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Taekookmin
Fandom: Bts, Taekookmin
Criado: 05/07/2026
Tags
RomanceDramaSombrioCrimeSuspenseEstudo de PersonagemUA (Universo Alternativo)
Entre o Aço e a Seda
O relógio de parede no 45º andar da sede das Indústrias Jeon-Kim marcava pouco mais de dez da noite. O silêncio no escritório era absoluto, quebrado apenas pelo som rítmico das teclas do notebook de Park Jimin. A luz suave do abajur de mesa iluminava seu rosto concentrado, destacando as mechas loiras que caíam sobre seus ombros enquanto ela revisava os relatórios de exportação de "peças automotivas" — que, na verdade, eram o codinome para o carregamento de armamento pesado que chegaria ao porto de Busan na madrugada seguinte.
Jimin suspirou, levando a xícara de café frio aos lábios e fazendo uma careta. Ela era a engrenagem que mantinha aquele império girando, tanto a fachada legal quanto o submundo sangrento da máfia. Para o mundo, ela era a secretária impecável; para Taehyung e Jungkook, ela era o cérebro por trás da logística e a única pessoa em quem confiavam suas vidas.
A porta dupla da sala da presidência se abriu sem aviso. Jimin não precisou olhar para saber quem era. O perfume amadeirado de Taehyung e a presença intensa e elétrica de Jungkook preencheram o ambiente instantaneamente.
— Ainda aqui, querida? — A voz profunda de Taehyung reverberou pelo escritório. Ele estava sem o paletó, com as mangas da camisa social branca dobradas até os cotovelos, revelando o relógio de luxo no pulso.
Jimin levantou o olhar e sorriu levemente, fechando o notebook.
— O carregamento de Busan precisava de uma última verificação nos manifestos de carga. Não queremos que a alfândega faça perguntas desnecessárias.
Jungkook se aproximou, sentando-se na borda da mesa de Jimin. Ele vestia uma camiseta preta justa que deixava as tatuagens de seu braço em evidência, um contraste brutal com o ambiente corporativo. Ele estendeu a mão e tocou uma mecha do cabelo loiro dela, enrolando-a no dedo.
— Você trabalha demais, Jimin-ah — comentou Jungkook, os olhos escuros fixos nela com uma intensidade que a fez prender a respiração por um segundo. — Nós cuidamos da parte suja, mas você carrega o peso de manter tudo em ordem.
— É o meu trabalho, Sr. Jeon — ela respondeu, tentando manter a voz profissional, embora o toque dele fizesse seu coração acelerar.
— "Sr. Jeon" — Taehyung repetiu, aproximando-se por trás dela e repousando as mãos nos ombros de Jimin. Ele começou a massagear a tensão em seu pescoço. — Estamos sozinhos, Jimin. Já dissemos que não precisa de formalidades quando as portas estão fechadas.
Jimin fechou os olhos por um momento, entregando-se ao toque firme de Taehyung. Ela os conhecia há anos. Sabia dos segredos deles, das cicatrizes que carregavam e da relação inabalável que os dois compartilhavam. Mas, nos últimos meses, algo havia mudado. O ar entre os três estava carregado de uma tensão que ia além da lealdade profissional.
— Precisamos conversar com você — Jungkook disse, sua voz agora mais séria, embora não menos suave. — No nosso escritório particular. Agora.
Jimin sentiu um frio na barriga. Ela se levantou, ajeitando a saia lápis preta, e os seguiu para a sala interna, um santuário de couro, madeira escura e segredos. Taehyung fechou a porta e a trancou.
Jungkook caminhou até o bar de canto e serviu três doses de uísque puro. Ele entregou um copo a Jimin e outro a Taehyung, mantendo o seu.
— Você é a mulher mais competente que já conhecemos — começou Taehyung, caminhando lentamente ao redor dela como um predador avaliando sua presa. — É leal, inteligente e nunca vacilou, mesmo quando as armas estavam apontadas para nós.
