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Taekookmin

Fandom: Bts

Criado: 07/07/2026

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O Contrato de Ouro e Sombras

O som dos saltos agulha de Park Jimin ecoava com uma precisão rítmica pelos corredores de mármore negro da sede da Jeon & Kim Enterprises. Eram sete da manhã, e ela já carregava dois tablets, uma pasta de couro legítimo e o aroma reconfortante de três cafés americanos extrafortes. Para o mundo exterior, ela era a secretária executiva mais eficiente de Seul. Para o submundo, ela era a "Sentinela", a única pessoa autorizada a transcrever as sentenças de morte e os acordos de contrabando da máfia liderada por Jeon Jungkook e Kim Taehyung.

Ao chegar à porta dupla de carvalho, ela não bateu. Jimin tinha o privilégio da entrada livre.

Lá dentro, a cena era comum, mas sempre impactante. Kim Taehyung estava parado junto à janela panorâmica, observando a cidade com a elegância de um predador em repouso. Seu terno de três peças, cinza-chumbo, moldava perfeitamente seus ombros largos. Do outro lado da mesa, Jeon Jungkook, com as mangas da camisa social branca dobradas até os cotovelos, revelando as tatuagens que subiam por seus braços fortes, revisava alguns documentos com uma expressão de poucos amigos.

— Bom dia, senhores — disse Jimin, sua voz suave, mas firme, quebrando o silêncio tenso. Ela depositou os cafés nas posições exatas de cada um. — O carregamento do porto de Busan foi liberado, e a reunião com os acionistas da subsidiária de tecnologia foi adiada para as duas da tarde.

Jungkook levantou o olhar, seus olhos escuros e intensos suavizando-se apenas um pouco ao encontrarem a figura loira e impecável à sua frente.

— Você dormiu, Jimin? — perguntou ele, a voz rouca, enquanto pegava o café. — Recebi seu e-mail de confirmação às três da manhã.

— O sono é um luxo que a eficiência não permite, senhor Jeon — respondeu ela com um sorriso discreto, ajustando os óculos de descanso.

Taehyung virou-se lentamente. Seu olhar era analítico, calmo, como se pudesse ler a alma de Jimin. Ele caminhou até ela, parando a uma distância que muitos considerariam intimidadora, mas que Jimin já estava acostumada a navegar.

— Eficiência tem um preço, querida — comentou Taehyung, sua voz profunda vibrando no ar. — E nós estamos começando a achar que o salário que pagamos não é mais suficiente para o que queremos de você.

Jimin franziu levemente a testa, mantendo a postura.

— Se os senhores desejam renegociar meu contrato de confidencialidade ou aumentar minhas responsabilidades na organização, estou aberta a propostas.

Jungkook soltou uma risada baixa, levantando-se da cadeira e contornando a mesa para se juntar a Taehyung. Os dois homens agora a cercavam, uma barreira de poder e masculinidade que faria qualquer outra mulher tremer. Mas Jimin apenas ergueu o queixo.

— Não se trata apenas de trabalho, Jimin — Jungkook disse, dando um passo para mais perto, o cheiro de seu perfume amadeirado preenchendo o espaço dela. — Nós observamos você nos últimos dois anos. Sua lealdade é inabalável. Sua inteligência é superior. E sua capacidade de manter a calma sob pressão é... excitante.

Taehyung estendeu a mão e, com uma delicadeza surpreendente, afastou uma mecha loira do rosto de Jimin.

— Nós temos um estilo de vida, Jimin. Um que exige controle absoluto fora destas paredes, mas que dentro de casa, busca algo diferente. Buscamos alguém que confie em nós o suficiente para abrir mão desse controle. Alguém para cuidar, para mimar, mas também para comandar.

O coração de Jimin deu um salto descompassado. Ela não era ingênua. Sabia dos rumores, conhecia a intensidade da conexão entre os dois homens. Mas ser incluída naquela dinâmica era algo que ela nunca ousara imaginar.

— Estão me propondo um contrato de BDSM? — perguntou ela, a voz sem falhar, embora suas mãos estivessem levemente úmidas.

— Estamos propondo que você seja nossa — Jungkook afirmou, a possessividade clara em seu tom. — Submissa a nós dois. Em troca, você terá o mundo aos seus pés. Joias, carros, proteção absoluta e, acima de tudo, a nossa devoção. Você morará conosco. Terá tudo o que desejar, desde que aprenda a obedecer.

Taehyung retirou um envelope negro de dentro da gaveta da mesa e o estendeu a ela.

— Leia. Cada cláusula foi escrita por nós. Não há letras miúdas. Há regras, punições para a desobediência e recompensas para a entrega. É um contrato de exclusividade total.

