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O acaso
Fandom: Erick Pulgar
Criado: 07/07/2026
Tags
RomanceHumorFofuraFatias de VidaHistória DomésticaUA (Universo Alternativo)Cenário Canônico
Entre Lentes e Chutes: O Efeito Dominó
O apartamento de luxo no Leblon estava mergulhado em um caos controlado. Entre taças de vinho rosé, embalagens de delivery e figurinos de grife espalhados pelo sofá, cinco amigas aproveitavam a rara folga de Gabrielly da Silva Santos. Aos 28 anos, Gabi era o epítome do sucesso: 1,77m de elegância, cachos pretos impecáveis e um rosto que vendia desde perfumes franceses a carros de luxo. Mas ali, com Paloma, Melissa, Emily e Bárbara, ela era apenas a Gabi — a garota simpática que ainda se atrapalhava com os próprios pés.
— Gente, silêncio! Vou começar a gravar! — Paloma anunciou, posicionando o celular no tripé enquanto Bárbara, a irmã mais nova de Arrascaeta, se ajeitava ao lado dela.
— O tema de hoje é polêmico: os solteiros mais desejados do futebol — disse Paloma para a câmera, com um sorriso travesso. — Vamos ver quem passa no nosso crivo.
Gabi estava sentada no chão, encostada na poltrona, respondendo e-mails no celular, enquanto Emily e Melissa davam palpites ao fundo. O vídeo seguia com risadas e comentários ácidos sobre penteados e estilos duvidosos, até que Paloma parou em uma foto específica.
— E agora... Erick Pulgar. O chileno do Flamengo.
— Nossa, ele tem presença — comentou Melissa, aproximando-se da tela. — Mas é muita tatuagem, não é? Parece um gibi.
— Eu acho um charme — rebateu Bárbara, trocando um olhar cúmplice com Emily (Bárbara entendia de segredos, mantendo seu namoro com Carrascal longe dos olhos vigilantes do irmão). — Gabi! Vem cá ver esse. Você que gosta de arte.
Gabrielly levantou, ajeitando o moletom oversized que parecia um editorial de moda nela. Ela se inclinou sobre o ombro de Paloma e analisou a foto. Erick Pulgar aparecia com seu olhar intenso, a pele marcada por tinta e a postura de quem não pede licença para existir.
— Gente... que homem bonito — Gabi soltou, sem filtro. — E essas tatuagens? Eu achei maravilhosas. Dá um ar de mistério.
— Ele é chileno, Gabi — avisou Paloma, rindo da reação da amiga.
— Chileno? — Gabi brincou, fazendo uma pose dramática e usando um sotaque espanhol improvisado e engraçado. — *¡Hola, Erick! Por favor, llámame. Estoy esperando tu llamada, guapo.*
As meninas explodiram em gargalhadas.
— Ele joga no Flamengo, sua boba! — Emily cutucou. — Mora aqui do lado.
— Pois digam a ele que a New York Fashion Week pode esperar, mas o meu telefone não — Gabi finalizou, voltando para o seu vinho, achando que aquilo morreria ali.
No final da gravação, enquanto Paloma editava os cortes rápidos, ouviu-se ao fundo a voz de Gabi, agora em tom sério:
— Pelo amor de Deus, Paloma, corta essa parte que eu falo do chileno. Eu pareço uma desesperada! Corta isso!
— Não vou cortar nada! Ficou natural, Gabi! — a voz de Bárbara ecoou, seguida de mais risos.
O vídeo foi postado na manhã seguinte. Sem cortes.
O impacto foi imediato. Em poucas horas, as hashtags #GabiEPulgar e #CasalFlaModa dominavam o X (antigo Twitter). O Instagram de Gabi virou um campo de guerra de notificações.
*@gabysantos:* "PALOMA, APAGA ISSO AGORA! 🤡🙈💃🏽"
Abaixo do comentário dela, com milhares de curtidas, surgiu o perfil verificado que fez a internet travar:
*@erickpulgar:* "Creo que perdí tu número, @gabysantos. ¿Me lo pasas por DM? 😉"
***
Semanas depois, o destino — ou o azar coreografado de Gabrielly — decidiu agir.
Após o Victoria's Secret Show em Nova York, onde Gabi brilhou como uma das estrelas principais em uma ação social conjunta com o Flamengo para arrecadação de fundos, o grupo de amigas estava exausto no aeroporto JFK. O voo de volta para o Rio de Janeiro estava atrasado, e o saguão da primeira classe parecia uma extensão do Ninho do Urubu: o time inteiro do Flamengo estava lá, retornando de um amistoso internacional.
