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Taekookmin

Fandom: Bts

Criado: 05/07/2026

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Entre o Aço, a Seda e o Silêncio

O trigésimo andar da sede das Empresas Kim & Jeon cheirava a café caro e a poder. Para Park Jimin, aquele era o seu habitat natural. Com seus cabelos loiros longos caindo em ondas perfeitas sobre os ombros e um terno feminino cinza-chumbo que abraçava suas curvas com elegância, ela cruzava o corredor de mármore com a confiança de quem carregava as chaves do reino — e os segredos de um império criminoso.

Ela não era apenas uma secretária. Ela era o cérebro que organizava as rotas de exportação legalizadas durante o dia e as transações de armamento pesado durante a noite. Jimin era a única pessoa que tinha permissão para entrar nas salas de Kim Taehyung e Jeon Jungkook sem bater.

Ao chegar à porta dupla de carvalho escuro da sala de reuniões privada, ela respirou fundo. O dia tinha sido exaustivo. Uma apreensão no porto de Busan havia exigido três horas de ligações criptografadas, e a fusão com a gigante de tecnologia alemã exigia uma revisão contratual que só ela poderia fazer.

Ela empurrou as portas.

O ambiente estava na penumbra, iluminado apenas pelas luzes da cidade de Seul que entravam pelas imensas janelas de vidro do chão ao teto. Taehyung estava sentado em sua poltrona de couro, um copo de cristal com uísque em uma das mãos, o terno impecável, como se tivesse acabado de sair de um ensaio fotográfico. Jungkook, por outro lado, estava encostado na mesa, as mangas da camisa social branca dobradas até os cotovelos, revelando as tatuagens escuras que subiam por seus braços fortes. O olhar de Jungkook era intenso, quase predatório, enquanto o de Taehyung era gélido e calculista.

— Você está atrasada, Jimin — disse Taehyung, sua voz profunda vibrando no ar silencioso.

Jimin não recuou. Ela caminhou até a mesa e depositou o tablet e uma pasta de couro à frente deles.

— O carregamento em Busan foi liberado, e os alemães aceitaram a cláusula de confidencialidade — ela respondeu, mantendo a voz firme e profissional. — Se o senhor considera que resolver dois desastres em menos de uma hora é estar atrasada, talvez devesse contratar uma inteligência artificial.

Jungkook soltou uma risada curta, um som rouco que sempre fazia o estômago de Jimin dar um nó estranho.

— Ela tem garras, Tae. Eu sempre te disse.

— Eu sei bem das garras dela, Jungkook — Taehyung se levantou, caminhando lentamente até ficar a poucos centímetros de Jimin. O perfume amadeirado dele a envolveu. — É por isso que ela é a única que sobreviveu mais de três meses neste cargo.

Jimin sustentou o olhar de Taehyung. Ela o respeitava e, em algum lugar profundo de sua mente, sabia que o temia, mas nunca deixaria transparecer.

— O trabalho está feito — disse ela, preparando-se para se retirar. — Se não houver mais nada para esta noite, eu gostaria de ir para casa.

— Sente-se, Jimin — ordenou Jungkook. Não era um pedido.

Jimin hesitou por um segundo, mas obedeceu, ocupando a cadeira à frente da mesa de carvalho. Jungkook contornou a mesa e sentou-se na borda, ficando perigosamente perto dela, enquanto Taehyung permanecia de pé, como uma sombra elegante às suas costas.

— Temos observado você há muito tempo — começou Jungkook, brincando com um anel de prata no dedo anelar. — Não apenas o seu trabalho. Sua lealdade é impecável. Você nunca vacilou, mesmo quando as armas foram apontadas em sua direção no mês passado.

— É o meu trabalho — ela respondeu de forma concisa.

— Não — Taehyung interveio, colocando as mãos nos ombros de Jimin. O toque era leve, mas carregado de uma possessividade que a fez estremecer. — O trabalho é o que você faz para a empresa. O que você faz por nós é algo diferente. Você é o eixo que mantém este lugar girando. E nós chegamos à conclusão de que não queremos mais que você seja apenas uma funcionária.

Jimin sentiu o coração acelerar. Por um momento, pensou que seria demitida por saber demais, ou talvez promovida a um cargo de diretoria. Mas o brilho nos olhos de Jungkook e a pressão das mãos de Taehyung sugeriam algo muito mais sombrio e íntimo.

— Eu não entendo — confessou ela, a voz um pouco mais baixa.

— Queremos você, Jimin — Jungkook disse sem rodeios, inclinando-se para frente para que ela pudesse ver as pupilas dilatadas dele. — Mas não de uma forma convencional. Nós não temos tempo para namoros ou jogos de sedução comuns. O mundo em que vivemos é violento e caótico.

— Precisamos de alguém que entenda nossa natureza — continuou Taehyung, sua voz perto do ouvido dela, enviando arrepios por sua espinha. — Alguém que aceite nossa autoridade não apenas na sala de reuniões, mas entre quatro paredes. Alguém que pertença a nós.

Jimin sentiu o ar faltar nos pulmões. Ela era uma mulher inteligente. Sabia exatamente o que eles estavam propondo.

— Vocês estão me pedindo para ser... uma submissa? — As palavras saíram como um sussurro.

