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Garoto do flamengo

Fandom: Jogador erick pulgar

Criado: 06/07/2026

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RomanceDramaAçãoCiúmesLinguagem ExplícitaCenário CanônicoRomance
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O Tempero do Chile e a Marra da Camisa 10

O sol do Rio de Janeiro parecia dar as boas-vindas a Ana Clara de uma forma que só a Cidade Maravilhosa sabia fazer. Após cinco anos respirando o ar gelado da Europa e brilhando nos campos da Espanha, ela estava de volta. Mas não era apenas uma visita; ela estava em casa, no Ninho do Urubu, observando o treino do Flamengo sob o comando de seu pai.

Ana Clara não era apenas a "filha do treinador". Ela era um fenômeno. Com a bola nos pés, ela fazia o que muitos marmanjos ali penavam para executar. Sentada no banco de reservas, ela ajustava suas chuteiras enquanto Kamili, sua melhor amiga de infância, não parava de falar um segundo sequer.

— Amiga, foca no horizonte — Kamili sussurrou, dando uma cotovelada em Ana. — Eu sei que você joga muito, mas olha aquele chileno. O Pulgar não é um jogador, é um monumento esculpido em tatuagens.

Ana Clara levantou o olhar e o viu. Erick Pulgar estava sem camisa, bebendo água à beira do campo. O suor escorria pelo peito desenhado, destacando as inúmeras tatuagens que subiam pelo pescoço. Ele tinha aquele olhar de quem sabia exatamente o poder que exercia.

— Ele é um abusado, isso sim — Ana respondeu, tentando disfarçar o frio na barriga. — Meu pai diz que ele tem uma visão de jogo incrível, mas fora de campo parece ser um problema.

— Um problema que eu adoraria resolver — Kamili riu, maliciosa. — Mas meu foco hoje está em outro lugar... ou melhor, em outro colombiano.

Ana arqueou a sobrancelha. Ela sabia que Kamili escondia algo, mas antes que pudesse questionar, seu pai a chamou para o centro do gramado.

— Pessoal, atenção aqui! — gritou o treinador. — Essa é a Ana Clara. Ela vai treinar com a gente hoje para manter o ritmo antes de se apresentar ao novo clube. Não peguem leve só porque ela é mulher.

Erick Pulgar deu um passo à frente, um sorriso de canto de boca brincando em seus lábios.

— Não pegaremos leve, "profe" — disse Erick, sua voz rouca e o sotaque chileno carregado de malícia. — Mas será que ela aguenta o tranco do futebol brasileiro?

Ana Clara caminhou até ele, parando a centímetros de distância. Ela era alta, atlética e não se deixava intimidar.

— Eu jogo na Europa faz cinco anos, Pulgar — ela disse, sustentando o olhar. — O tranco aqui é fichinha perto do que eu já aguentei lá. Quer apostar?

— Gosto de apostas — Erick murmurou, os olhos descendo vagarosamente pelo corpo de Ana antes de voltarem para o rosto dela.

O treino começou e Ana Clara não decepcionou. Ela driblava com uma facilidade irritante, deixando defensores no chão. Em um lance específico, ela deu um lençol em Carrascal e finalizou no ângulo, deixando o goleiro sem reação.

— Caramba, Ana! — gritou Carrascal, rindo e limpando o suor. — Você voltou pior do que foi!

Erick, que observava tudo de perto, sentiu uma pontada de algo que ele não costumava sentir: admiração misturada com um desejo avassalador. Ele se aproximou dela quando o treino terminou.

— Você joga melhor que metade desses caras aqui — admitiu ele, entregando uma garrafa de água para ela.

— Eu sei — Ana respondeu, bebendo a água e sentindo o olhar dele queimando em sua pele. — E você? Só sabe olhar ou sabe marcar também?

— Eu sei fazer muitas coisas, Ana Clara — ele deu um passo para dentro do espaço pessoal dela, o cheiro de suor e perfume caro inundando os sentidos da moça. — Coisas que você ainda não viu.

A tensão entre os dois foi interrompida por uma voz estridente que ecoou pelas arquibancadas.

— Erick, meu amor! Você demorou!

Era Bárbara. Uma modelo que vivia atrás de Pulgar e fazia questão de marcar território. Ela desceu os degraus rebolando, Ignorando completamente a presença de Ana.

— Oi, Bárbara — Erick disse, o tom de voz mudando para algo mais entediado.

— Quem é essa aí? — Bárbara perguntou, medindo Ana de cima a baixo com desdém. — Alguma fã que conseguiu entrar no treino?

Ana Clara deu um sorriso cínico. Ela não era de levar desaforo para casa.

