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Lie
Fandom: Naruto
Criado: 06/07/2026
Tags
SombrioPsicológicoDramaCenário CanônicoEstuproEstudo de PersonagemAngústia
O Silêncio Esculpido no Barro e a Luxúria nas Sombras
A chuva fustigava o exterior do esconderijo da Akatsuki, um som rítmico e incessante que ecoava pelas paredes de pedra fria. Dentro dos aposentos compartilhados, o ar era denso, carregado com o cheiro de argila úmida e o aroma metálico residual de uma missão recém-concluída. Deidara, o artista das explosões, estava entregue a um cansaço profundo, um estado de letargia que beirava a inconsciência. Para ele, o sono não era apenas um descanso, mas um abismo onde seus sentidos se desligavam completamente do mundo físico.
Ao lado da cama estreita, a figura mascarada de Tobi permanecia imóvel. A voz infantil e irritante que ele costumava projetar durante o dia fora substituída por um silêncio pesado e contemplativo. Por trás da máscara alaranjada, o olho único de Obito Uchiha observava a respiração rítmica do loiro. A atração que sentia por Deidara havia se transformado em algo sombrio e possessivo, uma obsessão que florescia no solo fértil da decepção e da vida dupla que levava.
— Deidara-senpai... — sussurrou Obito, a voz agora profunda, despida de qualquer artifício.
O loiro não se moveu. As mãos, com aquelas bocas peculiares e inquietas, repousavam inertes sobre o lençol. Obito sentiu um latejar em suas veias. A visão de Deidara tão vulnerável, tão alheio ao perigo que o espreitava na própria cama, acendia um desejo que a razão não conseguia mais conter. Ele se aproximou, a mão enluvada pairando sobre o rosto do artista, sentindo o calor que emanava da pele clara.
A decisão de cruzar a linha final não fora repentina, mas sim o ápice de semanas de provocações que escondiam uma fome voraz. Obito retirou a máscara, revelando o rosto marcado pelas cicatrizes do passado, e seus olhos fixaram-se nos lábios entreabertos de Deidara. O desejo era uma chama que consumia sua disciplina.
Com movimentos lentos e calculados, Obito começou a despir o manto da Akatsuki, o tecido negro caindo silenciosamente no chão. Ele se aproximou do corpo adormecido, a mão deslizando pela cintura de Deidara, sentindo a firmeza dos músculos sob a pele macia. O loiro soltou um suspiro baixo, mas não acordou. Seu sono era uma barreira intransponível, uma bênção para Obito, que agora se permitia explorar o território proibido.
A delicadeza inicial logo deu lugar a uma urgência contida. Obito posicionou-se sobre ele, o peso de seu corpo sendo distribuído com cuidado para não despertar o parceiro. Ele beijou o pescoço de Deidara, sentindo a pulsação acelerada em resposta ao contato, mesmo que o inconsciente do loiro não compreendesse a origem do estímulo. A língua de Obito traçou o contorno da orelha de Deidara, enquanto suas mãos buscavam a intimidade do outro.
O ato em si foi uma mistura de adoração e profanação. Obito preparou o caminho com paciência, usando a própria lubrificação natural e a paciência de quem domina as sombras. Quando finalmente se uniu a ele, um gemido abafado escapou dos lábios de Deidara, um som que poderia ser interpretado como um protesto em um sonho, mas que para Obito era a música mais doce.
— Você é meu, Deidara... — murmurou Obito contra a pele do loiro, os movimentos quadris tornando-se mais firmes, mais profundos. — Mesmo que você nunca saiba quem eu realmente sou.
A cada estocada, a realidade de Deidara se perdia em um nevoeiro de sensações que ele não conseguia processar. No dia seguinte, ele acordaria com uma sensação estranha, um desconforto que atribuiria ao cansaço das batalhas. E assim se repetiu por noites a fio.
Algumas semanas depois, a rotina de missões continuava, mas o humor de Deidara estava mudando. Ele se sentia constantemente exausto e, mais preocupante ainda, sentia dores persistentes em sua região íntima.
— Ei, Tobi! — gritou Deidara, jogando um pedaço de argila na direção do mascarado que saltitava ao seu redor. — Pare de fazer barulho, minha cabeça está explodindo e meu corpo parece que foi atropelado por um Bijuu!