— Mas notamos algo — Jungkook continuou, parando na frente dela. — Notamos como você nos olha quando acha que não estamos vendo. Notamos como você responde ao nosso comando, à nossa autoridade. Não apenas na empresa, mas na vida.
Jimin sentiu o rosto esquentar. Ela sempre fora orgulhosa de sua compostura, mas ser lida daquela forma pelos dois homens que ela secretamente idolatrava era desarmante.
— Onde querem chegar com isso? — perguntou ela, a voz um pouco trêmula, mas o olhar firme.
Taehyung parou atrás dela novamente, sua respiração quente perto do ouvido de Jimin.
— Nós temos tudo, Jimin. Poder, dinheiro, um ao outro. Mas sentimos que falta uma peça. Alguém que entenda nosso mundo, que não tenha medo da nossa escuridão, mas que esteja disposta a se entregar a ela sob os nossos termos.
Jungkook deu um passo à frente, diminuindo o espaço pessoal entre eles.
— Queremos propor um novo tipo de contrato, Jimin. Um que não envolve apenas papéis e logística. Queremos que você seja nossa. No sentido mais profundo da palavra.
Jimin sentiu o coração martelar contra as costelas. Ela sabia exatamente do que eles estavam falando. O BDSM não era um conceito estranho para ela, mas a ideia de praticá-lo com seus chefes, com os dois homens que comandavam a máfia coreana com punhos de ferro, era ao mesmo tempo aterrorizante e excitante.
— Vocês estão falando de... submissão? — ela sussurrou.
— Sim — respondeu Taehyung, as mãos descendo dos ombros dela para a cintura, apertando-a de leve. — Queremos que você nos entregue o controle. Queremos cuidar de você, proteger você, mas também queremos que você obedeça a cada uma de nossas ordens, dentro e fora deste escritório.
Jungkook inclinou o rosto, o olhar queimando de desejo e autoridade.
— Queremos explorar seus limites, Jimin. Queremos ver até onde sua lealdade vai quando não se trata de negócios, mas de prazer e dor. Queremos ser seus donos.
O silêncio que se seguiu foi denso. Jimin olhou de Jungkook para Taehyung. Ela via a seriedade em seus rostos, a promessa de algo que ela sempre desejou, mas nunca ousou pedir. Ela sempre fora a mulher que resolvia tudo, que tinha o controle de todas as situações. A ideia de finalmente poder soltar as rédeas e ser guiada por eles era uma tentação avassaladora.
— E se eu disser não? — ela testou, um pequeno sorriso desafiador surgindo nos lábios.
Taehyung soltou uma risada baixa e rouca, um som que enviou arrepios pela espinha de Jimin.
— Se disser não, continuaremos sendo os mesmos. Você continuará sendo nossa secretária indispensável e nós continuaremos protegendo você. Nada muda profissionalmente. Mas... — ele inclinou a cabeça — nós dois sabemos que você não vai dizer não.
Jungkook deu mais um passo, forçando Jimin a recuar até que suas costas batessem na mesa de carvalho. Ele colocou as mãos na mesa, uma de cada lado do corpo dela, prendendo-a.
— Você é uma mulher forte, Jimin. E mulheres fortes precisam de um lugar onde possam ser vulneráveis. Onde possam ser cuidadas. Nós somos esse lugar.
Jimin respirou fundo, o aroma de uísque e perfume caro a embriagando mais do que a própria bebida. Ela olhou para Jungkook, vendo a intensidade de um homem que conseguia o que queria, e depois para Taehyung, que a observava com uma paciência predatória.
— Quais seriam as regras? — ela perguntou, sua voz agora um fio de seda.
Jungkook sorriu, um sorriso que não era o de seu chefe, mas o de um homem que acabara de ganhar o prêmio mais valioso.
— Regra número um: sua lealdade é absoluta. Mas isso você já faz com perfeição.
— Regra número dois — Taehyung interveio, aproximando-se para que os três estivessem em um círculo íntimo —, sua segurança é nossa prioridade. Você nunca fará nada que coloque sua vida em risco sem que estejamos lá.
