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Fandom: Naruto

Criado: 05/07/2026

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O Labirinto de Egos e Sombras

A noite em Konoha caía como um manto de seda escura, pontilhada pelas luzes distantes da vila que nunca parecia descansar totalmente. No entanto, no distrito Uchiha, o silêncio era a regra. Sasuke Uchiha, o remanescente das sombras, estava sentado à varanda de sua residência, observando a lua minguante. Seu semblante era, como de costume, uma máscara de mármore: frio, impenetrável e austero. A solidão sempre fora sua companheira, mas nos últimos tempos, ela havia sido substituída pela presença vibrante e, por vezes, caótica de Naruto Uzumaki.

Sasuke sentiu a presença antes mesmo de ouvir os passos. O chakra de Naruto era como o sol do meio-dia — impossível de ignorar.

— Você está atrasado — declarou Sasuke, sem desviar os olhos do horizonte. Sua voz era um barítono baixo, carregado de uma frieza que, para qualquer outro, seria um sinal de afastamento, mas que para Naruto, era apenas o prelúdio de um desafio.

— Eu tive que passar no Ichiraku, e depois tive uma ideia... — A voz de Naruto soou logo atrás dele, quente e carregada de uma promessa que fez os pelos da nuca de Sasuke se arrepiarem.

Sasuke virou-se lentamente, encontrando o loiro parado à entrada da sala. Naruto não vestia seu traje alaranjado habitual; ele usava apenas uma calça escura e uma camisa entreaberta, revelando a pele bronzeada e os músculos definidos. Havia um brilho travesso em seus olhos azuis, algo que beirava a luxúria, mas envolto em uma ternura profunda.

— Uma ideia? — Sasuke arqueou uma sobrancelha, levantando-se com a elegância de um predador. — Espero que seja mais produtiva do que suas tentativas anteriores de me vencer no shogi.

Naruto aproximou-se, reduzindo a distância entre eles até que o calor de seus corpos começasse a se misturar. Ele levou a mão ao rosto de Sasuke, os dedos traçando a linha da mandíbula forte do Uchiha.

— Eu andei pensando em como você é difícil de satisfazer, Sasuke. Você é exigente, frio... e eu adoro isso. Mas hoje, eu quero te dar algo que você nunca imaginou.

Sasuke estreitou os olhos, a curiosidade começando a vencer sua fachada gélida.

— E o que seria, dobe?

Em vez de responder com palavras, Naruto fez o selo de mão familiar. O ar ao redor deles vibrou com a súbita manifestação de energia. Com um estalo seco, três nuvens de fumaça branca surgiram e, quando se dissiparam, três outros Narutos estavam parados ao redor de Sasuke.

— O Jutsu Multiclones de Sombras? — Sasuke soltou um riso curto e seco. — Você pretende treinar a esta hora?

— Não é treino, Sasuke — disse o Naruto original, sua voz baixando para um sussurro rouco enquanto os clones se posicionavam estrategicamente. — Eu quero te levar ao céu. E quero que cada parte de você seja tocada por mim, ao mesmo tempo.

Sasuke sentiu um formigamento percorrer sua espinha. A audácia de Naruto era, muitas vezes, irritante, mas desta vez, havia uma sofisticação na proposta que o instigava. Ele permitiu que Naruto o conduzisse para dentro, em direção ao quarto, onde a luz da lua entrava pelas janelas amplas, banhando o ambiente em tons de prata.

Ao chegarem ao centro do quarto, o Naruto original começou a desabotoar a camisa de Sasuke com uma lentidão deliberada. Enquanto isso, um dos clones ajoelhou-se para remover as sandálias do Uchiha, e outro começou a beijar a curva de seu pescoço, onde o selo amaldiçoado outrora residira.

— Isso é... excessivo — murmurou Sasuke, embora sua respiração já estivesse começando a falhar.

— É o que você merece — respondeu o Naruto que estava à sua frente.

