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Fandom: Descendentes 5
Criado: 08/07/2026
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RomanceFantasiaSombrioRecontarGravidez Não Planejada/IndesejadaEstudo de PersonagemNoir GóticoDramaAngústiaCiúmesTragédiaPsicológicoSuspenseAçãoDor/ConfortoDivergênciaAventura
O Segredo sob a Coroa de Copas
As sombras no castelo da Rainha de Copas nunca eram apenas sombras; elas eram extensões da vontade de sua majestade, sussurros de um reino construído sobre o medo e o rigor. No entanto, nos aposentos privados da Rainha, onde o veludo vermelho absorvia o som dos passos e o cheiro de rosas brancas pintadas de sangue era inebriante, a rigidez do protocolo se dissolvia. Ali, Maddox não era apenas o chapeleiro real ou um servo da corte de Copas. Ele era o devoto. O cão de guarda. O amante que vivia para o brilho perigoso nos olhos de sua senhora.
Naquela noite, a lua de Wonderland parecia observar o castelo com uma curiosidade pálida. Maddox estava ajoelhado aos pés da cama monumental, suas mãos habilidosas, que costumavam moldar feltro e seda para os chapéus mais extravagantes do reino, agora desfaziam com reverência os laços do espartilho da Rainha. Ele se movia com uma precisão quase religiosa, seus olhos fixos em cada centímetro de pele que se revelava.
— Você está distraído hoje, meu querido Chapeleiro — comentou a Rainha, sua voz uma melodia autoritária que fazia o coração de Maddox disparar.
— Jamais distraído de você, minha Rainha — Maddox respondeu, sua voz rouca de adoração. Ele inclinou a cabeça, beijando a curva do ombro dela com uma suavidade que contrastava com a intensidade de seu olhar. — Apenas... maravilhado. Como se cada vez que a vejo fosse a primeira, e cada vez fosse a última que me permitem respirar.
A Rainha soltou um riso curto, passando os dedos pelos cabelos bagunçados de Maddox. Ela apreciava aquela possessividade silenciosa que emanava dele. Maddox não era apenas fiel; ele era obcecado. Ele conhecia cada humor dela, cada linha de seu rosto, e se submetia a cada capricho com um fervor que nenhum outro súdito ousaria demonstrar.
— Você fala como se eu fosse um feitiço do qual não quer se livrar — disse ela, puxando-o para cima, para que seus rostos ficassem a poucos centímetros de distância.
— Eu sou seu, de corpo, alma e loucura — Maddox sussurrou, selando o compromisso com um beijo que carregava o peso de anos de segredos compartilhados.
O encontro que se seguiu foi como um incêndio controlado entre as paredes de seda. Maddox a tocava como se ela fosse feita de vidro precioso, mas a segurava com a força de quem nunca pretendia deixá-la ir. Havia uma urgência neles, um frenesi que só quem vive à beira de um "cortem as cabeças" consegue entender. Para Maddox, aquele quarto era o único lugar no mundo onde o tempo não fazia sentido, onde ele era o rei de um coração que não batia para mais ninguém.
Horas depois, quando a respiração de ambos havia voltado ao normal e o silêncio de Wonderland se tornava quase absoluto, a Rainha permaneceu deitada, com a cabeça apoiada no peito de Maddox. Ele acariciava os cabelos dela, os dedos traçando padrões invisíveis em suas costas, os olhos perdidos no dossel da cama.
— Maddox — chamou ela, sua voz soando estranhamente pequena, algo que ele raramente ouvia.
— Sim, meu amor? — Ele se inclinou para beijar o topo de sua cabeça, o instinto protetor aguçado instantaneamente.
— O caos que cultivamos... ele deu um fruto — disse ela, afastando-se o suficiente para olhar nos olhos dele.
Maddox franziu a testa, a confusão nublando seu semblante por um segundo antes de a compreensão começar a florescer.
— O que você quer dizer? — perguntou ele, o coração batendo contra as costelas como um pássaro enjaulado.
A Rainha pegou a mão dele e a conduziu lentamente para baixo, pousando-a sobre seu ventre ainda liso, mas que carregava uma promessa que mudaria tudo.
— Há uma vida aqui — disse ela, mantendo o olhar firme no dele. — Um herdeiro. Ou uma herdeira. Um segredo que não poderemos esconder por muito tempo.
O mundo de Maddox pareceu parar. Ele sentiu o calor da pele dela sob sua palma e, por um momento, o ar faltou em seus pulmões. Um filho. O sangue dele misturado ao sangue real de Copas. A possessividade que ele sempre sentiu por ela triplicou em um milésimo de segundo, transformando-se em algo novo, algo feroz.
— Um filho... — Maddox repetiu, a palavra soando como uma prece. — Meu?
— De quem mais seria, seu tolo? — A Rainha esboçou um sorriso tenro, algo que ela guardava apenas para os momentos em que as portas estavam trancadas. — Você é o único que ousa tocar o que pertence ao trono.
Maddox se inclinou, pressionando a testa contra a dela. Ele estava tremendo levemente, uma mistura de euforia e puro terror.
— Eu não vou deixar ninguém encostar em você — ele declarou, a voz agora carregada de uma perigosa determinação. — Ninguém. Esse bebê... ele será o maior tesouro de Wonderland. Eu vou protegê-los, minha Rainha. Vou construir uma fortaleza de segredos se for preciso.
— Você sabe o que isso significa, Maddox — disse ela, a seriedade retornando à sua face. — Se o conselho descobrir, se o reino suspeitar que o pai não é de linhagem real...
— Deixe que venham — Maddox a interrompeu, os olhos brilhando com uma luz maníaca e devota. — Eu cortarei as cabeças de cada um deles antes que possam sequer sussurrar seu nome com desrespeito. Você é minha. Ele é meu. E eu sou o seu servo mais fiel.
A Rainha de Copas sentiu um arrepio percorrer sua espinha, não de medo, mas de satisfação. Ela sabia que Maddox faria exatamente o que prometera. Ele era sua criatura, sua âncora na loucura.
— Eu sabia que você reagiria assim — comentou ela, voltando a se aninhar nos braços dele. — Mas precisamos ser cautelosos. O tempo em Wonderland flui de maneira estranha, mas a verdade sempre tenta escapar.
— Eu vou cuidar disso — Maddox afirmou, beijando-lhe a mão com fervor. — Vou criar os disfarces, as histórias, as rotas de fuga. Nada vai ameaçar o que temos. Eu te amo mais do que a própria sanidade, minha Rainha.
— Eu sei, Maddox — respondeu ela, fechando os olhos. — Por isso você ainda tem sua cabeça. E por isso você tem meu coração.
Maddox não dormiu naquela noite. Ele ficou vigiando-a, a mão protegendo o ventre da Rainha como se já estivesse defendendo o futuro de uma linhagem escondida. Ele era o Chapeleiro, o louco, o submisso. Mas, a partir daquele momento, ele também era o guardião de um segredo que poderia destruir ou salvar Wonderland. E ele não permitiria que nada, nem ninguém, interferisse no seu direito de pertencer a ela.
— Durma, minha vida — sussurrou ele na escuridão. — O mundo pode ser cruel lá fora, mas aqui dentro, sob meu olhar, nada vai te tocar.
O silêncio do quarto foi preenchido apenas pelo som das respirações sincronizadas. Maddox sorriu, um sorriso sombrio e carregado de uma adoração doentia. Ele finalmente tinha o que sempre quis: um vínculo eterno, uma prova física de que, apesar de todas as coroas e decretos, a Rainha de Copas pertencia, inteiramente e secretamente, a ele.
— Um pequeno príncipe ou princesa de Copas... — Maddox murmurou para o vazio, os olhos fixos na porta, pronto para matar qualquer um que ousasse interromper aquele momento de perfeição profana. — Criado nas sombras, coroado no meu amor.
Ele se inclinou mais uma vez, beijando o ventre dela por cima dos lençóis de seda.
— Eu prometo a você, pequeno — disse ele em um sussurro quase inaudível —, que seu pai será o seu maior segredo e sua proteção mais feroz.
A madrugada avançou, e Maddox permaneceu ali, imóvel, um sentinela devoto no altar de sua própria devoção. O amor em Wonderland era uma coisa perigosa, distorcida e absoluta. E Maddox estava disposto a se perder completamente nele, contanto que pudesse manter a Rainha e seu fruto sob sua guarda, longe dos olhos julgadores de um mundo que nunca entenderia a beleza daquela obsessão.
Naquela noite, a lua de Wonderland parecia observar o castelo com uma curiosidade pálida. Maddox estava ajoelhado aos pés da cama monumental, suas mãos habilidosas, que costumavam moldar feltro e seda para os chapéus mais extravagantes do reino, agora desfaziam com reverência os laços do espartilho da Rainha. Ele se movia com uma precisão quase religiosa, seus olhos fixos em cada centímetro de pele que se revelava.
— Você está distraído hoje, meu querido Chapeleiro — comentou a Rainha, sua voz uma melodia autoritária que fazia o coração de Maddox disparar.
— Jamais distraído de você, minha Rainha — Maddox respondeu, sua voz rouca de adoração. Ele inclinou a cabeça, beijando a curva do ombro dela com uma suavidade que contrastava com a intensidade de seu olhar. — Apenas... maravilhado. Como se cada vez que a vejo fosse a primeira, e cada vez fosse a última que me permitem respirar.
A Rainha soltou um riso curto, passando os dedos pelos cabelos bagunçados de Maddox. Ela apreciava aquela possessividade silenciosa que emanava dele. Maddox não era apenas fiel; ele era obcecado. Ele conhecia cada humor dela, cada linha de seu rosto, e se submetia a cada capricho com um fervor que nenhum outro súdito ousaria demonstrar.
— Você fala como se eu fosse um feitiço do qual não quer se livrar — disse ela, puxando-o para cima, para que seus rostos ficassem a poucos centímetros de distância.
— Eu sou seu, de corpo, alma e loucura — Maddox sussurrou, selando o compromisso com um beijo que carregava o peso de anos de segredos compartilhados.
O encontro que se seguiu foi como um incêndio controlado entre as paredes de seda. Maddox a tocava como se ela fosse feita de vidro precioso, mas a segurava com a força de quem nunca pretendia deixá-la ir. Havia uma urgência neles, um frenesi que só quem vive à beira de um "cortem as cabeças" consegue entender. Para Maddox, aquele quarto era o único lugar no mundo onde o tempo não fazia sentido, onde ele era o rei de um coração que não batia para mais ninguém.
Horas depois, quando a respiração de ambos havia voltado ao normal e o silêncio de Wonderland se tornava quase absoluto, a Rainha permaneceu deitada, com a cabeça apoiada no peito de Maddox. Ele acariciava os cabelos dela, os dedos traçando padrões invisíveis em suas costas, os olhos perdidos no dossel da cama.
— Maddox — chamou ela, sua voz soando estranhamente pequena, algo que ele raramente ouvia.
— Sim, meu amor? — Ele se inclinou para beijar o topo de sua cabeça, o instinto protetor aguçado instantaneamente.
— O caos que cultivamos... ele deu um fruto — disse ela, afastando-se o suficiente para olhar nos olhos dele.
Maddox franziu a testa, a confusão nublando seu semblante por um segundo antes de a compreensão começar a florescer.
— O que você quer dizer? — perguntou ele, o coração batendo contra as costelas como um pássaro enjaulado.
A Rainha pegou a mão dele e a conduziu lentamente para baixo, pousando-a sobre seu ventre ainda liso, mas que carregava uma promessa que mudaria tudo.
— Há uma vida aqui — disse ela, mantendo o olhar firme no dele. — Um herdeiro. Ou uma herdeira. Um segredo que não poderemos esconder por muito tempo.
O mundo de Maddox pareceu parar. Ele sentiu o calor da pele dela sob sua palma e, por um momento, o ar faltou em seus pulmões. Um filho. O sangue dele misturado ao sangue real de Copas. A possessividade que ele sempre sentiu por ela triplicou em um milésimo de segundo, transformando-se em algo novo, algo feroz.
— Um filho... — Maddox repetiu, a palavra soando como uma prece. — Meu?
— De quem mais seria, seu tolo? — A Rainha esboçou um sorriso tenro, algo que ela guardava apenas para os momentos em que as portas estavam trancadas. — Você é o único que ousa tocar o que pertence ao trono.
Maddox se inclinou, pressionando a testa contra a dela. Ele estava tremendo levemente, uma mistura de euforia e puro terror.
— Eu não vou deixar ninguém encostar em você — ele declarou, a voz agora carregada de uma perigosa determinação. — Ninguém. Esse bebê... ele será o maior tesouro de Wonderland. Eu vou protegê-los, minha Rainha. Vou construir uma fortaleza de segredos se for preciso.
— Você sabe o que isso significa, Maddox — disse ela, a seriedade retornando à sua face. — Se o conselho descobrir, se o reino suspeitar que o pai não é de linhagem real...
— Deixe que venham — Maddox a interrompeu, os olhos brilhando com uma luz maníaca e devota. — Eu cortarei as cabeças de cada um deles antes que possam sequer sussurrar seu nome com desrespeito. Você é minha. Ele é meu. E eu sou o seu servo mais fiel.
A Rainha de Copas sentiu um arrepio percorrer sua espinha, não de medo, mas de satisfação. Ela sabia que Maddox faria exatamente o que prometera. Ele era sua criatura, sua âncora na loucura.
— Eu sabia que você reagiria assim — comentou ela, voltando a se aninhar nos braços dele. — Mas precisamos ser cautelosos. O tempo em Wonderland flui de maneira estranha, mas a verdade sempre tenta escapar.
— Eu vou cuidar disso — Maddox afirmou, beijando-lhe a mão com fervor. — Vou criar os disfarces, as histórias, as rotas de fuga. Nada vai ameaçar o que temos. Eu te amo mais do que a própria sanidade, minha Rainha.
— Eu sei, Maddox — respondeu ela, fechando os olhos. — Por isso você ainda tem sua cabeça. E por isso você tem meu coração.
Maddox não dormiu naquela noite. Ele ficou vigiando-a, a mão protegendo o ventre da Rainha como se já estivesse defendendo o futuro de uma linhagem escondida. Ele era o Chapeleiro, o louco, o submisso. Mas, a partir daquele momento, ele também era o guardião de um segredo que poderia destruir ou salvar Wonderland. E ele não permitiria que nada, nem ninguém, interferisse no seu direito de pertencer a ela.
— Durma, minha vida — sussurrou ele na escuridão. — O mundo pode ser cruel lá fora, mas aqui dentro, sob meu olhar, nada vai te tocar.
O silêncio do quarto foi preenchido apenas pelo som das respirações sincronizadas. Maddox sorriu, um sorriso sombrio e carregado de uma adoração doentia. Ele finalmente tinha o que sempre quis: um vínculo eterno, uma prova física de que, apesar de todas as coroas e decretos, a Rainha de Copas pertencia, inteiramente e secretamente, a ele.
— Um pequeno príncipe ou princesa de Copas... — Maddox murmurou para o vazio, os olhos fixos na porta, pronto para matar qualquer um que ousasse interromper aquele momento de perfeição profana. — Criado nas sombras, coroado no meu amor.
Ele se inclinou mais uma vez, beijando o ventre dela por cima dos lençóis de seda.
— Eu prometo a você, pequeno — disse ele em um sussurro quase inaudível —, que seu pai será o seu maior segredo e sua proteção mais feroz.
A madrugada avançou, e Maddox permaneceu ali, imóvel, um sentinela devoto no altar de sua própria devoção. O amor em Wonderland era uma coisa perigosa, distorcida e absoluta. E Maddox estava disposto a se perder completamente nele, contanto que pudesse manter a Rainha e seu fruto sob sua guarda, longe dos olhos julgadores de um mundo que nunca entenderia a beleza daquela obsessão.
