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Copa do mundo
Fandom: Futebol
Criado: 05/07/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaFatias de VidaHistória DomésticaCiúmesRealismo
Entre o Gelo e o Samba
O Catar fervia sob um sol implacável, mas dentro das áreas VIP dos estádios climatizados, o clima era de puro luxo. Karen Henrik Falchener ajustou o vestido de seda leve que abraçava suas curvas, sentindo um chute vigoroso em seu ventre de seis meses. Ela sorriu, acariciando a barriga. Seu pequeno "viking-brasileiro" já mostrava que teria a energia do pai e a ginga da mãe.
Aos 22 anos, Karen era um fenômeno. Modelo de renome internacional e uma das influenciadoras mais poderosas do Brasil, ela vivia o auge. Mas, naquela Copa do Mundo, seu coração estava dividido. De um lado, o noivo, Erling, a estrela da Noruega que carregava o peso de uma nação nos ombros. Do outro, suas raízes, seus amigos de infância e a seleção que corria em suas veias.
Ela caminhava pelos corredores exclusivos do estádio após o treino da tarde, quando uma confusão de risadas familiares ecoou.
— Não acredito! Se não é a nossa primeira-dama da Noruega! — A voz de Richarlison ecoou pelo corredor.
Karen abriu um sorriso radiante ao ver um grupo de jogadores brasileiros saindo do vestiário adjacente. Em segundos, ela estava cercada por rostos conhecidos.
— Olha só o tamanho dessa barriga, Karen! — disse Neymar, aproximando-se para um abraço cuidadoso. — Esse menino vai nascer querendo bater pênalti ou esquiar no gelo?
— Com certeza vai sambar enquanto faz gol, Ney — respondeu ela, rindo. — Como vocês estão? Vi o jogo ontem, aquela assistência foi brincadeira, hein?
— Estamos voando — Vinícius Júnior se juntou ao grupo, passando o braço pelos ombros de Karen com a familiaridade de quem a conhecia desde os primeiros desfiles no Rio. — Mas e você? O loirão tá cuidando bem da nossa joia? Se ele vacilar, a gente busca você de jatinho agora mesmo.
— Ele é um pouco intenso, vocês sabem — Karen comentou, tentando disfarçar o cansaço. — Mas está radiante com o bebê.
Enquanto conversavam e tiravam algumas selfies para o Instagram de Karen — que em minutos alcançariam milhões de curtidas —, uma sombra alta e imponente surgiu no final do corredor. Erling caminhava com passos pesados, a testa franzida e os punhos cerrados. O uniforme de treino da Noruega parecia apertado demais em seus ombros largos devido à tensão.
— Karen. — A voz dele soou grave, cortando a descontração do grupo como uma lâmina de gelo.
Os jogadores brasileiros se calaram por um instante, sentindo a mudança repentina de temperatura no ambiente.
— Oi, amor! — Karen se virou, ainda sorrindo. — Veja quem eu encontrei. Os meninos estavam perguntando sobre o bebê.
Erling nem sequer olhou para os colegas de profissão. Seus olhos azuis estavam fixos na mão de Vini Jr. que ainda repousava casualmente sobre o ombro de sua noiva.
— O treino acabou há vinte minutos. Eu disse que te encontraria no carro — disse Erling, em um tom de voz que não admitia réplicas.
— Calma, gringo — brincou Richarlison, tentando aliviar a tensão. — A gente só estava colocando a fofoca em dia. A Karen é patrimônio nacional do Brasil, sabe como é.
Erling deu um passo à frente, sua altura intimidando até os atletas mais experientes.
— Ela é minha noiva. E o filho que ela carrega é meu — rosnou ele, em um inglês carregado de sotaque. — Vamos, Karen. Agora.
O silêncio que se seguiu foi desconfortável. Karen sentiu o rosto queimar de vergonha. Ela se despediu dos amigos com um aceno rápido e seguiu Erling, que caminhava apressado sem olhar para trás.
Assim que entraram na limusine blindada que os esperava, o silêncio explodiu.
— O que foi aquilo, Erling? — Karen cruzou os braços sobre a barriga. — Você foi extremamente rude com os meus amigos.
— Amigos? — Ele soltou uma risada amarga, olhando pela janela as luzes de Doha. — Eles olham para você como se você ainda estivesse solteira, Karen. Aquele toque, aquelas piadinhas... eu não gosto.
— Eles são brasileiros! Nós somos assim, somos calorosos, nos abraçamos — explicou ela, tentando manter a calma pelo bem do bebê. — Eu os conheço desde antes de conhecer você. Você sabe que não existe nada além de amizade.
— Eu sei o que eu vejo — Erling virou-se para ela, a expressão endurecida. — Você é a mulher mais famosa do seu país, está em todos os outdoors, e eles agem como se fossem donos de você. E você ainda posta fotos com eles? O mundo inteiro comenta, Karen. "A musa da Noruega com os craques do Brasil".