Jimin pegou o envelope. Seus dedos roçaram os de Taehyung, e uma faísca elétrica percorreu seu braço. Ela abriu o documento e começou a ler. Os termos eram detalhados e surpreendentemente generosos. Ela teria um quarto próprio nos primeiros dias para sua adaptação, mas o objetivo final era que ela compartilhasse a suíte master com eles. O contrato falava sobre segurança, sobre limites físicos e emocionais, e sobre uma vida de luxo que ela mal conseguia conceber, apesar de já ganhar muito bem.

— Por que eu? — Jimin perguntou, fechando o envelope.

— Porque você é a única que não nos olha com medo, mas com respeito — Jungkook respondeu, aproximando-se tanto que ela podia sentir o calor de seu corpo. — E porque eu quero ver como você reage quando eu ordenar que você se ajoelhe, não para trabalhar, mas para ser adorada.

Taehyung sorriu de lado, um gesto raro e perigoso.

— Você tem vinte e quatro horas para decidir, Jimin. Se aceitar, sua vida como apenas uma secretária acaba amanhã à noite. Você será a nossa protegida. Nossa pequena submissa.

Jimin olhou para os dois. O perigo que eles exalavam era o que a mantinha viva naquele emprego, mas a promessa de entrega era o que a fazia sentir algo que há muito tempo estava adormecido.

— Não preciso de vinte e quatro horas — disse ela, sua voz soando mais clara do que nunca. — Onde está a caneta?

Jungkook e Taehyung trocaram um olhar de satisfação sombria. Jungkook entregou a ela uma caneta-tinteiro de ouro. Com a mão firme, Jimin assinou seu nome ao lado das assinaturas imponentes de seus chefes. No momento em que o papel foi selado, a atmosfera na sala mudou.

— Ótima escolha, boneca — Jungkook murmurou, sua mão descendo para a cintura dela e apertando com firmeza. — A partir de agora, você não vai mais para o seu apartamento. Suas coisas já estão sendo transferidas para a nossa cobertura.

— Tão rápido? — Jimin arqueou uma sobrancelha.

— Nós não perdemos tempo com o que nos pertence — Taehyung disse, caminhando até um pequeno cofre na parede e retirando uma caixa de veludo. Ele a abriu, revelando uma gargantilha de couro finíssimo com um pequeno diamante negro no centro. — Isso não é apenas uma joia. É o sinal de que você está sob nossa proteção.

Ele se aproximou e, com movimentos lentos, colocou a peça no pescoço de Jimin. O toque do couro frio contra sua pele a fez estremecer.

— Agora — Taehyung continuou, sua voz baixa perto do ouvido dela —, termine sua agenda de hoje. Às seis horas, o motorista a levará para casa. Nossa casa. E lá, Jimin, a primeira regra será aplicada: na nossa presença, você só fala quando for permitido. Entendido?

Jimin sentiu um frio na barriga, uma mistura de ansiedade e um prazer desconhecido.

— Sim, senhor Kim. Sim, senhor Jeon.

Jungkook deu um tapinha leve em seu rosto, um gesto que era metade carinho, metade comando.

— Boa menina. Agora volte ao trabalho. Temos muito o que comemorar esta noite.

O restante do dia foi um borrão de adrenalina. Jimin trabalhava com uma eficiência mecânica, mas sua pele parecia queimar sob a gargantilha, escondida habilmente pela gola da sua blusa de seda. Ela via os olhares que Jungkook e Taehyung trocavam sobre ela durante as reuniões, olhares carregados de uma promessa de posse que a deixava sem fôlego.

Quando o relógio marcou dezoito horas, o carro preto blindado já a esperava. A viagem até a cobertura foi silenciosa. Ao entrar na residência, Jimin foi recebida pela grandiosidade do lugar. Era minimalista, luxuoso e exalava o poder dos dois homens.

Taehyung a esperava no hall, segurando uma taça de vinho. Ele não usava mais o paletó, e os primeiros botões de sua camisa estavam abertos.

— Bem-vinda ao seu novo lar, Jimin — disse ele, indicando o caminho. — Jungkook está no ginásio. Ele está ansioso para testar sua obediência. Mas primeiro, venha comigo. Quero lhe mostrar seu quarto... o temporário.

Ele a conduziu por um corredor decorado com obras de arte caríssimas até uma porta de madeira clara. O quarto era magnífico, com uma cama king-size coberta por lençóis de seda e uma vista deslumbrante da cidade. Sobre a cama, havia várias sacolas de marcas de luxo.

— Presentes? — perguntou ela, voltando-se para ele.