— Gabi, não olha agora, mas o time todo está encarando a gente — sussurrou Bárbara, escondendo o sorriso atrás do passaporte.
Gabi não ouviu. Ela estava teclando furiosamente com seu estilista, tentando resolver um problema com um vestido para o baile da Vogue.
— Atenção, passageiros — anunciou a comissária. — Devido a uma reconfiguração na aeronave, alguns assentos foram alterados.
No avião, a confusão se instalou. O time ocupava boa parte da executiva. Bárbara, rápida como um contra-ataque, viu Pulgar sentado sozinho em uma fileira de três lugares, com os dois assentos ao lado vazios.
— Tem um lugar ali, Gabi! Vai logo antes que alguém pegue — disse Bárbara, empurrando a amiga.
— Onde? Ah, ok... — Gabi, distraída e com o celular ainda na mão, seguiu o fluxo.
Ela se sentou na janela, sem olhar para o lado. Pulgar estava no corredor, de fones de ouvido, folheando uma revista de design, tentando manter sua habitual discrição. Ele a reconheceu no instante em que o perfume dela invadiu o espaço, mas permaneceu em silêncio, o coração batendo um pouco mais rápido do que em uma final de Libertadores.
O assento do meio permaneceu vazio por cinco minutos, até que um passageiro alto e apressado chegou.
— Com licença, esse é o meu lugar — disse o homem.
Gabi teve que se levantar para deixá-lo passar. No movimento, o avião deu um solavanco ainda em solo. O resultado foi inevitável: Gabi perdeu o equilíbrio e, em vez de cair no assento do meio, aterrissou diretamente no colo de Erick Pulgar.
O silêncio na cabine foi absoluto, quebrado apenas pelo som de alguém — provavelmente Gabigol ou Arrascaeta — segurando o riso ao fundo.
— *¡Dios mío!* — exclamou Gabi, o rosto queimando de vergonha enquanto sentia os braços fortes do jogador a ampararem por puro instinto. — Desculpa! Mil desculpas, eu sou um desastre ambulante!
Erick olhou para ela, os olhos escuros brilhando com uma diversão rara.
— *Está bien, Gabrielly* — ele disse, com a voz rouca e um sotaque espanhol profundo que fez as pernas dela tremerem mais que a turbulência. — *Parece que finalmente decidiste "llamarme" en persona.*
Gabi se ajeitou no assento do meio, agora espremida entre o desconhecido e o homem que ela tinha "cantado" para milhões de seguidores. Para piorar, o passageiro do outro lado ligou o celular e, por coincidência ou crueldade do destino, o vídeo de Paloma começou a tocar no volume máximo.
"...adoro as tattoos... diz pra ele me ligar em espanhol!"
Gabi quis abrir a escotilha e pular.
— Eu juro que eu ia pedir desculpas pela exposição — ela sussurrou, cobrindo o rosto com as mãos. — Eu não sabia que ela ia postar aquilo.
— Não precisa pedir desculpas — Erick respondeu, inclinando-se para perto dela, ignorando os olhares curiosos do time. — Eu gostei do vídeo. Só achei que você ia demorar menos para cair nos meus braços. Literalmente.
***
A sequência de desastres não parou no voo. Nos dias seguintes, parecia que o universo conspirava para que Gabi testasse a resistência física de Pulgar.
Na academia de luxo que ambos frequentavam na Barra, Gabi, distraída com uma playlist de bossa nova, virou-se bruscamente com um copo de café térmico na mão. Erick estava passando logo atrás. O café não estava fervendo, mas a mancha escura na camisa branca de treino dele foi instantânea.
— Não! Não, não, não! — Gabi começou a dar tapinhas no peito dele com uma toalhinha, tentando limpar, o que só piorou a situação, já que ela estava basicamente acariciando o abdômen definido do jogador na frente de todos os sócios.
— *Gabi... para* — ele disse, rindo e segurando os pulsos dela. — *Si sigues haciendo esto, la gente va a pensar que lo haces a propósito para desnudarme.*
— Eu sou um perigo para a sua integridade física — ela lamentou, rindo de nervoso.
O ápice do "efeito Gabi" aconteceu no churrasco de confraternização na casa de Arrascaeta e Bárbara. O ambiente era descontraído, com pagode ao fundo e o cheiro de carne assada. Gabi e Erick já estavam conversando há quase uma hora, uma conexão genuína surgindo entre o silêncio dele e o falatório gentil dela.
