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Um amor diferente
Fandom: Não tem
Criado: 07/07/2026
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RomancePWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaRealismoEstudo de PersonagemNovela
O Horizonte de Vidro e a Tensão sob o Sol
Eu, Cauã de Oliveira, aos meus 25 anos, sempre acreditei que tinha o controle absoluto sobre as rédeas da minha vida. Com um metro e noventa de altura, ombros largos que mal cabiam em camisas de tamanho padrão e uma presença que costumava silenciar conversas quando eu entrava em um recinto, eu estava acostumado a ser o centro das atenções. Meus olhos verdes, herdados de uma avó que nunca conheci, eram meu traço mais marcante, contrastando com o cabelo liso e escuro que eu insistia em manter levemente bagunçado.
Naquela manhã de sábado, o sol de Angra dos Reis batia no deck da lancha com uma força implacável. Ao meu lado, André, meu melhor amigo desde os tempos de escola, ajustava os óculos escuros enquanto verificava o GPS da embarcação. André tinha 24 anos e era o tipo de cara que parecia ter saído de uma propaganda de perfume caro. Loiro, com o corpo definido por anos de natação e olhos levemente puxados que lhe davam um ar exótico e misterioso, ele era o contraponto perfeito para a minha brutalidade física. Ele era a elegância; eu era a força.
— Acha que elas já chegaram ao cais? — perguntou André, desviando o olhar da tela para o mar azul-turquesa.
— A Monick mandou mensagem há dez minutos — respondi, sentindo o peso do celular no bolso do meu short de linho. — Elas já estão esperando. A Micaelly odeia atrasos, você sabe disso.
André soltou um riso nasalado e manobrou o volante com destreza.
— A Micaelly odeia tudo o que ela não pode controlar — comentou ele, divertido. — Já a Monick... bem, a Monick só quer saber onde está o cooler de champanhe.
Rimos juntos. O clima entre nós era de uma irmandade inabalável, mas havia uma eletricidade diferente no ar naquele dia. Estávamos levando as duas mulheres mais impressionantes que conhecíamos para um final de semana isolado em uma casa de praia que pertencia à família do André.
Quando encostamos no píer, avistei as duas. Monick era uma força da natureza. Branca, com o rosto salpicado de sardas charmosas que pareciam constelações sobre a pele clara, ela exibia seus cabelos pretos e cacheados que balançavam com a brisa marinha. Seus olhos verdes, tão intensos quanto os meus, brilhavam de excitação. O biquíni que ela usava sob a saída de praia transparente não deixava dúvidas sobre suas curvas generosas; Monick era dona de um corpo escultural, com seios fartos e um quadril que prendia o olhar de qualquer homem num raio de quilômetros.
Ao lado dela, Micaelly mantinha uma postura mais reservada, mas não menos impactante. Morena, com a pele num tom de canela que parecia brilhar sob o sol, ela também ostentava cachos perfeitos que emolduravam um rosto de traços delicados. Ela era a sofisticação em pessoa.
— Já estava na hora, Cauã! — exclamou Monick, acenando freneticamente enquanto subia na lancha com uma agilidade surpreendente. — Achei que vocês tinham decidido naufragar antes mesmo da festa começar.
— Culpa do André — brinquei, estendendo a mão para ajudá-la a subir. — Ele resolveu polir o barco de última hora.
— Mentira dele — retrucou André, sorrindo para Micaelly enquanto a ajudava também. — O Cauã que demorou meia hora escolhendo qual perfume combinava mais com o "clima oceânico".
— Engraçadinho — murmurei, sentindo o perfume doce de Monick invadir meu olfato assim que ela passou por mim, roçando propositalmente o braço no meu peito.
A viagem até a ilha particular foi preenchida por música alta e conversas triviais, mas meus olhos não conseguiam evitar de descer para o corpo de Monick sempre que ela se movia. Ela tinha uma consciência absoluta do próprio poder de sedução. Cada vez que ela se inclinava para pegar uma bebida ou ajustar o som, o movimento de seus quadris e a firmeza de seu corpo faziam o sangue correr mais rápido em minhas veias.