— Oh, Senpai! Tobi só queria brincar! — respondeu a voz estridente, escondendo o sorriso cínico por trás da máscara. — Talvez o Senpai esteja ficando velho e ranzinza!
— Cale a boca, seu idiota! — Deidara sentou-se em uma pedra, levando a mão à base da coluna. — Eu não entendo. Tenho dormido dez horas por noite e acordo mais cansado do que quando fui deitar. E essas... essas marcas...
Ele olhou para o próprio braço, onde uma mancha arroxeada se destacava contra a pele pálida. Ele a tocara antes, sentindo a sensibilidade do local. Parecia uma marca de pressão, quase como se alguém o tivesse segurado com força excessiva.
— Marcas, Senpai? — Tobi aproximou-se, inclinando a cabeça de forma curiosa. — Tobi acha que o Senpai está lutando contra fantasmas durante o sono! Talvez o Senpai seja um sonâmbulo explosivo!
— Não diga asneiras — rosnou Deidara, embora uma semente de dúvida tivesse sido plantada.
Naquela manhã, ao acordar, o susto fora maior. Ele sentira algo úmido e viscoso entre as coxas. Ao verificar, encontrou uma substância esbranquiçada que, em sua confusão matinal, ele presumiu ser o resultado de um sonho erótico particularmente vívido. "Deve ser apenas a abstinência", pensara ele, limpando-se rapidamente antes que Tobi entrasse no quarto. Mas a dor... a dor era real e física, uma pontada aguda toda vez que se sentava ou fazia um movimento mais brusco.
A noite seguinte trouxe uma tempestade ainda mais violenta. Deidara, exausto pelas dúvidas e pelo mal-estar físico, caiu no sono quase instantaneamente. Obito, observando-o das sombras do canto do quarto, sentiu a antecipação vibrar em seu peito. Ele sabia que estava arriscando tudo, mas a sensação de possuir o artista, de ver a arte da explosão reduzida a uma submissão silenciosa sob seu comando, era inebriante.
Ele se aproximou da cama com a confiança de quem já conhecia cada curva daquele corpo. Retirou a máscara e as roupas, sentindo o ar frio da caverna contra sua pele. Ao se deitar sobre Deidara, sentiu o loiro se agitar levemente.
— Hm... Tobi... — murmurou Deidara, a voz arrastada pelo sono profundo.
Obito congelou por um segundo, o coração martelando contra as costelas. Mas Deidara não acordou; ele apenas virou o rosto para o lado, expondo o pescoço. Obito aproveitou a oportunidade, beijando a pele quente com uma fome renovada. Ele não era mais apenas o observador; ele era o mestre daquela cerimônia silenciosa.
A penetração foi lenta, um exercício de controle e possessão. Obito observava o rosto de Deidara, buscando qualquer sinal de consciência, mas o loiro permanecia em seu transe profundo, apenas soltando suspiros curtos que alimentavam a luxúria do Uchiha.
— Você não tem ideia do quanto eu te desejo — sussurrou Obito, a voz rouca de desejo. — E do quanto eu gosto de te ver assim, à minha mercê.
O ritmo aumentou, a fricção gerando um calor que contrastava com a frieza do esconderijo. Obito segurou os pulsos de Deidara acima da cabeça dele, as mãos grandes envolvendo a pele delicada, criando as mesmas marcas que o loiro questionaria na manhã seguinte. A cada movimento, Obito sentia-se mais conectado àquela fragilidade, uma conexão que ele nunca permitiria que existisse à luz do dia.
Quando o clímax o atingiu, foi uma explosão de sensações que o deixou trêmulo. Ele se derramou dentro e sobre Deidara, deixando as evidências de seu crime gravadas na pele do artista. Ele permaneceu ali por alguns minutos, recuperando o fôlego, antes de se limpar e vestir-se cuidadosamente, recolocando a máscara que era sua única proteção contra a verdade.
Na manhã seguinte, Deidara acordou com uma sensação de peso no peito. A luz pálida do amanhecer filtrava-se pelas frestas da caverna. Ele tentou se levantar, mas uma dor aguda na entrada de sua intimidade o fez soltar um gemido de dor.
— Maldição... — praguejou ele, levando a mão ao local dolorido.
