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Fandom: liv e kenan
Criado: 07/07/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoCiúmesHistória DomésticaEstudo de Personagem
Possessividade e Redenção
As luzes da mansão de um dos zagueiros do time brilhavam intensamente, refletindo-se na piscina e no vidro das garrafas de champanhe espalhadas pelas mesas. A música estava alta, uma batida vibrante que celebrava a vitória suada de três a zero no clássico da tarde. Kenan, no entanto, mal conseguia aproveitar o gosto da vitória. Seus olhos verdes, geralmente brilhantes de adrenalina após um jogo, estavam escurecidos, fixos em um ponto específico do terraço.
Livia estava parada perto da mesa de bebidas, a luz da lua realçando sua pele parda e o brilho dos seus cabelos pretos e ondulados que caíam em cascata pelas suas costas. Ela usava um vestido justo que acentuava cada curva de seu corpo baixo e voluptuoso. Kenan sentiu aquele aperto familiar no peito, uma mistura de orgulho por tê-la ao seu lado e uma irritação latente por saber que todos os outros homens ali também tinham olhos.
E um deles, em particular, estava abusando da sorte.
Riccardo, um meio-campista que tinha acabado de ser transferido para o clube, estava inclinado na direção de Livia. Ele era alto, com o cabelo castanho na altura do maxilar e tatuagens que subiam pelo pescoço, exibindo um charme que Kenan sempre considerou forçado. Riccardo já tinha tentado algo com Livia anos atrás, antes de Kenan oficializar o namoro, e o fato de ele estar ali, sorrindo e tentando diminuir a distância física, fazia o sangue de Kenan ferver.
— Você não mudou nada, Livia — disse Riccardo, a voz suave tentando se sobrepor à música. — Continua sendo a mulher mais hipnotizante que já pisou neste centro de treinamento.
Livia deu um sorriso educado, mas firme, cruzando os braços sobre os peitos fartos, um gesto defensivo que Kenan conhecia bem.
— E você continua achando que elogios baratos funcionam, Riccardo — respondeu ela, os olhos escuros brilhando com desdém. — Eu estou muito bem acompanhada, obrigada.
Riccardo soltou uma risada baixa, dando um passo à frente, quase invadindo o espaço pessoal dela.
— Acompanhada por um esquentadinho que mal sabe o que tem nas mãos? Você merece alguém que saiba apreciar cada detalhe...
Antes que ele pudesse terminar a frase, uma mão grande e forte pousou no ombro de Riccardo, apertando com uma força que claramente não era amigável. Kenan se materializou ao lado deles, sua estatura alta e porte físico de atleta intimidando instantaneamente o outro homem.
— Acho que você já falou demais, Riccardo — a voz de Kenan saiu como um rosnado baixo, perigoso.
Riccardo ergueu as mãos em um gesto de falsa rendição, mas com um sorriso cínico nos lábios.
— Calma, Kenan. Só estávamos conversando.
— Não tem conversa entre você e a minha mulher — Kenan deu um passo à frente, o rosto a centímetros do de Riccardo. — Eu já te avisei uma vez, e não vou repetir. Fica longe dela. Ela é minha, e se eu te vir respirando perto dela de novo, a gente vai resolver isso de um jeito que não vai ser bom para a sua carreira.
Livia arregalou os olhos, sentindo a tensão explodir. Ela odiava quando Kenan agia como se ela fosse um troféu a ser defendido.
— Kenan, chega! — Livia interveio, segurando o braço do namorado. — Vamos embora. Agora.
Kenan lançou um último olhar de puro ódio para Riccardo antes de permitir que Livia o puxasse em direção à saída. O trajeto até o carro foi feito em silêncio absoluto, um silêncio carregado de eletricidade e fúria contida. Assim que as portas do carro se fecharam, a explosão aconteceu.
— Você perdeu a noção? — Livia disparou, a voz trêmula de raiva. — "Ela é minha"? Sério, Kenan? Eu não sou sua propriedade, eu não sou um objeto que você marca território!
— Aquele desgraçado estava dando em cima de você na minha frente! — Kenan gritou, socando o volante enquanto arrancava com o carro. — Ele não tem respeito, e você fica ali, apenas "conversando"?