— Você está sendo ridículo e possessivo — rebateu ela, sentindo uma pontada de raiva. — Eu sou uma mulher bem-sucedida, tenho minha própria carreira e minha história. Não sou um troféu que você guarda trancado no vestiário.
Erling respirou fundo, fechando os olhos por um momento. Ele colocou a mão sobre a de Karen, mas ela a puxou de volta.
— Eu só quero proteger vocês — disse ele, a voz baixando de tom. — Esta Copa está sendo uma pressão absurda. Eu quero ganhar, quero que nosso filho tenha orgulho de mim. E ver você cercada por aqueles caras... parece que eu estou perdendo o controle de tudo.
— Você não perde o controle de mim, porque eu não sou algo que se controla — Karen disse com firmeza. — Eu amo você. Escolhi ter um filho com você. Mas não vou me isolar do meu mundo e da minha cultura porque você não sabe lidar com o seu ciúme.
— O bebê chutou? — perguntou ele, tentando mudar de assunto ao notar o movimento sob o tecido do vestido dela.
— Chutou. E acho que ele não gostou do tom de voz do pai — respondeu ela, embora tenha deixado que ele aproximasse a mão desta vez.
Erling ajoelhou-se no chão do carro, encostando a testa na barriga de Karen. O gigante do futebol parecia subitamente pequeno diante daquela vida que crescia.
— Desculpe, homenzinho — sussurrou ele para a barriga. — O papai só fica louco às vezes.
Karen suspirou, passando os dedos pelos cabelos loiros dele. Ela sabia que a tensão só aumentaria com o decorrer do torneio. O Brasil e a Noruega estavam em chaves que poderiam se cruzar nas quartas de final.
— Erling... — começou ela, suavemente.
— Eu sei o que vai dizer — ele a interrompeu, olhando para cima. — Se jogarmos contra o Brasil, você vai torcer para eles?
Karen deu um sorriso enigmático, o mesmo que usava nas capas de revista que vendiam milhões.
— Eu vou torcer para o pai do meu filho fazer um bom jogo — disse ela. — Mas se o Brasil ganhar... você vai ter que aguentar a festa no nosso quarto de hotel.
Erling soltou um rosnado baixo, metade irritação, metade desejo.
— Se o Brasil ganhar, eu me tranco no banheiro. Mas se eu ganhar, Karen... você vai ter que usar a minha camisa pelo resto da viagem. Sem exceções.
— Fechado — aceitou ela, desafiadora. — Mas prepare o coração, Viking. Meu povo não entrega o jogo fácil. E eu muito menos.
O carro deslizou pela noite do deserto, carregando dois mundos diferentes unidos por um amor intenso, um ciúme feroz e uma pequena vida que, independentemente do placar, já era a maior vitória de ambos. No entanto, Karen sabia que, no fundo, a batalha entre o gelo norueguês e o fogo brasileiro estava apenas começando.
Aos 22 anos, Karen era um fenômeno. Modelo de renome internacional e uma das influenciadoras mais poderosas do Brasil, ela vivia o auge. Mas, naquela Copa do Mundo, seu coração estava dividido. De um lado, o noivo, Erling, a estrela da Noruega que carregava o peso de uma nação nos ombros. Do outro, suas raízes, seus amigos de infância e a seleção que corria em suas veias.
Ela caminhava pelos corredores exclusivos do estádio após o treino da tarde, quando uma confusão de risadas familiares ecoou.
— Não acredito! Se não é a nossa primeira-dama da Noruega! — A voz de Richarlison ecoou pelo corredor.
Karen abriu um sorriso radiante ao ver um grupo de jogadores brasileiros saindo do vestiário adjacente. Em segundos, ela estava cercada por rostos conhecidos.
— Olha só o tamanho dessa barriga, Karen! — disse Neymar, aproximando-se para um abraço cuidadoso. — Esse menino vai nascer querendo bater pênalti ou esquiar no gelo?
— Com certeza vai sambar enquanto faz gol, Ney — respondeu ela, rindo. — Como vocês estão? Vi o jogo ontem, aquela assistência foi brincadeira, hein?
— Estamos voando — Vinícius Júnior se juntou ao grupo, passando o braço pelos ombros de Karen com a familiaridade de quem a conhecia desde os primeiros desfiles no Rio. — Mas e você? O loirão tá cuidando bem da nossa joia? Se ele vacilar, a gente busca você de jatinho agora mesmo.
— Ele é um pouco intenso, vocês sabem — Karen comentou, tentando disfarçar o cansaço. — Mas está radiante com o bebê.
Enquanto conversavam e tiravam algumas selfies para o Instagram de Karen — que em minutos alcançariam milhões de curtidas —, uma sombra alta e imponente surgiu no final do corredor. Erling caminhava com passos pesados, a testa franzida e os punhos cerrados. O uniforme de treino da Noruega parecia apertado demais em seus ombros largos devido à tensão.
— Karen. — A voz dele soou grave, cortando a descontração do grupo como uma lâmina de gelo.
Os jogadores brasileiros se calaram por um instante, sentindo a mudança repentina de temperatura no ambiente.
