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Fogo com maresia
Fandom: A lagoa azul
Criado: 07/07/2026
Tags
RomanceFatias de VidaSongficHistória DomésticaRealismoLirismoLinguagem ExplícitaDor/ConfortoFofuraEstudo de PersonagemRomance
Onde o Mar Encontra o Desejo
O sol estava se pondo, pintando o céu com pinceladas de laranja, violeta e um rosa tão intenso que parecia surreal. O chalé de madeira, rústico e isolado, erguia-se diante de uma extensão de areia branca e águas cristalinas que pareciam intocadas pelo tempo. Ali, longe de qualquer supervisão ou das regras da cidade, o tempo parecia ditar seu próprio ritmo, seguindo apenas o movimento das marés.
Samili estava parada na varanda, sentindo a brisa úmida do oceano bagunçar seus longos cachos pretos. Ela vestia apenas um vestido de linho leve, quase transparente sob a luz do crepúsculo, que se moldava às suas curvas de forma natural. Ela não percebia, mas cada movimento seu, desde o jeito que prendia o cabelo até o sorriso distraído enquanto olhava o horizonte, exalava uma sensualidade instintiva que deixava o ar ao redor mais denso.
— É a música mais bonita que eu já ouvi — sussurrou ela para si mesma, referindo-se ao som das ondas quebrando nas rochas.
— Eu sabia que você estaria aqui fora ouvindo o mar — disse uma voz profunda atrás dela.
Samili se virou e encontrou William encostado no batente da porta. Ele estava sem camisa, usando apenas uma bermuda de sarja. A pele clara de seu peito largo contrastava com os cabelos negros e desalinhados. Ele a observava com uma intensidade que a fazia sentir um frio na barriga, uma mistura de nervosismo e um desejo que ela tentava esconder há meses.
— É impossível ignorar, Will — respondeu ela, sorrindo de forma doce. — Parece que a ilha está cantando para a gente.
William se aproximou, parando ao lado dela no parapeito. O cheiro de sal e o perfume natural de Samili o atingiram como um soco. Ele queria tocá-la, passar os dedos por aqueles cachos escuros que pareciam tão macios, mas o medo de estragar a amizade sempre falava mais alto.
— O Henrique e a Nicolly já sumiram — comentou William, tentando aliviar a tensão. — Acho que eles levaram o vinho para a parte de trás do chalé, perto da fogueira.
— Aqueles dois não perdem tempo — Samili riu, um som cristalino que fez o coração de William errar uma batida. — Eles se amam de um jeito muito intenso, não é? Dá para ver nos olhos deles.
William desviou o olhar para o mar, o perfil sério e focado.
— É. É bom quando você não precisa mais esconder o que sente. Deve ser um alívio.
Samili sentiu o peso daquelas palavras. Ela queria perguntar se ele estava escondendo algo, mas o momento foi interrompido por uma risada alta vinda do interior da casa.
Henrique e Nicolly surgiram na sala, abraçados. Nicolly, com sua pele negra retinta brilhando sob a luz dos candeeiros e um biquíni que valorizava cada curva de seu corpo curvilíneo, parecia uma deusa da ilha. Henrique, loiro e de olhos claros, mantinha as mãos possessivas na cintura da namorada, beijando o pescoço dela sem a menor cerimônia.
— Ei, casal de filósofos! — exclamou Henrique, brincalhão. — A noite está só começando. Vamos descer para a areia? A água está morna e a lua vai estar cheia.
— Eu vou pegar as toalhas — disse Nicolly, dando um tapinha carinhoso no rosto de Henrique. — Sam, você traz a caixa de som? Sei que você montou uma playlist especial para essa viagem.
— Claro, Nic — Samili respondeu, sentindo o clima de descontração voltar.
Poucos minutos depois, o quarteto estava na areia, a poucos metros de onde a espuma branca do mar morria na costa. Henrique e Nicolly não demoraram a se isolar um pouco mais adiante, onde as sombras das palmeiras eram mais densas. O riso baixo deles e o som de beijos molhados logo se tornaram parte do ambiente, deixando Samili e William sozinhos sob o luar.
Samili ligou a música. Era algo suave, uma mistura de violão e batidas tribais que parecia pulsar junto com o coração da ilha. Ela começou a se mover levemente, um balanço de quadris hipnótico que ela fazia sem notar.
— Você dança como se fizesse parte do vento — observou William, sua voz agora mais rouca.
