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Chopper e Jinbe
Fandom: One Piece
Criado: 08/07/2026
Tags
Fatias de VidaFofuraHumorDor/ConfortoHistória DomésticaCenário CanônicoFilme de AmigosEstudo de Personagem
O Peso do Carinho e as Ondas da Brincadeira
O Thousand Sunny balançava suavemente sobre as águas azul-turquesa da Grand Line. Era uma tarde atipicamente silenciosa. Luffy, Zoro, Sanji e os outros haviam desembarcado em uma ilha próxima para reabastecer suprimentos e, claro, se meterem em alguma confusão previsível. No convés de grama, restavam apenas dois tripulantes: Jinbe, que aproveitava a calmaria para polir o timão e meditar, e Chopper, que inicialmente prometera organizar seus frascos de medicamentos.
No entanto, o espírito inquieto da pequena rena não demorou a dar as caras. Chopper, embora fosse um médico brilhante, ainda possuía a alma de uma criança curiosa. E, naquele dia, ele decidira que o Sunny precisava de uma "redecoração radical" com as tintas que Usopp deixara espalhadas na oficina.
Jinbe, sentado em sua posição habitual, fechou os olhos por um momento, apreciando a brisa. O silêncio, porém, estava durando demais. Quando se trata de Chopper, o silêncio absoluto geralmente é o prelúdio de um desastre.
— Chopper? — chamou Jinbe, sua voz profunda ecoando pelo convés. — Está tudo bem por aí, pequeno?
Não houve resposta imediata. Apenas o som de algo metálico caindo e uma risadinha abafada.
Jinbe levantou-se, seus passos pesados e firmes fazendo a madeira do navio ranger levemente. Ele caminhou até a área da cozinha e parou abruptamente. O cenário era caótico. Chopper, em sua forma *Brain Point*, estava coberto de tinta azul e amarela. O chão, as paredes de madeira polida e até mesmo algumas das cadeiras de Sanji estavam decoradas com pegadas de rena e desenhos abstratos que pareciam nuvens... ou talvez algodão-doce.
— Mas o que é isso? — Jinbe cruzou os braços, tentando manter uma expressão severa, embora o brilho de diversão em seus olhos fosse difícil de esconder.
Chopper deu um pulo, derrubando o pincel que segurava.
— Jinbe! — exclamou a rena, os olhos arregalados. — Eu... eu estava apenas tentando deixar o navio mais alegre para quando o Luffy voltasse!
— Entendo — disse o mestre do Karatê Tritão, aproximando-se lentamente. — Mas você sabe que o Sanji vai ter um colapso quando vir o que você fez com a cozinha dele, não sabe? E o Nami vai cobrar pela limpeza.
Chopper baixou as orelhas, sentindo o peso da culpa.
— Eu não pensei nisso... eu só queria brincar um pouco. É solitário quando todo mundo sai.
Jinbe suspirou, seu coração amolecendo instantaneamente. Ele via Chopper não apenas como um companheiro de tripulação, mas como um filho que precisava de orientação e, às vezes, de um pouco de diversão disciplinada.
— Você aprontou de novo, Chopper — disse Jinbe, soltando uma risada curta. — E toda travessura exige uma consequência. Como seu guardião hoje, eu decidi o seu castigo.
Chopper engoliu em seco, olhando para o tamanho imponente do homem-peixe.
— Você vai me fazer limpar tudo sozinho? — perguntou ele, com a voz trêmula.
— Oh, não. Isso seria trabalho comum — Jinbe sorriu, um sorriso largo que mostrava suas presas. — O seu castigo será enfrentar o "Peso da Justiça do Timoneiro".
Chopper inclinou a cabeça, confuso. Antes que pudesse reagir, Jinbe o pegou com cuidado, mas firmeza, e o levou de volta para o gramado do convés. O sol brilhava intensamente. Jinbe sentou-se no chão de grama e colocou Chopper deitado à sua frente.
— Jinbe, o que você está fazendo? — perguntou Chopper, começando a rir por antecipação.
— Você foi uma rena muito travessa — declarou Jinbe com falsa seriedade. — Agora, você terá que aguentar o peso do seu pai.
Sem dar tempo para protestos, Jinbe, com toda a sua estrutura maciça de tritão tubarão-baleia, posicionou-se. Ele não pretendia machucar o pequeno médico, é claro; ele conhecia exatamente como controlar seu peso. Jinbe sentou-se parcialmente sobre Chopper, usando sua enorme silhueta para "prender" a rena na grama macia, e começou a se balançar e rebolar de um lado para o outro.
