Fanfy
.studio
Imagem de fundo

Bebê

Fandom: Naruto

Criado: 06/07/2026

Tags

RomanceUA (Universo Alternativo)Dor/ConfortoHistória DomésticaMpregFatias de VidaDrama
Índice

A Maré Constante do Desejo

O sol se despedia no horizonte, pintando o céu com matizes de violeta e laranja que se refletiam nas águas mansas da vila costeira. O som rítmico das ondas quebrando contra as rochas abaixo da varanda era a única melodia que preenchia o silêncio da casa, agora que a agitação da tarde havia cessado.

Itachi Uchiha estava sentado em sua poltrona de vime favorita, envolto em um yukata de seda leve. Seus olhos, outrora portadores de um destino trágico, agora repousavam em uma serenidade melancólica. A doença que o afligia desde os tempos de escuridão ainda residia em seu peito, manifestando-se em tosses esporádicas e um cansaço que lhe roubava as cores do rosto, mas a paz que encontrara ao lado de Kisame Hoshigaki era o bálsamo que mantinha sua chama acesa.

Há sete anos, eles haviam abandonado as sombras e o metal frio das armas para construir um lar. Um refúgio onde o nome Uchiha não evocava massacres, e a aparência de tubarão de Kisame não despertava medo, mas sim respeito entre os pescadores locais.

A visita de Sasuke e Naruto, que partiram há poucas horas, deixara um rastro de calor e melancolia. Ver Sasuke, seu irmão mais novo, com o ventre visivelmente arredondado pela nova gestação, cercado pelos risos dos dois filhos pequenos que corriam pelo jardim, despertara algo profundo e latente em Kisame.

Itachi sentiu a presença do marido antes mesmo de ouvi-lo. O cheiro de sal e ozônio, tão característico da pele azulada de Kisame, envolveu o ambiente.

— Eles trazem uma energia caótica, não trazem, Itachi-san? — A voz de Kisame era um trovão baixo, mas carregada de uma doçura que ele reservava apenas para o marido.

Itachi sorriu levemente, sem abrir os olhos.

— É um caos necessário, Kisame. Ver Sasuke tão pleno... é tudo o que eu sempre desejei.

Kisame aproximou-se, ajoelhando-se ao lado da poltrona. Suas mãos grandes, cujas membranas eram ásperas, mas o toque era de uma delicadeza cirúrgica, envolveram as mãos pálidas e magras de Itachi.

— Ele está radiante — murmurou Kisame, os olhos pequenos fixos no perfil aristocrático de Itachi. — A vida cresce bem dentro dele. Naruto parece mais orgulhoso a cada vez que nos visita.

Itachi abriu os olhos, encontrando o olhar intenso do companheiro. Havia uma chama diferente ali, algo que queimava além da habitual proteção.

— Você está pensativo desde que eles chegaram — observou Itachi, estendendo a mão para acariciar a mandíbula marcada de Kisame.

— Estive pensando em nossa linhagem, Itachi-san — confessou Kisame, inclinando o rosto para o toque. — Sete anos. Construímos um império de paz. Mas toda vez que vejo Sasuke e aqueles pequenos... sinto que falta uma peça no nosso quebra-cabeça.

Itachi sentiu um aperto suave no coração. Ele conhecia a natureza de Kisame; quando o ex-espadachim decidia algo, sua determinação era como a maré: imparável.

— Kisame... meu corpo não é como o de Sasuke. A doença ainda me cobra tributos.

— Eu cuidarei de você — interrompeu Kisame, a voz subindo um tom em fervor, mas mantendo a reverência. — Eu cuidarei de cada detalhe. Eu quero que você carregue algo nosso. Quero que a sua beleza e a minha força se tornem uma nova vida. Eu não consigo mais pensar em outra coisa.

Antes que Itachi pudesse responder, Kisame levantou-se e, com uma facilidade impressionante, tomou o Uchiha nos braços, carregando-o no estilo nupcial.

