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vampire
Fandom: Diarios de um vampiro
Criado: 07/07/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaFantasiaCiúmesDivergênciaCenário CanônicoEstudo de Personagem
O Brilho da Sombra e o Despertar do Híbrido
O espelho do quarto de Clara Forbes era seu pior inimigo e seu único confidente. Ela ajustou o vestido de seda azul-marinho, sentindo o tecido apertar em curvas que ela passara a vida tentando esconder. Ao contrário de Caroline, que parecia ter sido esculpida em porcelana e luz solar, Clara era feita de terra e sombras. Ela era a "Forbes gordinha", a irmã invisível, aquela que observava o mundo através de cílios baixos e silêncios estratégicos.
Ninguém desconfiava que, por trás da timidez e da insegurança que a faziam gaguejar ocasionalmente, pulsava uma mente vibrante e desejos que fariam até o mais antigo dos vampiros corar. Clara era safada em seus pensamentos, uma devoradora de livros e de fantasias, mas, na realidade, ainda guardava o peso de ser BV e virgem aos dezoito anos.
— Você está demorando, Clara! — A voz vibrante de Caroline ecoou do corredor. — Klaus já deve estar chegando com aquela arrogância britânica dele, e eu preciso que você me ajude com o fecho do meu vestido.
Clara suspirou, saindo do quarto. No corredor, Caroline brilhava. Era impossível não notar a diferença. Caroline era o centro das atenções, a rainha do baile, a mulher que Niklaus Mikaelson — o híbrido original, o homem que assombrava os sonhos de Clara — desejava com uma obsessão quase poética.
— Você está linda, Care — disse Clara, com a sinceridade que sempre a definia.
— Eu sei, obrigada. Você também está... fofa — Caroline respondeu, mal olhando para a irmã enquanto lutava com um brinco. — Não sei por que ele insiste em vir aqui. Ele é um monstro, Clara. Um assassino.
Clara sentiu um aperto no peito. Ela se lembrava do dia do ritual, da quebra da maldição. Enquanto todos olhavam para Klaus com puro ódio, Clara tinha visto a solidão nos olhos dele. Ela fora a única a lhe oferecer um copo de água, a única a não desviar o olhar quando o sangue manchava suas mãos. Ela o tratava como um homem, não como um monstro. E, em troca, ele a chamava de "pequena Clara" e logo voltava seus olhos famintos para Caroline.
Quando desceram as escadas, Niklaus já estava lá. Ele usava um terno sob medida que realçava sua postura de rei. Seus olhos brilharam ao ver Caroline, um sorriso ladino brincando em seus lábios.
— Caroline — ele murmurou, a voz como veludo. — Você é uma visão.
Ele mal desviou o olhar para Clara, apenas um aceno de cabeça distraído.
— Olá, Nik — Clara disse, sua voz saindo mais firme do que o habitual.
Klaus franziu o cenho por um breve segundo, notando o uso do apelido que só ela usava, mas logo voltou sua atenção para a loira mais velha.
— Trouxe flores, embora nenhuma se compare à sua beleza, love — ele disse para Caroline, ignorando o fato de que Caroline revirou os olhos com desprezo.
— Guarde suas flores para quem se importa, Klaus — Caroline disparou, passando por ele com a cabeça erguida. — Vou buscar minha bolsa. Clara, entretenha o nosso "convidado" indesejado.
O silêncio na sala tornou-se pesado. Clara sentiu o calor subir pelo pescoço. Ela sabia que ele não queria estar ali com ela. Ele queria a perfeição de Caroline, a resistência dela, o brilho dela.
— Ela vai acabar cedendo, Nik — Clara disse, sentando-se no sofá e tentando não parecer tão pequena quanto se sentia. — Você só precisa de paciência.
Klaus caminhou até a lareira, de costas para ela.
— Paciência é uma virtude que eu raramente cultivo, pequena Clara. Sua irmã é um desafio fascinante.
— E eu sou o quê? — A pergunta escapou antes que ela pudesse conter. — O consolo enquanto você espera?
