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Intenções.

Fandom: Alien stage mais vou querer em au escolar .

Criado: 07/07/2026

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Pétalas Cor-de-Rosa e Segredos Guardados

A luz do entardecer filtrava-se pelas janelas altas da sala de música, pintando o chão de madeira com tons de laranja e dourado. O colégio Anakt estava silencioso, a maioria dos alunos já tendo partido para casa ou para os dormitórios. O eco distante de Till e Ivan discutindo no pátio sobre algum acorde de guitarra já havia sumido, e a energia vibrante de Hyuna e Luka parecia um mundo de distância.

Ali, naquele casulo de silêncio, Mizi e Sua estavam sozinhas.

Mizi estava sentada no banco do piano, os dedos brincando distraidamente com as teclas, produzindo notas desconexas que pareciam flutuar no ar. Sua estava em pé ao lado dela, folheando uma partitura, mas seus olhos não liam as notas. Ela estava observando o perfil de Mizi, a forma como os cabelos rosa caíam sobre seus ombros e como o brilho do sol destacava a doçura de seu rosto.

— Você está muito quieta hoje, Sua — comentou Mizi, quebrando o silêncio com um sorriso suave.

Sua desviou o olhar rapidamente, sentindo o calor subir pelas bochechas.

— Apenas pensando — respondeu ela, fechando a pasta de música. — O festival escolar está chegando. Temos muito o que ensaiar.

Mizi soltou uma risadinha, um som que sempre fazia o coração de Sua errar uma batida.

— O grupo vai se sair bem. Ivan e Till são competitivos demais para nos deixarem perder, e Hyuna não aceita nada menos que a perfeição. Mas... eu não estava falando do festival.

Mizi levantou-se do banco, aproximando-se de Sua. O espaço entre elas diminuiu drasticamente, e o ar pareceu ficar mais denso, carregado de algo que ambas vinham ignorando há meses. Todos sabiam. Till revirava os olhos sempre que as via trocando olhares prolongados, e Hyuna vivia dando empurrõezinhos sugestivos. Era óbvio, mas a palavra "amor" ainda parecia um segredo pesado demais para ser dito em voz alta.

— Eu estava falando de nós — continuou Mizi, a voz agora pouco mais que um sussurro.

Sua sentiu as costas baterem contra a borda do piano. Ela olhou para cima, encontrando os olhos brilhantes de Mizi.

— O que tem nós? — perguntou Sua, embora soubesse a resposta.

— Você sabe — disse Mizi, dando mais um passo, encurralando Sua entre seu corpo e o instrumento. — Eu sei que você sabe. E eu sei que você sabe que eu sei.

A lógica circular fez Sua sorrir por um breve momento, mas o sorriso desapareceu quando Mizi levou a mão ao seu rosto, acariciando a bochecha com o polegar. O toque era quente, elétrico.

— Mizi... — Sua começou, mas a frase morreu em sua garganta.

— Eu não aguento mais fingir que só quero ser sua melhor amiga, Sua.

O silêncio que se seguiu não era desconfortável; era uma promessa. Mizi se inclinou, seus lábios roçando os de Sua em um convite silencioso. Foi Sua quem fechou a distância, puxando Mizi pelo colarinho do uniforme escolar.

O beijo começou casto, quase experimental, mas rapidamente se transformou em algo faminto. Meses de desejo reprimido, de olhares roubados no corredor e toques acidentais durante o almoço, explodiram de uma só vez. Mizi soltou um suspiro baixo contra a boca de Sua, suas mãos descendo para a cintura da outra garota e apertando com firmeza, puxando-a para mais perto, como se quisesse fundir seus corpos.

Sua deixou a pasta de música cair no chão. O som das folhas se espalhando foi abafado pelo ritmo acelerado de seus corações. Mizi a conduziu para trás, empurrando-a gentilmente até que Sua estivesse sentada sobre a tampa fechada do piano.

— Mizi — ofegou Sua, quando os lábios da amiga desceram para seu pescoço, deixando trilhas de fogo em sua pele.