— E a regra número três — Jungkook completou, sua voz baixando para um tom quase inaudível —, na nossa presença, quando as portas estiverem fechadas, você pertence a nós. Cada palavra, cada suspiro, cada pensamento. Você nos chama de "Senhores" ou "Mestres", dependendo do que a situação exigir.
Jimin sentiu um tremor percorrer seu corpo. A palavra "Senhores" ecoou em sua mente, enviando uma onda de calor por seu ventre. Ela olhou para os dois e, pela primeira vez em sua vida profissional, ela não viu apenas os líderes da máfia ou os CEOs de sucesso. Ela viu os homens que poderiam lhe dar a liberdade que só a submissão total proporciona.
Ela colocou o copo de uísque na mesa, as mãos levemente trêmulas.
— Eu aceito — ela disse, a voz firme apesar da adrenalina. — Eu aceito a proposta de vocês.
O olhar de Jungkook escureceu de imediato, e Taehyung soltou um suspiro de satisfação.
— Uma escolha sábia, pequena — disse Taehyung, passando a mão pelo rosto dela, o polegar acariciando seu lábio inferior.
— Já que aceitou — Jungkook disse, sua voz agora carregada de uma nova autoridade —, vamos começar agora. De joelhos, Jimin.
O comando foi seco, direto e sem espaço para hesitação. O coração de Jimin deu um salto. Ela olhou para Jungkook, vendo o desafio e a expectativa em seus olhos. Depois olhou para Taehyung, que apenas assentiu com a cabeça, observando-a com atenção.
Lentamente, Jimin deslizou da mesa. O som de sua saia de seda contra a madeira foi o único ruído na sala. Ela se ajoelhou no tapete persa caro, mantendo as costas eretas e as mãos sobre as coxas, o olhar submisso, mas ainda brilhando com a inteligência que eles tanto admiravam.
Taehyung caminhou até ela e colocou a mão sobre sua cabeça, os dedos se embrenhando nos fios loiros.
— Muito bem — ele elogiou. — Você aprende rápido.
Jungkook se agachou na frente dela, ficando na altura de seus olhos. Ele segurou o queixo de Jimin com firmeza, forçando-a a encará-lo.
— Isso não é um jogo, Jimin. Na máfia, a confiança é paga com sangue. No nosso quarto, a confiança é paga com entrega total. Você entende o que isso significa?
— Sim... Senhor — ela respondeu, a voz soando doce e submissa aos seus próprios ouvidos.
Jungkook sorriu, um sorriso genuíno e perigoso.
— Bom. Porque a partir de amanhã, sua rotina vai mudar. Você continuará sendo a mente brilhante por trás das nossas operações, mas à noite... à noite você será nossa para fazermos o que bem entendermos.
Taehyung inclinou-se e beijou o topo da cabeça de Jimin, um gesto de carinho que contrastava com a autoridade da situação.
— Agora, levante-se — ordenou Taehyung. — Temos um carregamento para monitorar e não queremos que nossa submissa favorita fique cansada antes da hora. Amanhã, depois do expediente, você não irá para sua casa. Você irá para a nossa.
Jimin se levantou, sentindo-se estranhamente leve, como se um fardo que ela nem sabia que carregava tivesse sido removido de seus ombros. Ela ajeitou a roupa e olhou para os dois homens que agora eram seus donos.
— Estarei lá, Senhores.
Jungkook deu um tapinha leve em seu rosto, um gesto possessivo.
— Eu sei que estará. Agora, termine os relatórios. Temos uma longa noite de trabalho pela frente.
Jimin voltou para sua mesa, mas o mundo parecia diferente agora. As luzes da cidade lá fora pareciam mais brilhantes, e o perigo de sua vida na máfia parecia mais doce. Ela ainda era a secretária impecável, a mulher que conhecia todos os segredos, mas agora, ela tinha um segredo novo e muito mais excitante.
Ela não era apenas a peça fundamental do império deles. Ela era a propriedade privada de Kim Taehyung e Jeon Jungkook. E ela mal podia esperar para descobrir o que isso significava.
