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K.rool cuidando de diddy kong

Fandom: Donkey kong

Criado: 07/07/2026

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O Rei do Balanço e o Pequeno Macaco

O sol da tarde mergulhava a Ilha de Donkey Kong em um tom dourado e quente, filtrando-se através das densas folhagens das palmeiras. O som das ondas quebrando suavemente na areia branca criava uma melodia relaxante, mas, no coração da selva, o som era outro: eram gargalhadas agudas e o impacto abafado de algo muito grande e mole contra algo pequeno e ágil.

Sentado em uma clareira sombreada, King K. Rool soltou um suspiro profundo de satisfação. O enorme crocodilo, outrora conhecido por seus planos mirabolantes e sua sede de poder, parecia uma montanha de escamas verdes e hospitalidade. Sua barriga, uma protuberância vasta e dourada que brilhava sob a luz filtrada, era agora o centro das atenções.

— Peguei você! — exclamou K. Rool, soltando uma risada cavernosa que fez o chão vibrar levemente.

Diddy Kong, o pequeno macaco de boné vermelho, deu um salto mortal para trás, tentando escapar das mãos pesadas do crocodilo. Ele aterrissou com perfeição, soltando guinchos de alegria pura. Para Diddy, K. Rool não era mais o vilão temível que roubava bananas; ele era uma figura imponente, protetora e incrivelmente divertida.

— Nem perto, K. Rool! — Diddy provocou, batendo no próprio peito antes de correr em direção ao crocodilo. — Você está ficando lento com essa barriga toda!

O Rei deu um tapinha sonoro em seu próprio ventre, que produziu um som oco e rítmico, como um tambor gigante.

— Lento? Eu chamo isso de "vantagem tática" — rebateu o crocodilo, abrindo os braços. — Venha aqui, seu pestinha!

Diddy não hesitou. Ele correu a toda velocidade e saltou, não para atacar, mas para se lançar contra a enorme barriga de K. Rool. O impacto foi como cair em um colchão de água gigante. O corpo do pequeno macaco afundou na superfície macia e elástica, sendo imediatamente envolvido pelo calor do crocodilo.

K. Rool fechou os braços em volta de Diddy, prendendo-o em um abraço de urso — ou melhor, de crocodilo. Ele começou a balançar o corpo de um lado para o outro, fazendo com que Diddy rolasse suavemente sobre sua barriga.

— Ganhei! — disse K. Rool, esfregando o focinho escamoso no topo da cabeça de Diddy, tomando cuidado com o boné vermelho. — O que o grande campeão vai fazer agora?

— Revanche! — gritou Diddy entre risos, tentando se desvencilhar, mas secretamente aproveitando o conforto. — Você usou gravidade, isso é trapaça!

K. Rool soltou Diddy apenas o suficiente para que o macaco pudesse se sentar no topo de sua barriga, como se estivesse em um trono de ouro orgânico.

— A gravidade é minha aliada, pequeno Diddy. Assim como a paciência.

O pequeno macaco olhou para cima, encarando o olho injetado de K. Rool, que agora transbordava um carinho quase paternal. Diddy nunca teve um pai, e embora Donkey Kong fosse seu melhor amigo e mentor, havia algo na presença massiva e protetora de K. Rool que preenchia um espaço diferente em seu coração.

— Você acha que o Donkey vai ficar bravo se souber que passamos a tarde toda brincando? — perguntou Diddy, deitando-se de costas e usando a barriga do Rei como travesseiro.

— Aquele macaco teimoso? — K. Rool bufou, mas sem malícia. — Ele provavelmente está ocupado demais contando bananas ou tirando uma soneca. Além disso, quem poderia resistir a esse meu charme real?

Diddy riu, sentindo a vibração da voz de K. Rool em suas próprias costas.

— Você não tem charme nenhum, K. Rool. Você só é grande e fofinho.

O Rei fingiu uma expressão de choque, levando a mão ao peito.

— Fofinho? Eu sou o terror dos mares! O soberano dos Kremlings!

— E o meu travesseiro favorito — completou Diddy, fechando os olhos enquanto sentia o movimento rítmico da respiração de K. Rool.

O silêncio se instalou por alguns momentos, quebrado apenas pelo canto dos pássaros tropicais. K. Rool começou a fazer carinho nas costas de Diddy com suas garras grandes, mas movendo-as com uma delicadeza surpreendente para alguém do seu tamanho. Ele sabia que sua reputação lá fora era de um monstro, mas ali, com aquele pequeno primata confiando plenamente nele, ele se sentia em paz.