— Shh — murmurou Mizi, a voz rouca de um jeito que Sua nunca tinha ouvido antes. — Ninguém vai vir aqui. Somos só nós.

Mizi sempre fora a "luz" do grupo, a garota alegre e otimista que mantinha todos unidos. Mas ali, naquele momento, havia uma intensidade nela que era avassaladora. Ela assumiu o controle com uma confiança natural, suas mãos explorando as curvas de Sua por cima do uniforme, fazendo a garota de cabelos pretos arquear as costas e soltar um gemido baixo.

— Você é tão linda — disse Mizi, voltando a olhar nos olhos de Sua. — Eu queria fazer isso desde o primeiro dia em que te vi naquela sala de aula.

— Então por que demorou tanto? — questionou Sua, a respiração entrecortada, as mãos perdidas nos cabelos rosa de Mizi.

— Eu tive medo — admitiu Mizi, antes de atacar os lábios de Sua novamente com mais urgência. — Medo de estragar o que tínhamos. Mas agora... agora eu só quero mais.

Mizi começou a desabotoar a camisa de Sua com dedos ágeis, seus olhos nunca deixando os dela. A vulnerabilidade de Sua, a forma como ela se entregava ao toque de Mizi, era inebriante. Quando a camisa caiu pelos ombros, Mizi parou por um segundo, admirando a pele pálida sob a luz do crepúsculo.

— Posso? — perguntou Mizi, a voz carregada de reverência.

— Por favor — respondeu Sua, puxando Mizi para baixo para um beijo profundo e molhado.

O ambiente da sala de música, geralmente preenchido por escalas e melodias estruturadas, agora era dominado por sons muito mais viscerais. O roçar de tecidos, o som de beijos ávidos e os suspiros que escapavam das gargantas das duas garotas. Mizi movia-se com uma determinação que surpreendia Sua, pressionando seu corpo contra o dela, garantindo que não houvesse um milímetro de espaço sobrando.

Sua sentia-se flutuar. Ela sempre fora a mais contida, a que observava de longe, mas sob as mãos de Mizi, ela se sentia viva de uma forma que a música nunca conseguira proporcionar. Ela puxou Mizi para mais perto, suas pernas se entrelaçando na cintura da garota de rosa, trazendo-a para o calor que emanava de seu próprio corpo.

— Mizi... eu te amo — sussurrou Sua, as palavras finalmente escapando como um segredo libertado.

Mizi parou por um instante, um sorriso radiante e genuíno iluminando seu rosto, mesmo em meio à luxúria.

— Eu também te amo, Sua. Mais do que qualquer música.

E então, o tempo pareceu parar. Não havia Alien Stage, não havia pressões escolares, não havia um mundo lá fora esperando por elas. Havia apenas o toque, o sabor e a certeza de que, a partir daquele momento, nada seria como antes. Elas se perderam uma na outra, explorando cada centímetro de pele e desejo, como se o amanhã fosse uma nota que ainda não fora escrita.

Quando finalmente o ritmo diminuiu e as duas ficaram ali, abraçadas sobre o piano enquanto a escuridão da noite começava a tomar a sala, o silêncio era diferente. Era um silêncio de completude.

Mizi ajeitou uma mecha de cabelo de Sua atrás da orelha, beijando-lhe a testa.

— O que vamos dizer para os outros amanhã? — perguntou Sua, a voz ainda trêmula.

Mizi riu, um som doce e vitorioso.

— Nada. Deixe que eles tentem adivinhar. Mas acho que o Ivan vai me dever dez pratas.

Sua soltou uma risada curta, escondendo o rosto no pescoço de Mizi.

— Ele apostou nisso?

— Todos eles apostaram, Sua — disse Mizi, apertando-a mais forte. — Mas a única coisa que importa é que, finalmente, você é minha.

E ali, entre as sombras e os instrumentos silenciosos, elas souberam que aquela era a melodia mais perfeita que já haviam criado juntas.
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