— Ahhh! Jinbe! Você é muito pesado! — gritou Chopper, mas o grito logo se transformou em uma gargalhada histérica.
— Isso é para você aprender a não pintar as paredes! — exclamou Jinbe, movendo seu quadril de forma rítmica e lenta, esmagando Chopper de brincadeira contra o solo fofinho. — Sinta o peso da responsabilidade!
— Pare! Pare! — Chopper tentava empurrar as costas largas de Jinbe com suas patinhas minúsculas, mas era como tentar mover uma montanha de borracha e músculos. — Eu vou explodir!
Jinbe continuou a brincadeira, rebolando com entusiasmo sobre o pequeno amigo. Para Chopper, era como estar debaixo de um travesseiro gigante e quente que não parava de se mexer. O calor do corpo de Jinbe e o cheiro do mar que emanava dele eram confortáveis, apesar da "punição".
— Você promete que vai me ajudar a limpar tudo antes dos outros chegarem? — perguntou Jinbe, ainda se balançando por cima dele, fazendo a rena sacudir para lá e para cá.
— Eu prometo! Eu prometo! — Chopper ria tanto que lágrimas começaram a brotar em seus olhos grandes. — Mas saia de cima, você é enorme!
Jinbe deu uma última rebolada triunfante, sentindo a vibração das risadas de Chopper sob ele, antes de finalmente se levantar e oferecer a mão para a rena.
Chopper ficou ali por um momento, esparramado na grama, recuperando o fôlego e tentando parar de rir. Seus pelos estavam todos bagunçados e ele ainda tinha manchas de tinta, mas seu rosto brilhava de felicidade.
— Você é o pai mais malvado do mundo — disse Chopper, ajeitando seu chapéu icônico.
— E você é o filho mais bagunceiro da Grand Line — retribuiu Jinbe, estendendo o braço para que Chopper subisse em seu ombro. — Agora, vamos. Temos muito trabalho antes que o navio se torne um campo de batalha de tintas e gritos.
Chopper subiu no ombro de Jinbe, abraçando o pescoço largo do tritão.
— Jinbe? — chamou a rena baixinho.
— Sim, pequeno?
— Obrigado por ficar comigo.
Jinbe deu um tapinha suave na pata de Chopper.
— Eu sempre estarei aqui, Chopper. Mesmo que eu tenha que sentar em você de vez em quando para te manter na linha.
Os dois riram juntos, o som de sua alegria se perdendo no horizonte vasto, enquanto caminhavam de volta para a cozinha, prontos para consertar a bagunça e aguardar o retorno de sua família barulhenta. Naquela tarde, o Sunny não era apenas um navio de piratas; era um lar onde um pai e um filho compartilhavam o tipo de amor que nem as ondas mais fortes poderiam levar.
No entanto, o espírito inquieto da pequena rena não demorou a dar as caras. Chopper, embora fosse um médico brilhante, ainda possuía a alma de uma criança curiosa. E, naquele dia, ele decidira que o Sunny precisava de uma "redecoração radical" com as tintas que Usopp deixara espalhadas na oficina.
Jinbe, sentado em sua posição habitual, fechou os olhos por um momento, apreciando a brisa. O silêncio, porém, estava durando demais. Quando se trata de Chopper, o silêncio absoluto geralmente é o prelúdio de um desastre.
— Chopper? — chamou Jinbe, sua voz profunda ecoando pelo convés. — Está tudo bem por aí, pequeno?
Não houve resposta imediata. Apenas o som de algo metálico caindo e uma risadinha abafada.
Jinbe levantou-se, seus passos pesados e firmes fazendo a madeira do navio ranger levemente. Ele caminhou até a área da cozinha e parou abruptamente. O cenário era caótico. Chopper, em sua forma *Brain Point*, estava coberto de tinta azul e amarela. O chão, as paredes de madeira polida e até mesmo algumas das cadeiras de Sanji estavam decoradas com pegadas de rena e desenhos abstratos que pareciam nuvens... ou talvez algodão-doce.
— Mas o que é isso? — Jinbe cruzou os braços, tentando manter uma expressão severa, embora o brilho de diversão em seus olhos fosse difícil de esconder.
Chopper deu um pulo, derrubando o pincel que segurava.
— Jinbe! — exclamou a rena, os olhos arregalados. — Eu... eu estava apenas tentando deixar o navio mais alegre para quando o Luffy voltasse!
— Entendo — disse o mestre do Karatê Tritão, aproximando-se lentamente. — Mas você sabe que o Sanji vai ter um colapso quando vir o que você fez com a cozinha dele, não sabe? E o Nami vai cobrar pela limpeza.
