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King K.rool e Seu Filho Diddy Kong

Fandom: Donkey kong

Criado: 07/07/2026

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UA (Universo Alternativo)Fatias de VidaFofuraHumorHistória DomésticaEstudo de PersonagemDivergência
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O Peso do Afeto e a Barriga Real

O sol se punha sobre a Ilha Donkey Kong, pintando o céu com tons de laranja vibrante e roxo profundo. No convés do Gangplank Galleon, o imenso navio pirata que outrora servira como base de operações para planos nefastos, o silêncio agora era preenchido apenas pelo som das ondas batendo contra o casco e pelo riso contido de um pequeno primata.

King K. Rool, o outrora temido rei dos Kremlings, estava sentado em seu trono improvisado no convés superior. Ele não usava sua armadura de batalha, apenas sua capa vermelha aveludada, que parecia mais um cobertor do que um símbolo de realeza. Sua imensa barriga dourada brilhava sob a luz do crepúsculo, subindo e descendo ruidosamente a cada respiração profunda.

Aos seus pés, Diddy Kong saltitava de um lado para o outro. O boné vermelho estava ligeiramente torto e seus olhos brilhavam com uma travessura que K. Rool aprendera a amar.

— Ei, Vossa Majestade Escamosa! — gritou Diddy, dando um salto mortal para trás. — Você parece uma estátua de ouro hoje. Está dormindo em pé?

K. Rool abriu um de seus olhos esbugalhados, a pupila dilatando-se ao focar no pequeno macaco. Um sorriso largo, revelando dentes afiados que antes causavam terror, surgiu em seu rosto.

— Um rei nunca dorme, pequeno Diddy — trovejou K. Rool, sua voz profunda vibrando no peito de Diddy. — Ele apenas medita sobre a vastidão de seu domínio... e sobre o quanto você é barulhento.

Diddy soltou uma gargalhada e, sem aviso, correu em direção ao crocodilo. Com a agilidade de quem conhecia cada centímetro daquele convés, ele escalou a perna maciça de K. Rool e saltou diretamente sobre a enorme barriga do rei.

O impacto produziu um som surdo, como um tambor gigante sendo golpeado. Diddy começou a pular na barriga de K. Rool como se fosse um trampolim, sentindo a textura firme e, ao mesmo tempo, estranhamente macia das escamas douradas.

— U-huuu! — exclamou Diddy entre os saltos. — A melhor cama elástica do mundo!

K. Rool soltou uma risada ruidosa que fez sua barriga sacudir violentamente, mandando Diddy pelos ares. O macaco deu uma pirueta no ar e caiu sentado, rindo histericamente.

— Cuidado, pequeno — disse K. Rool, estendendo uma garra enorme para estabilizar o pequeno amigo. — Se você pular com muita força, pode acabar sendo lançado de volta para a Ilha DK sem precisar de barris canhão.

Diddy se acomodou no colo do rei, apoiando as costas contra a couraça abdominal de K. Rool. Ele começou a batucar na barriga do crocodilo, criando um ritmo tropical.

— Sabe, K. Rool... — Diddy começou, sua voz ficando um pouco mais séria, embora o sorriso permanecesse. — No começo, todo mundo achou que você tinha ficado louco por me adotar. Até o Donkey ficou coçando a cabeça por uma semana.

K. Rool suspirou, um som que parecia o escape de uma caldeira a vapor. Ele colocou a mão sobre a cabeça de Diddy, bagunçando os pelos entre as orelhas do macaco.

— Eles não entendem, Diddy — murmurou o rei. — Ser um vilão é cansativo. Roubar bananas, construir máquinas de destruição... no final do dia, eu voltava para este navio e só havia o silêncio e o medo dos meus subordinados. Com você, o navio tem vida. Você não tem medo de mim.

Diddy virou-se e deu um tapinha carinhoso na barriga de K. Rool.