— Sou a filha do treinador e a jogadora que acabou de humilhar o seu "amor" no campo — Ana disse, aproximando-se de Bárbara. — E você? É a moça que traz as toalhas ou só veio gastar o batom?

Bárbara ficou vermelha de raiva, mas Erick não conseguiu conter uma risada curta.

— Ela é brava, Bárbara — Erick comentou, divertindo-se com a situação. — Melhor não mexer com quem sabe chutar forte.

Ana piscou para Bárbara e saiu de campo, sentindo o olhar de Erick cravado em suas costas.

Mais tarde naquela noite, Ana e Kamili decidiram sair para jantar. O restaurante era reservado, frequentado por jogadores e celebridades. Enquanto esperavam a mesa, Ana decidiu ir ao toalete, mas acabou errando o corredor e indo parar perto da área de serviço, onde a iluminação era baixa.

Foi quando ela ouviu sussurros e risadinhas abafadas. Ao olhar para o lado, viu dois vultos em um canto escuro.

— Você vai me matar de saudade assim, sabia? — A voz era de Carrascal.

— Shhh, alguém pode ver! — Kamili riu, entre beijos ávidos.

Ana arregalou os olhos. Sua melhor amiga e o companheiro de equipe de Erick? Antes que pudesse processar, uma mão grande e tatuada cobriu sua boca, puxando-a para trás de uma pilastra.

Ana reagiu por instinto, tentando dar uma cotovelada, mas o agressor era mais forte e a prendeu contra a parede.

— Calma, fofoqueira — sussurrou a voz de Erick Pulgar no ouvido dela.

Ana relaxou os músculos, sentindo o calor do corpo dele. Ele soltou a mão de sua boca, mas não se afastou.

— Você sabia? — Ana sussurrou, apontando discretamente para o casal ali perto.

— Que o Carrascal está louco pela sua amiga? — Erick deu um sorriso de lado, os rostos deles agora perigosamente próximos. — Todo mundo no vestiário desconfia. Mas eles acham que são espiões profissionais.

— Eu não acredito que a Kamili não me contou — Ana bufou, mas logo sentiu a mão de Erick subir pela sua cintura, por baixo da blusa de seda que ela usava.

— Esquece eles — Erick disse, sua voz descendo uma oitava. — Eu passei o dia inteiro pensando em como aquela sua marra ficaria entre quatro paredes.

— Pulgar, você é um safado — Ana murmurou, embora suas mãos tivessem encontrado o caminho para o pescoço dele, os dedos brincando com as tatuagens.

— Sou — admitiu ele, pressionando o corpo contra o dela. — Mas sou o safado que você está querendo desde que me viu sem camisa no campo. Não nega.

Ana não negou. Ela puxou o rosto dele para o seu e o beijou. Foi um beijo urgente, faminto, carregado da tensão que vinha se acumulando desde o primeiro olhar. A língua de Erick explorava a boca dela com uma possessividade que a deixava sem fôlego.

— Vamos sair daqui — Erick disse entre os beijos, a respiração ofegante. — O meu carro está logo ali fora.

— E a Kamili? E o meu jantar? — Ana tentou manter um pingo de racionalidade.

— Eles estão ocupados demais — Erick apontou para o casal que agora parecia estar em um nível muito mais avançado de carícias. — E eu prometo te dar um jantar muito melhor... depois.

Eles saíram sorrateiramente, deixando o segredo de Kamili e Carrascal para trás, enquanto criavam o seu próprio.

Dentro do carro de Erick, o clima era elétrico. Ele dirigia com uma mão no volante e a outra firmemente apertada na coxa de Ana.

— Você é diferente das outras — Erick comentou, quebrando o silêncio. — Não fica me olhando como se eu fosse um troféu.

— Porque eu não preciso de troféus, Erick. Eu ganho os meus no campo — Ana respondeu, olhando para ele. — Se você quer ficar comigo, tem que saber que eu não sou sombra de ninguém.

— É por isso que eu te quero — ele disse, parando o carro em frente à sua cobertura na Barra da Tijuca. — Porque você é a única que parece conseguir me marcar de verdade.

Ao entrarem no apartamento, a porta mal se fechou antes que as roupas começassem a ser descartadas. Erick a pegou no colo, as pernas de Ana entrelaçando-se na cintura dele. Ele a levou para o quarto, onde a luz da lua entrava pela janela, iluminando as tatuagens dele que pareciam ganhar vida sob a pele suada.

O encontro foi intenso, uma mistura de competitividade e desejo puro. Ana era tão dominante na cama quanto era com a bola nos pés, o que levava Erick à loucura.