Ele se afastou dos lençóis e viu, novamente, as manchas. Não eram apenas vestígios de um sonho; eram provas de uma realidade que ele não conseguia compreender. Ele olhou para o lado e viu Tobi, já de pé, organizando suas ferramentas de argila como se nada tivesse acontecido.
— Bom dia, Senpai! — exclamou Tobi, a voz aguda e irritante perfurando o silêncio. — O Senpai dormiu como uma pedra de novo! Tobi tentou acordar o Senpai para ver o nascer do sol, mas o Senpai parecia um morto!
Deidara estreitou os olhos, observando o parceiro. Havia algo na postura de Tobi, um detalhe quase imperceptível, que o deixava desconfortável.
— Tobi... — começou Deidara, a voz falhando levemente. — Você... você notou algo estranho durante a noite? Alguém entrou aqui?
— Estranho? — Tobi inclinou a cabeça, o buraco da máscara parecendo observá-lo com uma intensidade oculta. — Não, Senpai! Só o som da chuva e os roncos do Senpai! Por que a pergunta? O Senpai está com medo de fantasmas?
— Não seja idiota — retrucou Deidara, levantando-se com dificuldade e caminhando em direção ao banheiro improvisado. — Eu só... eu me sinto estranho. Como se meu corpo não me pertencesse mais.
Obito observou o loiro se afastar, os passos vacilantes denunciando o impacto das noites anteriores. Por um momento, uma ponta de culpa tentou emergir em sua mente, mas foi rapidamente esmagada pela satisfação sombria de saber que, no silêncio da noite, Deidara era inteiramente dele.
— O Senpai precisa de um descanso! — gritou Tobi, enquanto Deidara fechava a porta. — Talvez Tobi possa fazer uma massagem no Senpai mais tarde!
Do outro lado da porta, Deidara encostou a testa na parede fria. Ele tocou as marcas em seus pulsos, a mente tentando conectar os pontos que pareciam absurdos demais para serem reais. Ele era um ninja de elite, um artista da destruição; como poderia algo estar acontecendo com ele sem que ele percebesse?
— Isso não faz sentido — murmurou para si mesmo. — A menos que...
Ele interrompeu o pensamento. A ideia de que seu parceiro, o idiota do Tobi, pudesse estar por trás daquilo era ridícula. Tobi era um palhaço, um estorvo. No entanto, a sensação de ser observado, mesmo quando estava sozinho, não o abandonava.
Enquanto isso, Obito, no quarto, pegou um pequeno pedaço de argila que Deidara havia deixado cair. Ele o apertou entre os dedos, sentindo a textura da arte do outro.
— A arte é uma explosão, Deidara — disse ele para o vazio, a voz carregada de uma autoridade sombria. — Mas o prazer... o prazer é um incêndio lento que nos consome por inteiro.
A dinâmica entre os dois havia mudado irrevogavelmente, pelo menos para Obito. Ele sabia que o jogo estava ficando perigoso, que a curiosidade de Deidara poderia levar à descoberta. Mas o perigo apenas tornava a perseguição mais excitante. Ele continuaria a usar o sono de Deidara como seu palco, transformando a vulnerabilidade do artista em sua própria obra-prima de luxúria e segredos.
Naquela noite, Deidara tentou ficar acordado. Ele se deitou, fingindo o sono pesado que todos sabiam que ele tinha. Ele ouviu a respiração de Tobi do outro lado do quarto, o silêncio que se seguia ao fim das brincadeiras diurnas. Ele esperou, o coração batendo forte, as mãos cerradas sob o lençol.
Por horas, nada aconteceu. O silêncio era absoluto. Justo quando Deidara estava prestes a ceder ao cansaço real, ele ouviu o som suave de lençóis se movendo. Seus sentidos se aguçaram. Ele sentiu uma presença se aproximando de sua cama, uma sombra que parecia maior e mais imponente do que o Tobi que ele conhecia.
O ar ao seu redor pareceu esfriar, e então ele sentiu o peso de um corpo se instalando ao seu lado. Uma mão, firme e decidida, deslizou por sua cintura, subindo por baixo de sua camisa. Deidara manteve os olhos fechados, a respiração forçada a permanecer rítmica, enquanto o pânico e a confusão lutavam em sua mente.