— Como eu poderia ter medo de alguém que tem uma barriga tão divertida? — Ele deu uma piscadela. — E que tem um bumbum que faz "thump" toda vez que senta no trono?

K. Rool revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o divertimento.

— Ora, sua criaturinha insolente! — K. Rool tentou parecer ofendido, mas falhou miseravelmente. — Meu porte físico é fruto de anos de... bem, de ser um rei.

Diddy não perdeu tempo. Ele escorregou pelo colo de K. Rool e deu a volta por trás do trono. O rei, sabendo exatamente o que viria a seguir, soltou um gemido dramático. Diddy começou a dar tapinhas rítmicos na parte traseira avantajada de K. Rool, que estava acomodada de forma pesada sobre o assento.

— É como um tambor de guerra! — Diddy ria, as mãos pequenas batendo com entusiasmo. — Bum-bum-thump! Bum-bum-thump!

— Pare com isso, Diddy! — K. Rool gargalhava, seu corpo inteiro chacoalhando. — Você vai me fazer cair do trono! É desrespeitoso com a coroa!

— A coroa está torta, pai! — disse Diddy, parando por um segundo.

O silêncio caiu sobre o convés por um breve momento. Foi a primeira vez que Diddy usou aquela palavra. O coração de K. Rool, escondido sob camadas de escamas e músculos, pareceu saltar. Ele se virou lentamente, olhando para o pequeno macaco que agora o encarava com uma expressão de expectativa e um pouco de timidez.

— O que você disse? — perguntou K. Rool, sua voz mais suave do que Diddy jamais ouvira.

Diddy coçou a nuca, um hábito que herdara de Donkey Kong.

— Bem... é que... você cuida de mim. A gente brinca, você me protege e... — Diddy deu de ombros, subindo novamente no colo de K. Rool. — Você é o melhor pai crocodilo que um macaco poderia ter.

K. Rool sentiu uma umidade estranha em seu olho bom. Ele rapidamente limpou com a ponta da capa, fingindo que era apenas o vento do mar.

— Bem... — começou K. Rool, pigarreando para recuperar a compostura. — Eu suponho que, se eu sou o Rei, isso faz de você o Príncipe dos Kremlings. Embora você precise de um pouco mais de escamas e talvez uma cauda mais pesada.

Diddy riu e se aninhou contra o peito de K. Rool, sentindo o calor que emanava do grande réptil.

— Eu prefiro ser apenas o Diddy. E você pode ser apenas o K. Rool. Mas o "pai" fica, tudo bem?

— Tudo bem, pequeno — respondeu K. Rool, envolvendo Diddy com seus braços poderosos em um abraço protetor. — Tudo bem.

Eles ficaram ali por um longo tempo, observando as estrelas começarem a surgir no céu noturno. Diddy, sempre cheio de energia, logo voltou às suas travessuras. Ele começou a fazer cócegas nas laterais da barriga de K. Rool, o que resultou em uma luta de brincadeira onde o rei tentava, sem sucesso, capturar o ágil macaco.

— Peguei você! — exclamou K. Rool, finalmente prendendo Diddy entre suas garras, apenas para soltá-lo logo em seguida sobre a parte mais macia de sua barriga.

— Não pegou não! — Diddy rolou pela superfície dourada, rindo até perder o fôlego. — Sua barriga é muito escorregadia hoje! Você passou cera?

— Um rei deve brilhar, Diddy! — K. Rool se recostou, deixando o cansaço prazeroso da brincadeira tomar conta. — Amanhã, vamos ver se você consegue pular mais alto que o mastro principal. Mas agora, acho que é hora de descansar.

Diddy bocejou, fechando os olhos enquanto se ajeitava no "travesseiro" real que era o abdômen de K. Rool.

— Boa noite, pai.

— Boa noite, meu filho — sussurrou K. Rool, fechando os olhos e deixando que o som do mar e a respiração calma de Diddy o guiassem para um sono tranquilo, sabendo que, naquela ilha, ele finalmente encontrara o maior tesouro de todos.
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