Com habilidade, os clones e o original despiram Sasuke, deixando-o vulnerável sob a luz lunar. A pele pálida do Uchiha contrastava com as mãos quentes e calejadas de Naruto que agora o exploravam. Sasuke foi guiado até a cama, deitando-se sobre os lençóis de linho.

O Naruto original posicionou-se entre as pernas de Sasuke, enquanto dois clones flanqueavam seus braços e o terceiro permanecia aos pés da cama, observando com um olhar de devoção.

— Comece — ordenou Sasuke, sua voz perdendo a frieza e ganhando uma nota de urgência.

O clone à direita de Sasuke começou a beijar seus lábios, uma exploração profunda e úmida, enquanto o clone à esquerda descia a língua pelo peito do Uchiha, contornando seus mamilos com uma precisão torturante. O Naruto original, por sua vez, iniciou um trabalho manual e oral que fez a visão de Sasuke nublar.

A sensação era avassaladora. Eram quatro pares de mãos, quatro bocas, todos focados inteiramente em seu prazer. Sasuke sentia-se como se estivesse sendo consumido por um incêndio. Cada toque era uma nota em uma sinfonia de luxúria que ele nunca pensou ser possível.

— Naruto... — Sasuke arqueou as costas, suas mãos enterrando-se nos cabelos loiros do clone que o beijava.

No entanto, no meio daquela coreografia de prazer, algo começou a mudar no Naruto original. Ele parou por um momento, observando como o clone à esquerda estava sendo particularmente possessivo com o pescoço de Sasuke, deixando marcas avermelhadas na pele alva.

— Ei — murmurou o Naruto original, a voz tingida de uma irritação súbita. — Vá com calma aí.

O clone parou, olhando para o original com um sorriso idêntico ao dele.

— Por que? Ele está gostando. Não é, Sasuke?

Sasuke, em transe, apenas soltou um gemido baixo, incapaz de articular qualquer negação. O prazer era tão intenso que as distinções entre quem era quem estavam começando a desaparecer para ele. Mas para o verdadeiro Naruto, a visão de "si mesmo" tocando Sasuke daquela forma começou a despertar um sentimento primitivo e contraditório.

— Eu sei o que ele gosta — rosnou o Naruto original. — Eu sou você, ou melhor, você é eu. Mas eu não gosto do jeito que você está olhando para ele.

Sasuke abriu os olhos, a névoa do prazer dissipando-se levemente diante da tensão no ar.

— Naruto? — chamou Sasuke, sua voz rouca. — O que está fazendo?

— Nada, Sasuke. Só... — O loiro original balançou a cabeça, tentando afastar o ciúme absurdo que sentia de suas próprias criações. — Continue.

Mas a semente estava plantada. Enquanto o ato prosseguia, e a intensidade aumentava, o Naruto original sentia cada sensação que os clones sentiam através da conexão mental do jutsu. Ele sentia a textura da pele de Sasuke, o calor de seu corpo, o sabor de seus beijos. Contudo, ver a expressão de entrega total no rosto de Sasuke para um dos clones o deixava furioso.

— Saia — ordenou o original para o clone que estava nas pernas de Sasuke. — Eu assumo daqui.

— Mas eu estava prestes a... — começou o clone, mas foi interrompido por um olhar feroz do original.

O clone se dissipou em uma nuvem de fumaça, e o Naruto real ocupou seu lugar. Ele segurou as coxas de Sasuke com força, seus dedos deixando marcas.

— Você é meu, Sasuke — sussurrou ele, a voz agora carregada de uma possessividade sombria. — Só meu.

Sasuke, apesar da confusão, sentiu um arrepio de excitação. A frieza que ele costumava projetar era apenas um escudo, e ver Naruto perder o controle por causa dele era inebriante.

— Então prove — desafiou o Uchiha, puxando o Naruto real pelo colarinho para um beijo que misturava desejo e desafio.

