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Lover

Fandom: Sem fandom

Criado: 08/07/2026

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Entre Acordes e Desejos

O ar na arena estava denso, carregado com o cheiro de milhares de perfumes misturados, suor e a eletricidade pura que só um show de Justin Bieber poderia gerar. Rafaella sentia seu coração martelar contra as costelas, não apenas pela música ensurdecedora, mas pela visão do homem no palco. Justin estava impecável. O suor brilhava em sua pele sob as luzes estroboscópicas, e a forma como ele se movia, com aquela intensidade crua, fazia o estômago de Rafa dar voltas.

Ela sabia que era bonita, tinha consciência das curvas que o vestido justo realçava, mas ali, no meio da multidão, ela era apenas mais uma fã. Ou pelo menos era o que achava, até que a pressão arterial caiu bruscamente. O calor excessivo e a emoção foram demais. A visão de Rafa começou a escurecer, as luzes do palco se transformaram em borrões dourados e, antes que pudesse pedir ajuda, o chão pareceu desaparecer.

No palco, Justin estava no meio de uma transição acústica quando seus olhos, sempre atentos à plateia, captaram o movimento desordenado na grade. Ele viu a garota de cabelos castanhos e traços marcantes desfalecer. Sem interromper a nota no violão, ele sinalizou discretamente para o chefe da segurança, apontando exatamente para onde Rafa estava sendo amparada por desconhecidos.

— Tirem ela dali agora — ele sussurrou no microfone interno de retorno. — Levem-na para o meu camarim. Chamem o médico particular.

O show continuou, mas a mente de Justin estava, pela primeira vez em anos, dividida.

Quando Rafaella abriu os olhos, a primeira coisa que sentiu foi o conforto exagerado de um sofá de couro legítimo e o cheiro de sândalo e baunilha. Ela piscou, tentando afastar a névoa da consciência, e se deparou com um teto branco e luzes suaves.

— Você acordou.

A voz era rouca, profunda e terrivelmente familiar. Rafa deu um pulo, o coração disparando a uma velocidade perigosa. Sentado em uma poltrona à sua frente, ainda com a regata branca suada do show e uma toalha pendurada no pescoço, estava Justin Bieber.

— Meu Deus! — Rafa exclamou, a voz falhando. — Você... eu... o que está acontecendo? Eu morri e fui para o céu?

Justin soltou uma risada baixa, um som que vibrou no peito de Rafaella. Ele se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, os olhos castanhos fixos nela com uma intensidade que a fez perder o fôlego.

— Quase isso — brincou ele. — Você desmaiou na frente do palco. Eu pedi para te trazerem para cá. O médico disse que foi só o calor e a desidratação. Como está se sentindo?

— Eu estou... eu estou surtando! — Rafa confessou, levando as mãos ao rosto, sentindo as bochechas queimarem. — Você é o Justin Bieber. E eu estou no seu camarim. E você está falando comigo.

— Eu sou apenas um cara que ficou preocupado com uma garota muito bonita que caiu na minha frente — ele disse, com um sorriso de canto que era pura provocação. — Qual é o seu nome?

— Rafaella. Mas todos me chamam de Rafa.

— Rafa — ele repetiu, testando o nome. — Nome lindo.

Eles conversaram por quase uma hora. O que começou como um choque de fã logo se transformou em uma conexão genuína. Justin parecia cansado da bajulação habitual e encontrou na espontaneidade de Rafa algo refrescante. Ela era engraçada, inteligente e, como ele não pôde deixar de notar, absolutamente deslumbrante.

— Escuta, Rafa — disse ele, levantando-se e entregando a ela um pedaço de papel com um número anotado. — Eu odeio a ideia de você ir embora agora e a gente nunca mais se falar. Minha agenda está livre pelos próximos cinco dias antes da próxima etapa da turnê. Por que você não passa o resto da semana na minha casa?

Rafa arregalou os olhos, sentindo o pulso acelerar novamente.

— Você está me convidando para morar com você por uma semana?

— Não morar — ele riu, aproximando-se o suficiente para que ela sentisse o calor emanando de seu corpo. — Apenas... aproveitar. O que me diz?

— Eu digo que você é louco. E que eu aceito.

A casa de Justin era um santuário de vidro e luxo nas colinas, cercada por uma vegetação que garantia privacidade total. Naquela primeira noite, o clima entre eles era uma mistura de timidez e um desejo latente que parecia queimar o oxigênio ao redor.

— Quer assistir a um filme? — Justin perguntou, enquanto jogava as chaves na mesa de centro da sala de cinema particular.

— Só se você não escolher um documentário sobre você mesmo — ela brincou, sentando-se no sofá imenso e macio.

— Prometo que não.

Eles se acomodaram, mas nenhum dos dois prestou atenção à tela. O braço de Justin estava atrás do pescoço de Rafa, e ela conseguia sentir a tensão nos músculos dele. O perfume dele, agora misturado ao cheiro de banho tomado, era inebriante.

— Você está muito quieta — sussurrou Justin, virando o rosto para ela. A luz da TV refletia em suas pupilas, tornando seu olhar ainda mais denso.

— É difícil manter o foco com você tão perto — Rafa admitiu com honestidade.

Justin não esperou por mais nada. Ele deslizou a mão pela nuca dela, puxando-a para um beijo que começou lento, quase exploratório, mas que rapidamente se tornou urgente. A língua dele encontrou a dela em uma dança faminta, e Rafa soltou um suspiro baixo, entregando-se ao contato.

Ele a puxou para o seu colo, as mãos grandes e firmes descendo pelas costas dela, apertando sua cintura com uma possessividade que a fazia estremecer. Rafaella sentia o corpo dele rígido sob o dela, a prova viva do efeito que ela exercia sobre ele.

— Você é tão linda, Rafa — ele murmurou contra os lábios dela, a voz carregada de desejo.

Justin começou a trilhar um caminho de beijos pelo maxilar dela, descendo lentamente. Quando ele alcançou a curva sensível do pescoço de Rafa, ela jogou a cabeça para trás, soltando um gemido alto e sôfrego.

— Justin... — ela arfou, as mãos enterradas nos cabelos loiros dele.

Ele continuou ali, sugando a pele macia, deixando uma marca leve enquanto suas mãos subiam por baixo da blusa dela, acariciando a pele quente de suas costelas. Cada toque dele era elétrico. Rafa gemia baixinho quando as mãos dele exploravam suas curvas, mas sempre que a boca dele voltava para o seu pescoço, o som que saía de sua garganta era mais alto, mais intenso, preenchendo a sala silenciosa.

— Eu queria fazer isso desde o momento em que te vi naquela grade — ele confessou, a respiração quente batendo na pele dela.

— Então não para — pediu ela, puxando-o de volta para um beijo profundo. — Por favor, não para.

Naquela noite, o filme foi esquecido, e o início daquela semana prometia ser muito mais do que apenas uma estadia na casa de um ídolo. Era o começo de um incêndio que nenhum dos dois tinha pressa em apagar.
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