— Oi, amor! — Karen se virou, ainda sorrindo. — Veja quem eu encontrei. Os meninos estavam perguntando sobre o bebê.
Erling nem sequer olhou para os colegas de profissão. Seus olhos azuis estavam fixos na mão de Vini Jr. que ainda repousava casualmente sobre o ombro de sua noiva.
— O treino acabou há vinte minutos. Eu disse que te encontraria no carro — disse Erling, em um tom de voz que não admitia réplicas.
— Calma, gringo — brincou Richarlison, tentando aliviar a tensão. — A gente só estava colocando a fofoca em dia. A Karen é patrimônio nacional do Brasil, sabe como é.
Erling deu um passo à frente, sua altura intimidando até os atletas mais experientes.
— Ela é minha noiva. E o filho que ela carrega é meu — rosnou ele, em um inglês carregado de sotaque. — Vamos, Karen. Agora.
O silêncio que se seguiu foi desconfortável. Karen sentiu o rosto queimar de vergonha. Ela se despediu dos amigos com um aceno rápido e seguiu Erling, que caminhava apressado sem olhar para trás.
Assim que entraram na limusine blindada que os esperava, o silêncio explodiu.
— O que foi aquilo, Erling? — Karen cruzou os braços sobre a barriga. — Você foi extremamente rude com os meus amigos.
— Amigos? — Ele soltou uma risada amarga, olhando pela janela as luzes de Doha. — Eles olham para você como se você ainda estivesse solteira, Karen. Aquele toque, aquelas piadinhas... eu não gosto.
— Eles são brasileiros! Nós somos assim, somos calorosos, nos abraçamos — explicou ela, tentando manter a calma pelo bem do bebê. — Eu os conheço desde antes de conhecer você. Você sabe que não existe nada além de amizade.
— Eu sei o que eu vejo — Erling virou-se para ela, a expressão endurecida. — Você é a mulher mais famosa do seu país, está em todos os outdoors, e eles agem como se fossem donos de você. E você ainda posta fotos com eles? O mundo inteiro comenta, Karen. "A musa da Noruega com os craques do Brasil".
— Você está sendo ridículo e possessivo — rebateu ela, sentindo uma pontada de raiva. — Eu sou uma mulher bem-sucedida, tenho minha própria carreira e minha história. Não sou um troféu que você guarda trancado no vestiário.
Erling respirou fundo, fechando os olhos por um momento. Ele colocou a mão sobre a de Karen, mas ela a puxou de volta.
— Eu só quero proteger vocês — disse ele, a voz baixando de tom. — Esta Copa está sendo uma pressão absurda. Eu quero ganhar, quero que nosso filho tenha orgulho de mim. E ver você cercada por aqueles caras... parece que eu estou perdendo o controle de tudo.
— Você não perde o controle de mim, porque eu não sou algo que se controla — Karen disse com firmeza. — Eu amo você. Escolhi ter um filho com você. Mas não vou me isolar do meu mundo e da minha cultura porque você não sabe lidar com o seu ciúme.
— O bebê chutou? — perguntou ele, tentando mudar de assunto ao notar o movimento sob o tecido do vestido dela.
— Chutou. E acho que ele não gostou do tom de voz do pai — respondeu ela, embora tenha deixado que ele aproximasse a mão desta vez.
Erling ajoelhou-se no chão do carro, encostando a testa na barriga de Karen. O gigante do futebol parecia subitamente pequeno diante daquela vida que crescia.
— Desculpe, homenzinho — sussurrou ele para a barriga. — O papai só fica louco às vezes.
Karen suspirou, passando os dedos pelos cabelos loiros dele. Ela sabia que a tensão só aumentaria com o decorrer do torneio. O Brasil e a Noruega estavam em chaves que poderiam se cruzar nas quartas de final.
— Erling... — começou ela, suavemente.
— Eu sei o que vai dizer — ele a interrompeu, olhando para cima. — Se jogarmos contra o Brasil, você vai torcer para eles?
Karen deu um sorriso enigmático, o mesmo que usava nas capas de revista que vendiam milhões.
— Eu vou torcer para o pai do meu filho fazer um bom jogo — disse ela. — Mas se o Brasil ganhar... você vai ter que aguentar a festa no nosso quarto de hotel.
Erling soltou um rosnado baixo, metade irritação, metade desejo.
— Se o Brasil ganhar, eu me tranco no banheiro. Mas se eu ganhar, Karen... você vai ter que usar a minha camisa pelo resto da viagem. Sem exceções.
— Fechado — aceitou ela, desafiadora. — Mas prepare o coração, Viking. Meu povo não entrega o jogo fácil. E eu muito menos.
O carro deslizou pela noite do deserto, carregando dois mundos diferentes unidos por um amor intenso, um ciúme feroz e uma pequena vida que, independentemente do placar, já era a maior vitória de ambos. No entanto, Karen sabia que, no fundo, a batalha entre o gelo norueguês e o fogo brasileiro estava apenas começando.