No entanto, nem tudo seria flores. Na manhã seguinte, enquanto Ana se vestia, o celular de Erick tocou insistentemente. Era uma mensagem de Bárbara, que aparecia na tela bloqueada: *"A noite de ontem foi incrível, mal posso esperar para repetir"*.

Ana sentiu o sangue ferver. Ela olhou para Erick, que ainda dormia profundamente.

— Safado... — ela sussurrou para si mesma.

Ela pegou o batom vermelho da sua bolsa e escreveu no espelho do banheiro de Erick, em letras garrafais: *"Treine mais a sua defesa, Pulgar. Você deixou a área aberta demais."*

Quando Erick acordou e viu a mensagem, ele sorriu. Ele sabia que tinha encontrado alguém à sua altura, mas também sabia que teria muito trabalho para reconquistar a confiança daquela brasileira marrenta.

Mais tarde, no treino, o clima estava pesado. Bárbara apareceu novamente, desta vez tentando abraçar Erick na frente de todos. Ana Clara passou por eles correndo, ignorando completamente a cena.

— Erick, querido, por que você não me respondeu? — Bárbara perguntou, fazendo bico.

Erick a afastou gentilmente, mas seus olhos estavam em Ana.

— Bárbara, agora não. Eu tenho um jogo difícil para ganhar — ele disse, referindo-se não ao futebol, mas à mulher que agora chutava bolas com uma força descomunal contra a rede.

Kamili se aproximou de Ana, percebendo o clima.

— Amiga, o que aconteceu? O chileno pisou na bola?

— Ele tentou jogar em dois times ao mesmo tempo, Kamili — Ana disse, limpando o suor da testa. — E você? Quando ia me contar sobre o Carrascal?

Kamili empalideceu.

— Como você...?

— Eu vi vocês no restaurante. E o Pulgar também viu.

— Ai meu Deus! — Kamili escondeu o rosto nas mãos. — Ana, é sério, a gente está tentando ser discreto. O Carrascal tem medo da repercussão.

— O medo dele não justifica a sua mentira para mim — Ana disse, suavizando o tom. — Mas o meu problema agora é outro. O Pulgar acha que eu sou apenas mais uma na lista dele.

— E você vai deixar por isso mesmo? — Kamili perguntou, recuperando a postura brincalhona.

Ana Clara olhou para o centro do campo, onde Erick Pulgar a observava com um olhar de súplica e desejo.

— Não — Ana sorriu, um sorriso predatório. — Eu vou mostrar para ele que, nesse jogo, quem dita as regras sou eu.

Ela caminhou até o círculo central, pediu a bola e chamou Erick com o dedo.

— Pulgar! — ela gritou. — Um contra um. Se eu ganhar, você apaga o número da Bárbara na minha frente e admite que é um galinha.

Os outros jogadores pararam para olhar, formando uma roda. O treinador, pai de Ana, apenas observava de longe, cruzando os braços com um sorriso de quem conhecia a filha que tinha.

— E se eu ganhar? — Erick perguntou, aceitando o desafio e se posicionando.

— Se você ganhar... — Ana se aproximou e sussurrou apenas para ele ouvir — ...eu deixo você me levar para jantar de verdade. Sem mensagens de ex no meio do caminho.

Erick riu, sentindo a adrenalina subir.

— Prepare-se para perder, "mi amor".

O que se seguiu foi uma exibição de habilidade pura. Ana Clara era rápida, mas Erick tinha a força física. Eles se debateram, se empurraram levemente, a tensão sexual sendo canalizada para cada drible. No fim, com um movimento de corpo que deixou Erick desequilibrado, Ana passou a bola por entre as pernas dele e marcou no golzinho improvisado.

— Caneta e gol! — gritou Carrascal, rindo alto. — Perdeu, chileno!

Erick ficou parado, ofegante, olhando para Ana. Ela estendeu a mão para ele.

— O celular, Pulgar — ela disse, vitoriosa.

Erick tirou o aparelho do bolso do calção, desbloqueou e, diante de todos, deletou o contato de Bárbara.

— Satisfeita? — ele perguntou, puxando-a pela cintura, sem se importar com quem estava olhando.

— Por enquanto — Ana respondeu, colando seu corpo ao dele. — Mas o jogo só está começando.

Eles sabiam que haveria desentendimentos, ciúmes e muita marra pelo caminho, mas ali, no centro do gramado do Flamengo, o chileno tatuado e a brasileira craque sabiam que tinham encontrado o seu par perfeito. E para Pulgar, perder aquela aposta tinha sido a sua maior vitória.
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