— Então, Cauã... — disse Monick, sentando-se no banco estofado bem à minha frente, cruzando as pernas de forma lenta. — Quais são os planos para hoje à noite? Ou vamos ficar só olhando o mar?
— Eu tenho alguns planos — respondi, sustentando o olhar dela. — Mas eles dependem de quão dispostas vocês estão a perder o juízo.
Micaelly, que estava sentada ao lado de André na proa, virou-se para nós com um sorriso enigmático.
— Perder o juízo é a especialidade da Monick — comentou a morena. — Eu prefiro apenas observar o caos.
— Ah, não venha com essa, Mica — André interveio, passando o braço pelos ombros dela. — Hoje ninguém vai ser apenas observador. A casa está abastecida, o som é de primeira e a companhia... bom, a companhia é imbatível.
Chegamos à mansão por volta das duas da tarde. Era uma construção moderna, toda em vidro e madeira nobre, encravada em um rochedo com vista total para o oceano. Assim que entramos, o calor do lado de fora foi substituído pelo frescor do ar-condicionado central, mas a tensão entre nós quatro só parecia aumentar.
Fui para o meu quarto trocar de roupa. Ao tirar a camisa e me olhar no espelho, passei a mão pelo abdômen definido. Eu sabia do impacto que minha estatura e minha força causavam. No entanto, havia algo em Monick que me deixava inquieto, uma fome que ia além do casual.
Saí para a varanda e encontrei André abrindo uma garrafa de vinho tinto. Ele já estava sem camisa, exibindo o corpo atlético e os músculos bem desenhados que faziam dele o desejo de muitos.
— Elas são fogo, não são? — perguntou André, servindo duas taças.
— São — concordei, pegando a taça. — A Monick é... intensa.
— E a Micaelly é um desafio — completou ele, olhando para o horizonte. — Ela faz você sentir que precisa conquistar cada centímetro de atenção dela. Eu gosto disso.
— E o que você pretende fazer sobre isso? — questionei, arqueando uma sobrancelha.
— O mesmo que você — ele deu um gole no vinho e sorriu de lado. — Aproveitar cada segundo dessa ilha.
Nesse momento, Monick apareceu na porta da varanda. Ela tinha tirado a saída de praia. O biquíni verde-água realçava a cor de seus olhos e deixava muito pouco para a imaginação. Suas curvas eram ainda mais impressionantes de perto, a pele branca contrastando com o preto profundo de seus cachos úmidos.
— O que os dois estão cochichando aqui? — perguntou ela, aproximando-se de mim. Ela parou a poucos centímetros, forçando-me a olhar para baixo para encontrar seus olhos. — Planejando como vão nos entreter?
— Na verdade — eu disse, baixando o tom de voz enquanto deixava minha mão descansar levemente na cintura dela —, estávamos discutindo quem vai cair na piscina primeiro.
Monick deu um passo à frente, colando o corpo no meu. A diferença de altura era notável, mas ela não parecia intimidada. Pelo contrário.
— Eu não vim aqui para nadar, Cauã — sussurrou ela, e a promessa em sua voz fez meus músculos ficarem tensos.
— E veio para quê, exatamente? — perguntei, sentindo o calor que emanava dela.
— Vim para ver se você é tudo isso que as pessoas dizem — ela respondeu, os olhos descendo pelo meu peito e parando na linha da minha cintura. — Ou se é só tamanho.
André e Micaelly assistiam à cena de longe, uma troca de olhares cúmplices passando entre eles. O jogo tinha começado.
— Eu garanto a você, Monick — eu disse, segurando o queixo dela com os dedos e obrigando-a a olhar para mim —, que eu sou muito mais do que você consegue imaginar.
— Então me mostre — desafiou ela.
O resto da tarde passou como um borrão de sol, drinks e toques acidentais que de acidentais não tinham nada. À medida que a noite caía e o céu ganhava tons de roxo e laranja, a atmosfera na casa mudou. A música ficou mais baixa, mais profunda.
Estávamos todos na sala de estar, sentados nos sofás de couro branco. Monick estava ao meu lado, e a proximidade era quase insuportável. Cada vez que ela ria, sua mão descansava no meu joelho, subindo milímetros a cada vez.
— Sabe, André — disse Micaelly, quebrando o silêncio enquanto girava o gelo em seu copo —, você e o Cauã são uma dupla curiosa. Ouro e ferro.
— Ouro e ferro? — André riu, recostando-se e observando a morena. — Qual de nós é o ferro?
— O Cauã, obviamente — respondeu Monick, intervindo. — Ele tem essa dureza, essa força que parece que pode quebrar qualquer coisa.
— E o André? — perguntou Micaelly, com um olhar predatório.
— O André é o que brilha, o que atrai — continuou Monick. — Mas o ferro... o ferro é o que sustenta.
Eu olhei para Monick e vi um brilho de desafio em seus olhos verdes. Ela queria ver até onde eu iria.
— Às vezes o ferro também queima — eu disse, minha voz saindo mais rouca do que eu pretendia.
— Eu não tenho medo de fogo — retrucou ela.
André se levantou, estendendo a mão para Micaelly.
— Acho que a piscina está com a temperatura perfeita agora — disse ele. — E a vista da lua lá fora é algo que você não vai querer perder.
Micaelly aceitou a mão dele, levantando-se com elegância.
— Você vem, Monick? — perguntou a morena.
Monick olhou para mim, um sorriso lento e malicioso surgindo em seus lábios.
— Vão indo na frente — disse ela, sem desviar os olhos dos meus. — Eu e o Cauã temos um assunto pendente sobre "resistência de materiais" para discutir.
André deu um sorriso de canto, sabendo exatamente o que estava prestes a acontecer, e saiu com Micaelly em direção à área externa.
Agora, éramos apenas nós dois. O silêncio da sala era preenchido apenas pelo som rítmico das ondas batendo nas rochas lá embaixo. Monick se moveu, sentando-se de lado no sofá para ficar de frente para mim. Ela puxou uma das pernas para cima, revelando a coxa farta e macia.
— Eles já foram — sussurrou ela.
— Eu percebi — respondi, deixando minha mão subir pelo braço dela, sentindo a pele arrepiar sob meu toque.
— Você é muito alto, Cauã — comentou ela, a voz carregada de uma urgência contida. — E muito forte. Isso costuma assustar as mulheres?
— Algumas — admiti, aproximando meu rosto do dela. — Mas você não parece do tipo que se assusta fácil.
— Eu não me assusto com o que eu desejo — disse ela, e no momento seguinte, sua mão subiu para a minha nuca, puxando-me para baixo.
O beijo foi uma explosão. Não houve delicadeza; foi uma reivindicação mútua. Monick tinha um gosto de licor e desejo. Suas mãos exploravam meus ombros, sentindo a musculatura tensa, enquanto as minhas mãos se perdiam em seus cabelos cacheados e desciam para apertar sua cintura, trazendo-a para mais perto, até que não houvesse mais ar entre nós.
Eu a levantei do sofá como se ela não pesasse nada, e ela entrelaçou as pernas ao redor da minha cintura, soltando um gemido baixo contra meus lábios. O contraste entre a minha força bruta e a entrega dela criava uma fricção eletrizante.
— O quarto... — murmurou ela entre beijos.
— Não — respondi, a voz vibrando no peito dela. — Aqui mesmo. Quero que a lua veja o que eu vou fazer com você.
Eu a levei até a grande parede de vidro que dava para o mar. A transparência do vidro nos deixava expostos ao infinito, mas estávamos protegidos pela escuridão da ilha. Encostei-a contra a superfície fria, e o choque térmico a fez arquear as costas, empurrando os seios contra o meu peito.
— Você é tão grande... — suspirou ela, as mãos descendo pelo meu corpo, explorando cada músculo, descendo até a linha do meu short, onde a evidência do meu desejo por ela era impossível de ignorar.
— Você ainda não viu nada — sussurrei no ouvido dela, sentindo-a estremecer.
Naquele momento, eu sabia que a noite estava apenas começando. Lá fora, André e Micaelly viviam seu próprio jogo sob o luar, mas ali, entre as paredes de vidro e o som do mar, Monick e eu estávamos prestes a descobrir que o ferro e o fogo, quando se encontram, criam algo que ninguém é capaz de destruir.
Apertei Monick contra o vidro, sentindo o calor de seu corpo e a urgência de sua respiração. O final de semana em Angra prometia ser muito mais do que apenas uma escapada de luxo. Seria um teste de limites, um mergulho em águas profundas onde ninguém pretendia voltar à superfície tão cedo.
Naquela manhã de sábado, o sol de Angra dos Reis batia no deck da lancha com uma força implacável. Ao meu lado, André, meu melhor amigo desde os tempos de escola, ajustava os óculos escuros enquanto verificava o GPS da embarcação. André tinha 24 anos e era o tipo de cara que parecia ter saído de uma propaganda de perfume caro. Loiro, com o corpo definido por anos de natação e olhos levemente puxados que lhe davam um ar exótico e misterioso, ele era o contraponto perfeito para a minha brutalidade física. Ele era a elegância; eu era a força.
— Acha que elas já chegaram ao cais? — perguntou André, desviando o olhar da tela para o mar azul-turquesa.
— A Monick mandou mensagem há dez minutos — respondi, sentindo o peso do celular no bolso do meu short de linho. — Elas já estão esperando. A Micaelly odeia atrasos, você sabe disso.
André soltou um riso nasalado e manobrou o volante com destreza.
— A Micaelly odeia tudo o que ela não pode controlar — comentou ele, divertido. — Já a Monick... bem, a Monick só quer saber onde está o cooler de champanhe.
Rimos juntos. O clima entre nós era de uma irmandade inabalável, mas havia uma eletricidade diferente no ar naquele dia. Estávamos levando as duas mulheres mais impressionantes que conhecíamos para um final de semana isolado em uma casa de praia que pertencia à família do André.
Quando encostamos no píer, avistei as duas. Monick era uma força da natureza. Branca, com o rosto salpicado de sardas charmosas que pareciam constelações sobre a pele clara, ela exibia seus cabelos pretos e cacheados que balançavam com a brisa marinha. Seus olhos verdes, tão intensos quanto os meus, brilhavam de excitação. O biquíni que ela usava sob a saída de praia transparente não deixava dúvidas sobre suas curvas generosas; Monick era dona de um corpo escultural, com seios fartos e um quadril que prendia o olhar de qualquer homem num raio de quilômetros.
Ao lado dela, Micaelly mantinha uma postura mais reservada, mas não menos impactante. Morena, com a pele num tom de canela que parecia brilhar sob o sol, ela também ostentava cachos perfeitos que emolduravam um rosto de traços delicados. Ela era a sofisticação em pessoa.
— Já estava na hora, Cauã! — exclamou Monick, acenando freneticamente enquanto subia na lancha com uma agilidade surpreendente. — Achei que vocês tinham decidido naufragar antes mesmo da festa começar.
— Culpa do André — brinquei, estendendo a mão para ajudá-la a subir. — Ele resolveu polir o barco de última hora.
— Mentira dele — retrucou André, sorrindo para Micaelly enquanto a ajudava também. — O Cauã que demorou meia hora escolhendo qual perfume combinava mais com o "clima oceânico".
— Engraçadinho — murmurei, sentindo o perfume doce de Monick invadir meu olfato assim que ela passou por mim, roçando propositalmente o braço no meu peito.
A viagem até a ilha particular foi preenchida por música alta e conversas triviais, mas meus olhos não conseguiam evitar de descer para o corpo de Monick sempre que ela se movia. Ela tinha uma consciência absoluta do próprio poder de sedução. Cada vez que ela se inclinava para pegar uma bebida ou ajustar o som, o movimento de seus quadris e a firmeza de seu corpo faziam o sangue correr mais rápido em minhas veias.
— Então, Cauã... — disse Monick, sentando-se no banco estofado bem à minha frente, cruzando as pernas de forma lenta. — Quais são os planos para hoje à noite? Ou vamos ficar só olhando o mar?
— Eu tenho alguns planos — respondi, sustentando o olhar dela. — Mas eles dependem de quão dispostas vocês estão a perder o juízo.
Micaelly, que estava sentada ao lado de André na proa, virou-se para nós com um sorriso enigmático.
— Perder o juízo é a especialidade da Monick — comentou a morena. — Eu prefiro apenas observar o caos.
— Ah, não venha com essa, Mica — André interveio, passando o braço pelos ombros dela. — Hoje ninguém vai ser apenas observador. A casa está abastecida, o som é de primeira e a companhia... bom, a companhia é imbatível.
Chegamos à mansão por volta das duas da tarde. Era uma construção moderna, toda em vidro e madeira nobre, encravada em um rochedo com vista total para o oceano. Assim que entramos, o calor do lado de fora foi substituído pelo frescor do ar-condicionado central, mas a tensão entre nós quatro só parecia aumentar.
Fui para o meu quarto trocar de roupa. Ao tirar a camisa e me olhar no espelho, passei a mão pelo abdômen definido. Eu sabia do impacto que minha estatura e minha força causavam. No entanto, havia algo em Monick que me deixava inquieto, uma fome que ia além do casual.
Saí para a varanda e encontrei André abrindo uma garrafa de vinho tinto. Ele já estava sem camisa, exibindo o corpo atlético e os músculos bem desenhados que faziam dele o desejo de muitos.
— Elas são fogo, não são? — perguntou André, servindo duas taças.
— São — concordei, pegando a taça. — A Monick é... intensa.
— E a Micaelly é um desafio — completou ele, olhando para o horizonte. — Ela faz você sentir que precisa conquistar cada centímetro de atenção dela. Eu gosto disso.
— E o que você pretende fazer sobre isso? — questionei, arqueando uma sobrancelha.
— O mesmo que você — ele deu um gole no vinho e sorriu de lado. — Aproveitar cada segundo dessa ilha.
Nesse momento, Monick apareceu na porta da varanda. Ela tinha tirado a saída de praia. O biquíni verde-água realçava a cor de seus olhos e deixava muito pouco para a imaginação. Suas curvas eram ainda mais impressionantes de perto, a pele branca contrastando com o preto profundo de seus cachos úmidos.
— O que os dois estão cochichando aqui? — perguntou ela, aproximando-se de mim. Ela parou a poucos centímetros, forçando-me a olhar para baixo para encontrar seus olhos. — Planejando como vão nos entreter?
— Na verdade — eu disse, baixando o tom de voz enquanto deixava minha mão descansar levemente na cintura dela —, estávamos discutindo quem vai cair na piscina primeiro.
Monick deu um passo à frente, colando o corpo no meu. A diferença de altura era notável, mas ela não parecia intimidada. Pelo contrário.
— Eu não vim aqui para nadar, Cauã — sussurrou ela, e a promessa em sua voz fez meus músculos ficarem tensos.
— E veio para quê, exatamente? — perguntei, sentindo o calor que emanava dela.
— Vim para ver se você é tudo isso que as pessoas dizem — ela respondeu, os olhos descendo pelo meu peito e parando na linha da minha cintura. — Ou se é só tamanho.
André e Micaelly assistiam à cena de longe, uma troca de olhares cúmplices passando entre eles. O jogo tinha começado.
— Eu garanto a você, Monick — eu disse, segurando o queixo dela com os dedos e obrigando-a a olhar para mim —, que eu sou muito mais do que você consegue imaginar.
— Então me mostre — desafiou ela.
O resto da tarde passou como um borrão de sol, drinks e toques acidentais que de acidentais não tinham nada. À medida que a noite caía e o céu ganhava tons de roxo e laranja, a atmosfera na casa mudou. A música ficou mais baixa, mais profunda.
Estávamos todos na sala de estar, sentados nos sofás de couro branco. Monick estava ao meu lado, e a proximidade era quase insuportável. Cada vez que ela ria, sua mão descansava no meu joelho, subindo milímetros a cada vez.
— Sabe, André — disse Micaelly, quebrando o silêncio enquanto girava o gelo em seu copo —, você e o Cauã são uma dupla curiosa. Ouro e ferro.
— Ouro e ferro? — André riu, recostando-se e observando a morena. — Qual de nós é o ferro?
— O Cauã, obviamente — respondeu Monick, intervindo. — Ele tem essa dureza, essa força que parece que pode quebrar qualquer coisa.
— E o André? — perguntou Micaelly, com um olhar predatório.
— O André é o que brilha, o que atrai — continuou Monick. — Mas o ferro... o ferro é o que sustenta.
Eu olhei para Monick e vi um brilho de desafio em seus olhos verdes. Ela queria ver até onde eu iria.
— Às vezes o ferro também queima — eu disse, minha voz saindo mais rouca do que eu pretendia.
— Eu não tenho medo de fogo — retrucou ela.
André se levantou, estendendo a mão para Micaelly.
— Acho que a piscina está com a temperatura perfeita agora — disse ele. — E a vista da lua lá fora é algo que você não vai querer perder.
Micaelly aceitou a mão dele, levantando-se com elegância.
— Você vem, Monick? — perguntou a morena.
Monick olhou para mim, um sorriso lento e malicioso surgindo em seus lábios.
— Vão indo na frente — disse ela, sem desviar os olhos dos meus. — Eu e o Cauã temos um assunto pendente sobre "resistência de materiais" para discutir.
André deu um sorriso de canto, sabendo exatamente o que estava prestes a acontecer, e saiu com Micaelly em direção à área externa.
Agora, éramos apenas nós dois. O silêncio da sala era preenchido apenas pelo som rítmico das ondas batendo nas rochas lá embaixo. Monick se moveu, sentando-se de lado no sofá para ficar de frente para mim. Ela puxou uma das pernas para cima, revelando a coxa farta e macia.
— Eles já foram — sussurrou ela.
— Eu percebi — respondi, deixando minha mão subir pelo braço dela, sentindo a pele arrepiar sob meu toque.
— Você é muito alto, Cauã — comentou ela, a voz carregada de uma urgência contida. — E muito forte. Isso costuma assustar as mulheres?
— Algumas — admiti, aproximando meu rosto do dela. — Mas você não parece do tipo que se assusta fácil.
— Eu não me assusto com o que eu desejo — disse ela, e no momento seguinte, sua mão subiu para a minha nuca, puxando-me para baixo.
O beijo foi uma explosão. Não houve delicadeza; foi uma reivindicação mútua. Monick tinha um gosto de licor e desejo. Suas mãos exploravam meus ombros, sentindo a musculatura tensa, enquanto as minhas mãos se perdiam em seus cabelos cacheados e desciam para apertar sua cintura, trazendo-a para mais perto, até que não houvesse mais ar entre nós.
Eu a levantei do sofá como se ela não pesasse nada, e ela entrelaçou as pernas ao redor da minha cintura, soltando um gemido baixo contra meus lábios. O contraste entre a minha força bruta e a entrega dela criava uma fricção eletrizante.
— O quarto... — murmurou ela entre beijos.
— Não — respondi, a voz vibrando no peito dela. — Aqui mesmo. Quero que a lua veja o que eu vou fazer com você.
Eu a levei até a grande parede de vidro que dava para o mar. A transparência do vidro nos deixava expostos ao infinito, mas estávamos protegidos pela escuridão da ilha. Encostei-a contra a superfície fria, e o choque térmico a fez arquear as costas, empurrando os seios contra o meu peito.
— Você é tão grande... — suspirou ela, as mãos descendo pelo meu corpo, explorando cada músculo, descendo até a linha do meu short, onde a evidência do meu desejo por ela era impossível de ignorar.
— Você ainda não viu nada — sussurrei no ouvido dela, sentindo-a estremecer.
Naquele momento, eu sabia que a noite estava apenas começando. Lá fora, André e Micaelly viviam seu próprio jogo sob o luar, mas ali, entre as paredes de vidro e o som do mar, Monick e eu estávamos prestes a descobrir que o ferro e o fogo, quando se encontram, criam algo que ninguém é capaz de destruir.
Apertei Monick contra o vidro, sentindo o calor de seu corpo e a urgência de sua respiração. O final de semana em Angra prometia ser muito mais do que apenas uma escapada de luxo. Seria um teste de limites, um mergulho em águas profundas onde ninguém pretendia voltar à superfície tão cedo.