— Eu sinto a música, Will. É como se ela movesse meu corpo por mim. — Ela estendeu a mão para ele. — Vem. Dança comigo.
William hesitou por um segundo, mas a beleza de Samili sob a luz da lua era irresistível. Ele segurou a mão dela, sentindo a pele parda e quente contra a sua. Ele a puxou para perto, e pela primeira vez naquela noite, não havia espaço entre eles.
— Você está muito bonita, Sam — sussurrou ele, aproximando o rosto do dela. — Mais do que o normal. E olha que isso é difícil.
— Você também não está nada mal — ela brincou, embora sua respiração estivesse falhando. — Achei que você fosse o tipo que preferia ficar só observando.
— Algumas coisas são bonitas demais para serem apenas observadas — disse ele, a mão descendo lentamente pelas costas dela, parando na curva da cintura. — Eu cansei de observar, Sam.
O clima mudou instantaneamente. A doçura deu lugar a uma eletricidade palpável. Samili sentiu o calor que emanava do corpo forte de William. Ela ergueu o rosto, os olhos fixos nos dele, e viu ali uma fome que espelhava a sua.
— O que você quer dizer com isso? — perguntou ela, a voz mal saindo.
William não respondeu com palavras. Ele inclinou a cabeça e selou seus lábios nos dela. O beijo começou lento, um toque de descoberta, mas rapidamente se transformou em algo profundo e urgente. As mãos de Samili subiram para o pescoço de William, os dedos se perdendo nos cabelos negros dele, enquanto ele a apertava contra si, querendo fundir seus corpos.
Enquanto isso, a alguns metros dali, o clima entre Henrique e Nicolly já havia ultrapassado o limite do romance leve. Henrique tinha Nicolly prensada contra o tronco de uma palmeira caída.
— Você é tão linda, sabia? — murmurou Henrique, a voz abafada contra o colo de Nicolly.
— Menos conversa, Henrique... — Nicolly arqueou as costas, sentindo as mãos dele explorarem seu corpo com uma intimidade que só o tempo de namoro permitia. — O mar está ouvindo a gente.
— Deixe que ouça — disse ele, sorrindo de forma travessa antes de retomar os beijos intensos.
De volta ao ponto onde a música tocava, Samili e William se afastaram apenas o suficiente para recuperarem o fôlego, as testas encostadas.
— Eu queria fazer isso desde o primeiro dia em que vi você naquela sala de aula — confessou William, a voz carregada de emoção. — Mas tive medo de que você me visse apenas como o "Will, o amigo".
— Eu nunca te vi só como um amigo, seu bobo — Samili riu, mas havia lágrimas de felicidade em seus olhos. — Eu só estava esperando você perceber que a música já estava tocando.
Ela se afastou um pouco, pegando a mão dele e puxando-o em direção à água.
— Vamos nadar — sugeriu ela, os olhos brilhando com uma nova confiança.
— Agora? — William sorriu, surpreso.
— A lagoa é nossa, Will. O mundo lá fora não existe aqui.
Ela correu para a água, retirando o vestido leve pelo caminho e deixando-o cair na areia. Sob a luz da lua, sua pele parda brilhava como seda. William não hesitou; ele a seguiu, mergulhando nas águas mornas e calmas da enseada.
Eles emergiram próximos um do outro, a água batendo na altura do peito. O silêncio da noite era quebrado apenas pelo som da playlist de Samili, que agora tocava algo mais intenso, mais visceral.
— Aqui é perfeito — disse Samili, deixando o corpo boiar, os cabelos espalhados como uma coroa negra ao redor do rosto.
William se aproximou nadando, cercando-a com os braços.
— Tudo é perfeito quando estou com você.
Ele a puxou para outro beijo, desta vez mais selvagem, temperado pelo gosto do sal. Suas mãos exploravam a pele molhada e escorregadia um do outro, uma dança de sensações que o chalé e a praia isolada protegiam.
Ali, sob o manto de estrelas e o som constante do oceano, os segredos haviam acabado. A inocência da amizade estava se transformando em algo muito mais potente, uma chama que prometia queimar durante toda a estadia naquele paraíso particular.
— Promete que não vamos mudar quando voltarmos? — pediu Samili, entre um beijo e outro.
— Não tem como voltar para quem éramos antes, Sam — William respondeu, olhando-a com uma devoção absoluta. — Porque agora eu sei qual é o gosto do seu beijo. E eu não pretendo passar mais nenhum dia sem ele.