— Kisame, o que está fazendo? — perguntou Itachi, um leve rubor surgindo em suas bochechas.

— Vou começar a garantir que nosso desejo se torne realidade — respondeu ele, caminhando em direção ao quarto, a voz carregada de uma promessa solene. — E não pretendo parar até que você sinta a vida florescer aqui dentro.

Ao entrarem no quarto, a luz da lua filtrava-se pelas cortinas de linho fino. Kisame depositou Itachi sobre o leito com tamanha cautela que parecia manusear a mais frágil porcelana. No entanto, seus olhos não demonstravam hesitação.

— Você está sendo muito direto esta noite — comentou Itachi, sentindo o peso do corpo de Kisame se acomodar sobre o dele, mantendo a maior parte do peso nos cotovelos para não sufocá-lo.

— Fui paciente por sete anos, meu querido Itachi — disse Kisame, aproximando o rosto, o hálito quente roçando os lábios do Uchiha. — Mas ver a vida de Sasuke me deu uma sede que só você pode saciar. Permita-me?

Itachi suspirou, as mãos subindo para os ombros largos do marido.

— Você sabe que nunca neguei nada a você, Kisame.

O beijo que se seguiu foi uma mistura de urgência e adoração. Kisame saboreava a boca de Itachi como se fosse a primeira vez, a língua explorando com uma fome que fazia o corpo de Itachi despertar de seu torpor habitual. A linguagem entre eles sempre fora de respeito mútuo, mas naquela noite, havia uma camada de possessividade que Itachi achou surpreendentemente excitante.

As mãos de Kisame começaram a desatar o laço do yukata de Itachi. Cada centímetro de pele revelada era saudado com beijos devotos. Ele desceu pelo pescoço, onde a pulsação de Itachi batia acelerada, até as clavículas proeminentes.

— Você é tão perfeito — sussurrou Kisame contra a pele dele. — Mesmo com a fraqueza, você é a criatura mais poderosa que já conheci.

— E você é o mais persistente — rebateu Itachi, sua voz falhando levemente quando os dentes de Kisame roçaram seu ombro.

Com movimentos fluidos, Kisame livrou-se de suas próprias vestes. O contraste entre eles era gritante: a pele azulada e os músculos densos de Kisame contra a brancura ebúrnea e a silhueta esguia de Itachi. Era o encontro do oceano profundo com a lua serena.

Kisame posicionou-se entre as pernas de Itachi, suas mãos descendo para as coxas do Uchiha, abrindo-as com firmeza. Ele olhou nos olhos de Itachi, buscando qualquer sinal de desconforto.

— Diga-me se for demais — pediu Kisame, o tom formal voltando momentaneamente. — Minha vontade é grande, mas seu bem-estar é minha prioridade absoluta.

— Prossiga, Kisame — respondeu Itachi, puxando-o para mais perto. — Eu quero sentir você. Tudo de você.

O início foi lento, uma dança de adaptação. Kisame entrou nele com uma lentidão torturante, permitindo que o corpo de Itachi se moldasse à sua presença. Itachi arqueou as costas, os dedos cravando-se nos deltoides de Kisame, um gemido baixo escapando de seus lábios. Não era apenas prazer; era uma conexão espiritual, um selo sendo reforçado.

À medida que o ritmo aumentava, a delicadeza dava lugar a uma paixão mais vigorosa. Kisame não era apenas gentil; ele era constante. Cada estocada era profunda, carregada com a intenção clara de deixar sua marca, de plantar a semente que tanto almejava.

— Itachi... — o nome saiu como uma prece dos lábios de Kisame. — Sinta o quanto eu quero isso. O quanto eu quero você.

— Eu sinto... — respondeu Itachi, a respiração curta, os olhos começando a brilhar com o Sharingan de forma involuntária, capturando cada detalhe da expressão de entrega de seu marido.

