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Agatha e Gustavo

Fandom: Cinquenta tons de cinza

Criado: 06/07/2026

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Sombras de Desejo e a Faísca do Ciúme

A cobertura de Gustavo em Seattle parecia pulsar sob a luz suave do entardecer. O vidro do chão ao teto refletia o horizonte alaranjado, mas dentro do apartamento, o clima era de uma tensão vibrante, carregada de risadas e olhares que prometiam muito mais do que apenas uma conversa casual. Agatha estava sentada no sofá de couro italiano, segurando uma taça de vinho com uma elegância que contrastava com seu jeito naturalmente explosivo e engraçado.

— Eu estou falando sério, Gu! — Agatha exclamou, soltando uma gargalhada alta que ecoou pelo ambiente. — Se você tentar me convencer de que aquele seu novo instrutor de krav magá é hétero, eu vou começar a chorar aqui mesmo de tanto rir da sua ingenuidade.

Gustavo, que estava encostado no balcão da cozinha americana, abriu um sorriso torto, aquele que sempre fazia o coração de Agatha dar um salto mortal. Ele era a personificação da perfeição masculina: o cabelo levemente bagunçado, os olhos brilhando com uma loucura saudável e uma postura que exalava confiança.

— Deixa de ser doida, Agatha! — Gustavo rebateu, caminhando em direção a ela com passos lentos e predatórios. — O cara é um monge. Ele só pensa em chutar sacos e quebrar braços.

— E no seu abdômen, provavelmente — Agatha retrucou, mordendo o lábio inferior de um jeito que ela sabia que o enlouqueceria. — Porque, convenhamos, até eu perco o foco quando você tira a camisa.

Gustavo sentou-se ao lado dela, passando o braço pelos seus ombros e puxando-a para perto. O cheiro de sândalo e pele limpa dele a envolveu instantaneamente.

— Você é uma safada, sabia? — Ele sussurrou no ouvido dela, a voz descendo uma oitava, tornando-se rouca e perigosa.

— Sou a sua safada — ela respondeu, os olhos já umedecendo levemente, uma reação típica de sua personalidade intensa. — E se você continuar me olhando assim, eu vou desabar em lágrimas de felicidade antes de te arrastar para aquele quarto.

O momento de intimidade, porém, foi interrompido pelo som da campainha. Gustavo soltou um suspiro frustrado, enquanto Agatha revirava os olhos.

— Deve ser a Luiza — Agatha disse, ajeitando o vestido de seda vermelha que subia perigosamente pelas suas coxas. — Ela disse que passaria para pegar aquele livro sobre contratos de investimento que você me emprestou.

Gustavo levantou-se, resmungando algo sobre "timing terrível", e abriu a porta. Luiza entrou como um furacão de elegância fria. Ela era amiga de Agatha há anos, mas havia uma sombra em seus olhos toda vez que via o casal junto. Um ciúme latente que Agatha, em sua doçura caótica, muitas vezes preferia ignorar.

— Oi, casal — Luiza disse, a voz tingida de um sarcasmo leve. — Espero não estar interrompendo nada... importante.

— Imagina, Lu! — Agatha levantou-se e foi abraçar a amiga. — O Gustavo estava apenas tentando me convencer de que é um homem sério.

— E nós sabemos que ele é tudo menos isso, não é? — Luiza comentou, os olhos fixos em Gustavo de uma maneira que fez o clima esfriar por um segundo. — Um homem com tantos... recursos... raramente é apenas "sério".

— O livro está ali na mesa, Luiza — Gustavo interrompeu, seu tom de voz voltando a ser o de um anfitrião educado, mas distante. — Agatha e eu temos planos para o resto da noite.

Luiza caminhou até a mesa, mas não pegou o livro imediatamente. Ela parou perto de Agatha, ajeitando uma mecha do cabelo da amiga com um zelo excessivo.

— Você está tão bonita, Agatha. Esse vestido é novo? — Luiza perguntou, mas seu olhar escaneava o corpo da amiga com uma mistura de admiração e posse. — Às vezes acho que você não sabe o perigo que corre andando por aí assim.