Ao verem um brinquedo do cachorro de Arrascaeta no chão, ambos se abaixaram ao mesmo tempo para pegar.
*TOC.*
As testas se chocaram com força.
— Ai! — Gabi levou a mão à cabeça, cambaleando para trás.
— *¡Caramba!* — Erick resmungou, também tonto, mas sua primeira reação foi segurá-la pela cintura para que ela não caísse na piscina.
Eles ficaram ali, testas encostadas, rindo da própria desgraça.
— Sabe — disse Gabi, recuperando o fôlego —, a imprensa diz que você é o "Pitbull", mas eu acho que o perigo real aqui sou eu.
— Você é um desastre, Gabrielly — Erick concordou, os olhos fixos nos lábios dela. — Mas é o desastre mais bonito que já cruzou o meu caminho.
— Eu vim te pedir desculpas formalmente hoje — ela disse, ficando séria por um momento, as mãos apoiadas nos ombros dele. — Pelo vídeo, pelas hashtags, por quase te quebrar no avião e pela mancha de café.
Erick sorriu, um sorriso que ele raramente mostrava às câmeras, mas que para Gabi vinha com facilidade.
— Você fala demais — ele murmurou em espanhol. — *Menos palabras, Gabi.*
Ele não esperou por uma resposta. Diminuindo a distância, Erick a beijou. Foi um beijo que misturava a intensidade que ele tinha em campo com uma doçura que ninguém imaginava que o "Pitbull" possuía.
Ao fundo, ouviram-se assobios e gritos.
— Boa, Pulgar! — gritou Arrascaeta, levantando uma lata de cerveja. — Mas se magoar a amiga da minha irmã, você vai ver!
Gabi se separou de Erick, vermelha como um tomate, mas com um sorriso radiante.
— Acho que trocamos as bolsas no aeroporto hoje cedo também — ela lembrou de repente, arregalando os olhos. — Eu peguei a sua mochila de mão por engano na saída do desembarque.
Erick soltou uma gargalhada alta, puxando-a para mais perto.
— *No importa* — ele disse, beijando o topo da cabeça dela. — *Puedes quedarte con mi mochila, siempre y cuando yo possa quedarme contigo.*
Gabi sorriu, encostando a cabeça no peito dele. Ela podia ser desastrada, derrubar cafés e bater cabeças, mas, pela primeira vez, sentia que tinha caído exatamente onde deveria estar. E, se dependesse de Erick Pulgar, ele estaria ali para segurá-la em cada tropeço.
— Gente, silêncio! Vou começar a gravar! — Paloma anunciou, posicionando o celular no tripé enquanto Bárbara, a irmã mais nova de Arrascaeta, se ajeitava ao lado dela.
— O tema de hoje é polêmico: os solteiros mais desejados do futebol — disse Paloma para a câmera, com um sorriso travesso. — Vamos ver quem passa no nosso crivo.
Gabi estava sentada no chão, encostada na poltrona, respondendo e-mails no celular, enquanto Emily e Melissa davam palpites ao fundo. O vídeo seguia com risadas e comentários ácidos sobre penteados e estilos duvidosos, até que Paloma parou em uma foto específica.
— E agora... Erick Pulgar. O chileno do Flamengo.
— Nossa, ele tem presença — comentou Melissa, aproximando-se da tela. — Mas é muita tatuagem, não é? Parece um gibi.
— Eu acho um charme — rebateu Bárbara, trocando um olhar cúmplice com Emily (Bárbara entendia de segredos, mantendo seu namoro com Carrascal longe dos olhos vigilantes do irmão). — Gabi! Vem cá ver esse. Você que gosta de arte.
Gabrielly levantou, ajeitando o moletom oversized que parecia um editorial de moda nela. Ela se inclinou sobre o ombro de Paloma e analisou a foto. Erick Pulgar aparecia com seu olhar intenso, a pele marcada por tinta e a postura de quem não pede licença para existir.
— Gente... que homem bonito — Gabi soltou, sem filtro. — E essas tatuagens? Eu achei maravilhosas. Dá um ar de mistério.
— Ele é chileno, Gabi — avisou Paloma, rindo da reação da amiga.