Enquanto voltava a digitar, ela sentia o olhar dos dois sobre ela através do vidro da sala. Eles não estavam apenas cuidando dos negócios; eles estavam cuidando do que agora era deles. E Jimin, pela primeira vez em muito tempo, sentiu que estava exatamente onde deveria estar. No centro do poder, e aos pés dos homens que o detinham.
Jimin suspirou, levando a xícara de café frio aos lábios e fazendo uma careta. Ela era a engrenagem que mantinha aquele império girando, tanto a fachada legal quanto o submundo sangrento da máfia. Para o mundo, ela era a secretária impecável; para Taehyung e Jungkook, ela era o cérebro por trás da logística e a única pessoa em quem confiavam suas vidas.
A porta dupla da sala da presidência se abriu sem aviso. Jimin não precisou olhar para saber quem era. O perfume amadeirado de Taehyung e a presença intensa e elétrica de Jungkook preencheram o ambiente instantaneamente.
— Ainda aqui, querida? — A voz profunda de Taehyung reverberou pelo escritório. Ele estava sem o paletó, com as mangas da camisa social branca dobradas até os cotovelos, revelando o relógio de luxo no pulso.
Jimin levantou o olhar e sorriu levemente, fechando o notebook.
— O carregamento de Busan precisava de uma última verificação nos manifestos de carga. Não queremos que a alfândega faça perguntas desnecessárias.
Jungkook se aproximou, sentando-se na borda da mesa de Jimin. Ele vestia uma camiseta preta justa que deixava as tatuagens de seu braço em evidência, um contraste brutal com o ambiente corporativo. Ele estendeu a mão e tocou uma mecha do cabelo loiro dela, enrolando-a no dedo.
— Você trabalha demais, Jimin-ah — comentou Jungkook, os olhos escuros fixos nela com uma intensidade que a fez prender a respiração por um segundo. — Nós cuidamos da parte suja, mas você carrega o peso de manter tudo em ordem.
— É o meu trabalho, Sr. Jeon — ela respondeu, tentando manter a voz profissional, embora o toque dele fizesse seu coração acelerar.
— "Sr. Jeon" — Taehyung repetiu, aproximando-se por trás dela e repousando as mãos nos ombros de Jimin. Ele começou a massagear a tensão em seu pescoço. — Estamos sozinhos, Jimin. Já dissemos que não precisa de formalidades quando as portas estão fechadas.
Jimin fechou os olhos por um momento, entregando-se ao toque firme de Taehyung. Ela os conhecia há anos. Sabia dos segredos deles, das cicatrizes que carregavam e da relação inabalável que os dois compartilhavam. Mas, nos últimos meses, algo havia mudado. O ar entre os três estava carregado de uma tensão que ia além da lealdade profissional.
— Precisamos conversar com você — Jungkook disse, sua voz agora mais séria, embora não menos suave. — No nosso escritório particular. Agora.
Jimin sentiu um frio na barriga. Ela se levantou, ajeitando a saia lápis preta, e os seguiu para a sala interna, um santuário de couro, madeira escura e segredos. Taehyung fechou a porta e a trancou.
Jungkook caminhou até o bar de canto e serviu três doses de uísque puro. Ele entregou um copo a Jimin e outro a Taehyung, mantendo o seu.
— Você é a mulher mais competente que já conhecemos — começou Taehyung, caminhando lentamente ao redor dela como um predador avaliando sua presa. — É leal, inteligente e nunca vacilou, mesmo quando as armas estavam apontadas para nós.
— Mas notamos algo — Jungkook continuou, parando na frente dela. — Notamos como você nos olha quando acha que não estamos vendo. Notamos como você responde ao nosso comando, à nossa autoridade. Não apenas na empresa, mas na vida.
Jimin sentiu o rosto esquentar. Ela sempre fora orgulhosa de sua compostura, mas ser lida daquela forma pelos dois homens que ela secretamente idolatrava era desarmante.