— Estamos oferecendo a você o lugar que já é seu por direito — corrigiu Jungkook, estendendo a mão para tocar o rosto dela, o polegar acariciando o lábio inferior de Jimin. — Você já cuida de nós. Você já antecipa nossas necessidades. O que queremos é o direito de cuidar de você em troca. De tirar o peso do mundo dos seus ombros e colocá-lo nos nossos.

— Mas com uma condição — Taehyung acrescentou, contornando a cadeira para ficar de frente para ela, ao lado de Jungkook. — Total entrega. Você seria nossa. Na luz e na sombra. Na empresa, você continua sendo a mente brilhante que todos respeitam. Mas, quando as portas se fecham, sua única preocupação é nos obedecer e ser cuidada por nós.

O silêncio que se seguiu foi denso. Jimin olhou para os dois homens. Eles eram os seres mais perigosos que ela já conhecera. Eram implacáveis, poderosos e, de certa forma, quebrados. Ela os amava em segredo há anos, uma admiração que floresceu entre tiroteios e reuniões de diretoria. A ideia de se entregar a eles, de deixar que eles tomassem as rédeas de sua vida pessoal, era aterrorizante e, ao mesmo tempo, a coisa mais excitante que já ouvira.

— E se eu disser não? — perguntou ela, testando o terreno.

Jungkook deu um sorriso de lado, um rictus de pura confiança.

— Nada muda. Você continua sendo nossa secretária e a mulher mais competente de Seul. Nós somos homens de honra, Jimin. Não forçamos lealdade. Nós a conquistamos.

— Mas você não vai dizer não — afirmou Taehyung com uma calma absoluta. — Porque você sabe, tanto quanto nós, que ninguém mais neste mundo pode te dar o que nós podemos.

Jimin olhou para as mãos de Jungkook, grandes e marcadas, e depois para os olhos profundos de Taehyung. Ela pensou nas noites em claro trabalhando, na solidão de seu apartamento luxuoso e na sede constante de algo que a fizesse se sentir viva além do perigo da máfia.

— O que vocês esperam de mim agora? — perguntou ela, sua voz recuperando a firmeza, embora um brilho de desafio brilhasse em seus olhos castanhos.

Jungkook levantou-se da mesa e estendeu a mão para ela.

— Esperamos que você tome uma decisão.

Jimin olhou para a mão dele e depois para Taehyung, que assentiu levemente. Sem dizer uma palavra, ela colocou sua mão pequena na de Jungkook. Ele a fechou com força, um gesto de posse imediata.

— Eu aceito — disse ela, sustentando o olhar dos dois. — Mas não pensem que será fácil. Vocês sabem que eu não sou de me curvar sem motivo.

Taehyung soltou um riso baixo, aproximando-se e depositando um beijo casto na testa de Jimin, um gesto surpreendentemente doce que contrastava com a aura de perigo que o cercava.

— Nós não esperaríamos nada menos de você, querida — murmurou ele. — A resistência faz a rendição ser muito mais doce.

Jungkook a puxou para mais perto, fazendo com que o corpo dela colasse no dele. Jimin sentiu o calor emanando do peito largo do Co-CEO.

— Ótimo — Jungkook sussurrou contra o topo da cabeça dela. — Agora, deixe o tablet na mesa. O trabalho acabou por hoje. De agora em diante, a noite pertence apenas a nós três.

Jimin sentiu um frio na barriga, uma mistura de ansiedade e prazer. Ela sabia que, ao cruzar aquela linha, sua vida nunca mais seria a mesma. Ela não era mais apenas a secretária. Ela era a protegida, o segredo e a possessão dos dois homens mais poderosos da Coreia.

— E o café? — ela perguntou, com um traço de seu humor habitual surgindo apesar da tensão.

— Esqueça o café, Jimin — disse Taehyung, pegando a pasta de couro e jogando-a casualmente sobre o sofá. — Você não vai precisar de cafeína para o que temos planejado para você.

Jungkook a conduziu em direção à saída privada da sala, sua mão descendo para a base das costas dela em um toque firme e proprietário. Taehyung caminhava logo atrás, como uma sentinela silenciosa.

Enquanto o elevador descia para a garagem privativa, Jimin olhou para o reflexo dos três no espelho de aço escovado. Ela estava no centro, ladeada por dois gigantes. Ela parecia pequena, mas, pela primeira vez em muito tempo, sentia-se invencível.

— Amanhã temos a reunião com os italianos às oito — ela lembrou, quase por reflexo profissional.

— Amanhã — interrompeu Jungkook, virando-a para que ficasse de frente para ele dentro do espaço confinado do elevador — você só falará quando nós permitirmos. Entendido?

A autoridade na voz dele fez as pernas de Jimin vacilarem por um microssegundo. Ela olhou para Taehyung, buscando algum sinal de suavidade, mas encontrou apenas o mesmo olhar de expectativa sombria.

— Sim, senhor — respondeu ela, a voz baixa, aceitando o primeiro comando de sua nova vida.

Taehyung sorriu, um brilho de satisfação cruzando seu rosto aristocrático.

— Bom começo, Jimin. Muito bom.

As portas do elevador se abriram para a garagem deserta, onde um SUV preto blindado os esperava. O motorista já havia sido dispensado. Jungkook abriu a porta traseira para ela, e Jimin entrou, sabendo que, quando aquela porta se fechasse, o mundo corporativo e a hierarquia da máfia seriam substituídos por algo muito mais intenso e pessoal.

Ela era Park Jimin, a secretária que sabia demais. E agora, ela era a mulher que teria tudo.
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