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Taekookmin

Fandom: Bts

Criado: 05/07/2026

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RomanceDramaAngústiaHistória DomésticaCiúmesLinguagem ExplícitaDor/ConfortoFofuraEstudo de Personagem
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O Silêncio, o Salto e a Sentença

O som rítmico dos cliques do mouse e o barulho frenético dos teclados mecânicos eram os únicos sons que preenchiam o quarto espaçoso. Jimin estava sentada na borda da cama, observando as costas de Taehyung e Jungkook. Eles estavam sentados lado a lado em suas cadeiras gamers, mergulhados em uma partida intensa que já durava horas.

Jimin suspirou, seus olhos expressivos denunciando a carência que ela tentava esconder sob uma máscara de indiferença. Ela se levantou silenciosamente e caminhou até eles, envolvendo os ombros de Taehyung com os braços e apoiando o queixo em seu ombro.

— Tae... — sussurrou ela, a voz doce e arrastada. — Vocês disseram que iam parar às cinco. Já são quase sete.

Taehyung nem desviou os olhos da tela, embora tenha inclinado a cabeça levemente para sentir o perfume dela. Seus traços fortes estavam tensos pela concentração.

— Só mais um pouquinho, Minie. Essa partida está terminando. A gente já vai — respondeu ele, a voz rouca e absorta.

Jimin inflou as bochechas, bufando, e se virou para Jungkook. O mais novo tinha a postura firme, os olhos escuros e profundos fixos no monitor, a mandíbula travada. Ela passou a mão pelo braço dele, sentindo os músculos rígidos sob a camiseta preta.

— Kookie, estou com fome. Vamos sair para jantar?

— Espera só um pouco, pequena — Jungkook disse, sem tirar o olhar do jogo. — O time depende de mim agora. Mais dez minutos.

Mas Jimin sabia o que aqueles "dez minutos" significavam. Significavam mais uma hora, talvez duas. Ela se afastou, sentindo uma pontada de irritação que começou a queimar em seu peito. A beleza suave de seu rosto se transformou em uma expressão de determinação teimosa. Se eles queriam ignorá-la, ela daria a eles algo real para sentirem falta.

Sem dizer uma palavra, Jimin caminhou até o closet. Ela escolheu um vestido de seda preto, curto o suficiente para ser perigoso e justo o suficiente para acentuar cada curva de seu corpo delicado. Calçou seus saltos mais altos, passou um batom vermelho vibrante e soltou o cabelo, deixando-o cair em ondas sobre os ombros.

Ela passou pela porta do quarto sem olhar para trás. O som do motor de seu carro ecoou na garagem minutos depois. Ela não deixou bilhete. Não mandou mensagem. Apenas saiu.

***

Eram 21h00 quando Jungkook finalmente encostou as costas na cadeira, soltando um suspiro longo.

— Ganhamos — disse ele, a voz carregada de satisfação.

Taehyung espreguiçou-se, os ossos estalando. Seu olhar vagou imediatamente para a cama atrás deles, esperando encontrar a figura pequena e doce de Jimin deitada ali, lendo ou mexendo no celular.

A cama estava vazia. O quarto estava em silêncio absoluto.

— Jimin? — Taehyung chamou, levantando-se.

Ele foi até a sala, depois à cozinha. Nada. Jungkook, percebendo a ausência, começou a ficar alerta, aquele lado protetor e sério assumindo o controle. Ele pegou o celular e discou o número dela.

Caiu na caixa postal.

— Ela não atende — Jungkook disse, a voz ficando mais fria, a preocupação transparecendo no vinco entre suas sobrancelhas.

— Eu tentei também — Taehyung comentou, passando as mãos pelo cabelo bagunçado, agora visivelmente ansioso. — Ela estava pedindo atenção e nós... droga.

Eles tentaram ligar mais dez vezes. Mandaram mensagens que não foram visualizadas. O rastreador do celular dela estava desligado. A preocupação inicial transformou-se em uma mistura de ansiedade e uma irritação crescente. Onde ela estaria àquela hora? Com quem?