— Sabe, Diddy... — começou K. Rool, sua voz descendo para um tom mais suave. — Às vezes eu esqueço por que passamos tanto tempo brigando.

Diddy abriu um olho, observando o perfil do crocodilo.

— Acho que era pelas bananas. Mas bananas a gente come e acaba. Brincar é melhor.

K. Rool soltou um murmúrio de concordância.

— É, você tem razão. Bananas não dão risada e certamente não tentam roubar meu boné imaginário.

Diddy sentou-se de repente, com os olhos brilhando de malícia.

— Falando em roubar...

Antes que K. Rool pudesse reagir, Diddy começou a fazer cócegas nas laterais da enorme barriga do crocodilo. O efeito foi imediato. K. Rool começou a se contorcer, soltando gargalhadas que pareciam trovões ecoando pela floresta.

— Não! Pare! — implorou o Rei, rindo tanto que lágrimas começaram a brotar em seus olhos. — Isso é golpe baixo, Diddy!

— O Rei é vulnerável! — exclamou Diddy, intensificando o ataque com suas mãos rápidas.

K. Rool tentou agarrar o macaco, mas sua própria risada o deixava sem forças. Ele acabou rolando de lado, levando Diddy consigo para a grama macia. Os dois rolaram pelo chão da clareira, uma confusão de escamas verdes e pelos castanhos, até que pararam com K. Rool de costas e Diddy sentado triunfante sobre seu peito.

— Eu venci! — anunciou Diddy, levantando os braços.

— Tudo bem, tudo bem... — ofegou K. Rool, tentando recuperar o fôlego. — Você venceu esta rodada. Mas só porque eu deixei.

— Mentira! — Diddy riu, pulando de volta para a barriga de K. Rool, que agora servia como uma espécie de pula-pula. — Você se rendeu!

K. Rool apenas sorriu, observando a energia inesgotável do pequeno macaco. Ele estendeu a mão e, com um movimento rápido mas gentil, puxou Diddy para um abraço apertado contra sua barriga novamente.

— Descanse um pouco, pequeno herói — disse K. Rool. — Até os campeões precisam de uma pausa.

Diddy se aninhou na curva do pescoço de K. Rool, sentindo-se seguro. O crocodilo era frio ao toque por causa das escamas, mas sua barriga emanava um calor reconfortante que parecia vir de dentro.

— K. Rool? — chamou Diddy em um sussurro.

— Sim?

— Você vai estar aqui amanhã?

O Rei do Balanço olhou para o horizonte, onde o sol começava a desaparecer, pintando o céu de roxo e laranja. Ele apertou Diddy um pouco mais contra si, protegendo-o do vento fresco da tarde que começava a soprar.

— Eu não iria a lugar nenhum, Diddy. Alguém precisa garantir que você não se meta em confusão demais.

— E quem vai garantir que você não tente roubar as bananas de novo? — perguntou o macaco, com um sorriso sonolento.

— Bem... — K. Rool deu um tapinha final em sua barriga. — Se eu tiver alguém para brincar de luta e me fazer cócegas, acho que posso viver sem algumas frutas por um tempo.

Diddy soltou um bocejo longo e relaxado.

— Promete?

— Palavra de Rei — respondeu K. Rool, fechando os olhos e deixando que o som da floresta os envolvesse.

Ali, na penumbra da selva, a rivalidade era uma memória distante. O que restava era apenas um grande crocodilo e um pequeno macaco, unidos por um laço improvável que nem mesmo a maior montanha de bananas poderia substituir. K. Rool sentiu o peso leve de Diddy adormecendo em seus braços e, pela primeira vez em muito tempo, ele não desejava uma coroa ou um império. Ele já tinha tudo o que precisava bem ali, em cima de sua grande barriga dourada.

As horas passaram e a lua subiu ao céu, iluminando a clareira com uma luz prateada. King K. Rool continuava imóvel, servindo de berço para o pequeno Diddy Kong. Ele sabia que, pela manhã, a rotina da ilha voltaria, com Donkey Kong procurando por seu parceiro e as aventuras habituais recomeçando. Mas, por enquanto, o mundo era apenas deles.

— Durma bem, pequeno — murmurou K. Rool, sua voz mal passando de um sussurro.

Ele ajeitou sua barriga para que Diddy ficasse em uma posição mais confortável e, finalmente, permitiu-se cair em um sono profundo e sem preocupações, guardado pela amizade mais estranha e sincera que a Ilha de Donkey Kong já vira.
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