Chopper baixou as orelhas, sentindo o peso da culpa.
— Eu não pensei nisso... eu só queria brincar um pouco. É solitário quando todo mundo sai.
Jinbe suspirou, seu coração amolecendo instantaneamente. Ele via Chopper não apenas como um companheiro de tripulação, mas como um filho que precisava de orientação e, às vezes, de um pouco de diversão disciplinada.
— Você aprontou de novo, Chopper — disse Jinbe, soltando uma risada curta. — E toda travessura exige uma consequência. Como seu guardião hoje, eu decidi o seu castigo.
Chopper engoliu em seco, olhando para o tamanho imponente do homem-peixe.
— Você vai me fazer limpar tudo sozinho? — perguntou ele, com a voz trêmula.
— Oh, não. Isso seria trabalho comum — Jinbe sorriu, um sorriso largo que mostrava suas presas. — O seu castigo será enfrentar o "Peso da Justiça do Timoneiro".
Chopper inclinou a cabeça, confuso. Antes que pudesse reagir, Jinbe o pegou com cuidado, mas firmeza, e o levou de volta para o gramado do convés. O sol brilhava intensamente. Jinbe sentou-se no chão de grama e colocou Chopper deitado à sua frente.
— Jinbe, o que você está fazendo? — perguntou Chopper, começando a rir por antecipação.
— Você foi uma rena muito travessa — declarou Jinbe com falsa seriedade. — Agora, você terá que aguentar o peso do seu pai.
Sem dar tempo para protestos, Jinbe, com toda a sua estrutura maciça de tritão tubarão-baleia, posicionou-se. Ele não pretendia machucar o pequeno médico, é claro; ele conhecia exatamente como controlar seu peso. Jinbe sentou-se parcialmente sobre Chopper, usando sua enorme silhueta para "prender" a rena na grama macia, e começou a se balançar e rebolar de um lado para o outro.
— Ahhh! Jinbe! Você é muito pesado! — gritou Chopper, mas o grito logo se transformou em uma gargalhada histérica.
— Isso é para você aprender a não pintar as paredes! — exclamou Jinbe, movendo seu quadril de forma rítmica e lenta, esmagando Chopper de brincadeira contra o solo fofinho. — Sinta o peso da responsabilidade!
— Pare! Pare! — Chopper tentava empurrar as costas largas de Jinbe com suas patinhas minúsculas, mas era como tentar mover uma montanha de borracha e músculos. — Eu vou explodir!
Jinbe continuou a brincadeira, rebolando com entusiasmo sobre o pequeno amigo. Para Chopper, era como estar debaixo de um travesseiro gigante e quente que não parava de se mexer. O calor do corpo de Jinbe e o cheiro do mar que emanava dele eram confortáveis, apesar da "punição".
— Você promete que vai me ajudar a limpar tudo antes dos outros chegarem? — perguntou Jinbe, ainda se balançando por cima dele, fazendo a rena sacudir para lá e para cá.
— Eu prometo! Eu prometo! — Chopper ria tanto que lágrimas começaram a brotar em seus olhos grandes. — Mas saia de cima, você é enorme!
Jinbe deu uma última rebolada triunfante, sentindo a vibração das risadas de Chopper sob ele, antes de finalmente se levantar e oferecer a mão para a rena.
Chopper ficou ali por um momento, esparramado na grama, recuperando o fôlego e tentando parar de rir. Seus pelos estavam todos bagunçados e ele ainda tinha manchas de tinta, mas seu rosto brilhava de felicidade.
— Você é o pai mais malvado do mundo — disse Chopper, ajeitando seu chapéu icônico.
— E você é o filho mais bagunceiro da Grand Line — retribuiu Jinbe, estendendo o braço para que Chopper subisse em seu ombro. — Agora, vamos. Temos muito trabalho antes que o navio se torne um campo de batalha de tintas e gritos.
Chopper subiu no ombro de Jinbe, abraçando o pescoço largo do tritão.
— Jinbe? — chamou a rena baixinho.
— Sim, pequeno?
— Obrigado por ficar comigo.
Jinbe deu um tapinha suave na pata de Chopper.
— Eu sempre estarei aqui, Chopper. Mesmo que eu tenha que sentar em você de vez em quando para te manter na linha.
Os dois riram juntos, o som de sua alegria se perdendo no horizonte vasto, enquanto caminhavam de volta para a cozinha, prontos para consertar a bagunça e aguardar o retorno de sua família barulhenta. Naquela tarde, o Sunny não era apenas um navio de piratas; era um lar onde um pai e um filho compartilhavam o tipo de amor que nem as ondas mais fortes poderiam levar.