O clímax veio como uma onda avassaladora. Kisame entregou-se totalmente, segurando Itachi contra si como se temesse que ele pudesse desaparecer com a bruma da manhã. Quando o silêncio retornou, apenas o som das respirações pesadas ecoava.

Kisame não se afastou. Ele permaneceu abraçado a Itachi, cobrindo-os com o lençol, beijando a testa suada do marido.

— Isso foi apenas o começo — murmurou Kisame ao pé do ouvido de Itachi.

Itachi riu baixinho, uma tosse leve interrompendo o riso.

— Você fala como se fôssemos passar os próximos dias trancados aqui.

— E quem disse que não vamos? — Kisame sorriu, mostrando seus dentes pontiagudos de uma forma que não era ameaçadora, mas sim travessa.

Nos dias que se seguiram, a promessa de Kisame provou-se verdadeira. Ele parecia ter se tornado a sombra de Itachi, mas uma sombra ardente.

Na manhã seguinte, enquanto Itachi tentava preparar um chá na cozinha, sentiu os braços fortes de Kisame envolverem sua cintura por trás.

— Kisame, a água ainda nem ferveu — disse Itachi, sentindo os lábios do marido em sua nuca.

— A água pode esperar. Meu desejo por você, não — respondeu Kisame, virando-o e sentando-o no balcão de madeira clara.

Ali mesmo, entre o aroma das ervas e o calor do fogão, eles se amaram novamente. Kisame era insaciável, mas sempre atento à cor do rosto de Itachi, parando para oferecer-lhe água ou apenas para deixá-lo descansar a cabeça em seu peito quando a respiração se tornava muito errática.

À tarde, no pequeno ateliê onde Itachi costumava pintar, Kisame o interrompeu.

— As cores podem ser capturadas depois, Itachi-san. Agora, quero capturar o seu prazer.

Itachi, embora fingisse exasperação, entregava-se com uma alegria renovada. A persistência de Kisame o fazia se sentir vivo, não apenas como um sobrevivente de uma guerra antiga, mas como um homem desejado, um parceiro amado. A doença parecia recuar diante da vitalidade que Kisame injetava em sua rotina.

— Você está realmente decidido, não está? — perguntou Itachi, certa noite, enquanto descansavam no jardim sob as estrelas, após mais uma rodada de carícias intensas sobre a grama macia.

— Eu nunca estive tão certo de algo — afirmou Kisame, acariciando o ventre de Itachi com uma mão possessiva. — Eu consigo sentir, Itachi. A natureza está a nosso favor. O mar sempre traz vida.

Itachi olhou para as estrelas, sentindo o calor do corpo de Kisame contra o seu. A ideia de ter um filho, algo que ele considerara impossível por tanto tempo, começava a criar raízes em sua mente. Um pequeno ser com os olhos dele e, quem sabe, a força indomável de Kisame.

— Se isso acontecer — disse Itachi suavemente —, ele será o ser mais protegido de todo o mundo shinobi.

— Ele ou ela será o nosso legado de paz — corrigiu Kisame, beijando a palma da mão de Itachi. — Mas até termos certeza, não espere que eu lhe dê descanso.

Itachi sorriu, fechando os olhos e deixando-se levar pelo som das ondas. Ele sabia que Kisame cumpriria a palavra. O ex-espadachim da névoa era agora o guardião de seu futuro, e cada toque, cada momento de intimidade, era um tijolo na construção dessa nova esperança.

A maré continuava a subir e descer, eterna e constante, assim como o desejo de Kisame, que não via limites de tempo ou espaço para demonstrar que, naquele pequeno pedaço de terra à beira-mar, o amor era a única lei que restava. E Itachi, envolto naquele cuidado fervoroso, sentia que, pela primeira vez na vida, a doença não era sua história principal, mas apenas uma nota de rodapé em uma sinfonia de paixão e renovação.
Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic