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A Luz e o Sol
Fandom: One Piece
Criado: 08/07/2026
Tags
RomanceAventuraFofuraDor/ConfortoAlmas GêmeasCenário CanônicoExperimentação HumanaFatias de Vida
O Brilho da Aurora sob o Olhar do Rei
O convés do Thousand Sunny exalava o aroma residual do banquete de dois dias atrás. A celebração não fora apenas por uma vitória contra a Marinha ou pela descoberta de uma nova ilha, mas por algo muito mais profundo, um laço que mudara a dinâmica do bando de forma irreversível. Luffy e Shary haviam feito um juramento. Diante de seus companheiros, sob o céu que ela tanto amava, eles prometeram ser um do outro até que o mar os levasse. Não fora um casamento comum, mas um pacto de almas piratas: uma união de liberdade e destino.
Shary Aurora estava sentada no gramado do convés, com seu caderno de desenhos apoiado nos joelhos. Seus cabelos azul-escuros, profundos como o oceano à meia-noite, estavam parcialmente presos por um lenço branco que contrastava com a pele alva. Seus olhos castanhos-avermelhados, da cor de um entardecer quente, moviam-se rapidamente entre a imensidão do céu e o papel. Ela desenhava a constelação de "Aries", mas sua mente divagava.
Sentado a poucos metros, Luffy a observava. Ele não estava interessado no horizonte ou na próxima ilha. Ele estava focado no movimento da mão dela, no jeito que ela mordia o lábio inferior quando se concentrava e, acima de tudo, no cheiro que emanava dela — uma mistura inebriante de lavanda fresca e papel antigo.
Luffy aproximou-se silenciosamente, segurando uma maçã perfeitamente vermelha. Ele a partiu ao meio com as mãos nuas, um gesto de força bruta suavizado pela intenção.
— Shary — chamou ele, estendendo a metade da fruta. — Come metade. Tá doce.
Ela levantou os olhos e sorriu, aquele sorriso que fazia o coração de Luffy saltar de um jeito que nenhuma batalha jamais conseguira.
— Obrigada, Luffy. — Ela pegou a fruta, e seus dedos se roçaram.
O toque enviou uma centelha de energia pela pele de ambos. Shary sentiu sua "energia aurora" vibrar, uma resposta instintiva ao calor constante que Luffy emanava. Eles ficaram ali, mastigando em silêncio, mas os olhares diziam tudo. Desde o beijo que trocaram após ele resgatá-la das garras dos cientistas da Marinha, o desejo de estarem mais perto, de se conhecerem além das palavras, crescia como uma tempestade no Grand Line.
— Você tá desenhando as estrelas de novo? — perguntou Luffy, sentando-se tão perto que seus ombros se tocavam.
— Sim. Elas são meu guia — respondeu ela com sua voz suave. — Mas agora eu também desenho vocês. Quero que o mundo saiba que o Rei dos Piratas e seu bando não são apenas lendas, são a minha família.
Luffy riu, ajustando o chapéu de palha onde agora brilhava um pequeno broche prateado, idêntico ao que Shary usava no peito. Eram os símbolos do juramento deles.
— Quando eu for o Rei dos Piratas, você vai ser a Rainha — afirmou ele com a convicção de quem dita uma lei universal. — Você já é a Imperatriz da Aurora, mas o mar inteiro vai ser seu também.
Shary sentiu o rosto esquentar. Ela aceitava seu título real apenas quando a situação exigia a frieza e a neutralidade que os sacerdotes lhe ensinaram, mas com Luffy, ela era apenas Shary.
— Eu só serei uma rainha de verdade quando você conquistar o seu sonho, Luffy. Até lá, sou apenas sua navegadora das estrelas.
No dia seguinte, o Sunny aportou em uma ilha pequena e vibrante, coberta por campos de girassóis e lavanda. Enquanto o bando se dispersava, Shary encontrou um grupo de crianças locais e começou a contar histórias sobre as constelações, gesticulando com as mãos e fazendo pequenas fitas de luz colorida dançarem entre seus dedos para o deleite dos pequenos.
Luffy a observava de longe. Ele amava vê-la assim, livre da sombra do projeto secreto da Marinha que a usara como uma ferramenta de guerra por anos. Mas ele também sentia um puxão no peito, uma necessidade de tê-la só para si naquele momento.
Sem aviso, ele correu.
— Shary! É minha vez! — gritou ele, rindo.
Antes que ela pudesse reagir, Luffy a ergueu, jogando-a sobre o ombro como um saco de batatas.
— Luffy! O que você está fazendo? As crianças! — Shary protestou, embora estivesse rindo, seu corpo balançando conforme ele corria em direção ao interior da ilha.
Ele não parou até que o som do mar e das vozes sumisse. Eles atravessaram um mar de girassóis que batiam na cintura, o aroma de lavanda tornando-se quase sólido no ar. No topo de uma colina, escondida por árvores antigas, havia uma estrutura que lembrava um templo abandonado, com paredes de pedra cobertas de hera e um teto que desabara parcialmente, revelando o céu.
Luffy a colocou no chão com suavidade, mas não se afastou. Eles estavam sozinhos. O silêncio da ilha era quebrado apenas pelo zumbido das abelhas e pelo som da respiração curta de Shary.
— Aqui é bonito — disse Luffy, olhando ao redor antes de fixar seus olhos castanhos nos dela. — Tem o seu cheiro.
Shary sentiu um frio na barriga. A espontaneidade de Luffy sempre a desarmava, mas agora havia algo diferente em seu olhar. Não era apenas a curiosidade de uma criança, era a intensidade de um homem que sabia exatamente o que queria proteger.
— Por que me trouxe aqui, Luffy? — perguntou ela, a voz falhando levemente.
— Porque eu quero te ver — respondeu ele de forma simples e honesta. — De verdade. Sem o bando, sem as lutas. Só a Shary e o Luffy.
Ele deu um passo à frente, as mãos grandes e calejadas alcançando a fita branca que prendia a cintura do traje de sacerdotisa dela. Shary não recuou. Ela sentia a energia aurora fluindo por suas veias, mas não era a energia de batalha. Era uma luz quente, pulsante, que pedia por ele.
Luffy começou a desamarrar os nós com uma paciência que raramente demonstrava. Ele removeu a parte superior da veste branca e azul, revelando a pele macia de Shary. Ele parou por um momento, seus olhos descendo pelo corpo dela, admirando as curvas que ele tantas vezes vislumbrara de longe. Seus seios eram fartos e rosados, e ele estendeu a mão para tocar a pele acima do coração dela, sentindo a batida frenética.
— Você é linda, Shary. Mais do que qualquer tesouro.
— Luffy... eu nunca... — Ela começou, a timidez lutando com o desejo. — Eu sempre fui um projeto, uma arma. Eu não sei ser... assim.
Luffy segurou o rosto dela com as duas mãos, obrigando-a a olhar para ele.
— Você não é uma arma pra mim. Você é a Shary. E eu vou cuidar de você. Eu aguento tudo, lembra? Sou de borracha.
Shary soltou uma risada nervosa, as lágrimas brilhando nos olhos. Ela se inclinou, escondendo o rosto no peito dele, sentindo o calor da pele de Luffy contra a sua. O cheiro dele era de aventura, de sol e de mar salgado.
— Eu quero ser sua — sussurrou ela. — Não da Marinha, não da ilha da Aurora. Só sua.
Luffy a conduziu para um leito de grama macia e flores amassadas dentro do templo em ruínas. Com cuidado, ele terminou de despi-la, admirando cada detalhe sob a luz que filtrava pelo teto aberto. O lenço branco ainda estava em seu cabelo azul, uma marca de sua pureza que ele estava prestes a honrar.
Quando ele se despiu e se juntou a ela, o mundo exterior deixou de existir. Luffy era guiado pelo instinto e pelo carinho profundo que sentia. Cada toque dele era uma descoberta. Ele beijou seus ombros, seus seios, e sentiu Shary arquear as costas, suas mãos agarrando os ombros fortes dele.
Pequenas fitas de luz aurora começaram a emanar da pele de Shary, envolvendo os dois como um casulo luminoso. Não era violência; era uma dança de energias.
— Dói? — perguntou Luffy em voz baixa, sua testa encostada na dela enquanto ele se preparava para o momento final de união.
— Um pouco... mas é uma dor boa, porque é com você — respondeu ela, os olhos avermelhados brilhando com a luz que ela mesma produzia.
Luffy avançou com delicadeza, selando o compromisso que haviam feito no navio. Shary soltou um suspiro longo, sua energia brilhando intensamente, iluminando as paredes de pedra do templo como se mil estrelas tivessem descido à terra. Naquele momento, ela não era a Imperatriz fria ou a arma secreta; ela era uma mulher encontrando sua liberdade nos braços do homem que amava.
Horas depois, quando o sol começava a se pôr, pintando o céu com tons de laranja e roxo que combinavam com os olhos de Shary, eles ainda estavam deitados juntos. Ela estava com a cabeça apoiada no peito de Luffy, desenhando círculos invisíveis em sua cicatriz em forma de X.
— Luffy? — chamou ela baixinho.
— Hum?
— Você acha que vamos conseguir ver todas as estrelas do mundo?
Luffy a abraçou com mais força, beijando o topo de sua cabeça azulada.
— Vamos ver todas. E você vai escrever sobre todas elas no seu livro. E sobre como o Rei dos Piratas é o cara mais sortudo do mar.
Shary sorriu, fechando os olhos. Ela finalmente tinha o que sempre sonhou: uma família, um propósito e um amor que brilhava mais forte do que qualquer aurora no céu. Ela era a Rainha dele, e o mundo, com todos os seus segredos, estava apenas começando a ser descoberto por eles.
Shary Aurora estava sentada no gramado do convés, com seu caderno de desenhos apoiado nos joelhos. Seus cabelos azul-escuros, profundos como o oceano à meia-noite, estavam parcialmente presos por um lenço branco que contrastava com a pele alva. Seus olhos castanhos-avermelhados, da cor de um entardecer quente, moviam-se rapidamente entre a imensidão do céu e o papel. Ela desenhava a constelação de "Aries", mas sua mente divagava.
Sentado a poucos metros, Luffy a observava. Ele não estava interessado no horizonte ou na próxima ilha. Ele estava focado no movimento da mão dela, no jeito que ela mordia o lábio inferior quando se concentrava e, acima de tudo, no cheiro que emanava dela — uma mistura inebriante de lavanda fresca e papel antigo.
Luffy aproximou-se silenciosamente, segurando uma maçã perfeitamente vermelha. Ele a partiu ao meio com as mãos nuas, um gesto de força bruta suavizado pela intenção.
— Shary — chamou ele, estendendo a metade da fruta. — Come metade. Tá doce.
Ela levantou os olhos e sorriu, aquele sorriso que fazia o coração de Luffy saltar de um jeito que nenhuma batalha jamais conseguira.
— Obrigada, Luffy. — Ela pegou a fruta, e seus dedos se roçaram.
O toque enviou uma centelha de energia pela pele de ambos. Shary sentiu sua "energia aurora" vibrar, uma resposta instintiva ao calor constante que Luffy emanava. Eles ficaram ali, mastigando em silêncio, mas os olhares diziam tudo. Desde o beijo que trocaram após ele resgatá-la das garras dos cientistas da Marinha, o desejo de estarem mais perto, de se conhecerem além das palavras, crescia como uma tempestade no Grand Line.
— Você tá desenhando as estrelas de novo? — perguntou Luffy, sentando-se tão perto que seus ombros se tocavam.
— Sim. Elas são meu guia — respondeu ela com sua voz suave. — Mas agora eu também desenho vocês. Quero que o mundo saiba que o Rei dos Piratas e seu bando não são apenas lendas, são a minha família.
Luffy riu, ajustando o chapéu de palha onde agora brilhava um pequeno broche prateado, idêntico ao que Shary usava no peito. Eram os símbolos do juramento deles.
— Quando eu for o Rei dos Piratas, você vai ser a Rainha — afirmou ele com a convicção de quem dita uma lei universal. — Você já é a Imperatriz da Aurora, mas o mar inteiro vai ser seu também.
Shary sentiu o rosto esquentar. Ela aceitava seu título real apenas quando a situação exigia a frieza e a neutralidade que os sacerdotes lhe ensinaram, mas com Luffy, ela era apenas Shary.
— Eu só serei uma rainha de verdade quando você conquistar o seu sonho, Luffy. Até lá, sou apenas sua navegadora das estrelas.
No dia seguinte, o Sunny aportou em uma ilha pequena e vibrante, coberta por campos de girassóis e lavanda. Enquanto o bando se dispersava, Shary encontrou um grupo de crianças locais e começou a contar histórias sobre as constelações, gesticulando com as mãos e fazendo pequenas fitas de luz colorida dançarem entre seus dedos para o deleite dos pequenos.
Luffy a observava de longe. Ele amava vê-la assim, livre da sombra do projeto secreto da Marinha que a usara como uma ferramenta de guerra por anos. Mas ele também sentia um puxão no peito, uma necessidade de tê-la só para si naquele momento.
Sem aviso, ele correu.
— Shary! É minha vez! — gritou ele, rindo.
Antes que ela pudesse reagir, Luffy a ergueu, jogando-a sobre o ombro como um saco de batatas.
— Luffy! O que você está fazendo? As crianças! — Shary protestou, embora estivesse rindo, seu corpo balançando conforme ele corria em direção ao interior da ilha.
Ele não parou até que o som do mar e das vozes sumisse. Eles atravessaram um mar de girassóis que batiam na cintura, o aroma de lavanda tornando-se quase sólido no ar. No topo de uma colina, escondida por árvores antigas, havia uma estrutura que lembrava um templo abandonado, com paredes de pedra cobertas de hera e um teto que desabara parcialmente, revelando o céu.
Luffy a colocou no chão com suavidade, mas não se afastou. Eles estavam sozinhos. O silêncio da ilha era quebrado apenas pelo zumbido das abelhas e pelo som da respiração curta de Shary.
— Aqui é bonito — disse Luffy, olhando ao redor antes de fixar seus olhos castanhos nos dela. — Tem o seu cheiro.
Shary sentiu um frio na barriga. A espontaneidade de Luffy sempre a desarmava, mas agora havia algo diferente em seu olhar. Não era apenas a curiosidade de uma criança, era a intensidade de um homem que sabia exatamente o que queria proteger.
— Por que me trouxe aqui, Luffy? — perguntou ela, a voz falhando levemente.
— Porque eu quero te ver — respondeu ele de forma simples e honesta. — De verdade. Sem o bando, sem as lutas. Só a Shary e o Luffy.
Ele deu um passo à frente, as mãos grandes e calejadas alcançando a fita branca que prendia a cintura do traje de sacerdotisa dela. Shary não recuou. Ela sentia a energia aurora fluindo por suas veias, mas não era a energia de batalha. Era uma luz quente, pulsante, que pedia por ele.
Luffy começou a desamarrar os nós com uma paciência que raramente demonstrava. Ele removeu a parte superior da veste branca e azul, revelando a pele macia de Shary. Ele parou por um momento, seus olhos descendo pelo corpo dela, admirando as curvas que ele tantas vezes vislumbrara de longe. Seus seios eram fartos e rosados, e ele estendeu a mão para tocar a pele acima do coração dela, sentindo a batida frenética.
— Você é linda, Shary. Mais do que qualquer tesouro.
— Luffy... eu nunca... — Ela começou, a timidez lutando com o desejo. — Eu sempre fui um projeto, uma arma. Eu não sei ser... assim.
Luffy segurou o rosto dela com as duas mãos, obrigando-a a olhar para ele.
— Você não é uma arma pra mim. Você é a Shary. E eu vou cuidar de você. Eu aguento tudo, lembra? Sou de borracha.
Shary soltou uma risada nervosa, as lágrimas brilhando nos olhos. Ela se inclinou, escondendo o rosto no peito dele, sentindo o calor da pele de Luffy contra a sua. O cheiro dele era de aventura, de sol e de mar salgado.
— Eu quero ser sua — sussurrou ela. — Não da Marinha, não da ilha da Aurora. Só sua.
Luffy a conduziu para um leito de grama macia e flores amassadas dentro do templo em ruínas. Com cuidado, ele terminou de despi-la, admirando cada detalhe sob a luz que filtrava pelo teto aberto. O lenço branco ainda estava em seu cabelo azul, uma marca de sua pureza que ele estava prestes a honrar.
Quando ele se despiu e se juntou a ela, o mundo exterior deixou de existir. Luffy era guiado pelo instinto e pelo carinho profundo que sentia. Cada toque dele era uma descoberta. Ele beijou seus ombros, seus seios, e sentiu Shary arquear as costas, suas mãos agarrando os ombros fortes dele.
Pequenas fitas de luz aurora começaram a emanar da pele de Shary, envolvendo os dois como um casulo luminoso. Não era violência; era uma dança de energias.
— Dói? — perguntou Luffy em voz baixa, sua testa encostada na dela enquanto ele se preparava para o momento final de união.
— Um pouco... mas é uma dor boa, porque é com você — respondeu ela, os olhos avermelhados brilhando com a luz que ela mesma produzia.
Luffy avançou com delicadeza, selando o compromisso que haviam feito no navio. Shary soltou um suspiro longo, sua energia brilhando intensamente, iluminando as paredes de pedra do templo como se mil estrelas tivessem descido à terra. Naquele momento, ela não era a Imperatriz fria ou a arma secreta; ela era uma mulher encontrando sua liberdade nos braços do homem que amava.
Horas depois, quando o sol começava a se pôr, pintando o céu com tons de laranja e roxo que combinavam com os olhos de Shary, eles ainda estavam deitados juntos. Ela estava com a cabeça apoiada no peito de Luffy, desenhando círculos invisíveis em sua cicatriz em forma de X.
— Luffy? — chamou ela baixinho.
— Hum?
— Você acha que vamos conseguir ver todas as estrelas do mundo?
Luffy a abraçou com mais força, beijando o topo de sua cabeça azulada.
— Vamos ver todas. E você vai escrever sobre todas elas no seu livro. E sobre como o Rei dos Piratas é o cara mais sortudo do mar.
Shary sorriu, fechando os olhos. Ela finalmente tinha o que sempre sonhou: uma família, um propósito e um amor que brilhava mais forte do que qualquer aurora no céu. Ela era a Rainha dele, e o mundo, com todos os seus segredos, estava apenas começando a ser descoberto por eles.