Os outros dois clones continuaram sua tarefa, mas agora sob a supervisão rígida do original. O ambiente estava carregado de eletricidade. O prazer era meticuloso, detalhado. Naruto usava os clones para preparar o corpo de Sasuke, para levá-lo ao limite da sanidade. As mãos dos clones percorriam as costas de Sasuke, massageando os músculos tensos, enquanto o original se preparava para a união final.

A delicadeza do início deu lugar a uma urgência visceral. Quando Naruto finalmente se uniu a Sasuke, o impacto foi sentido por todos os clones simultaneamente. Sasuke soltou um grito abafado contra o ombro do clone que o abraçava por trás, enquanto o Naruto original ritmava seus movimentos com uma precisão que beirava a perfeição.

— Olhe para mim, Sasuke — pediu o original. — Não para eles. Para mim.

Sasuke abriu os olhos, encontrando o azul intenso de Naruto. Ali, naquele contato visual, não havia clones, não havia jutsu, havia apenas a alma de dois homens que haviam passado pelo inferno para estarem juntos.

— Eu sempre... olho para você... seu idiota — arquejou Sasuke, as unhas cravando-se nos braços do Naruto real.

O prazer atingiu um ápice insustentável. A sobrecarga sensorial de ter múltiplos "Narutos" interagindo com ele levou Sasuke a um orgasmo que abalou as fundações de seu autocontrole. Ele se desfez nos braços do loiro, sua mente explodindo em cores e sensações que ele nunca soube existirem.

No momento do ápice de Sasuke, o Naruto original não aguentou mais. O ciúme de ver os clones compartilhando aquele momento sagrado explodiu, e com um comando mental, todos os clones se dissiparam instantaneamente.

O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pela respiração pesada de ambos. Naruto estava deitado sobre Sasuke, o suor colando seus corpos.

— Você os mandou embora — disse Sasuke, a voz voltando à sua cadência fria, embora houvesse um traço de diversão nela.

— Eles estavam me irritando — resmungou Naruto, escondendo o rosto no pescoço de Sasuke.

— Você ficou com ciúmes de você mesmo, Naruto? — Sasuke soltou uma risada baixa, um som raro e precioso que fez o coração de Naruto saltar.

— Não foi ciúme! — protestou o loiro, levantando a cabeça. — É que... era um momento nosso. E eles estavam olhando demais para você.

— Eles eram você.

— Não importa! — Naruto bufou, as bochechas levemente coradas. — Eu sou o único que tem o direito de te ver assim, Sasuke. Desse jeito... tão aberto. Tão meu.

Sasuke estendeu a mão e acariciou os cabelos rebeldes de Naruto. A frieza do Uchiha havia derretido, revelando a vulnerabilidade que ele só mostrava entre aquelas quatro paredes.

— Você é um caso perdido, Uzumaki Naruto.

— Mas você me ama assim mesmo — retrucou Naruto, abrindo um sorriso largo, o ciúme finalmente dando lugar à sua alegria habitual.

— Infelizmente — anuiu Sasuke, puxando-o para um beijo calmo, um selo de paz após a tempestade de sentidos.

A noite continuou, agora apenas com os dois. O silêncio do distrito Uchiha não parecia mais solitário; estava preenchido pela presença de dois homens que, entre sombras e clones, haviam encontrado a luz um no outro. Naruto, ainda um pouco possessivo, envolveu Sasuke em seus braços, garantindo que não houvesse espaço para mais ninguém, nem mesmo para suas próprias projeções. E Sasuke, em sua frieza reconfortante, deixou-se levar pelo calor do sol que ele escolhera para iluminar sua vida.

— Da próxima vez — sussurrou Sasuke, antes de fechar os olhos —, tente não brigar com o ar.

— Não prometo nada — respondeu Naruto, fechando os olhos também, feliz por ter o seu Uchiha exatamente onde ele pertencia.

A lua continuou sua jornada pelo céu, observando a quietude de um amor que era, ao mesmo tempo, complexo e absurdamente simples. Ali, no coração de Konoha, o herói e o vingador repousavam, unidos por laços que nem o tempo, nem a guerra, nem o ciúme mais tolo poderiam romper.
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