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Fandom: Naruto

Criado: 05/07/2026

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RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoFatias de VidaHistória DomésticaEstudo de PersonagemCenário CanônicoLinguagem ExplícitaUso de Drogas
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O Silêncio de Veludo e o Peso do Desejo

A reconstrução de Konoha após a invasão de Pain era uma tarefa hercúlea, um fardo que pesava sobre os ombros de cada shinobi, mas que parecia se concentrar com uma força esmagadora sobre Kakashi Hatake. Como o braço direito da Quinta Hokage e já sendo cotado como seu sucessor, ele passava os dias mergulhado em pilhas de relatórios, planejamentos urbanos e missões de logística. O cansaço não era apenas físico; era uma exaustão da alma, um desgaste silencioso que o acompanhava até a porta de seu lar, onde as luzes quase sempre já estavam apagadas.

Iruka Umino, seu marido, não estava em situação melhor. Como instrutor da Academia e responsável pela organização dos registros civis durante a crise, ele trabalhava do amanhecer ao anoitecer. Iruka sempre fora o coração pulsante daquela casa, o homem que trazia o calor e o sorriso que Kakashi tanto necessitava para manter sua sanidade. No entanto, o estresse constante e a responsabilidade de cuidar de tantas crianças órfãs haviam cobrado seu preço. Iruka sofria de uma insônia severa, fruto da ansiedade persistente, e a única solução encontrada pelos médicos da vila fora uma medicação forte, um sedativo que o mergulhava em um sono profundo e inabalável.

Para um ninja, ter o sono tão pesado era quase uma heresia. Iruka, outrora alerta a qualquer ranger de assoalho, agora dormia como uma pedra. Nada o acordava. Nem o som da porta se abrindo, nem o peso de Kakashi se deitando ao seu lado, nem mesmo os beijos castos que o platinado depositava em sua testa antes de ele próprio sucumbir ao cansaço.

Naquela noite em particular, o ar em Konoha estava denso, carregado com a umidade que precedia uma tempestade de verão. Kakashi caminhava pelas ruas silenciosas, sentindo o atrito de seu uniforme contra a pele. Havia uma tensão diferente em seu corpo naquela noite. Não era apenas o cansaço dos músculos, mas uma pulsante e insistente necessidade de contato. Ele era um homem de desejos profundos, muitas vezes escondidos sob a máscara de apatia e os livros eróticos de Jiraiya, mas a realidade de ser privado do toque de seu amado por semanas estava se tornando insuportável.

Ao entrar no apartamento, o silêncio o recebeu como um manto frio. Ele retirou o colete jōnin, deixando-o cair sobre a cadeira da sala, e desamarrou o protetor de testa. Seus olhos, um negro e o outro o Sharingan agora coberto pela pálpebra cansada, buscaram a penumbra do quarto.

— Iruka? — sussurrou ele, embora soubesse que não haveria resposta.

Ao cruzar o umbral do quarto, a visão que o saudou fez seu sangue ferver instantaneamente. Iruka estava deitado de bruços, a respiração lenta e rítmica indicando que o remédio já havia feito efeito total. Ele usava apenas uma camiseta de algodão fina e um short de dormir extremamente folgado, que, devido à posição em que ele se encontrava, havia subido consideravelmente. A pele morena de suas coxas e a curva perfeita de suas nádegas estavam parcialmente expostas, banhadas pela luz pálida do luar que filtrava pelas cortinas.

Kakashi sentiu um aperto no baixo ventre, uma ereção dolorosa e imediata que protestava contra o tecido de sua calça. Ele se aproximou da cama com passos felinos, a graça natural de um predador suavizada pelo carinho que sentia. Sentou-se na borda do colchão, que nem sequer oscilou sob seu peso controlado.

— Você não faz ideia do que faz comigo... — murmurou Kakashi, a voz rouca, carregada de uma luxúria que ele raramente se permitia demonstrar com tanta crueza.

Ele estendeu a mão, os dedos longos e calejados pelas batalhas tocando com uma delicadeza quase sacra a pele quente de Iruka. Começou pela panturrilha, subindo lentamente, sentindo a maciez da pele que contrastava com a sua própria aspereza. Iruka não se moveu. O remédio o mantinha em um estado de suspensão, um vazio onde o mundo exterior não existia.