— Perigo? — Agatha riu, embora um pouco desconfortável. — O único perigo aqui é o Gustavo me fazer chorar de rir com as piadas ruins dele.

— Ou de outra coisa — Luiza murmurou, quase inaudível, antes de pegar o livro. — Bom, não quero atrapalhar. Aproveitem a... noite.

Assim que a porta se fechou atrás de Luiza, o silêncio caiu sobre a sala. Agatha olhou para Gustavo, que ainda tinha uma expressão intrigada no rosto.

— Ela é estranha às vezes, não acha? — Agatha perguntou, aproximando-se dele e enlaçando seus braços no pescoço do namorado.

— Ela tem ciúmes de você, Agatha — Gustavo disse, a voz séria agora. — Ela olha para você como se quisesse te guardar em uma caixa. E olha para mim como se eu fosse o ladrão que roubou o tesouro dela.

— Bobagem — Agatha fungou, seus olhos se enchendo de lágrimas novamente. — Ela é só protetora. E você é tão lindo que ela deve ter medo de você me magoar.

Gustavo soltou uma risada curta e a puxou pela cintura, colando seus corpos.

— Eu nunca te magoaria, sua chorona linda. Mas eu pretendo fazer você perder a voz hoje à noite.

Ele a beijou com uma intensidade que cortou qualquer protesto ou lágrima. Era um beijo que carregava a possessividade de um Grey, mas com a ternura e a brincadeira que só Gustavo possuía. As mãos dele desceram pelas costas dela, encontrando o zíper do vestido de seda.

— Gustavo... — ela arfou entre os beijos. — A sala?

— O quarto é muito longe — ele murmurou, a voz vibrando contra a pele do pescoço dela. — E eu quero ver o reflexo da lua na sua pele enquanto eu te mostro exatamente o quanto eu sou "doido" por você.

Ele a pegou no colo com uma facilidade impressionante, levando-a para o tapete felpudo diante da lareira apagada, onde a luz da cidade criava sombras sinuosas. Agatha ria e chorava ao mesmo tempo, uma confusão de emoções que só Gustavo conseguia despertar.

— Você é ridículo — ela disse, enquanto ele a deitava com cuidado.

— E você é minha — ele respondeu, os olhos brilhando com um desejo cru.

O vestido de Agatha deslizou pelo seu corpo como água, revelando a lingerie de renda preta que ela havia escolhido a dedo para aquela noite. Gustavo parou por um segundo, apenas admirando-a.

— Você quer me matar, não quer? — ele perguntou, a voz falhando.

— Quero que você viva intensamente cada segundo dentro de mim — ela respondeu, puxando-o para baixo, eliminando qualquer espaço que ainda restasse.

O que se seguiu foi uma dança de descobertas e entregas. Gustavo era brincalhão, provocando-a com toques leves e beijos rápidos onde ela mais desejava pressão, fazendo-a implorar entre risos nervosos e gemidos contidos.

— Por favor, Gu... para de brincar — ela pediu, as unhas cravando-se nos ombros largos dele.

— Quem disse que estou brincando? — Ele sorriu, mas seus olhos mostravam que a brincadeira havia terminado.

Quando ele finalmente se uniu a ela, o mundo lá fora, as intrigas de Luiza e as luzes de Seattle desapareceram. Havia apenas o ritmo frenético de seus corações e a conexão profunda que os unia. Agatha chorou, desta vez de puro prazer, enquanto Gustavo sussurrava palavras doces e ousadas em seu ouvido, guiando-os para o ápice.

Horas depois, envoltos em um lençol de seda no quarto principal, Agatha descansava a cabeça no peito de Gustavo.

— Sabe — ela começou, a voz sonolenta —, a Luiza realmente precisa de um namorado. Ou de um hobby.

Gustavo beijou o topo da cabeça dela, abraçando-a com força.

— Ela só precisa entender que você já tem dono. E que esse dono é completamente louco por você.

Agatha sorriu, fechando os olhos, sentindo-se segura e amada no meio daquela tempestade de emoções que era a vida deles. O ciúme de Luiza era apenas um ruído distante diante da sinfonia que ela e Gustavo compunham juntos, entre risos, lágrimas e o calor insaciável de seus corpos.
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