A noite estava apenas começando, e a lagoa azul guardaria as memórias de quatro jovens que descobriram que, às vezes, o paraíso não é um lugar, mas a pessoa que está ao seu lado. O ritmo da música aumentou, as ondas continuaram seu eterno retorno à areia, e o desejo, antes escondido, agora governava a ilha sob a bênção da lua cheia.
Samili estava parada na varanda, sentindo a brisa úmida do oceano bagunçar seus longos cachos pretos. Ela vestia apenas um vestido de linho leve, quase transparente sob a luz do crepúsculo, que se moldava às suas curvas de forma natural. Ela não percebia, mas cada movimento seu, desde o jeito que prendia o cabelo até o sorriso distraído enquanto olhava o horizonte, exalava uma sensualidade instintiva que deixava o ar ao redor mais denso.
— É a música mais bonita que eu já ouvi — sussurrou ela para si mesma, referindo-se ao som das ondas quebrando nas rochas.
— Eu sabia que você estaria aqui fora ouvindo o mar — disse uma voz profunda atrás dela.
Samili se virou e encontrou William encostado no batente da porta. Ele estava sem camisa, usando apenas uma bermuda de sarja. A pele clara de seu peito largo contrastava com os cabelos negros e desalinhados. Ele a observava com uma intensidade que a fazia sentir um frio na barriga, uma mistura de nervosismo e um desejo que ela tentava esconder há meses.
— É impossível ignorar, Will — respondeu ela, sorrindo de forma doce. — Parece que a ilha está cantando para a gente.
William se aproximou, parando ao lado dela no parapeito. O cheiro de sal e o perfume natural de Samili o atingiram como um soco. Ele queria tocá-la, passar os dedos por aqueles cachos escuros que pareciam tão macios, mas o medo de estragar a amizade sempre falava mais alto.
— O Henrique e a Nicolly já sumiram — comentou William, tentando aliviar a tensão. — Acho que eles levaram o vinho para a parte de trás do chalé, perto da fogueira.
— Aqueles dois não perdem tempo — Samili riu, um som cristalino que fez o coração de William errar uma batida. — Eles se amam de um jeito muito intenso, não é? Dá para ver nos olhos deles.
William desviou o olhar para o mar, o perfil sério e focado.
— É. É bom quando você não precisa mais esconder o que sente. Deve ser um alívio.
Samili sentiu o peso daquelas palavras. Ela queria perguntar se ele estava escondendo algo, mas o momento foi interrompido por uma risada alta vinda do interior da casa.
Henrique e Nicolly surgiram na sala, abraçados. Nicolly, com sua pele negra retinta brilhando sob a luz dos candeeiros e um biquíni que valorizava cada curva de seu corpo curvilíneo, parecia uma deusa da ilha. Henrique, loiro e de olhos claros, mantinha as mãos possessivas na cintura da namorada, beijando o pescoço dela sem a menor cerimônia.
— Ei, casal de filósofos! — exclamou Henrique, brincalhão. — A noite está só começando. Vamos descer para a areia? A água está morna e a lua vai estar cheia.
— Eu vou pegar as toalhas — disse Nicolly, dando um tapinha carinhoso no rosto de Henrique. — Sam, você traz a caixa de som? Sei que você montou uma playlist especial para essa viagem.
— Claro, Nic — Samili respondeu, sentindo o clima de descontração voltar.
Poucos minutos depois, o quarteto estava na areia, a poucos metros de onde a espuma branca do mar morria na costa. Henrique e Nicolly não demoraram a se isolar um pouco mais adiante, onde as sombras das palmeiras eram mais densas. O riso baixo deles e o som de beijos molhados logo se tornaram parte do ambiente, deixando Samili e William sozinhos sob o luar.
Samili ligou a música. Era algo suave, uma mistura de violão e batidas tribais que parecia pulsar junto com o coração da ilha. Ela começou a se mover levemente, um balanço de quadris hipnótico que ela fazia sem notar.
— Você dança como se fizesse parte do vento — observou William, sua voz agora mais rouca.
— Eu sinto a música, Will. É como se ela movesse meu corpo por mim. — Ela estendeu a mão para ele. — Vem. Dança comigo.
William hesitou por um segundo, mas a beleza de Samili sob a luz da lua era irresistível. Ele segurou a mão dela, sentindo a pele parda e quente contra a sua. Ele a puxou para perto, e pela primeira vez naquela noite, não havia espaço entre eles.