— Chileno? — Gabi brincou, fazendo uma pose dramática e usando um sotaque espanhol improvisado e engraçado. — *¡Hola, Erick! Por favor, llámame. Estoy esperando tu llamada, guapo.*
As meninas explodiram em gargalhadas.
— Ele joga no Flamengo, sua boba! — Emily cutucou. — Mora aqui do lado.
— Pois digam a ele que a New York Fashion Week pode esperar, mas o meu telefone não — Gabi finalizou, voltando para o seu vinho, achando que aquilo morreria ali.
No final da gravação, enquanto Paloma editava os cortes rápidos, ouviu-se ao fundo a voz de Gabi, agora em tom sério:
— Pelo amor de Deus, Paloma, corta essa parte que eu falo do chileno. Eu pareço uma desesperada! Corta isso!
— Não vou cortar nada! Ficou natural, Gabi! — a voz de Bárbara ecoou, seguida de mais risos.
O vídeo foi postado na manhã seguinte. Sem cortes.
O impacto foi imediato. Em poucas horas, as hashtags #GabiEPulgar e #CasalFlaModa dominavam o X (antigo Twitter). O Instagram de Gabi virou um campo de guerra de notificações.
*@gabysantos:* "PALOMA, APAGA ISSO AGORA! 🤡🙈💃🏽"
Abaixo do comentário dela, com milhares de curtidas, surgiu o perfil verificado que fez a internet travar:
*@erickpulgar:* "Creo que perdí tu número, @gabysantos. ¿Me lo pasas por DM? 😉"
***
Semanas depois, o destino — ou o azar coreografado de Gabrielly — decidiu agir.
Após o Victoria's Secret Show em Nova York, onde Gabi brilhou como uma das estrelas principais em uma ação social conjunta com o Flamengo para arrecadação de fundos, o grupo de amigas estava exausto no aeroporto JFK. O voo de volta para o Rio de Janeiro estava atrasado, e o saguão da primeira classe parecia uma extensão do Ninho do Urubu: o time inteiro do Flamengo estava lá, retornando de um amistoso internacional.
— Gabi, não olha agora, mas o time todo está encarando a gente — sussurrou Bárbara, escondendo o sorriso atrás do passaporte.
Gabi não ouviu. Ela estava teclando furiosamente com seu estilista, tentando resolver um problema com um vestido para o baile da Vogue.
— Atenção, passageiros — anunciou a comissária. — Devido a uma reconfiguração na aeronave, alguns assentos foram alterados.
No avião, a confusão se instalou. O time ocupava boa parte da executiva. Bárbara, rápida como um contra-ataque, viu Pulgar sentado sozinho em uma fileira de três lugares, com os dois assentos ao lado vazios.
— Tem um lugar ali, Gabi! Vai logo antes que alguém pegue — disse Bárbara, empurrando a amiga.
— Onde? Ah, ok... — Gabi, distraída e com o celular ainda na mão, seguiu o fluxo.
Ela se sentou na janela, sem olhar para o lado. Pulgar estava no corredor, de fones de ouvido, folheando uma revista de design, tentando manter sua habitual discrição. Ele a reconheceu no instante em que o perfume dela invadiu o espaço, mas permaneceu em silêncio, o coração batendo um pouco mais rápido do que em uma final de Libertadores.
O assento do meio permaneceu vazio por cinco minutos, até que um passageiro alto e apressado chegou.
— Com licença, esse é o meu lugar — disse o homem.
Gabi teve que se levantar para deixá-lo passar. No movimento, o avião deu um solavanco ainda em solo. O resultado foi inevitável: Gabi perdeu o equilíbrio e, em vez de cair no assento do meio, aterrissou diretamente no colo de Erick Pulgar.
O silêncio na cabine foi absoluto, quebrado apenas pelo som de alguém — provavelmente Gabigol ou Arrascaeta — segurando o riso ao fundo.
— *¡Dios mío!* — exclamou Gabi, o rosto queimando de vergonha enquanto sentia os braços fortes do jogador a ampararem por puro instinto. — Desculpa! Mil desculpas, eu sou um desastre ambulante!
Erick olhou para ela, os olhos escuros brilhando com uma diversão rara.
— *Está bien, Gabrielly* — ele disse, com a voz rouca e um sotaque espanhol profundo que fez as pernas dela tremerem mais que a turbulência. — *Parece que finalmente decidiste "llamarme" en persona.*
Gabi se ajeitou no assento do meio, agora espremida entre o desconhecido e o homem que ela tinha "cantado" para milhões de seguidores. Para piorar, o passageiro do outro lado ligou o celular e, por coincidência ou crueldade do destino, o vídeo de Paloma começou a tocar no volume máximo.