***

A 1h00 da manhã, o som da chave girando na fechadura fez com que os dois homens, que estavam sentados no sofá em um silêncio tenso, se levantassem instantaneamente.

Jimin entrou. Ela caminhava com uma confiança que beirava a provocação. O vestido preto subia um pouco a cada passo, e o brilho em seus olhos mostrava que ela sabia exatamente o que estava fazendo. Ela carregava os saltos em uma das mãos e cantarolava baixinho.

— Onde você estava? — A voz de Jungkook saiu como um trovão, profunda e cortante.

Jimin parou, olhando para eles com uma inocência fingida que não enganava ninguém. Seus olhos expressivos brilharam com um desafio silencioso.

— Ah, vocês notaram que eu saí? — Ela deu de ombros, caminhando em direção às escadas. — Saí com as meninas. Fomos dançar, tomar uns drinks. Foi maravilhoso.

Taehyung deu um passo à frente, sua energia confiante agora tingida de uma possessividade sombria.

— Você não atendeu o telefone, Jimin. Não disse para onde ia. Você tem ideia de como ficamos?

— Ficaram como? — Ela parou no primeiro degrau, virando-se para eles. — Como eu fiquei a tarde toda esperando por um "pouquinho" que nunca chegava? Eu cansei de esperar. Agora, se me dão licença, estou cansada.

Ela subiu as escadas, o quadril balançando ritmicamente. Os dois trocaram um olhar carregado. Eles sabiam que tinham errado ao ignorá-la, mas a atitude dela exigia uma resposta.

Quando entraram no quarto, minutos depois, encontraram Jimin deitada no meio da cama king-size. Ela não estava de pijama. Ela ainda usava a lingerie que estava por baixo do vestido: um conjunto de renda vermelha que contrastava violentamente com a brancura dos lençóis. Ela estava deitada de bruços, folheando uma revista, agitando as pernas no ar de forma displicente.

Jungkook fechou a porta e encostou-se nela, cruzando os braços. Seus olhos percorreram o corpo dela, a seriedade de sua postura vacilando por um segundo diante da visão, mas ele manteve o controle.

— Você acha que pode simplesmente sumir e depois voltar tentando nos distrair assim? — perguntou Jungkook, a voz baixa e perigosa.

Jimin rolou para o lado, apoiando-se no cotovelo. O decote da lingerie revelava mais do que escondia.

— Eu não estou tentando distrair ninguém — disse ela, com um sorriso doce e carregado de veneno. — Só estou indo dormir. Vocês podem voltar para os computadores se quiserem. Eu estou ótima sozinha.

Taehyung caminhou até a beira da cama. Ele se sentou ao lado dela, a mão grande e quente pousando na curva do quadril de Jimin. Ele apertou a carne ali, não o suficiente para machucar, mas o suficiente para mostrar que ele estava no comando.

— Você foi muito teimosa hoje, Minie — Taehyung murmurou, os olhos mudando de tom, tornando-se mais escuros. — E muito provocadora.

— Eu? — Ela riu, um som cristalino. — Vocês que são chatos.

Jungkook se aproximou, parando do outro lado da cama. Ele desamarrou a própria gravata com um movimento lento e deliberado, os olhos fixos nos dela.

— A gente sabe que errou com o horário — Jungkook admitiu, a voz firme —, mas sair sem avisar e nos deixar no escuro por seis horas... isso não vai passar sem consequências.

Jimin sentiu um frio na barriga, uma mistura de excitação e nervosismo. Ela conhecia aquele olhar de Jungkook. Era o olhar de quem não estava mais brincando.

— E o que vocês vão fazer? — Ela desafiou, sentando-se e jogando o cabelo para trás. — Vão me colocar de castigo?

— Algo assim — Taehyung disse, puxando-a pelo tornozelo para que ela ficasse deitada de bruços novamente no centro da cama.