— Onde querem chegar com isso? — perguntou ela, a voz um pouco trêmula, mas o olhar firme.
Taehyung parou atrás dela novamente, sua respiração quente perto do ouvido de Jimin.
— Nós temos tudo, Jimin. Poder, dinheiro, um ao outro. Mas sentimos que falta uma peça. Alguém que entenda nosso mundo, que não tenha medo da nossa escuridão, mas que esteja disposta a se entregar a ela sob os nossos termos.
Jungkook deu um passo à frente, diminuindo o espaço pessoal entre eles.
— Queremos propor um novo tipo de contrato, Jimin. Um que não envolve apenas papéis e logística. Queremos que você seja nossa. No sentido mais profundo da palavra.
Jimin sentiu o coração martelar contra as costelas. Ela sabia exatamente do que eles estavam falando. O BDSM não era um conceito estranho para ela, mas a ideia de praticá-lo com seus chefes, com os dois homens que comandavam a máfia coreana com punhos de ferro, era ao mesmo tempo aterrorizante e excitante.
— Vocês estão falando de... submissão? — ela sussurrou.
— Sim — respondeu Taehyung, as mãos descendo dos ombros dela para a cintura, apertando-a de leve. — Queremos que você nos entregue o controle. Queremos cuidar de você, proteger você, mas também queremos que você obedeça a cada uma de nossas ordens, dentro e fora deste escritório.
Jungkook inclinou o rosto, o olhar queimando de desejo e autoridade.
— Queremos explorar seus limites, Jimin. Queremos ver até onde sua lealdade vai quando não se trata de negócios, mas de prazer e dor. Queremos ser seus donos.
O silêncio que se seguiu foi denso. Jimin olhou de Jungkook para Taehyung. Ela via a seriedade em seus rostos, a promessa de algo que ela sempre desejou, mas nunca ousou pedir. Ela sempre fora a mulher que resolvia tudo, que tinha o controle de todas as situações. A ideia de finalmente poder soltar as rédeas e ser guiada por eles era uma tentação avassaladora.
— E se eu disser não? — ela testou, um pequeno sorriso desafiador surgindo nos lábios.
Taehyung soltou uma risada baixa e rouca, um som que enviou arrepios pela espinha de Jimin.
— Se disser não, continuaremos sendo os mesmos. Você continuará sendo nossa secretária indispensável e nós continuaremos protegendo você. Nada muda profissionalmente. Mas... — ele inclinou a cabeça — nós dois sabemos que você não vai dizer não.
Jungkook deu mais um passo, forçando Jimin a recuar até que suas costas batessem na mesa de carvalho. Ele colocou as mãos na mesa, uma de cada lado do corpo dela, prendendo-a.
— Você é uma mulher forte, Jimin. E mulheres fortes precisam de um lugar onde possam ser vulneráveis. Onde possam ser cuidadas. Nós somos esse lugar.
Jimin respirou fundo, o aroma de uísque e perfume caro a embriagando mais do que a própria bebida. Ela olhou para Jungkook, vendo a intensidade de um homem que conseguia o que queria, e depois para Taehyung, que a observava com uma paciência predatória.
— Quais seriam as regras? — ela perguntou, sua voz agora um fio de seda.
Jungkook sorriu, um sorriso que não era o de seu chefe, mas o de um homem que acabara de ganhar o prêmio mais valioso.
— Regra número um: sua lealdade é absoluta. Mas isso você já faz com perfeição.
— Regra número dois — Taehyung interveio, aproximando-se para que os três estivessem em um círculo íntimo —, sua segurança é nossa prioridade. Você nunca fará nada que coloque sua vida em risco sem que estejamos lá.
— E a regra número três — Jungkook completou, sua voz baixando para um tom quase inaudível —, na nossa presença, quando as portas estiverem fechadas, você pertence a nós. Cada palavra, cada suspiro, cada pensamento. Você nos chama de "Senhores" ou "Mestres", dependendo do que a situação exigir.