Klaus virou-se, surpreso pela ousadia incomum dela. Ele a analisou de cima a baixo. Havia algo de diferente em Clara naquela noite. Talvez fosse o modo como o vestido abraçava o que ela sempre tentava esconder, ou o brilho de resiliência nos olhos castanhos.
— Você é a doce Clara — ele disse, aproximando-se com uma velocidade sobrenatural, parando a centímetros dela. — A única pessoa nesta cidade que não me olha como se eu fosse um surto de peste bubônica. Eu aprecio sua companhia.
Ele estendeu a mão e tocou uma mecha do cabelo dela, mas seus olhos ainda tinham aquele distanciamento, aquela aura de quem olha para um animal de estimação querido, mas nunca para uma mulher.
Naquela noite, algo quebrou dentro de Clara. Ela estava cansada de ser a sombra. Estava cansada de amar um homem que usava sua gentileza como um curativo para as feridas que sua irmã causava.
— Chega — sussurrou ela, afastando a mão dele.
— O quê? — Klaus perguntou, confuso.
— Eu cansei, Nik. Cansei de ser o seu ombro amigo. Cansei de ver você rastejar atrás de alguém que te odeia enquanto eu... — Ela parou, a respiração pesada. — Esquece. Vá atrás dela. Eu não vou mais estar aqui para ouvir como o seu coração está partido.
— Clara, do que você está falando? — Ele deu um passo à frente, uma estranha agitação crescendo em seu peito.
— Estou desistindo — disse ela, as lágrimas pinicando seus olhos, mas ela se recusou a deixá-las cair. — De você. Dessa fantasia. A partir de amanhã, eu sou apenas a irmã da Caroline. E você é apenas o híbrido que mora na mansão no fim da rua.
Ela subiu as escadas sem olhar para trás, deixando um Klaus Mikaelson genuinamente perplexo no meio da sala.
***
As semanas seguintes foram um inferno para Klaus, embora ele não admitisse. Ele tentou focar em Caroline, mas a loira estava mais ácida do que nunca. No entanto, o que realmente o perturbava era a ausência de Clara.
Ela não estava mais nos eventos da cidade. Quando ele ia à casa dos Forbes, ela estava "estudando" ou "fora com amigos". E o pior: ele começou a ouvir boatos. Clara Forbes estava saindo. Clara Forbes tinha sido vista no Grill rindo com um rapaz da escola.
Klaus se pegou rosnando para as paredes de sua mansão. Ele não entendia por que a ideia de Clara sorrindo para outro homem o deixava com vontade de arrancar corações.
Certa noite, ele a encontrou por acaso no Mystic Grill. Ela estava sentada ao balcão, usando uma blusa preta justa que deixava seus ombros à mostra, os cabelos presos em um coque bagunçado que ele achou irritantemente atraente. Ela estava bebendo algo e conversando animadamente com um rapaz humano qualquer.
Klaus atravessou o bar como um furacão.
— Clara. — A voz dele era um trovão contido.
Ela virou-se lentamente. Não havia brilho de adoração em seus olhos. Apenas uma cortesia fria.
— Olá, Klaus. O que traz você aqui? Caroline está na outra mesa?
— Não estou aqui por causa da sua irmã — ele sibilou, lançando um olhar mortal para o rapaz ao lado dela, que empalideceu e saiu apressado.
— Isso foi rude — Clara comentou, voltando-se para sua bebida.
— Você tem me evitado — ele acusou, sentando-se no banco que o rapaz vagara.
— Eu disse que desisti, Nik. Estou vivendo minha vida. Você deveria fazer o mesmo. Vá dar diamantes para a Caroline ou algo assim.
— Eu não quero dar diamantes para a Caroline agora! — Klaus exclamou, batendo a mão no balcão, assustando o barman. — Eu quero entender por que a "doce Clara" de repente se tornou tão amarga.
Clara soltou uma risada curta e sem humor. Ela se inclinou para perto dele, e Klaus sentiu o perfume de baunilha e algo puramente dela que o atingiu como um soco.
— Eu não sou amarga, Nik. Eu só acordei. Eu passei anos sendo invisível para todo mundo, inclusive para você. Eu te dei meu carinho, minha lealdade e até minha proteção quando ninguém mais daria. E você? Você só tinha olhos para a Barbie vampira.
Ela se aproximou ainda mais, seus lábios quase roçando a orelha dele.
— Você não faz ideia do que perdeu por ser tão cego — ela sussurrou, a voz carregada de uma sensualidade que Klaus nunca imaginou que ela possuísse. — Mas agora é tarde. Eu não sou mais a sua fã número um.
Ela se levantou para sair, mas Klaus foi mais rápido. Ele segurou o pulso dela, não com força, mas com uma necessidade desesperada que o surpreendeu.
— Você não pode simplesmente decidir que eu não existo mais, Clara.
— Por que não? — Ela desafiou, os olhos brilhando. — Você fez isso comigo a vida toda.
— Porque eu não consigo parar de pensar em você! — Ele explodiu. — Eu vou ver a Caroline e me pego procurando por você nas sombras. Eu tento pintar e as cores saem nos tons do seu vestido. O que você fez comigo, sua bruxinha insolente?
Clara sentiu o coração disparar. O desejo que ela sempre reprimira ameaçava transbordar. Ela olhou para a mão dele em seu pulso e depois para os olhos azuis dele, que agora queimavam com uma intensidade predatória.
— Eu não fiz nada, Nik — ela disse, a voz falhando levemente pela primeira vez. — Eu apenas parei de tentar.
— Pois eu estou começando agora — Klaus rosnou, puxando-a para mais perto, quebrando qualquer espaço pessoal entre eles. — Você acha que sou obcecado pela sua irmã? Você ainda não viu o que acontece quando eu realmente quero algo que me pertence.
— Eu não pertenço a você — ela rebateu, embora seu corpo estivesse traindo suas palavras, pressionando-se contra o dele.
— Ainda não — ele murmurou, descendo o olhar para os lábios dela, os lábios que ele subitamente percebeu que nunca haviam sido tocados por ninguém.
O pensamento de ser o primeiro a tirar a inocência de Clara, de ser o único a conhecer o fogo que ela escondia sob aquela fachada de timidez, enviou uma onda de possessividade através do híbrido.
— Klaus... — ela começou, mas ele a interrompeu com um gesto brusco, levando-a para fora do bar, para a escuridão do estacionamento.
Ele a prensou contra a parede de tijolos, suas mãos segurando o rosto dela com uma urgência quase violenta.
— Você disse que desistiu de mim, Clara Forbes. Pois eu te desafio a manter essa promessa enquanto eu te mostro exatamente o que você tem despertado em mim.
— Você só quer o que não pode ter — ela disse, tentando manter a postura, embora estivesse tremendo. — É o seu complexo de deus.
— Talvez — ele admitiu, o rosto a milímetros do dela. — Ou talvez eu tenha sido um tolo por procurar uma estrela enquanto tinha a lua inteira ao meu lado.
Ele não esperou por uma resposta. Klaus selou seus lábios nos dela em um beijo que não tinha nada de gentil. Era uma reivindicação. Era fome, era desespero e era a descoberta de um vício que ele não sabia que tinha.
Clara, a virgem tímida, a irmã invisível, respondeu com uma intensidade que o fez gemer contra a boca dela. Suas mãos se enroscaram nos cabelos dele, puxando-o para mais perto, revelando a mulher safada e sedenta que ela sempre escondera.
Klaus recuou apenas o suficiente para olhar nos olhos dela, sua respiração tão errática quanto a dela.
— Você não vai a lugar nenhum com aquele humano, Clara. Nunca mais.
Clara sorriu, um sorriso vitorioso e carregado de promessas pecaminosas.
— Veremos, Niklaus. Veremos se você consegue me manter interessada.
Ela se soltou dele e caminhou em direção ao seu carro, deixando o híbrido original parado no escuro, completamente à mercê de uma garota que ele passara anos ignorando, e que agora era a única coisa que ele precisava para respirar. O jogo tinha virado, e Klaus Mikaelson finalmente tinha encontrado seu par. E ele faria o mundo queimar antes de deixá-la escapar novamente.
Ninguém desconfiava que, por trás da timidez e da insegurança que a faziam gaguejar ocasionalmente, pulsava uma mente vibrante e desejos que fariam até o mais antigo dos vampiros corar. Clara era safada em seus pensamentos, uma devoradora de livros e de fantasias, mas, na realidade, ainda guardava o peso de ser BV e virgem aos dezoito anos.
— Você está demorando, Clara! — A voz vibrante de Caroline ecoou do corredor. — Klaus já deve estar chegando com aquela arrogância britânica dele, e eu preciso que você me ajude com o fecho do meu vestido.
Clara suspirou, saindo do quarto. No corredor, Caroline brilhava. Era impossível não notar a diferença. Caroline era o centro das atenções, a rainha do baile, a mulher que Niklaus Mikaelson — o híbrido original, o homem que assombrava os sonhos de Clara — desejava com uma obsessão quase poética.
— Você está linda, Care — disse Clara, com a sinceridade que sempre a definia.
— Eu sei, obrigada. Você também está... fofa — Caroline respondeu, mal olhando para a irmã enquanto lutava com um brinco. — Não sei por que ele insiste em vir aqui. Ele é um monstro, Clara. Um assassino.
Clara sentiu um aperto no peito. Ela se lembrava do dia do ritual, da quebra da maldição. Enquanto todos olhavam para Klaus com puro ódio, Clara tinha visto a solidão nos olhos dele. Ela fora a única a lhe oferecer um copo de água, a única a não desviar o olhar quando o sangue manchava suas mãos. Ela o tratava como um homem, não como um monstro. E, em troca, ele a chamava de "pequena Clara" e logo voltava seus olhos famintos para Caroline.
Quando desceram as escadas, Niklaus já estava lá. Ele usava um terno sob medida que realçava sua postura de rei. Seus olhos brilharam ao ver Caroline, um sorriso ladino brincando em seus lábios.
— Caroline — ele murmurou, a voz como veludo. — Você é uma visão.
Ele mal desviou o olhar para Clara, apenas um aceno de cabeça distraído.
— Olá, Nik — Clara disse, sua voz saindo mais firme do que o habitual.
Klaus franziu o cenho por um breve segundo, notando o uso do apelido que só ela usava, mas logo voltou sua atenção para a loira mais velha.
— Trouxe flores, embora nenhuma se compare à sua beleza, love — ele disse para Caroline, ignorando o fato de que Caroline revirou os olhos com desprezo.
— Guarde suas flores para quem se importa, Klaus — Caroline disparou, passando por ele com a cabeça erguida. — Vou buscar minha bolsa. Clara, entretenha o nosso "convidado" indesejado.
O silêncio na sala tornou-se pesado. Clara sentiu o calor subir pelo pescoço. Ela sabia que ele não queria estar ali com ela. Ele queria a perfeição de Caroline, a resistência dela, o brilho dela.
— Ela vai acabar cedendo, Nik — Clara disse, sentando-se no sofá e tentando não parecer tão pequena quanto se sentia. — Você só precisa de paciência.
Klaus caminhou até a lareira, de costas para ela.
— Paciência é uma virtude que eu raramente cultivo, pequena Clara. Sua irmã é um desafio fascinante.
— E eu sou o quê? — A pergunta escapou antes que ela pudesse conter. — O consolo enquanto você espera?
Klaus virou-se, surpreso pela ousadia incomum dela. Ele a analisou de cima a baixo. Havia algo de diferente em Clara naquela noite. Talvez fosse o modo como o vestido abraçava o que ela sempre tentava esconder, ou o brilho de resiliência nos olhos castanhos.
— Você é a doce Clara — ele disse, aproximando-se com uma velocidade sobrenatural, parando a centímetros dela. — A única pessoa nesta cidade que não me olha como se eu fosse um surto de peste bubônica. Eu aprecio sua companhia.
Ele estendeu a mão e tocou uma mecha do cabelo dela, mas seus olhos ainda tinham aquele distanciamento, aquela aura de quem olha para um animal de estimação querido, mas nunca para uma mulher.
Naquela noite, algo quebrou dentro de Clara. Ela estava cansada de ser a sombra. Estava cansada de amar um homem que usava sua gentileza como um curativo para as feridas que sua irmã causava.
— Chega — sussurrou ela, afastando a mão dele.
— O quê? — Klaus perguntou, confuso.
— Eu cansei, Nik. Cansei de ser o seu ombro amigo. Cansei de ver você rastejar atrás de alguém que te odeia enquanto eu... — Ela parou, a respiração pesada. — Esquece. Vá atrás dela. Eu não vou mais estar aqui para ouvir como o seu coração está partido.
— Clara, do que você está falando? — Ele deu um passo à frente, uma estranha agitação crescendo em seu peito.
— Estou desistindo — disse ela, as lágrimas pinicando seus olhos, mas ela se recusou a deixá-las cair. — De você. Dessa fantasia. A partir de amanhã, eu sou apenas a irmã da Caroline. E você é apenas o híbrido que mora na mansão no fim da rua.
Ela subiu as escadas sem olhar para trás, deixando um Klaus Mikaelson genuinamente perplexo no meio da sala.
***
As semanas seguintes foram um inferno para Klaus, embora ele não admitisse. Ele tentou focar em Caroline, mas a loira estava mais ácida do que nunca. No entanto, o que realmente o perturbava era a ausência de Clara.
Ela não estava mais nos eventos da cidade. Quando ele ia à casa dos Forbes, ela estava "estudando" ou "fora com amigos". E o pior: ele começou a ouvir boatos. Clara Forbes estava saindo. Clara Forbes tinha sido vista no Grill rindo com um rapaz da escola.
Klaus se pegou rosnando para as paredes de sua mansão. Ele não entendia por que a ideia de Clara sorrindo para outro homem o deixava com vontade de arrancar corações.
Certa noite, ele a encontrou por acaso no Mystic Grill. Ela estava sentada ao balcão, usando uma blusa preta justa que deixava seus ombros à mostra, os cabelos presos em um coque bagunçado que ele achou irritantemente atraente. Ela estava bebendo algo e conversando animadamente com um rapaz humano qualquer.
Klaus atravessou o bar como um furacão.
— Clara. — A voz dele era um trovão contido.
Ela virou-se lentamente. Não havia brilho de adoração em seus olhos. Apenas uma cortesia fria.
— Olá, Klaus. O que traz você aqui? Caroline está na outra mesa?
— Não estou aqui por causa da sua irmã — ele sibilou, lançando um olhar mortal para o rapaz ao lado dela, que empalideceu e saiu apressado.
— Isso foi rude — Clara comentou, voltando-se para sua bebida.
— Você tem me evitado — ele acusou, sentando-se no banco que o rapaz vagara.
— Eu disse que desisti, Nik. Estou vivendo minha vida. Você deveria fazer o mesmo. Vá dar diamantes para a Caroline ou algo assim.
— Eu não quero dar diamantes para a Caroline agora! — Klaus exclamou, batendo a mão no balcão, assustando o barman. — Eu quero entender por que a "doce Clara" de repente se tornou tão amarga.
Clara soltou uma risada curta e sem humor. Ela se inclinou para perto dele, e Klaus sentiu o perfume de baunilha e algo puramente dela que o atingiu como um soco.
— Eu não sou amarga, Nik. Eu só acordei. Eu passei anos sendo invisível para todo mundo, inclusive para você. Eu te dei meu carinho, minha lealdade e até minha proteção quando ninguém mais daria. E você? Você só tinha olhos para a Barbie vampira.
Ela se aproximou ainda mais, seus lábios quase roçando a orelha dele.
— Você não faz ideia do que perdeu por ser tão cego — ela sussurrou, a voz carregada de uma sensualidade que Klaus nunca imaginou que ela possuísse. — Mas agora é tarde. Eu não sou mais a sua fã número um.
Ela se levantou para sair, mas Klaus foi mais rápido. Ele segurou o pulso dela, não com força, mas com uma necessidade desesperada que o surpreendeu.
— Você não pode simplesmente decidir que eu não existo mais, Clara.
— Por que não? — Ela desafiou, os olhos brilhando. — Você fez isso comigo a vida toda.
— Porque eu não consigo parar de pensar em você! — Ele explodiu. — Eu vou ver a Caroline e me pego procurando por você nas sombras. Eu tento pintar e as cores saem nos tons do seu vestido. O que você fez comigo, sua bruxinha insolente?
Clara sentiu o coração disparar. O desejo que ela sempre reprimira ameaçava transbordar. Ela olhou para a mão dele em seu pulso e depois para os olhos azuis dele, que agora queimavam com uma intensidade predatória.
— Eu não fiz nada, Nik — ela disse, a voz falhando levemente pela primeira vez. — Eu apenas parei de tentar.
— Pois eu estou começando agora — Klaus rosnou, puxando-a para mais perto, quebrando qualquer espaço pessoal entre eles. — Você acha que sou obcecado pela sua irmã? Você ainda não viu o que acontece quando eu realmente quero algo que me pertence.
— Eu não pertenço a você — ela rebateu, embora seu corpo estivesse traindo suas palavras, pressionando-se contra o dele.
— Ainda não — ele murmurou, descendo o olhar para os lábios dela, os lábios que ele subitamente percebeu que nunca haviam sido tocados por ninguém.
O pensamento de ser o primeiro a tirar a inocência de Clara, de ser o único a conhecer o fogo que ela escondia sob aquela fachada de timidez, enviou uma onda de possessividade através do híbrido.
— Klaus... — ela começou, mas ele a interrompeu com um gesto brusco, levando-a para fora do bar, para a escuridão do estacionamento.
Ele a prensou contra a parede de tijolos, suas mãos segurando o rosto dela com uma urgência quase violenta.
— Você disse que desistiu de mim, Clara Forbes. Pois eu te desafio a manter essa promessa enquanto eu te mostro exatamente o que você tem despertado em mim.
— Você só quer o que não pode ter — ela disse, tentando manter a postura, embora estivesse tremendo. — É o seu complexo de deus.
— Talvez — ele admitiu, o rosto a milímetros do dela. — Ou talvez eu tenha sido um tolo por procurar uma estrela enquanto tinha a lua inteira ao meu lado.
Ele não esperou por uma resposta. Klaus selou seus lábios nos dela em um beijo que não tinha nada de gentil. Era uma reivindicação. Era fome, era desespero e era a descoberta de um vício que ele não sabia que tinha.
Clara, a virgem tímida, a irmã invisível, respondeu com uma intensidade que o fez gemer contra a boca dela. Suas mãos se enroscaram nos cabelos dele, puxando-o para mais perto, revelando a mulher safada e sedenta que ela sempre escondera.
Klaus recuou apenas o suficiente para olhar nos olhos dela, sua respiração tão errática quanto a dela.
— Você não vai a lugar nenhum com aquele humano, Clara. Nunca mais.
Clara sorriu, um sorriso vitorioso e carregado de promessas pecaminosas.
— Veremos, Niklaus. Veremos se você consegue me manter interessada.
Ela se soltou dele e caminhou em direção ao seu carro, deixando o híbrido original parado no escuro, completamente à mercê de uma garota que ele passara anos ignorando, e que agora era a única coisa que ele precisava para respirar. O jogo tinha virado, e Klaus Mikaelson finalmente tinha encontrado seu par. E ele faria o mundo queimar antes de deixá-la escapar novamente.