Kakashi inclinou-se, retirando a máscara que escondia seu rosto. Seus lábios encontraram a pele da lombar de Iruka, distribuindo beijos úmidos e lentos. O cheiro de Iruka — uma mistura de sândalo, papel antigo e o calor natural de seu corpo — era o afrodisíaco mais potente que Kakashi já conhecera.

— Perdoe-me, meu amor — sussurrou ele contra a pele morena —, mas eu preciso de você. Preciso sentir que ainda estamos aqui, juntos.

Com movimentos calculados, Kakashi usou a ponta dos dedos para puxar o short folgado um pouco mais para baixo, revelando a plenitude da nudez de Iruka. A visão era estonteante. Ele começou a acariciar as nádegas do marido, sentindo a firmeza e a temperatura elevada do corpo adormecido. Sua mão desceu para o entrepernas de Iruka, encontrando-o relaxado, mas já reagindo minimamente ao calor do toque, um reflexo biológico que nem mesmo o sedativo conseguia suprimir totalmente.

Kakashi livrou-se de suas próprias roupas com uma urgência contida. Quando ficou inteiramente nu, a diferença de temperatura entre seu corpo e o ar do quarto o fez estremecer, mas o calor que emanava de Iruka era o seu guia. Ele se posicionou entre as pernas do marido, movendo-se com a precisão de quem conhece cada centímetro daquele território.

— Você é tão lindo — disse ele, a voz falhando enquanto sua mão buscava o frasco de lubrificante na gaveta da cabeceira.

Ele preparou Iruka com uma paciência que beirava a tortura para si mesmo. Seus dedos entravam e saíam com lentidão, explorando a resistência inicial que logo cedia ao relaxamento profundo do outro. Iruka soltou um suspiro baixo, um som gutural que não indicava consciência, mas sim um prazer subconsciente. Aquilo foi o gatilho para Kakashi.

Ele se posicionou, pressionando a ponta de seu membro contra a entrada agora preparada. Com um impulso lento e firme, ele começou a possuir o marido. A sensação de ser envolvido pelo calor de Iruka fez Kakashi fechar os olhos com força, a cabeça pendendo para trás enquanto ele reprimia um gemido de puro êxtase.

— Ah, Iruka... — ele arquejou, as mãos espalmadas nas costas do outro, sentindo a musculatura relaxada sob sua palma.

Ele começou a se mover. Era um ritmo deliberado, uma dança de sombras e silêncio. A cada estocada, Kakashi sentia o peso do dia sendo substituído pela intensidade do agora. Ele se inclinava para frente, colando seu peito às costas de Iruka, seus lábios encontrando a nuca do professor, onde ele depositava mordidas leves e sôfregas.

— Eu sinto tanto a sua falta — confessou Kakashi, as palavras saindo em meio a respirações curtas. — Sinto falta das nossas conversas, do seu riso... mas sentir você assim, mesmo que você não saiba, é o que me mantém inteiro.

O movimento tornou-se mais vigoroso, mas nunca perdendo a delicadeza. Kakashi observava o rosto de Iruka, que permanecia sereno, as pálpebras pesadas, os lábios levemente entreabertos. Havia algo de profundamente íntimo e vulnerável naquela cena. Kakashi não estava apenas satisfazendo um desejo carnal; ele estava reafirmando um vínculo, uma conexão que o cansaço e a guerra tentavam desgastar.

Iruka se mexeu levemente, um movimento reflexivo de quadris que o fez pressionar-se mais contra Kakashi. O platinado paralisou por um segundo, o coração disparado, temendo ter quebrado o feitiço do sono.

— Iruka? — chamou ele, num fio de voz.

O professor apenas murmurou algo ininteligível, um som de contentamento, e voltou ao seu estado de imobilidade. Kakashi sorriu sob a luz da lua, um sorriso triste e terno. Ele retomou o ritmo, sentindo o ápice se aproximar como uma onda inevitável.