— Eu sei que você está cansado, meu pequeno artista — sussurrou uma voz que não era a de Tobi, mas sim uma voz profunda, carregada de uma autoridade que Deidara nunca ouvira antes. — Mas seu corpo é tão receptivo... tão perfeito em seu silêncio.
O choque percorreu a espinha de Deidara. Aquela voz... não era de um estranho, mas havia algo familiar nela, algo que ele não conseguia identificar de imediato. Ele sentiu os lábios do intruso contra seu pescoço, o calor da respiração enviando arrepios por todo o seu corpo.
A mão que subia por seu abdômen agora apertava seu peito, e Deidara percebeu que não conseguiria manter o disfarce por muito mais tempo. A excitação involuntária que seu corpo demonstrava, a resposta física ao toque perito, era uma traição aos seus próprios instintos de defesa.
Obito, sentindo a mudança na tensão muscular de Deidara, sorriu na escuridão. Ele sabia que o loiro estava acordado, ou pelo menos em um estado de semi-consciência. Ele decidiu levar o jogo um passo adiante.
— Você quer saber quem eu sou, não quer? — murmurou Obito, a boca roçando a orelha de Deidara. — Mas a verdade é uma explosão que você não está pronto para enfrentar, Deidara. Por enquanto, apenas sinta.
Ele pressionou seu corpo contra o de Deidara com mais força, e o loiro não pôde mais conter um suspiro audível. A dor que ele sentira nos dias anteriores foi esquecida, substituída por uma onda de prazer que o dominava. Ele queria abrir os olhos, confrontar o invasor, mas o medo do que encontraria e a intensidade das sensações o mantinham paralisado.
Obito continuou sua exploração, suas mãos movendo-se com uma maestria que deixava Deidara sem fôlego. O artista, o mestre das explosões, estava sendo desmantelado por dentro, sua vontade sendo moldada pelos desejos de um homem que habitava as sombras de sua própria vida.
A noite continuou, uma dança de sombras e sussurros, onde a verdade e a mentira se confundiam sob o manto da escuridão. Deidara, finalmente entregue ao prazer e à exaustão, permitiu-se submergir mais uma vez, enquanto Obito Uchiha, o homem por trás da máscara, gravava sua marca não apenas na pele, mas na alma de seu parceiro.
Ao amanhecer, o ciclo recomeçaria. Tobi seria o bobo, Deidara seria o artista irritado, e o segredo das noites permaneceria escondido, uma obra de arte inacabada, esperando pelo próximo ato de luxúria silenciosa nas profundezas do esconderijo da Akatsuki.
Ao lado da cama estreita, a figura mascarada de Tobi permanecia imóvel. A voz infantil e irritante que ele costumava projetar durante o dia fora substituída por um silêncio pesado e contemplativo. Por trás da máscara alaranjada, o olho único de Obito Uchiha observava a respiração rítmica do loiro. A atração que sentia por Deidara havia se transformado em algo sombrio e possessivo, uma obsessão que florescia no solo fértil da decepção e da vida dupla que levava.
— Deidara-senpai... — sussurrou Obito, a voz agora profunda, despida de qualquer artifício.
O loiro não se moveu. As mãos, com aquelas bocas peculiares e inquietas, repousavam inertes sobre o lençol. Obito sentiu um latejar em suas veias. A visão de Deidara tão vulnerável, tão alheio ao perigo que o espreitava na própria cama, acendia um desejo que a razão não conseguia mais conter. Ele se aproximou, a mão enluvada pairando sobre o rosto do artista, sentindo o calor que emanava da pele clara.
A decisão de cruzar a linha final não fora repentina, mas sim o ápice de semanas de provocações que escondiam uma fome voraz. Obito retirou a máscara, revelando o rosto marcado pelas cicatrizes do passado, e seus olhos fixaram-se nos lábios entreabertos de Deidara. O desejo era uma chama que consumia sua disciplina.
Com movimentos lentos e calculados, Obito começou a despir o manto da Akatsuki, o tecido negro caindo silenciosamente no chão. Ele se aproximou do corpo adormecido, a mão deslizando pela cintura de Deidara, sentindo a firmeza dos músculos sob a pele macia. O loiro soltou um suspiro baixo, mas não acordou. Seu sono era uma barreira intransponível, uma bênção para Obito, que agora se permitia explorar o território proibido.