— Você está muito bonita, Sam — sussurrou ele, aproximando o rosto do dela. — Mais do que o normal. E olha que isso é difícil.
— Você também não está nada mal — ela brincou, embora sua respiração estivesse falhando. — Achei que você fosse o tipo que preferia ficar só observando.
— Algumas coisas são bonitas demais para serem apenas observadas — disse ele, a mão descendo lentamente pelas costas dela, parando na curva da cintura. — Eu cansei de observar, Sam.
O clima mudou instantaneamente. A doçura deu lugar a uma eletricidade palpável. Samili sentiu o calor que emanava do corpo forte de William. Ela ergueu o rosto, os olhos fixos nos dele, e viu ali uma fome que espelhava a sua.
— O que você quer dizer com isso? — perguntou ela, a voz mal saindo.
William não respondeu com palavras. Ele inclinou a cabeça e selou seus lábios nos dela. O beijo começou lento, um toque de descoberta, mas rapidamente se transformou em algo profundo e urgente. As mãos de Samili subiram para o pescoço de William, os dedos se perdendo nos cabelos negros dele, enquanto ele a apertava contra si, querendo fundir seus corpos.
Enquanto isso, a alguns metros dali, o clima entre Henrique e Nicolly já havia ultrapassado o limite do romance leve. Henrique tinha Nicolly prensada contra o tronco de uma palmeira caída.
— Você é tão linda, sabia? — murmurou Henrique, a voz abafada contra o colo de Nicolly.
— Menos conversa, Henrique... — Nicolly arqueou as costas, sentindo as mãos dele explorarem seu corpo com uma intimidade que só o tempo de namoro permitia. — O mar está ouvindo a gente.
— Deixe que ouça — disse ele, sorrindo de forma travessa antes de retomar os beijos intensos.
De volta ao ponto onde a música tocava, Samili e William se afastaram apenas o suficiente para recuperarem o fôlego, as testas encostadas.
— Eu queria fazer isso desde o primeiro dia em que vi você naquela sala de aula — confessou William, a voz carregada de emoção. — Mas tive medo de que você me visse apenas como o "Will, o amigo".
— Eu nunca te vi só como um amigo, seu bobo — Samili riu, mas havia lágrimas de felicidade em seus olhos. — Eu só estava esperando você perceber que a música já estava tocando.
Ela se afastou um pouco, pegando a mão dele e puxando-o em direção à água.
— Vamos nadar — sugeriu ela, os olhos brilhando com uma nova confiança.
— Agora? — William sorriu, surpreso.
— A lagoa é nossa, Will. O mundo lá fora não existe aqui.
Ela correu para a água, retirando o vestido leve pelo caminho e deixando-o cair na areia. Sob a luz da lua, sua pele parda brilhava como seda. William não hesitou; ele a seguiu, mergulhando nas águas mornas e calmas da enseada.
Eles emergiram próximos um do outro, a água batendo na altura do peito. O silêncio da noite era quebrado apenas pelo som da playlist de Samili, que agora tocava algo mais intenso, mais visceral.
— Aqui é perfeito — disse Samili, deixando o corpo boiar, os cabelos espalhados como uma coroa negra ao redor do rosto.
William se aproximou nadando, cercando-a com os braços.
— Tudo é perfeito quando estou com você.
Ele a puxou para outro beijo, desta vez mais selvagem, temperado pelo gosto do sal. Suas mãos exploravam a pele molhada e escorregadia um do outro, uma dança de sensações que o chalé e a praia isolada protegiam.
Ali, sob o manto de estrelas e o som constante do oceano, os segredos haviam acabado. A inocência da amizade estava se transformando em algo muito mais potente, uma chama que prometia queimar durante toda a estadia naquele paraíso particular.
— Promete que não vamos mudar quando voltarmos? — pediu Samili, entre um beijo e outro.
— Não tem como voltar para quem éramos antes, Sam — William respondeu, olhando-a com uma devoção absoluta. — Porque agora eu sei qual é o gosto do seu beijo. E eu não pretendo passar mais nenhum dia sem ele.
A noite estava apenas começando, e a lagoa azul guardaria as memórias de quatro jovens que descobriram que, às vezes, o paraíso não é um lugar, mas a pessoa que está ao seu lado. O ritmo da música aumentou, as ondas continuaram seu eterno retorno à areia, e o desejo, antes escondido, agora governava a ilha sob a bênção da lua cheia.