— Ei! — Ela protestou, mas não lutou com força. Sua respiração estava acelerada.

Jungkook sentou-se na cama, prendendo as pernas dela com o peso do próprio corpo, enquanto Taehyung segurava suas mãos acima da cabeça. A posição a deixava completamente vulnerável, a renda vermelha destacando a pele macia de suas coxas e glúteos.

— Você precisa aprender que, por mais que a gente erre, você nunca sai daquela porta sem nos dizer onde está — Jungkook disse, a mão grande espalmada sobre a parte inferior das costas dela. — Entendeu, Jimin?

— Eu não sou criança! — Ela gritou, embora sua voz tenha falhado um pouco.

— Então pare de agir como uma — rebateu Taehyung, a voz suave mas inflexível perto do ouvido dela. — Você quer atenção, não quer? Pois agora você tem toda a nossa atenção.

O primeiro impacto da palma da mão de Jungkook contra a pele dela foi firme e sonoro.

*Slap!*

Jimin soltou um arquejo surpreso, o rosto afundando no travesseiro. Não foi uma dor insuportável, mas o choque da disciplina e o calor que se seguiu a fizeram estremecer.

— Isso é por ter desligado o celular — disse Jungkook.

*Slap!*

— Isso é por ter saído sem avisar — continuou ele, sua mão encontrando o outro lado.

Jimin mordeu o lábio inferior, as lágrimas de frustração e prazer começando a nublar seus olhos expressivos. Ela tentou se mexer, mas Taehyung a manteve firme.

— Fique quieta, Minie — Taehyung instruiu, sua mão livre acariciando o cabelo dela para acalmá-la, apesar da punição. — Aceite as consequências da sua rebeldia.

Jungkook continuou, alternando as palmadas com um ritmo constante. A pele de Jimin foi ficando rosada, o calor se espalhando por todo o seu corpo. A cada golpe, a resistência dela diminuía, substituída por pequenos soluços e manhas.

— Chega... — ela reclamou baixinho, a voz agora doce e submissa. — Kookie, Tae... desculpa.

Jungkook parou, mas manteve a mão pesada sobre ela, sentindo o corpo dela tremer sob o seu toque. Ele se inclinou, sussurrando perto da nuca dela.

— Você vai fazer isso de novo?

— Não... — ela respondeu, a voz abafada pelo travesseiro.

Taehyung soltou os pulsos dela e a ajudou a se virar. O rosto de Jimin estava corado, os olhos úmidos e brilhantes, denunciando que, apesar do castigo, ela estava agora exatamente onde queria estar: no centro do mundo deles.

Taehyung limpou uma lágrima que escorria pelo rosto dela com o polegar, o olhar agora puramente protetor e carinhoso.

— A gente te ama, sua teimosa — ele disse, beijando a testa dela. — Mas não nos mate de susto de novo.

Jungkook a puxou para o seu colo, abraçando-a com força, o contraste entre sua postura firme e o jeito afetivo agora evidente. Jimin se aconchegou no peito dele, sentindo o coração dele batendo forte.

— Eu só queria vocês — ela murmurou, a voz sonolenta.

— Você nos tem — Jungkook respondeu, apertando-a um pouco mais. — O dia de folga acabou, e agora a noite é só sua. Mas da próxima vez que quiser atenção, tente pedir de um jeito que não envolva nos deixar loucos de preocupação.

Jimin sorriu contra a pele dele, sabendo que, embora tivesse levado a punição, ela tinha vencido a batalha. O silêncio dos computadores agora era substituído pelo som das respirações entrelaçadas dos três, finalmente em equilíbrio.

— Prometo tentar — disse ela, embora o brilho travesso em seus olhos sugerisse que a paz poderia não durar para sempre.

Taehyung riu, apagando a luz do abajur.

— Ela está mentindo, Jungkook.

— Eu sei — Jungkook respondeu, acomodando-se com Jimin em seus braços e Taehyung ao seu lado. — Mas é por isso que a gente nunca se tedia com ela.
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