— Apenas o começo — Taehyung respondeu, aproximando-se e segurando o queixo dela com os dedos longos. — Nós gostamos de ver nossas coisas bem cuidadas, Jimin. E você é a nossa posse mais valiosa agora. Tome um banho, vista algo confortável que deixamos para você e venha jantar conosco. E lembre-se... sem perguntas. Apenas siga nossas instruções.

Jimin assentiu, sentindo o peso do diamante em seu pescoço. Ela tomou um banho demorado, a água quente relaxando seus músculos, mas não sua mente. Ela vestiu um conjunto de loungewear de seda branca que havia sido deixado para ela; o tecido era tão fino que parecia uma segunda pele.

Ao chegar à sala de jantar, Jungkook e Taehyung já estavam sentados. A mesa estava posta com pratos que pareciam obras de arte. Jungkook, agora vestindo apenas uma calça de moletom preta, exibia seu físico impressionante, as tatuagens parecendo mais vivas sob a luz quente do lustre.

— Sente-se, Jimin — Jungkook ordenou, apontando para a cadeira entre os dois.

Ela obedeceu em silêncio. Durante o jantar, eles conversaram sobre assuntos triviais da empresa, mas o foco estava sempre nela. Como ela se sentia, se a comida estava do seu agrado, se ela estava confortável. Era um mimo constante, interrompido apenas por comandos breves sobre como ela deveria se portar à mesa.

Após o jantar, o clima mudou. Taehyung se levantou e estendeu a mão para ela.

— O período de cortesia acabou, Jimin. O contrato começou no momento em que você assinou, mas a prática começa agora.

Eles a levaram para uma sala que ela ainda não conhecia. Era um espaço amplo, com luzes baixas, tapetes grossos e um aroma de sândalo. Não era uma sala de tortura, como os filmes sugeriam, mas um santuário de entrega.

— Ajoelhe-se — Jungkook disse, a voz num tom que não admitia discussões.

Jimin sentiu o coração martelar contra as costelas. Ela olhou para Taehyung, que apenas assentiu com um olhar encorajador, mas firme. Lentamente, ela se ajoelhou no centro do tapete, as mãos repousando sobre as coxas.

Jungkook caminhou ao redor dela, como um lobo avaliando sua presa.

— Você é inteligente, Jimin. Sabe que o poder que exercemos lá fora é absoluto. Mas aqui dentro, esse poder é voltado para você. Para o seu prazer e para o nosso.

Ele parou à frente dela e levantou seu rosto.

— Você está com medo?

— Um pouco — ela confessou honestamente.

— Ótimo — Taehyung interveio, sentando-se em uma poltrona próxima, observando tudo. — O medo mantém os sentidos aguçados. Mas a confiança é o que fará você aproveitar. Hoje, não haverá dor. Hoje, haverá apenas a marcação de território.

Jungkook inclinou-se e beijou o topo da cabeça de Jimin, um gesto surpreendentemente doce antes de sua voz se tornar severa novamente.

— Tire a blusa, Jimin. Quero ver como a nossa gargantilha fica na sua pele sem distrações.

Com os dedos levemente trêmulos, Jimin desabotoou a seda branca. Ela se sentia exposta, vulnerável, mas estranhamente poderosa em sua rendição. Quando a peça caiu no chão, Jungkook soltou um suspiro pesado.

— Linda — ele murmurou. — Taehyung, olhe para ela.

Taehyung levantou-se e aproximou-se, parando atrás de Jimin. Ele colocou as mãos em seus ombros, os polegares massageando a tensão ali presente.

— Você é nossa agora, Park Jimin. No trabalho, você é a nossa mente. Na máfia, você é o nosso braço direito. Mas aqui... aqui você é o nosso coração e o nosso brinquedo.

Naquela noite, Jimin não dormiu em seu quarto novo. Após horas de carícias, comandos leves e uma exploração sensorial que a deixou em um estado de êxtase que ela nunca conhecera, ela foi carregada por Jungkook até a suíte master.

— Eu pensei que eu teria meu próprio quarto por alguns dias — ela murmurou, exausta e feliz, enquanto era aninhada entre os dois corpos quentes na cama imensa.

— Nós mentimos — Jungkook sussurrou em seu ouvido, abraçando-a por trás.

— Nós mudamos de ideia no momento em que vimos você de joelhos — Taehyung completou, beijando seu ombro. — Você não vai a lugar nenhum, Jimin. Nunca mais.

Dormindo entre o fogo de Jungkook e o gelo calmo de Taehyung, Jimin soube que aquela era a prisão mais luxuosa e libertadora que ela poderia ter escolhido. O contrato de ouro e sombras estava apenas começando.
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