Sua respiração tornou-se um ruído constante no quarto silencioso. Ele segurou a cintura de Iruka com mais força, os dedos afundando levemente na pele macia, enquanto suas estocadas se tornavam mais profundas e rápidas. O prazer era uma chama que consumia sua apatia fingida, revelando o homem fervoroso que existia por baixo de tantas camadas de defesa.

— Estou quase lá... — ele sussurrou, mais para si mesmo do que para o companheiro. — Por favor, me receba...

Com um último impulso, Kakashi se entregou ao orgasmo, uma explosão de sensações que o deixou trêmulo e sem fôlego. Ele se derramou dentro de Iruka, sentindo as contrações de seu próprio corpo ecoarem no silêncio do cômodo. Ele permaneceu ali, deitado sobre o marido por alguns minutos, o rosto escondido na curva do pescoço de Iruka, ouvindo o bater de dois corações que, apesar de ritmos diferentes, batiam em uníssono.

Lentamente, Kakashi se retirou. Com um cuidado extremo, ele usou um lençol limpo para limpar Iruka e a si mesmo, garantindo que o marido não acordasse desconfortável ou sujo na manhã seguinte. Ele puxou o short de Iruka de volta para cima e o cobriu com o edredom, protegendo-o do frescor da madrugada.

Ele se deitou ao lado dele, puxando o corpo de Iruka para junto do seu, em uma concha perfeita. O braço de Kakashi rodeou a cintura do professor, e ele finalmente sentiu a tensão deixar seus próprios ombros.

— Boa noite, meu Iruka — murmurou ele, fechando os olhos.

A manhã seguinte trouxe a luz suave do sol filtrada pelas cortinas. Iruka acordou sentindo-se estranhamente revigorado, embora houvesse uma leve dormência em seu corpo e uma sensação de calor residual que ele não conseguia explicar. Ele se espreguiçou, sentindo o lençol roçar em sua pele, e percebeu que Kakashi já não estava na cama. No entanto, o travesseiro ao lado ainda guardava o cheiro dele.

Ao se levantar, Iruka notou um bilhete sobre a mesa de cabeceira, escrito com a caligrafia elegante e levemente inclinada de Kakashi.

"Tive que sair cedo para a reunião com o Conselho. Você parecia estar em um sono tão tranquilo que não tive coragem de acordá-lo. Preparei seu chá favorito, está na garrafa térmica. Tenha um bom dia na Academia. Eu te amo."

Iruka sorriu, sentindo o coração aquecido. Ele caminhou até a cozinha, mas parou por um momento, sentindo uma leve sensibilidade nos quadris. Ele franziu o cenho, tentando lembrar se havia feito algum esforço físico maior no dia anterior.

— Deve ser apenas o cansaço acumulado — disse ele para as paredes vazias.

Ele não sabia, e talvez nunca soubesse, que naquela noite o silêncio de seu sono havia sido o palco para a mais profunda demonstração de necessidade e amor de seu marido. Mas, de alguma forma, enquanto bebia seu chá, Iruka sentia-se mais amado do que nunca, como se sua alma tivesse registrado o toque que seus sentidos, entorpecidos pelo remédio, não puderam captar.

Enquanto isso, na sala do Hokage, Kakashi Hatake enfrentava uma montanha de documentos com uma disposição que surpreendeu até mesmo Tsunade.

— Você parece bem hoje, Kakashi — comentou a Quinta, sem tirar os olhos de um mapa. — Conseguiu dormir bem?

Kakashi ajustou a máscara, seus olhos brilhando com uma satisfação secreta que ele não pretendia compartilhar.

— Sim, Godaime — respondeu ele, a voz calma e, pela primeira vez em semanas, verdadeiramente relaxada. — Digamos que eu finalmente encontrei a paz que precisava.

A reconstrução de Konoha continuaria, os dias seriam longos e as noites, por vezes, solitárias devido ao peso dos sedativos de Iruka. Mas Kakashi agora sabia que, mesmo no silêncio absoluto e no sono mais profundo, o vínculo que os unia era capaz de transcender qualquer barreira, transformando a exaustão em desejo e o desejo em uma delicada e secreta cura.
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