A delicadeza inicial logo deu lugar a uma urgência contida. Obito posicionou-se sobre ele, o peso de seu corpo sendo distribuído com cuidado para não despertar o parceiro. Ele beijou o pescoço de Deidara, sentindo a pulsação acelerada em resposta ao contato, mesmo que o inconsciente do loiro não compreendesse a origem do estímulo. A língua de Obito traçou o contorno da orelha de Deidara, enquanto suas mãos buscavam a intimidade do outro.
O ato em si foi uma mistura de adoração e profanação. Obito preparou o caminho com paciência, usando a própria lubrificação natural e a paciência de quem domina as sombras. Quando finalmente se uniu a ele, um gemido abafado escapou dos lábios de Deidara, um som que poderia ser interpretado como um protesto em um sonho, mas que para Obito era a música mais doce.
— Você é meu, Deidara... — murmurou Obito contra a pele do loiro, os movimentos quadris tornando-se mais firmes, mais profundos. — Mesmo que você nunca saiba quem eu realmente sou.
A cada estocada, a realidade de Deidara se perdia em um nevoeiro de sensações que ele não conseguia processar. No dia seguinte, ele acordaria com uma sensação estranha, um desconforto que atribuiria ao cansaço das batalhas. E assim se repetiu por noites a fio.
Algumas semanas depois, a rotina de missões continuava, mas o humor de Deidara estava mudando. Ele se sentia constantemente exausto e, mais preocupante ainda, sentia dores persistentes em sua região íntima.
— Ei, Tobi! — gritou Deidara, jogando um pedaço de argila na direção do mascarado que saltitava ao seu redor. — Pare de fazer barulho, minha cabeça está explodindo e meu corpo parece que foi atropelado por um Bijuu!
— Oh, Senpai! Tobi só queria brincar! — respondeu a voz estridente, escondendo o sorriso cínico por trás da máscara. — Talvez o Senpai esteja ficando velho e ranzinza!
— Cale a boca, seu idiota! — Deidara sentou-se em uma pedra, levando a mão à base da coluna. — Eu não entendo. Tenho dormido dez horas por noite e acordo mais cansado do que quando fui deitar. E essas... essas marcas...
Ele olhou para o próprio braço, onde uma mancha arroxeada se destacava contra a pele pálida. Ele a tocara antes, sentindo a sensibilidade do local. Parecia uma marca de pressão, quase como se alguém o tivesse segurado com força excessiva.
— Marcas, Senpai? — Tobi aproximou-se, inclinando a cabeça de forma curiosa. — Tobi acha que o Senpai está lutando contra fantasmas durante o sono! Talvez o Senpai seja um sonâmbulo explosivo!
— Não diga asneiras — rosnou Deidara, embora uma semente de dúvida tivesse sido plantada.
Naquela manhã, ao acordar, o susto fora maior. Ele sentira algo úmido e viscoso entre as coxas. Ao verificar, encontrou uma substância esbranquiçada que, em sua confusão matinal, ele presumiu ser o resultado de um sonho erótico particularmente vívido. "Deve ser apenas a abstinência", pensara ele, limpando-se rapidamente antes que Tobi entrasse no quarto. Mas a dor... a dor era real e física, uma pontada aguda toda vez que se sentava ou fazia um movimento mais brusco.
A noite seguinte trouxe uma tempestade ainda mais violenta. Deidara, exausto pelas dúvidas e pelo mal-estar físico, caiu no sono quase instantaneamente. Obito, observando-o das sombras do canto do quarto, sentiu a antecipação vibrar em seu peito. Ele sabia que estava arriscando tudo, mas a sensação de possuir o artista, de ver a arte da explosão reduzida a uma submissão silenciosa sob seu comando, era inebriante.
Ele se aproximou da cama com a confiança de quem já conhecia cada curva daquele corpo. Retirou a máscara e as roupas, sentindo o ar frio da caverna contra sua pele. Ao se deitar sobre Deidara, sentiu o loiro se agitar levemente.
— Hm... Tobi... — murmurou Deidara, a voz arrastada pelo sono profundo.
Obito congelou por um segundo, o coração martelando contra as costelas. Mas Deidara não acordou; ele apenas virou o rosto para o lado, expondo o pescoço. Obito aproveitou a oportunidade, beijando a pele quente com uma fome renovada. Ele não era mais apenas o observador; ele era o mestre daquela cerimônia silenciosa.