Jimin sentiu um tremor percorrer seu corpo. A palavra "Senhores" ecoou em sua mente, enviando uma onda de calor por seu ventre. Ela olhou para os dois e, pela primeira vez em sua vida profissional, ela não viu apenas os líderes da máfia ou os CEOs de sucesso. Ela viu os homens que poderiam lhe dar a liberdade que só a submissão total proporciona.
Ela colocou o copo de uísque na mesa, as mãos levemente trêmulas.
— Eu aceito — ela disse, a voz firme apesar da adrenalina. — Eu aceito a proposta de vocês.
O olhar de Jungkook escureceu de imediato, e Taehyung soltou um suspiro de satisfação.
— Uma escolha sábia, pequena — disse Taehyung, passando a mão pelo rosto dela, o polegar acariciando seu lábio inferior.
— Já que aceitou — Jungkook disse, sua voz agora carregada de uma nova autoridade —, vamos começar agora. De joelhos, Jimin.
O comando foi seco, direto e sem espaço para hesitação. O coração de Jimin deu um salto. Ela olhou para Jungkook, vendo o desafio e a expectativa em seus olhos. Depois olhou para Taehyung, que apenas assentiu com a cabeça, observando-a com atenção.
Lentamente, Jimin deslizou da mesa. O som de sua saia de seda contra a madeira foi o único ruído na sala. Ela se ajoelhou no tapete persa caro, mantendo as costas eretas e as mãos sobre as coxas, o olhar submisso, mas ainda brilhando com a inteligência que eles tanto admiravam.
Taehyung caminhou até ela e colocou a mão sobre sua cabeça, os dedos se embrenhando nos fios loiros.
— Muito bem — ele elogiou. — Você aprende rápido.
Jungkook se agachou na frente dela, ficando na altura de seus olhos. Ele segurou o queixo de Jimin com firmeza, forçando-a a encará-lo.
— Isso não é um jogo, Jimin. Na máfia, a confiança é paga com sangue. No nosso quarto, a confiança é paga com entrega total. Você entende o que isso significa?
— Sim... Senhor — ela respondeu, a voz soando doce e submissa aos seus próprios ouvidos.
Jungkook sorriu, um sorriso genuíno e perigoso.
— Bom. Porque a partir de amanhã, sua rotina vai mudar. Você continuará sendo a mente brilhante por trás das nossas operações, mas à noite... à noite você será nossa para fazermos o que bem entendermos.
Taehyung inclinou-se e beijou o topo da cabeça de Jimin, um gesto de carinho que contrastava com a autoridade da situação.
— Agora, levante-se — ordenou Taehyung. — Temos um carregamento para monitorar e não queremos que nossa submissa favorita fique cansada antes da hora. Amanhã, depois do expediente, você não irá para sua casa. Você irá para a nossa.
Jimin se levantou, sentindo-se estranhamente leve, como se um fardo que ela nem sabia que carregava tivesse sido removido de seus ombros. Ela ajeitou a roupa e olhou para os dois homens que agora eram seus donos.
— Estarei lá, Senhores.
Jungkook deu um tapinha leve em seu rosto, um gesto possessivo.
— Eu sei que estará. Agora, termine os relatórios. Temos uma longa noite de trabalho pela frente.
Jimin voltou para sua mesa, mas o mundo parecia diferente agora. As luzes da cidade lá fora pareciam mais brilhantes, e o perigo de sua vida na máfia parecia mais doce. Ela ainda era a secretária impecável, a mulher que conhecia todos os segredos, mas agora, ela tinha um segredo novo e muito mais excitante.
Ela não era apenas a peça fundamental do império deles. Ela era a propriedade privada de Kim Taehyung e Jeon Jungkook. E ela mal podia esperar para descobrir o que isso significava.
Enquanto voltava a digitar, ela sentia o olhar dos dois sobre ela através do vidro da sala. Eles não estavam apenas cuidando dos negócios; eles estavam cuidando do que agora era deles. E Jimin, pela primeira vez em muito tempo, sentiu que estava exatamente onde deveria estar. No centro do poder, e aos pés dos homens que o detinham.