— Eu estava sendo educada e cortando o assunto, Kenan! Eu sou fiel a você há dois anos, eu te amo, mas eu sou uma mulher livre! Eu odeio quando você age como se fosse meu dono. É nojento, é machista e eu não vou aceitar isso.
— Eu protejo o que é meu, Livia! — ele retrucou, os olhos verdes fixos na estrada, mas a mente em chamas. — E você é a pessoa que eu mais amo nesse mundo. Eu não vou deixar nenhum babaca achar que tem chance.
— Você não me protege, Kenan, você me sufoca quando faz isso! — Ela virou o rosto para a janela, as lágrimas de estresse começando a surgir. — Se você não confia em mim, ou se acha que pode falar de mim como se eu fosse um carro ou uma medalha, talvez a gente não devesse estar juntos.
O resto da viagem foi um deserto de palavras. Ao chegarem no apartamento, Livia saiu do carro sem esperar por ele, subiu o elevador e foi direto para o quarto. Kenan ficou na sala, andando de um lado para o outro como um predador enjaulado. A raiva ainda pulsava em suas veias, mas agora estava misturada com o medo de perdê-la e uma atração física avassaladora que sempre surgia após as brigas.
Livia entrou no banheiro, ligou o chuveiro no modo mais quente e deixou a roupa cair no chão. Ela precisava que a água levasse embora o estresse, o cheiro da festa e a imagem da possessividade cega de Kenan. Sob o jato de água, ela fechou os olhos, tentando acalmar o coração que batia descompassado.
Na sala, Kenan não aguentou mais. O silêncio dela era pior do que qualquer grito. Ele precisava sentir que ela ainda era dele, não como um objeto, mas como a alma que completava a sua. Ele caminhou até o banheiro, a porta estava apenas encostada. O vapor preenchia o ambiente.
Ele entrou, retirando as roupas rapidamente, e abriu o box. Livia se sobressaltou, virando-se para ele com os olhos úmidos.
— O que você está fazendo aqui? — perguntou ela, a voz fraca.
Kenan não respondeu com palavras. Ele deu um passo à frente, entrando debaixo da água, e a envolveu em um abraço por trás. Seus braços fortes rodearam a cintura curvilínea de Livia, e ele enterrou o rosto no pescoço dela, sentindo o cheiro de lavanda do sabonete misturado ao aroma natural da pele dela.
— Eu sinto muito — ele sussurrou contra a pele quente, a voz rouca e carregada de desejo. — Eu fico louco, Liv. A ideia de qualquer um tocando em você, olhando para você daquele jeito... me tira do eixo.
Livia tentou se soltar, mas o corpo dela traía sua mente. O calor dele, o contato da pele molhada, a pressão de seus músculos contra suas costas... tudo nela clamava por ele.
— Você não pode falar daquele jeito, Kenan — ela murmurou, embora sua cabeça tivesse caído para o lado, dando a ele mais acesso ao seu pescoço. — Eu sou sua namorada, não sua posse.
— Eu sei — ele disse, virando-a de frente para ele. A água caía sobre os dois, os cabelos castanhos dele colados na testa, os olhos verdes queimando com uma mistura de arrependimento e luxúria. — Você é minha vida, Livia. Minha mulher. Eu sou um idiota possessivo porque tenho medo de te perder.
Ele a prensou contra os azulejos frios do banheiro, as mãos descendo para apertar as coxas grossas dela, levantando-a. Livia entrelaçou as pernas na cintura dele, sentindo a urgência dele contra seu ventre. Kenan a beijou com uma fome desesperada, uma briga de línguas que buscava reconciliação através do prazer.
— Você é minha — ele rosnou entre os beijos, a palavra agora soando menos como uma imposição e mais como uma promessa de exclusividade e paixão. — Só minha, Livia.
— E você é meu — ela respondeu, puxando o cabelo dele, entregando-se ao momento. — Só meu, Kenan.
O sexo no chuveiro foi intenso, movido pela adrenalina da briga e pela necessidade de reafirmarem o vínculo que os unia. Os sons da água batendo no chão se misturavam aos gemidos e respirações curtas. Mas Kenan queria mais. Ele queria o conforto da cama, queria olhar nos olhos dela sem o vapor atrapalhando.
Ainda molhados, ele a pegou nos braços, ignorando o fato de que estavam encharcando o tapete. Livia escondeu o rosto no peito dele, sentindo-se protegida, apesar de toda a raiva de minutos atrás.
Ele a deitou nos lençóis de seda, cobrindo o corpo dela com o seu. A transição da raiva para a paixão era um território perigoso que eles conheciam bem. Kenan explorava cada curva de Livia com uma devoção quase religiosa, as mãos grandes mapeando o corpo que ele conhecia tão bem, mas que sempre parecia uma descoberta nova.
— Eu odeio brigar com você — ele disse, a voz abafada contra os seios fartos dela. — Mas eu amo o jeito que a gente se resolve.
Livia acariciou os cabelos dele, sentindo a respiração dele se acalmar enquanto eles continuavam o ato, agora de forma mais lenta, mais conectada.
— A gente precisa conversar sobre isso, Kenan — ela disse, a voz embargada pelo prazer. — De verdade. Sem gritos.
— A gente vai — ele prometeu, olhando nos olhos escuros dela, onde viu refletida a mesma chama que ardia nele. — Mas agora, só deixa eu te mostrar o quanto eu te amo.
Kenan se moveu dentro dela com uma possessividade carinhosa, marcando seu território não com palavras de ordem, mas com toques que diziam que ele nunca a deixaria ir. Ele a beijou como se estivesse pedindo desculpas e jurando fidelidade eterna em cada toque.
Quando o ápice chegou para ambos, eles desabaram nos braços um do outro, os corações batendo no mesmo ritmo acelerado. O silêncio que se seguiu não era mais tenso, era preenchido pelo som das respirações recuperando o fôlego.
Kenan puxou o edredom sobre eles, abraçando Livia por trás, puxando-a para perto até que não houvesse espaço entre seus corpos.
— Eu prometo tentar melhorar — ele sussurrou no ouvido dela. — Mas não me peça para não sentir ciúmes. É impossível quando se trata de você.
Livia sorriu na escuridão, segurando as mãos dele que estavam entrelaçadas sobre seu ventre.
— Apenas lembre-se que eu escolho você todos os dias, Kenan. Ninguém precisa me "reivindicar". Eu já sou sua porque eu quero ser.
Ele apertou o abraço, deixando um beijo no ombro dela. A briga tinha acabado, as feridas estavam cicatrizadas pelo toque, e Riccardo era apenas uma lembrança insignificante diante da força do que eles tinham. Naquela cama, entre lençóis úmidos e promessas sussurradas, eles eram apenas Kenan e Livia, dois corações intensos e ciumentos que, apesar de tudo, não sabiam viver um sem o outro.
Livia estava parada perto da mesa de bebidas, a luz da lua realçando sua pele parda e o brilho dos seus cabelos pretos e ondulados que caíam em cascata pelas suas costas. Ela usava um vestido justo que acentuava cada curva de seu corpo baixo e voluptuoso. Kenan sentiu aquele aperto familiar no peito, uma mistura de orgulho por tê-la ao seu lado e uma irritação latente por saber que todos os outros homens ali também tinham olhos.
E um deles, em particular, estava abusando da sorte.
Riccardo, um meio-campista que tinha acabado de ser transferido para o clube, estava inclinado na direção de Livia. Ele era alto, com o cabelo castanho na altura do maxilar e tatuagens que subiam pelo pescoço, exibindo um charme que Kenan sempre considerou forçado. Riccardo já tinha tentado algo com Livia anos atrás, antes de Kenan oficializar o namoro, e o fato de ele estar ali, sorrindo e tentando diminuir a distância física, fazia o sangue de Kenan ferver.
— Você não mudou nada, Livia — disse Riccardo, a voz suave tentando se sobrepor à música. — Continua sendo a mulher mais hipnotizante que já pisou neste centro de treinamento.
Livia deu um sorriso educado, mas firme, cruzando os braços sobre os peitos fartos, um gesto defensivo que Kenan conhecia bem.
— E você continua achando que elogios baratos funcionam, Riccardo — respondeu ela, os olhos escuros brilhando com desdém. — Eu estou muito bem acompanhada, obrigada.
Riccardo soltou uma risada baixa, dando um passo à frente, quase invadindo o espaço pessoal dela.
— Acompanhada por um esquentadinho que mal sabe o que tem nas mãos? Você merece alguém que saiba apreciar cada detalhe...
Antes que ele pudesse terminar a frase, uma mão grande e forte pousou no ombro de Riccardo, apertando com uma força que claramente não era amigável. Kenan se materializou ao lado deles, sua estatura alta e porte físico de atleta intimidando instantaneamente o outro homem.
— Acho que você já falou demais, Riccardo — a voz de Kenan saiu como um rosnado baixo, perigoso.
Riccardo ergueu as mãos em um gesto de falsa rendição, mas com um sorriso cínico nos lábios.
— Calma, Kenan. Só estávamos conversando.
— Não tem conversa entre você e a minha mulher — Kenan deu um passo à frente, o rosto a centímetros do de Riccardo. — Eu já te avisei uma vez, e não vou repetir. Fica longe dela. Ela é minha, e se eu te vir respirando perto dela de novo, a gente vai resolver isso de um jeito que não vai ser bom para a sua carreira.
Livia arregalou os olhos, sentindo a tensão explodir. Ela odiava quando Kenan agia como se ela fosse um troféu a ser defendido.
— Kenan, chega! — Livia interveio, segurando o braço do namorado. — Vamos embora. Agora.
Kenan lançou um último olhar de puro ódio para Riccardo antes de permitir que Livia o puxasse em direção à saída. O trajeto até o carro foi feito em silêncio absoluto, um silêncio carregado de eletricidade e fúria contida. Assim que as portas do carro se fecharam, a explosão aconteceu.
— Você perdeu a noção? — Livia disparou, a voz trêmula de raiva. — "Ela é minha"? Sério, Kenan? Eu não sou sua propriedade, eu não sou um objeto que você marca território!
— Aquele desgraçado estava dando em cima de você na minha frente! — Kenan gritou, socando o volante enquanto arrancava com o carro. — Ele não tem respeito, e você fica ali, apenas "conversando"?
— Eu estava sendo educada e cortando o assunto, Kenan! Eu sou fiel a você há dois anos, eu te amo, mas eu sou uma mulher livre! Eu odeio quando você age como se fosse meu dono. É nojento, é machista e eu não vou aceitar isso.
— Eu protejo o que é meu, Livia! — ele retrucou, os olhos verdes fixos na estrada, mas a mente em chamas. — E você é a pessoa que eu mais amo nesse mundo. Eu não vou deixar nenhum babaca achar que tem chance.
— Você não me protege, Kenan, você me sufoca quando faz isso! — Ela virou o rosto para a janela, as lágrimas de estresse começando a surgir. — Se você não confia em mim, ou se acha que pode falar de mim como se eu fosse um carro ou uma medalha, talvez a gente não devesse estar juntos.
O resto da viagem foi um deserto de palavras. Ao chegarem no apartamento, Livia saiu do carro sem esperar por ele, subiu o elevador e foi direto para o quarto. Kenan ficou na sala, andando de um lado para o outro como um predador enjaulado. A raiva ainda pulsava em suas veias, mas agora estava misturada com o medo de perdê-la e uma atração física avassaladora que sempre surgia após as brigas.
Livia entrou no banheiro, ligou o chuveiro no modo mais quente e deixou a roupa cair no chão. Ela precisava que a água levasse embora o estresse, o cheiro da festa e a imagem da possessividade cega de Kenan. Sob o jato de água, ela fechou os olhos, tentando acalmar o coração que batia descompassado.
Na sala, Kenan não aguentou mais. O silêncio dela era pior do que qualquer grito. Ele precisava sentir que ela ainda era dele, não como um objeto, mas como a alma que completava a sua. Ele caminhou até o banheiro, a porta estava apenas encostada. O vapor preenchia o ambiente.
Ele entrou, retirando as roupas rapidamente, e abriu o box. Livia se sobressaltou, virando-se para ele com os olhos úmidos.
— O que você está fazendo aqui? — perguntou ela, a voz fraca.
Kenan não respondeu com palavras. Ele deu um passo à frente, entrando debaixo da água, e a envolveu em um abraço por trás. Seus braços fortes rodearam a cintura curvilínea de Livia, e ele enterrou o rosto no pescoço dela, sentindo o cheiro de lavanda do sabonete misturado ao aroma natural da pele dela.
— Eu sinto muito — ele sussurrou contra a pele quente, a voz rouca e carregada de desejo. — Eu fico louco, Liv. A ideia de qualquer um tocando em você, olhando para você daquele jeito... me tira do eixo.
Livia tentou se soltar, mas o corpo dela traía sua mente. O calor dele, o contato da pele molhada, a pressão de seus músculos contra suas costas... tudo nela clamava por ele.
— Você não pode falar daquele jeito, Kenan — ela murmurou, embora sua cabeça tivesse caído para o lado, dando a ele mais acesso ao seu pescoço. — Eu sou sua namorada, não sua posse.
— Eu sei — ele disse, virando-a de frente para ele. A água caía sobre os dois, os cabelos castanhos dele colados na testa, os olhos verdes queimando com uma mistura de arrependimento e luxúria. — Você é minha vida, Livia. Minha mulher. Eu sou um idiota possessivo porque tenho medo de te perder.
Ele a prensou contra os azulejos frios do banheiro, as mãos descendo para apertar as coxas grossas dela, levantando-a. Livia entrelaçou as pernas na cintura dele, sentindo a urgência dele contra seu ventre. Kenan a beijou com uma fome desesperada, uma briga de línguas que buscava reconciliação através do prazer.
— Você é minha — ele rosnou entre os beijos, a palavra agora soando menos como uma imposição e mais como uma promessa de exclusividade e paixão. — Só minha, Livia.
— E você é meu — ela respondeu, puxando o cabelo dele, entregando-se ao momento. — Só meu, Kenan.
O sexo no chuveiro foi intenso, movido pela adrenalina da briga e pela necessidade de reafirmarem o vínculo que os unia. Os sons da água batendo no chão se misturavam aos gemidos e respirações curtas. Mas Kenan queria mais. Ele queria o conforto da cama, queria olhar nos olhos dela sem o vapor atrapalhando.
Ainda molhados, ele a pegou nos braços, ignorando o fato de que estavam encharcando o tapete. Livia escondeu o rosto no peito dele, sentindo-se protegida, apesar de toda a raiva de minutos atrás.
Ele a deitou nos lençóis de seda, cobrindo o corpo dela com o seu. A transição da raiva para a paixão era um território perigoso que eles conheciam bem. Kenan explorava cada curva de Livia com uma devoção quase religiosa, as mãos grandes mapeando o corpo que ele conhecia tão bem, mas que sempre parecia uma descoberta nova.
— Eu odeio brigar com você — ele disse, a voz abafada contra os seios fartos dela. — Mas eu amo o jeito que a gente se resolve.
Livia acariciou os cabelos dele, sentindo a respiração dele se acalmar enquanto eles continuavam o ato, agora de forma mais lenta, mais conectada.
— A gente precisa conversar sobre isso, Kenan — ela disse, a voz embargada pelo prazer. — De verdade. Sem gritos.
— A gente vai — ele prometeu, olhando nos olhos escuros dela, onde viu refletida a mesma chama que ardia nele. — Mas agora, só deixa eu te mostrar o quanto eu te amo.
Kenan se moveu dentro dela com uma possessividade carinhosa, marcando seu território não com palavras de ordem, mas com toques que diziam que ele nunca a deixaria ir. Ele a beijou como se estivesse pedindo desculpas e jurando fidelidade eterna em cada toque.
Quando o ápice chegou para ambos, eles desabaram nos braços um do outro, os corações batendo no mesmo ritmo acelerado. O silêncio que se seguiu não era mais tenso, era preenchido pelo som das respirações recuperando o fôlego.
Kenan puxou o edredom sobre eles, abraçando Livia por trás, puxando-a para perto até que não houvesse espaço entre seus corpos.
— Eu prometo tentar melhorar — ele sussurrou no ouvido dela. — Mas não me peça para não sentir ciúmes. É impossível quando se trata de você.
Livia sorriu na escuridão, segurando as mãos dele que estavam entrelaçadas sobre seu ventre.
— Apenas lembre-se que eu escolho você todos os dias, Kenan. Ninguém precisa me "reivindicar". Eu já sou sua porque eu quero ser.
Ele apertou o abraço, deixando um beijo no ombro dela. A briga tinha acabado, as feridas estavam cicatrizadas pelo toque, e Riccardo era apenas uma lembrança insignificante diante da força do que eles tinham. Naquela cama, entre lençóis úmidos e promessas sussurradas, eles eram apenas Kenan e Livia, dois corações intensos e ciumentos que, apesar de tudo, não sabiam viver um sem o outro.
