trás para que pudesse morder seu pescoço, deixando marcas arroxeadas que contrastavam com a pele clara.
Deidara estava em choque. Ele esperava uma exploração tímida, talvez algo desajeitado, mas o que encontrou foi um predador. A cada movimento de Gaara, o loiro sentia sua mente se esvair, substituída por um prazer agudo e avassalador. Ele começou a responder, empurrando o quadril para trás, buscando mais daquela invasão deliciosa.
— Isso... é arte... — Deidara ofegou, as lágrimas de prazer nublando sua visão.
Dentro de Gaara, o Shukako rugia em protesto, odiando a perda de controle de seu receptáculo para algo tão "humano", mas Gaara o silenciou. Naquele momento, ele não era o Jinchuuriki, nem o Kazekage. Ele era apenas um homem descobrindo a própria carne através do corpo de seu inimigo.
A primeira noite foi apenas o começo. O que deveria ser uma parada de descanso transformou-se em um retiro de luxúria.
No segundo dia, o choque de Deidara se transformou em uma aceitação faminta. Ele não precisava mais ser provocado; ele mesmo buscava Gaara, usando seu corpo como uma arma de sedução para garantir que o ruivo não se afastasse. As cordas foram afrouxadas, mas nunca retiradas. Havia algo na submissão física de Deidara que alimentava o fogo de Gaara.
No terceiro dia, a dinâmica mudou. Deidara parou de lutar contra a intensidade e começou a ditar o ritmo em certos momentos, guiando Gaara, ensinando-o com gemidos e movimentos de quadril como levá-los ao ápice.
— Você aprende rápido — disse Deidara, deitado sobre o peito de Gaara durante um breve momento de exaustão. Suas costas estavam cobertas de areia e marcas de dedos.
Gaara acariciou os cabelos loiros, um gesto estranhamente terno em meio à selvageria daqueles dias.
— Você é uma distração perigosa — respondeu Gaara, a voz profunda. — Eu deveria ter te entregado há muito tempo.
— Mas não entregou — Deidara sorriu, um sorriso que não tinha mais o deboche de antes, mas algo mais íntimo. — Você quer ver até onde isso vai, não quer?
As duas semanas que se seguiram foram um borrão de suor, areia e prazer ininterrupto. A caverna tornou-se um universo à parte, onde o tempo não existia e as obrigações políticas de Sunagakure eram apenas memórias distantes. Gaara explorou cada centímetro do corpo de Deidara, descobrindo que o loiro era sensível atrás dos joelhos, que soltava um som específico quando sua nuca era mordida e que, apesar da arrogância, ele ansiava por ser dominado.
Deidara, por sua vez, descobriu que por trás da fachada estoica de Gaara havia uma capacidade de entrega absoluta. O Kazekage não fazia nada pela metade; quando ele se entregava ao prazer, era com a mesma intensidade com que protegia sua vila.
— O que faremos quando a comida acabar? — perguntou Deidara em uma tarde quente, enquanto Gaara traçava padrões abstratos em suas coxas com um pouco de areia.
Gaara olhou para a entrada da caverna, onde o deserto os esperava. Ele sabia que o mundo exterior exigiria o retorno de suas funções. Iwagakure provavelmente já estava enviando batedores para saber do atraso.
— Eu sou o Kazekage — disse Gaara, levantando-se e oferecendo a mão para Deidara. — Eu decido o que acontece no meu deserto.
Deidara aceitou a mão, sentindo o calor da palma de Gaara. Ele sabia que aquela bolha de prazer teria que estourar eventualmente, mas enquanto olhava para o ruivo, percebeu que nenhum dos dois sairia daquela caverna sendo a mesma pessoa que entrou.
— Então me mostre mais dessa sua autoridade, hum? — Deidara provocou, puxando Gaara para si novamente.
Gaara não hesitou. Ele o pressionou contra a parede de pedra, o desejo renovado queimando em seu sangue. O Shukako podia rosnar o quanto quisesse; por ora, o deserto pertencia apenas a eles dois, e a arte da explosão de Deidara havia finalmente encontrado um terreno onde poderia queimar eternamente sem destruir nada além de suas próprias inibições.
As duas semanas foram um testamento de que, mesmo entre as dunas mais áridas e o barro mais explosivo, algo novo e indomável poderia florescer. Gaara, o homem que nunca soube o que era ser tocado, agora não conseguia imaginar a vida sem o calor da pele de Deidara contra a sua. E Deidara, o artista que só via beleza na destruição, encontrou na possessividade de Gaara uma forma de arte que durava muito mais do que um simples "katsu".