A penetração foi lenta, um exercício de controle e possessão. Obito observava o rosto de Deidara, buscando qualquer sinal de consciência, mas o loiro permanecia em seu transe profundo, apenas soltando suspiros curtos que alimentavam a luxúria do Uchiha.
— Você não tem ideia do quanto eu te desejo — sussurrou Obito, a voz rouca de desejo. — E do quanto eu gosto de te ver assim, à minha mercê.
O ritmo aumentou, a fricção gerando um calor que contrastava com a frieza do esconderijo. Obito segurou os pulsos de Deidara acima da cabeça dele, as mãos grandes envolvendo a pele delicada, criando as mesmas marcas que o loiro questionaria na manhã seguinte. A cada movimento, Obito sentia-se mais conectado àquela fragilidade, uma conexão que ele nunca permitiria que existisse à luz do dia.
Quando o clímax o atingiu, foi uma explosão de sensações que o deixou trêmulo. Ele se derramou dentro e sobre Deidara, deixando as evidências de seu crime gravadas na pele do artista. Ele permaneceu ali por alguns minutos, recuperando o fôlego, antes de se limpar e vestir-se cuidadosamente, recolocando a máscara que era sua única proteção contra a verdade.
Na manhã seguinte, Deidara acordou com uma sensação de peso no peito. A luz pálida do amanhecer filtrava-se pelas frestas da caverna. Ele tentou se levantar, mas uma dor aguda na entrada de sua intimidade o fez soltar um gemido de dor.
— Maldição... — praguejou ele, levando a mão ao local dolorido.
Ele se afastou dos lençóis e viu, novamente, as manchas. Não eram apenas vestígios de um sonho; eram provas de uma realidade que ele não conseguia compreender. Ele olhou para o lado e viu Tobi, já de pé, organizando suas ferramentas de argila como se nada tivesse acontecido.
— Bom dia, Senpai! — exclamou Tobi, a voz aguda e irritante perfurando o silêncio. — O Senpai dormiu como uma pedra de novo! Tobi tentou acordar o Senpai para ver o nascer do sol, mas o Senpai parecia um morto!
Deidara estreitou os olhos, observando o parceiro. Havia algo na postura de Tobi, um detalhe quase imperceptível, que o deixava desconfortável.
— Tobi... — começou Deidara, a voz falhando levemente. — Você... você notou algo estranho durante a noite? Alguém entrou aqui?
— Estranho? — Tobi inclinou a cabeça, o buraco da máscara parecendo observá-lo com uma intensidade oculta. — Não, Senpai! Só o som da chuva e os roncos do Senpai! Por que a pergunta? O Senpai está com medo de fantasmas?
— Não seja idiota — retrucou Deidara, levantando-se com dificuldade e caminhando em direção ao banheiro improvisado. — Eu só... eu me sinto estranho. Como se meu corpo não me pertencesse mais.
Obito observou o loiro se afastar, os passos vacilantes denunciando o impacto das noites anteriores. Por um momento, uma ponta de culpa tentou emergir em sua mente, mas foi rapidamente esmagada pela satisfação sombria de saber que, no silêncio da noite, Deidara era inteiramente dele.
— O Senpai precisa de um descanso! — gritou Tobi, enquanto Deidara fechava a porta. — Talvez Tobi possa fazer uma massagem no Senpai mais tarde!
Do outro lado da porta, Deidara encostou a testa na parede fria. Ele tocou as marcas em seus pulsos, a mente tentando conectar os pontos que pareciam absurdos demais para serem reais. Ele era um ninja de elite, um artista da destruição; como poderia algo estar acontecendo com ele sem que ele percebesse?
— Isso não faz sentido — murmurou para si mesmo. — A menos que...
Ele interrompeu o pensamento. A ideia de que seu parceiro, o idiota do Tobi, pudesse estar por trás daquilo era ridícula. Tobi era um palhaço, um estorvo. No entanto, a sensação de ser observado, mesmo quando estava sozinho, não o abandonava.
Enquanto isso, Obito, no quarto, pegou um pequeno pedaço de argila que Deidara havia deixado cair. Ele o apertou entre os dedos, sentindo a textura da arte do outro.