"...adoro as tattoos... diz pra ele me ligar em espanhol!"
Gabi quis abrir a escotilha e pular.
— Eu juro que eu ia pedir desculpas pela exposição — ela sussurrou, cobrindo o rosto com as mãos. — Eu não sabia que ela ia postar aquilo.
— Não precisa pedir desculpas — Erick respondeu, inclinando-se para perto dela, ignorando os olhares curiosos do time. — Eu gostei do vídeo. Só achei que você ia demorar menos para cair nos meus braços. Literalmente.
***
A sequência de desastres não parou no voo. Nos dias seguintes, parecia que o universo conspirava para que Gabi testasse a resistência física de Pulgar.
Na academia de luxo que ambos frequentavam na Barra, Gabi, distraída com uma playlist de bossa nova, virou-se bruscamente com um copo de café térmico na mão. Erick estava passando logo atrás. O café não estava fervendo, mas a mancha escura na camisa branca de treino dele foi instantânea.
— Não! Não, não, não! — Gabi começou a dar tapinhas no peito dele com uma toalhinha, tentando limpar, o que só piorou a situação, já que ela estava basicamente acariciando o abdômen definido do jogador na frente de todos os sócios.
— *Gabi... para* — ele disse, rindo e segurando os pulsos dela. — *Si sigues haciendo esto, la gente va a pensar que lo haces a propósito para desnudarme.*
— Eu sou um perigo para a sua integridade física — ela lamentou, rindo de nervoso.
O ápice do "efeito Gabi" aconteceu no churrasco de confraternização na casa de Arrascaeta e Bárbara. O ambiente era descontraído, com pagode ao fundo e o cheiro de carne assada. Gabi e Erick já estavam conversando há quase uma hora, uma conexão genuína surgindo entre o silêncio dele e o falatório gentil dela.
Ao verem um brinquedo do cachorro de Arrascaeta no chão, ambos se abaixaram ao mesmo tempo para pegar.
*TOC.*
As testas se chocaram com força.
— Ai! — Gabi levou a mão à cabeça, cambaleando para trás.
— *¡Caramba!* — Erick resmungou, também tonto, mas sua primeira reação foi segurá-la pela cintura para que ela não caísse na piscina.
Eles ficaram ali, testas encostadas, rindo da própria desgraça.
— Sabe — disse Gabi, recuperando o fôlego —, a imprensa diz que você é o "Pitbull", mas eu acho que o perigo real aqui sou eu.
— Você é um desastre, Gabrielly — Erick concordou, os olhos fixos nos lábios dela. — Mas é o desastre mais bonito que já cruzou o meu caminho.
— Eu vim te pedir desculpas formalmente hoje — ela disse, ficando séria por um momento, as mãos apoiadas nos ombros dele. — Pelo vídeo, pelas hashtags, por quase te quebrar no avião e pela mancha de café.
Erick sorriu, um sorriso que ele raramente mostrava às câmeras, mas que para Gabi vinha com facilidade.
— Você fala demais — ele murmurou em espanhol. — *Menos palabras, Gabi.*
Ele não esperou por uma resposta. Diminuindo a distância, Erick a beijou. Foi um beijo que misturava a intensidade que ele tinha em campo com uma doçura que ninguém imaginava que o "Pitbull" possuía.
Ao fundo, ouviram-se assobios e gritos.
— Boa, Pulgar! — gritou Arrascaeta, levantando uma lata de cerveja. — Mas se magoar a amiga da minha irmã, você vai ver!
Gabi se separou de Erick, vermelha como um tomate, mas com um sorriso radiante.
— Acho que trocamos as bolsas no aeroporto hoje cedo também — ela lembrou de repente, arregalando os olhos. — Eu peguei a sua mochila de mão por engano na saída do desembarque.
Erick soltou uma gargalhada alta, puxando-a para mais perto.
— *No importa* — ele disse, beijando o topo da cabeça dela. — *Puedes quedarte con mi mochila, siempre y cuando yo possa quedarme contigo.*
Gabi sorriu, encostando a cabeça no peito dele. Ela podia ser desastrada, derrubar cafés e bater cabeças, mas, pela primeira vez, sentia que tinha caído exatamente onde deveria estar. E, se dependesse de Erick Pulgar, ele estaria ali para segurá-la em cada tropeço.