— A arte é uma explosão, Deidara — disse ele para o vazio, a voz carregada de uma autoridade sombria. — Mas o prazer... o prazer é um incêndio lento que nos consome por inteiro.
A dinâmica entre os dois havia mudado irrevogavelmente, pelo menos para Obito. Ele sabia que o jogo estava ficando perigoso, que a curiosidade de Deidara poderia levar à descoberta. Mas o perigo apenas tornava a perseguição mais excitante. Ele continuaria a usar o sono de Deidara como seu palco, transformando a vulnerabilidade do artista em sua própria obra-prima de luxúria e segredos.
Naquela noite, Deidara tentou ficar acordado. Ele se deitou, fingindo o sono pesado que todos sabiam que ele tinha. Ele ouviu a respiração de Tobi do outro lado do quarto, o silêncio que se seguia ao fim das brincadeiras diurnas. Ele esperou, o coração batendo forte, as mãos cerradas sob o lençol.
Por horas, nada aconteceu. O silêncio era absoluto. Justo quando Deidara estava prestes a ceder ao cansaço real, ele ouviu o som suave de lençóis se movendo. Seus sentidos se aguçaram. Ele sentiu uma presença se aproximando de sua cama, uma sombra que parecia maior e mais imponente do que o Tobi que ele conhecia.
O ar ao seu redor pareceu esfriar, e então ele sentiu o peso de um corpo se instalando ao seu lado. Uma mão, firme e decidida, deslizou por sua cintura, subindo por baixo de sua camisa. Deidara manteve os olhos fechados, a respiração forçada a permanecer rítmica, enquanto o pânico e a confusão lutavam em sua mente.
— Eu sei que você está cansado, meu pequeno artista — sussurrou uma voz que não era a de Tobi, mas sim uma voz profunda, carregada de uma autoridade que Deidara nunca ouvira antes. — Mas seu corpo é tão receptivo... tão perfeito em seu silêncio.
O choque percorreu a espinha de Deidara. Aquela voz... não era de um estranho, mas havia algo familiar nela, algo que ele não conseguia identificar de imediato. Ele sentiu os lábios do intruso contra seu pescoço, o calor da respiração enviando arrepios por todo o seu corpo.
A mão que subia por seu abdômen agora apertava seu peito, e Deidara percebeu que não conseguiria manter o disfarce por muito mais tempo. A excitação involuntária que seu corpo demonstrava, a resposta física ao toque perito, era uma traição aos seus próprios instintos de defesa.
Obito, sentindo a mudança na tensão muscular de Deidara, sorriu na escuridão. Ele sabia que o loiro estava acordado, ou pelo menos em um estado de semi-consciência. Ele decidiu levar o jogo um passo adiante.
— Você quer saber quem eu sou, não quer? — murmurou Obito, a boca roçando a orelha de Deidara. — Mas a verdade é uma explosão que você não está pronto para enfrentar, Deidara. Por enquanto, apenas sinta.
Ele pressionou seu corpo contra o de Deidara com mais força, e o loiro não pôde mais conter um suspiro audível. A dor que ele sentira nos dias anteriores foi esquecida, substituída por uma onda de prazer que o dominava. Ele queria abrir os olhos, confrontar o invasor, mas o medo do que encontraria e a intensidade das sensações o mantinham paralisado.
Obito continuou sua exploração, suas mãos movendo-se com uma maestria que deixava Deidara sem fôlego. O artista, o mestre das explosões, estava sendo desmantelado por dentro, sua vontade sendo moldada pelos desejos de um homem que habitava as sombras de sua própria vida.
A noite continuou, uma dança de sombras e sussurros, onde a verdade e a mentira se confundiam sob o manto da escuridão. Deidara, finalmente entregue ao prazer e à exaustão, permitiu-se submergir mais uma vez, enquanto Obito Uchiha, o homem por trás da máscara, gravava sua marca não apenas na pele, mas na alma de seu parceiro.
Ao amanhecer, o ciclo recomeçaria. Tobi seria o bobo, Deidara seria o artista irritado, e o segredo das noites permaneceria escondido, uma obra de arte inacabada, esperando pelo próximo ato de luxúria silenciosa nas profundezas do esconderijo da Akatsuki.
